sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Crítica Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Você Não Soube Me Amar

Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres // The Girl With The Dragon Tattoo


Nota: 6,0


A mania que os estúdios americanos têm de refazer as obras só para agradar seu público (e a si mesmos), que não gosta de ler legendas, é algo de uma petulância ímpar. O único caso em que a fórmula deu certo foi Os Infiltrados, porque adaptaram tudo à uma realidade mais ou menos semelhante a deles. Transpuseram a idéia central para Boston, e transformaram a máfia chinesa em gângsteres irlandeses, etc. Ou seja, transformaram uma idéia. Houve um processo de criação em cima da obra original. Mas aqui refilmaram tudo da mesma maneira que é no livro e no filme original. Mesmas locações, etc. Tudo bem que na Suécia todo mundo fala inglês, mas eu D-U-V-I-D-O que eles falem inglês entre si. Então colocaram todo mundo (até os atores americanos) fazendo um sotaque nórdico, que eu nem sei se está, por falta de referência e familiaridade, mas arrisco que deve ser bem no nível de Javier Bardem se passando por brasileiro em Comer, Rezar e Amar.

Pra você que não sabe, a história é sobre um jornalista, aqui feito pelo 007 Daniel Craig, que é contratado por um senhor idoso, o Christopher Plummer, para descobrir o paradeiro da sua sobrinha preferida, que sumiu há mais de 40 anos. Para tal tarefa, ele acaba recrutando a ajuda de uma hacker gótica e anti-social, a semi-novata Rooney Mara, que é expert em descobrir informações sigilosas e burlar/violar formas de segurança.

Por que não trouxeram a história para Nova York, Chicago, Filadélfia? Lisbeth Salander poderia ter virado uma Elisabeth Sanders, ou algo do tipo. Fica tudo tão forçado e fake, como aquele monte de chinês da dinastia Frango Xadrez falando inglês em O Último Imperador, do Bertolucci. Como o Brasil está em ascensão, capaz de virem filmar aqui. Oh wait! Já fizeram isso em O Beijo da Mulher Aranha...

Uma das principais falhas do filme, fora as que eu já citei, foi cortar justamente a melhor cena da versão original, lá perto do fim, depois que ela e o jornalista desvendam e discutem entre si o mistério, que explica muito da enigmática Salander. Sem ela, nesse aqui, a famosa – e controversa – cena do estupro fica puramente gratuita, sem qualquer sentido. Outro erro foi esse cartaz de divulgação misógino e, também, gratuito, que nada tem a ver com a história. Também não gostei do desfecho entre os dois protagonistas.

Como nada é tão ruim assim, a fotografia e montagem do filme ficaram muito boas. Os créditos iniciais ao som de (um cover de) Immigrant Song do Led Zeppelin até prometiam, mas ficou só na promessa mesmo. Com a falta de liga de todo o resto, a qualidade dos dois setores acabou por transformar o filme num mega-videoclipe com belas tomadas e imagens, e pouco conteúdo pra mostrar. Por isso não entendi a indicação da Rooney Mara ao Oscar. Achei desrespeitoso demais com a produção sueca essa jogação de confete pra um remake, principalmente levando em consideração que não foi trazido algo de diferente que acrescentasse ou distanciasse as duas obras. A caracterização física ficou mais chocante, mas em todo o resto ela fica muito aquém à Noomi Rapace. É só Hollywood cultuando seu próprio umbigo.

Faltou profundidade. No fim das contas eu já achava que estava assistindo uma candidata à America’s Next Top Model fazendo caras e bocas para um daqueles ensaios fotográficos (excelentes) que elas fazem. A cena do assalto na escada rolante, então, parecia coreografada (e é mesmo), mas pra se colocar em videoclipe de desfile de uma Fashion Week da vida. Não é à toa que foi o diretor David Fincher que dirigiu Freedom 90 do George Michael, um dos meus videoclipes favoritos, diga-se de passagem.


Obs: Numa nota a parte, já partindo pro lado pessoal, o filme me fez constatar como minha memória funciona, além de toda a minha futilidade e serventia como fonte de cultura inútil, quando eu reconheci a terceira colocada do Miss Universo há 14 anos atrás fazendo figuração como repórter numa tela de TV. Fui pesquisar no IMDB e não é que era ela mesmo?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crítica O Artista

Meia-Noite em Hollywood

O Artista // The Artist


Nota: 9,0


Em uma época onde todos os filmes são em cores, com diálogos, e, cada vez mais, extrapolam de recursos e efeitos visuais, reutilizar uma estética e tecnologia primitiva, já fora de uso há mais de 8 décadas, e fora do circuito alternativo ou de arte, era algo impensado. Até esse filme francês (sempre eles) conseguir a proeza. A idéia e equipe são francesas, mas o filme foi rodado e financiado em Hollywood, e utiliza um elenco misto. Nomes famosos como John Goodman e Penélope Ann Miller fazem participações importantes, mas os dois maiores astros são dois desconhecidos do público, um francês, Jean Dujardin, e uma argentina, Bérénice Bejo. Ou seja, algo surreal de acontecer na indústria. E normalmente quando Hollywood se permite a ousadia, dá certo.

