terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Indicados ao Globo de Ouro 2014

Começou a chamada "temporada de ouro" do cinema, onde começam as campanhas de marketing e lobby para nos convencer de que esses filmes são os melhores do ano. Julgar cabe a subjetividade de cada um. Já a premiar cabe ao júri de cada premiação e seus valores. E a razão de ser de tudo isso se chama... dinheiro! Ele move montanhas, e prêmios são ótimos chama público. Arte é secundária hoje em dia. O capitalismo apodrece tudo que toca

Por isso os indicados a todos os prêmios são praticamente os mesmos, com um coringa aqui e ali. Então vou dar meus pitacos do momento nos indicados ao Globo de Ouro, que reúne um número maior de indicados!

Melhor Filme - Drama

• 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)
Provavelmente o melhor da lista. Tocante, sensível, e só fica piegas quando Brad Pitt aparece.
• Capitão Phillips (Captain Phillips)
Um lixo. Faroeste moderno. Homem branco, bom. Homem preto, mau. Uga-Uga.
• Gravidade (Gravity)
Muito bem feito em todos os quesitos. Divertido, mas não merece vencer. Tem chances por ser o filme-pipoca do ano, que eles adoram. Só é lembrar que eles premiaram Avatar.
• Philomena
Não vi ainda.
• Rush
Não vi. Filme de automobilismo... Francamente, não tenho vontade de ver.

Melhor Filme - Musical ou Comédia
Obs: Não tem uma comédia de facto na lista. Pura estratégia de distribuidora inscrever nessa categoria pra ter mais chance de ganhar prêmio.

• Trapaça (American Hustle)
Provável favorito. Ótimo elenco, mas ficou uma impressão de cópia de segunda linha de Tarantino e Scorsese.
• Ela (Her)
Ainda não vi, me parece ser bom, pero constrangedor.
• Inside Llewyn Davis
Não sei… Tem Justin Timbalada no elenco… Preguiça…
• Nebraska
Parece bom. Mas não costumo amar os filmes do Payne.
• The Wolf of Wall Street
Preguiça do tema… Mas é Scorsese e tem Leo. Merece o benefício da dúvida.

Melhor Diretor

• Alfonso Cuarón – Gravity
É estrangeiro e prestigiado. Não seria surpresa se vencesse.
• Paul Greengrass – Capitão Phillips
Zzzz…Desperdício de indicação. Zzzz...
• Steve McQueen – 12 Anos de Escravidão
Favorito. Com méritos.
• Alexander Payne – Nebraska
Fazendo número, como de costume. A Amy Adams dos diretores.
• David O. Russell – American Hustle
Tá virando arroz de festa, como o Payne. Achei exagero a indicação.

Melhor Ator – Drama

• Chiwetel Ejiofor – 12 Anos de Escravidão
Brilhante. Na medida certa. Merece vencer.
• Idris Elba – Mandela: Long Walk to Freedom
Cota “tá sobrando uma vaga na categoria”.
• Tom Hanks – Captain Phillips
Cota “estrelo de ontem, hoje e sempre”.
• Matthew McConaughey – Dallas Buyers Club
Melhor trabalho dele na carreira. Se vencer não seria injusto, mesmo o filme sendo a boa e velha biografia enlatada.
• Robert Redford – All is Lost
Cota “terceira idade”. Tenho que ver ainda.

Melhor Atriz – Drama

• Cate Blanchett – Blue Jasmine
Ótima, como de costume.
• Sandra Bullock – Gravidade
Ótima, pra sair do mau costume.
• Judi Dench – Philomena
Ótima, como de costume. Precisa nem ver pra saber disso.
• Emma Thompson – Walt Disney nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks) - O  PIOR PIOR PIOR TÍTULO BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS, E PARA TODO TODO TODO O SEMPRE 
Ótima, como de costume. Brilha resplendorosa.
• Kate Winslet – Labor Day
Costuma ser ótima, mas tenho que ver ainda.

Melhor Ator – Musical ou Comédia
Obs: Não tem uma comédia de facto na lista. Tudo estratégia pra ter mais chance de ganhar prêmio.

• Christian Bale – Trapaça
Bom, mas costuma ser melhor.
• Bruce Dern – Nebraska
Prêmio pela ótima carreira. Possível Oscar também.
• Leonardo DiCaprio – The Wolf of Wall Street
Costuma ser ótimo. Não vi ainda.
• Oscar Isaac – Inside Llewyn Davis
Nada a declarar no momento.
• Joaquin Phoenix – Ela
Se tem alguém que pode roubar o prêmio de Bruce, é ele.

