sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Crítica de Gravidade

A Hora do Pesadelo

Gravidade // Gravity

Nota: 8,5


Visualmente lindo. Impeca- velmente produzido. Magis- tralmente dirigido pelo me- xicano Alfonso Cuarón. Acho que dirigir um filme todo em tela verde é como montar um quebra-cabeça inteirinho ven- dado. E depois ter que ar- rumar tudo na pós produção. Soberbamente atuado por Sandy Bullock, que, conve- nhamos, vem escolhendo melhor seus projetos e vem merecendo os louros. Mas se ela ganhasse prêmios esse papel eu ia achar uma tremenda injustiça com Sigourney Weaver, a pioneira dessas aventureiras intergalácticas... Um filme aparentemente impecável, mas de perfeito na vida, só a filmografia do Clint Eastwood. Brinks!

O ponto fraco? O roteiro, obviamente. Cá entre nós, Gravidade faz parecer que sobreviver a uma chuva de meteoros sozinho no espaço é como achar brinqueAgora do em piscina de bolinhas. Sandra Bullock vai flutuando de lá pra cá e em instantes chega a um satélite aqui, e outro ali, até achar seu teco-teco sideral que vai lhe trazer de volta. Ela até entra numa mini-neura existencial, mas nada que convença muito.

E ainda bem que tem gente pra se interessar por todo tipo de coisa, porque se dependesse de mim o homem não ia nem triscar na lua. Falando nisso, que fim levou aquela bandeira que fincaram lá nos anos 60? Tomara que um ET tenha feito lanche dela... Enfim, só de pensar em ficar flutuando num ambiente inóspito, misterioso e mortal já começa a me atacar a síndrome do pânico que eu não tenho.

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