A história é sobre um ator de extremo sucesso do cinema mudo nos anos 20, que se recusa a se adaptar à inovação do cinema falado e acaba ficando obsoleto, e ainda vê sua protegida, mais moderninha, brilhando e emplacando filmes (todos com nomes deliciosamente frívolos, bem peculiares à época) de sucesso seguidos, enquanto ele amarga seu vertiginoso declínio.

O filme brinca com a história do cinema. As quantidades de citações só são comparáveis as de Tarantino e aos momentos mais inspirados de Scorsese, no circuito mainstream. De fato, lembra demais Cantando na Chuva, como muitos já disseram, e ainda mescla tons e transporta filmes clássicos de décadas passadas para a ótica do cinema mudo. Uma declaração de amor à sétima arte e aos anos dourados de Hollywood, algo tipo Paris, Je T’aime ou New York, I Love You, e, futuramente, Rio, Eu te Amo (medo!), mas com um enredo único.

Tem trechos de Crepúsculo dos Deuses, os famosos musicais da Metro, pode lembrar Baby Jane, e servir de “paródia” para a vida de diversos artistas conceituados da época. E o roteiro também tira sarro de si mesmo diversas vezes, por exemplo, quando Bérénice Bejo diz que o cinema falado permite romper o modelo “caras e bocas” do cinema mudo, enquanto é tudo isso que eles mesmos fazem durante a projeção inteira.

O elenco todo brilha em perfeita sintonia. Dujardin faz uma espécie de Rodolfo Valentino e Bejo é de uma fotogenia extrema. Um casal extremamente carismático e charmoso. Fica a dúvida se eles terão um futuro em Hollywood, como têm Javier Bardem, Marion Cotillard e Penélope Cruz, ou se ficarão pelo caminho, como Roberto Benigni (Deus é pai!), Adriana Barraza e Rinko Kikuchi. Por estrelarem um filme em que suas vozes e sotaques são incógnitas, a resposta ao questionamento fica no ar.

O filme tem sido extremamente elogiado e arrebatado todos os prêmios da safra 2012, e caminha tranquilamente para o Oscar. De inventivo não tem absolutamente nada. Mas é extremamente criativo. Talvez o maior trunfo e mérito do filme seja a direção do francês Michel Hazanavicius. Seria fácil, fácil deslizar e cair num pastiche preguiçoso de Carlitos, ou transformar Dujardin numa caricatura de Gene Kelly. Colocando em proporção, O Artista é, mais ou menos, para cinema o que Amy Winehouse foi para a música pop há alguns anos atrás. Uma sessão nostalgia que certamente desagradará ao público em geral, alérgico à “velharias”, mas para quem ama cinema é como se perder com Owen Wilson à meia-noite em Paris.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Indicações ao Oscar 2012

As indicações saíram hoje de manhã, anunciadas pelo presidente da Academia, Tom Sherak, que não pára de inventar moda todo santo ano, mudando regras e mais regras, e sempre errando no ponto, e pela atriz Jennifer Lawrence, que ano passado foi indicada à Melhor Atriz por Inverno da Alma. Esse ano a academia resolveu de brincar de "olha como somos imprevisíveis", colocando em toda categoria uma zebra. E na verdade, as surpresas foram em sua grande maioria desagráveis. Mas essa tendência pode significar outras coisas.

Vamos a lista com alguns breves comentários meus:



Melhor Filme
Os Descendentes
Histórias Cruzadas
Tão Forte e Tão Perto
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra
O Artista
Meia-Noite em Paris
A Árvore da Vida

Mais uma invenção da Academia. Primeiro alteraram de 5 para 10 o número de indicados na categoria. E agora inventam que o número será variável dependendo da quantidade de votos, e blá blá blá... Aí, por fim, indicam 9 filmes. Por que não colocaram mais outro arredondando pra 10 de uma vez? Pelo menos há bons filmes na lista. O mais fraco, com certeza, é o drama de cavalo piegas do Spielberg.

Por outro lado, essa onda de surpreender da Academia pode significar também que queiram fugir do "óbvio", que no caso seria premiar o filme francês
O Artista, que tem levado tudo até aqui, e no meio do caminho surgiur um Crash da vida. E isso seria nada mais que uma confissão assinada de xenofobia da indústria, na minha opinião. Então, pelo visto, tudo pode acontecer. Fica difícil até de arriscar um chute.