Melhor Atriz – Musical ou Comédia

• Amy Adams – Trapaça
Ótima, mas fazendo número na categoria, como sempre. Arroz de festa.
• Julie Delpy – Antes da Meia Noite (Before Midnight)
Indicação pela perseverança na mesma personagem há duas décadas.
• Greta Gerwig – Frances Ha
Cota “revelação do ano”.
• Julia Louis-Dreyfus – Enough Said
Cota “estrela da TV”.
• Meryl Streep – Álbum de Família (August: Osage County)
Provável vencedora, como de costume. Brilha translumbrante, merecia o terceiro Oscar por esse filme, e não pela Thatcher de dois anos atrás. Mesmo o filme sendo o meu favorito da temporada (foi vilipendiado nas indicações) junto com 12 Anos de Escravidão, ele não é comédia nem aqui nem em Plutão.

Melhor Ator Coadjuvante

• Barkhad Abdi – Capitão Phillips
Cota racial. Não sei se ele é bom. O papel é uma caricatura.
• Daniel Brühl – Rush
Sempre foi ótimo. Deve roubar o filme pra si, já que o protagonista não oferece concorrência.
• Bradley Cooper – Trapaça
Cota “estrelo do momento”.
• Michael Fassbender – 12 Anos de Escravidão
Cota “estrelo talentoso, bem dotado do momento”.
• Jared Leto – Dallas Buyers Club
Cota “finalmente fez metamorfose por um filme que preste”. Favorito com méritos.

Melhor Atriz Coadjuvante

• Sally Hawkins – Blue Jasmine
Cota “a gente já te premiou antes. Quanto tempo! Tudo bem?”
• Jennifer Lawrence – Trapaça
Cota “estrela do momento”. Ótima, mas num papel errado pra ela de novo.
• Lupita Nyong'o – 12 Anos de Escravidão
Cota racial e “nova estrela do ano”. Eu daria o prêmio à ela.
• Julia Roberts – Álbum de Família
Cota “estrela de ontem, hoje e sempre”. Melhor trabalho dela desde Closer.
• June Squibb – Nebraska
Cota “velhinha fofa”.

Melhor Roteiro

• Steve Coogan and Jeff Pope – Philomena
Não vi.
• Spike Jonze – Her
Não vi também.
• Bob Nelson – Nebraska
Não vi – parte III.
• John Ridley – 12 Anos de Escravidão
Esse eu vi!
• Eric Warren Singer and David O. Russell – Trapaça
Excesso de confete, francamente.

Melhor Trilha

• Alex Ebert – All is Lost
Não escutei.
• Alex Heffes – Mandela: Long Walk to Freedom
Não escutei também. Mas gosto do trabalho dele desde Querido Frankie.
• Steven Price – Gravity
Eu vi o filme, mas sinceramente, não prestei atenção em trilha. Lembro de muitos silêncios. Ou seja, já não acho que mereça.
• John Williams – The Book Thief
Arroz de festa que já azedou! Não tem quem aguente mais…
• Hans Zimmer – 12 Anos de Escravidão
Provável favorito.

Obs.: Desses filmes da safra que vi, a trilha de Saving Mr. Banks (me recuso a usar o nome nacional...) é a melhor do ano.

Melhor Canção Original
Considerações gerais: Uma constelação de artistas pop indicados, como todos os anos. Eles adoram uma platéia repleta de cara famosas e ricas. Qualquer resultado aí é possível. Talvez Justin Timbalada vença, por ser o mais papa é pop do momento.

• "Atlas" (Coldplay) – Jogos Vorazes: Pegando Fogo (The Hunger Games: Catching Fire)
• "Let It Go" (Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez) – Frozen
• "Ordinary Love" (U2 e Danger Mouse) – Mandela: Long Walk to Freedom
• "Please Mr. Kennedy" (Justin Timberlake, T Bone Burnett, Ed Rush, George Cromarty, Joel Coen e Ethan Coen) – Inside Llewyn Davis
• "Sweeter Than Fiction" (Taylor Swift e Jack Antonoff) – One Chance

Melhor Animação

• The Croods
• Despicable Me 2
• Frozen – barbada

Melhor Filme Estrangeiro

• Blue is the Warmest Color (França)
Romance das sandalhinhas. Os globos são moderninhos. Pode surpreender
• The Great Beauty (Itália)
Favorito.
• The Hunt (Dinamarca)
• The Past (Irã)
• The Wind Rises (Japão)



