sábado, 1 de março de 2014

Crítica de Clube de Compras Dallas

A Noite dos Desesperados

Clube de Compras Dallas // Dallas Buyers Club

Nota: 7,0


Com certeza meus filmes favoritos incluem histórias socialmente engajadas que relatam períodos importantes da história. Entender o passado é entender o futuro. E hoje em dia o movimento gay é a causa de direitos civis provavelmente de maior visibilidade e polêmica no mundo, como foi a causa negra em países mestiços nos anos 60. E a história do movimento gay se confunde bastante com a da pandemia da AIDS, que surgiu no inicio dos anos 80, infelizmente, logo após o movimento gay ter se organizado nos anos 70, o que acabou virando argumento para fanáticos religiosos e/ou reacionários... Inclusive esse contexto histórico já rendeu grandes obras como as peças Angels in America de Tony Kushner e The Normal Heart de Larry Kramer.

Clube de Compras Dallas é um pequeno retrato dessa época. No Texas, um cowboy mulherengo, promíscuo e – como quase todo mundo nesse meio – homofóbico se descobre aidético. Ele recusa o diagnóstico, já que na época a doença era totalmente estigmatizada a gays, mas com medo da fatalidade da doença acaba resolvendo se tratar e apelando também para alternativas não aprovadas ainda, disponibilizando-a a outros doentes desesperados por um sopro de esperança e desafiando o governo.

Com certeza o grande trunfo do filme são as transformações físicas dos dois protagonistas e suas totais entregas ao papel. Tanto que ambos McConfjkeildsgzey e Leto são favoritíssimos ao Oscar nas suas categorias. Mas seus desempenhos (bem acima do normal deles) não fazem de Clube um grande filme, exatamente. É uma história bonita contada sem grande originalidade e de forma burocrática, que pode até ser arrastada e enfadonha em alguns momentos. Um ponto a favor, ao menos, é não apelar em momento algum a pieguices ou sentimentalismos.

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