Confira também as indicações para as categorias de TV - Aqui
Confira os indicados ao Critics Choice Awards 2014 - Aqui
Confira os indicados ao SAG Awards (Prêmio do Sindicato dos Atores) - Aqui

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Crítica de Elena

O Espelho Tem Duas Faces

Elena

Nota: 8,0


Recentemente um documentário bra- sileiro tem feito sucesso, sido bas- tante comentado na internet e nas redes sociais, recebido alguns prêmios tanto no Brasil como no exterior e sido cotado para representar o Brasil para a disputa do Oscar de filme estran- geiro. Escrito, dirigido e narrado por Petra Costa, sobre a vida de sua irmã, Elena Costa, que sonhava em ser atriz em Hollywood e se mudou para Nova York para estudar e seguir o seu sonho. Intercalando vídeos caseiros de arquivo pessoal com caprichadas e melancólicas composições visuais de uma Nova York atual, uma trilha sonora bonita (porém depressiva), contando um breve histórico familiar e seu contexto social, e sempre narrado com um tom meio emocionado, meio desanimado da diretora, não consegui bem ao certo discernir, aos poucos vamos sabendo os rumos que a vida destinou à Elena.
Antes de tudo, vale ressaltar que essa é uma obra extremamente pessoal. E longe de mim querer dizer como cada um deve lidar com sua perda, com o seu luto. Mas já que estou dando opinião sobre o filme (e não sobre como superar traumas, pois não tenho competência para tal), no meu ponto de vista me pareceu ser muito masoquista. Não cheguei a achar sádico, pois eu, pessoalmente, não “sofri” em nenhum momento do documentário, mas essa é uma outra interpretação que eu não teria dificuldades em ver.
Até porque qualquer pessoa que tenha assistido ao menos o trailer sabe que Elena está morta. O que nos leva a acompanhar tudo é saber como os fatos se desenrolaram, até porque em quase todo filme a gente já sabe como vai terminar, sejamos sinceros. Finais surpresa são raros, são arriscados e não são exatamente unanimidades. Então não houve surpresa alguma no andar dos acontecimentos.
Ou talvez seja uma forma da diretora finalmente encerrar esse episódio da sua vida e seguir adiante. Uma forma de terapia mesmo. Ou pode não ser nenhuma das duas coisas. Mas essa é a impressão que pra mim ficou, do alto da minha ignorância das vidas privadas alheias (a quem fui convidado a testemunhar).
Então, enquanto eu assistia, tudo o que passava pela minha cabeça era como essa história poderia ser contada de tantas outras formas mais interessantes, se uma pessoa com maior distancia pusesse as mãos no roteiro. E certamente a personagem Petra/Elena seria um personagem de uma carreira para qualquer atriz.
Pelo trailer me parecia um thriller, um filme de mistério, tipo Cisne Negro ou Mulholland Drive. Eu não imaginava, não fazia idéia de como seria como documentário. Não tinha clipes de entrevistas, ou tabelas, gráficos, nada peculiar ao gênero no trailer. Apenas uma mesma voz em off e imagens bem difusas. Logo aguçou minha curiosidade.
E talvez por eu estar mais acostumado com esse outro formato documental mais padrão, isso me fez parecer que Elena seja um documentário um pouco pobre de fontes. Tudo tem (ao menos) dois lados, e em documentários normalmente vemos diversas opiniões e visões conflitantes sobre determinado assunto. Mas nesse realmente não há como ter espaço para isso. Confesso que a narração distante e um tanto descompromissada e o tom “poético” me cansou após poucos minutos.
E o clímax do filme acontece pouco depois da metade, ainda longe do final. E os minutos restantes não me diziam bem ao certo o porquê de ser. Pareciam mais uma súplica para que a audiência partilhasse da mesma dor da realizadora, eis o sado-maso por mim comentado antes. Lembrou-me daqueles vídeos e slideshows com poesias ou mensagens edificantes e fotos bonitas desconexas que mandavam em correntes por email nos primórdios da internet. Quem nunca viu aquele “A vida é como uma viagem de trem”?
Petra e Elena são muito parecidas, tanta no voz quanto no físico, e elas se confundem demais. Esse, para mim, é o principal trunfo do filme, o que ele tem de mais interessante. Muitas das vezes eu não conseguia diferenciá-las, se era um antigo vídeo de Elena, se era Petra ao se mudar para Nova York recentemente, etc. E essa confusão me dizia que a identidade de Petra esteve sempre atrelada a existência da irmã na sua vida. E o filme, de certa forma, é uma necessidade que ela tem de se auto-afirmar e buscar a sua própria identidade, mas sem se desfazer da importante memória da irmã.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Oscar 2013

O anúncio dos indicados foi um aviso do que estaria por vir. Mas nenhuma daquelas piadinhas sem-graça que Seth MacFarlane proferiu do lado da Emma Stone em janeiro foi páreo pro que estava por vir na noite de 24 de fevereiro. Eu sinceramente nunca vi algo tão ruim. Nem James Franco, o crucificado, conseguiu a façanha.
A academia claramente está perdida e não sabe mais o que fazer com seu evento. A promessa foi de fazer um evento dinâmico, entretido para o público. Identificaram muito “espaço morto” na cerimônia e prometeram eliminá-los. O tema do ano? Música em filmes. O que logo me veio à mente? Aquela abertura do Emmy ao som de Born to Run. Ok. Deu pra dar o benefício da dúvida.
Como de costume, começou-se com o monólogo do apresentador do evento. Mas tava tão sofrível, que eu já começava a me remoer. Grosseria com Dujardin, puxação de saco com Ben Affleck, e o eco de Tina Fey, Amy Poehler ou Ricky Gervais (últimos apresentadores do Globo de Ouro) já pairava no ar. E eis que do nada desce um telão do teto com o William Shatner, o canastrão do Capitão Kirk de Star Trek, e diz que a apresentação está péssima. Ufa! Respiro aliviado. Era tudo uma brincadeira! Agora vamos começar de fato com o evento.
Alegria de pobre dura pouquíssimo... Tudo ficou pior! Pra começar, eis que engatam um número musical no nível de comercial de cerveja que dizia “eu vi suas tetas” e enumerava os filmes em que se podem ver os seios de atrizes famosas, quase todas as citadas presentes na platéia. Mesmo em tom de piada, foi um dos momentos mais misóginos que eu já vi em premiações.
Se por causa de uma propaganda da Gilette com a Sabrina Sato (babaca, de fato) fizeram todo aquele auê, imagina se fizessem alguma brincadeira desse tipo em relação a homens? Mas como o alvo do sexismo foram mulheres, eterno ser objetificado e decorativo, tudo “foi só uma piada”. E ainda na crista da onda, mais tarde no evento homenagearam os 50 anos de 007, uma das franquias mais machistas do cinema.
Se você for ver no portal do YouTube do Oscar, os monólogos iniciais normalmente duram em torno de 8 minutos. Mas até Octavia Spencer expulsar o Seth do palco pra poder premiar o melhor ator coadjuvante tomou-se uns bons 20 minutos. Ou pelo menos a sensação foi essa. Não teve cantoria, cosplay de A Bela e a Fera, nem Charlize dançando com Channing Tatum que salvasse o vexame.
E noite adentro, Seth reaparecia pra contar mais diversas piadas ruins. Rindo de si próprio, sempre. Como ele é hilário... E eram blocos consideráveis de tempo tomados com isso. No entanto, os premiados tinham seus discursos sumariamente interrompidos e microfones desligados se ultrapassassem os poucos segundos que lhes davam. Uma grosseria sem tamanho. O foco do evento devia ser nos indicados e premiados, não virar show de stand up comedy de apresentador. Ainda mais que os agradecimentos eram a única oportunidade de alguém dizer algo de interessante já que o roteiro inteiro do evento estava sofrível.
Além das piadas, a organização do evento foi péssima. Muito confusa. O “tema” da noite foi muito mal empregado, engatando números musicais inexplicáveis um atrás do outro. Eu, sinceramente, teria planejado coisa muito melhor, com toda a modéstia que emana desse meu ser.
Na verdade o uso do tema da noite se resumiu a:
1) tocarem trilhas incidentais famosas nas transições, o que já acontece todo ano, sejamos francos;
2) a tal da homenagem do machistóide 007, onde Shirley Bassey cantou apenas um dos milhares de temas icônicos da franquia;
3) um bloco onde homenagearam 3 musicais famosos: Catherine Zeta Jones cantou All That Jazz de Chicago, Jennifer Hudson cantou And I’m Telling You de Dreamgirls e o elenco inteiro de Les Misérables congestionou o palco, numa poluição sonora sem fim, onde cada um cantava uma canção diferente do filme ao mesmo tempo, incluindo Suddenly, a indicada à canção original. Aliás, quem não conhecia as indicadas da categoria ficou sem saber que aquela era uma delas. Uma bagunça sem harmonia alguma.
Mas cadê ao menos citarem musicais deveras importantes, como Cantando na Chuva, Hair, O Mágico de Oz, Grease, Cabaré, Top Hat, A Noviça Rebelde, Gigi, My Fair Lady, West Side Story, Funny GirlOliver, e até mesmo Fama, Flashdance, Os Embalos de Sábado à Noite, Dirty Dancing e Footloose, entre tantos outros?
Além disso, por que não honraram o tal do tema musical da festa na hora de apresentar os indicados do ano à melhor trilha sonora e fazer um bloco devidademente organizado e respeitoso com todas as indicadas a canção original? Ao contrário, como sempre, só deram destaque à Adele, a óbvia vencedora da categoria com sua sonolenta Skyfaaaall (zzz...), e duas das canções indicadas se resumiram a um videozinho breve pouco antes de anunciarem a vencedora.
Ano após ano o Oscar se diz “cada vez mais internacional”. O próprio Seth logo no início disse que foi um grande ano para filmes estrangeiros, citando Amour. E no fim da noite, diretamente da Casa Branca, a Primeira-Dama Michelle Obama anuncia o prêmio de melhor filme. Para Argo. Cada vez mais internacionais... Faça-me rir... Poderiam ter chamado o Sultão do Brunei.



Frases da noite:
Chegamos ao momento da noite onde Javier Bardem,
Penélope Cruz ou Salma Hayek sobem ao palco
e nós não temos idéia do que eles estão falando, mas a gente
não se importa, pois eles são muito atraentes.
Seth MacFarlane, sendo racista.
Eles sabem que eles pisaram na bola.
Não é sua culpa, Ben.
Seth MacFarlane, porque puxar o saco de
Ben Affleck não sai mais de moda.

Ganhar um Oscar significa uma carreira longa
e de sucesso.Vejam Jean Dujardin, que ganhou ano passado
e agora está em todos os lugares.
Seth MacFarlane, achando que ser ator
se resume a trabalhar em Hollywood.


Obrigado, deuses do cinema.
Ang Lee, talvez agradecendo aos céus por
tirarem Ben Affleck do caminho.


Hoje celebramos os 50 anos de James Bond
no cinema, e celebramos com música, que é tão peculiar a Bond
quanto martinis, carros exóticos e 'Pussy Galore'.
Halle Berry, provando, mesmo sem
querer, o quão machista James Bond é, já que Pussy Galore,

o nome de uma das famosas Bond Girls, em uma

tradução literal significaria algo tipo 'Xoxota Abudante'.

Vocês só estão de pé porque eu caí!
Jennifer Lawrence, a diva-mór da noite, comentando
os aplausos de pé que recebeu.

Quando me chamaram para fazer esse filme eu já
estava comprometido em fazer Margaret Thatcher e Meryl
era a primeira opção do Spielberg pra ser Lincoln.
Daniel Day-Lewis, tentando fazer piada, mas mostrando
que não tem timing cômico nenhum mesmo.

Eu estive aqui 15 anos atrás...
Nunca imaginei que estaria aqui de novo.
Ben Affleck, a prova viva da máxima
"errar é humano, e persistir no erro é burrice"
.


Top 3 - Melhores momentos:

1) J-Law ganhando ao som de My Cherie Amour, caindo nas escadarias, dando dedo, falando palavrão. Tudo isso vestida de Cinderela. Enfim, sendo musa;

2) J-Hud berrando e alucinando;

PS: Christina Aguilera também curtiu.

3) J-Aniston, existindo.


Top 3 - Piores momentos:

1) Seth MacFarlane, pelo conjunto da obra;

2) Ben Affleck e seus discursos baratos de livro de auto-ajuda. Ainda bem que acabou essa temporada de prêmios e ele não vai ter mais discurso pra fazer;

3) A jogação exagerada de confete na Adélia, e o descaso que foi a produção da apresentação da Norah Jones. Sem falar na ausência total de apresentação das outras 3 indicadas à melhor canção. Falta de respeito indesculpável com os compositores e artistas. Nem o carisma habitual da inglesa recebendo o prêmio serviu de redenção.


Observações na noite:

- Nicole Kidman tava linda;

- E também reprovou a palhaçada de cortarem os discursos;

- Jennifer Aniston era a cor que faltava num ano tão cheio de vestido blasé e sem graça;

- Xuxa tava lá, também. Estacionou a nave na Sunset Boulevard e cobriu a bota cano longo debaixo do vestido, mas depois fez a alegria de todos com as Paquitas cantando Ilariê em inglês na festa do Elton John. Andréia Veiga, Sorvetão e Letícia Spiller causaram furor no recinto;

- John Travolta envelheceu mal demais. A peruca do Zacarias penteada no gel pra trás tá muito bizarra;

- J-Hud também foi de peruca. Mas arrepiou na gritaria. Botou Adélia no chinelo;

- Esse ano Barbra resolveu fazer algo diferente: se vestiu idêntica a quando cantou The Way We Were em 1975, lá na época em que ela tinha o gogó de J-Hud, pra homenagear seu parceiro musical falecido Marvin Hamlisch;

- ♪ Jennifer Lawrence de Jesus, deu uma queda foi ao chão. Acudiram três cavalheiros, todos estendendo a mão. O primeiro, foi Hugh Jackman. O segundo Bradley Cooper. O terceiro foi Dujardin, a quem Jennifer deu a mão ♪♫;

- J-Law só tem tomara-que-caia pra usar. Vermelho no Globo de Ouro, azul no SAG, e debutante no Oscar;

- Tarantino ganhou seu segundo Oscar. Ambos por roteiros. O primeiro pelo melhor deles, Pulp Fiction. Agora, pelo pior de todos;

- Meryl, assim como todo mundo que tava assistindo, já tava de saco cheio da festa interminável e nem fez suspense pra anunciar o vencedor de melhor ator. A pressa deu até tilt no equipamento de TV, que não teve tempo nem pra molhar o bico;

- Jane Fonda fez pacto com o diabo. Ela deve se banhar todos os dias com o sangue de 3 virgens da Birmânia pra se manter eternamente com 35 anos;

- Bella, era a compostura em pessoal. Cara de enjôo, mancando, toda assanhada, vestido amassado e mal ajustado, tossindo o pigarro. Uma finesse;

- Catherine Zeta se agarra com Matusalém em casa, então aproveita pra bolinar garotão nos palcos;
- Halle Berry, como sempre, um luxo. E ela foi miss em 1986! Quase 30 depois continua no mesmo exato molde;

- Éponine, como sempre, ofuscando Cosette;

- Bridget Jones mergulhou de vez no botox. Perda total! Nem o olho consegue abrir mais;

- Spielberg A-DO-ROU ter perdido o Oscar de diretor. Era a cara da felicidade. Só não foi mais engraçado do que quando perdeu por Tubarão;

- Anne Hathaway tá a cara de Roberto Gambine (joguem no google). E os tão comentados mamilos dela eram a costura do vestido. Só não vê quem é cego. Ou gosta de fazer piada de peitos, à la MacFarlane;

- Pronto! Adélia já ganhou o Oscar dela. Agora tá bom de dar um tempo, né? Te vemos agora em 2030 quando o enjôo passar?

A lista completa de vencedores:

Melhor Filme
Argo
Melhor Diretor
Ang Lee
As Aventuras de Pi
Melhor Ator
Daniel Day-Lewis
Lincoln
Melhor Atriz
Jennifer Lawrence
O Lado Bom da Vida
Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz
Django Livre
Melhor Atriz Coadjuvante
Anne Hathaway
Os Miseráveis
Melhor Roteiro Original
Django Livre
Melhor Roteiro Adaptado
Argo
Melhor Animação
Valente
Melhor Filme Estrangeiro
Amor
Áustria
Melhor Canção
Skyfall por Adele
007 - Operação Skyfall
Melhor Trilha Sonora
As Aventuras de Pi
Melhor Fotografia
As Aventuras de Pi
Melhor Montagem
Argo
Melhores Efeitos Visuais
As Aventuras de Pi
Melhor Design de Produção
Lincoln
Melhor Figurino
Anna Karenina
Melhor Maquiagem e Cabelo
Os Miseráveis
Melhor Edição de Som
Empate: A Hora Mais Escura & 007 - Operação Skyfall
Melhor Mixagem de Som
Os Miseráveis
Melhor Documentário
Searching for Sugar Man
Melhor Documentário Curta
Inocente
Melhor Curta
Curfew
Melhor Curta de Animação
Paperman