Melhor Diretor
Michel Hazanavicius (O Artista)
Alexander Payne (Os Descendentes)
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
Woody Allen (Meia-Noite em Paris)
Terrence Malick (A Árvore da Vida)

Legal ver o Terrence Malick na lista e o cafona do Spielberg de fora. Talvez Tate Taylor (por Histórias Cruzadas) merecesse ser lembrado também. Um filme com um elenco tão afiado não se dirige sozinho. Não vou mentir que minha torcida é do Woody Allen, mas qualquer um, menos o Payne, merece, no meu ponto de vista.

Melhor Ator
Demián Bichir (A Better Life)
George Clooney (Os Descendentes)
Jean Dujardin (O Artista)
Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais)
Brad Pitt (O Homem Que Mudou o Jogo)

Gary Oldman é fenomenal, e nunca foi lembrado por premiações antes, então é um reconhecimento mais que merecido. Mas, por outro lado, cadê Leonardo DiCaprio e Michael Fassbender? O mexicano Bichir é um mistério, e os amigos George Clooney e Brad Pitt são bons, mas medianos. Nada memoráveis. Nem reclamo muito por Ryan Gosling, porque eu não consigo transpor a carapaça de arrogância dele nos seus filmes.


Melhor Atriz
Glenn Close (Albert Nobbs)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Rooney Mara (Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres)
Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Michelle Williams (Sete Dias Com Marilyn)

Eu tenho é nojo... Acho de uma megalomania e egocentrismo doentios a Academia, que desprezou o filme original, indicar Rooney Mara, que brinca de Noomi Rapace num remake sem nenhuma personalidade. E ainda ignorararam Charlize Theron, Elizabeth Olsen, e, principalmente, Tilda Swinton. No mais, minha torcida, mais uma vez, é toda da Viola.


Melhor Ator Coadjuvante
Kenneth Branagh (Sete Dias Com Marilyn)
Jonah Hill (O Homem Que Mudou o Jogo)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
Nick Nolte (Guerreiro)
Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)

Essa sim uma surpresa sem nenhum efeito colateral. Max von Sydow é icônico. Mas ainda assim, o vencedor, merecidamente, deve ser Christopher Plummer. Nick Nolte dá a volta por cima, depois de ter sido preso e virado motivo de chacota pública.


Melhor Atriz Coadjuvante
Bérénice Bejo (O Artista)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)

O Oscar seguiu às indicações do sindicato dos atores e ignorou a Shailene Woodley em Os Descendentes. E olha que a Academia sempre costuma indicar infanto-juvenis. Mas é uma lista justa e boa. Talvez eu tiraria a Melissa McCarthy, mas não pelo trabalho dela ser ruim, mas por antipatia pela personagem (e pelo filme), mesmo.


Melhor Roteiro Adaptado
Os Descendentes
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem que Mudou o Jogo
Tudo Pelo Poder
O Espião Que Sabia Demais

Ignoraram Histórias Cruzadas, e indicaram George Clooney, já que foi cortado das categoria de melhor filme e melhor direção, com o seu Tudo Pelo Poder. O Homem que Mudou o Jogo sobra na lista, mas no mau sentido.


Melhor Roteiro Original
O Artista
Missão Madrinha de Casamento
Meia Noite em Paris
A Separação
Margin Call - O Dia Antes do Fim

Eis a chance de Woody Allen sair premiado. Será que ele confirma seu favoritismo? Ou a antipatia da Academia por ele vai se sobrepor?


Melhor Animação
Um Gato em Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2
Gato de Botas
Rango

Aí a Academia indica duas animações praticamente desconhecidas e (o que não é necessariamente ruim) e ignora Tintim, e ainda confirma que Hollywood não gostou mesmo de Rio.


Melhor Filme Estrangeiro
Bullhead (Bélgica)
Monsieur Lazhar (Canadá)
A Separação (Irã)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)

A Pele Que Habito fazendo falta, e A Separação se isolando como franca favorita, ainda mais por conquistar uma indicação de roteiro também.


video

Melhor Canção
Original
Man or Muppet (Os Muppets)
Real in Rio (Rio)

Outra papagaiada da academia: ignoraram todos os indicados do Globo de Ouro (já vêm fazendo isso tem um tempo) e só indicaram duas míseras canções. era melhor abolir a categoria. Aí então dão o prêmio de consolação para Rio, indicando sua canção composta pelos brasileiros Sérgio Mendes e Carlinhos Brown e pela americanca Syedah Garrett, que é famosa por compor músicas do Michael Jackson, como o hit Man in The Mirror.

Mas por outro lado, a outra indicada é uma baboseira bem medíocre dos Muppets, que são extremamente populares nos EUA, e nunca levaram Oscar, apesar de terem sido indicados antes nos anos 80. E a canção ainda é cantada pelo Jason Segel, do seriado How I Met Your Mother, e pelo Jim Parsons, o Sheldon de The Big Bang Theory. Então eu não criaria muitas expectativas, não.


Demais indicados:

Melhor Documentário
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated
Hell and Back Again

Melhor Documentário - Curta
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
God is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry Blossom

Melhor Curta-Metragem
Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

Melhor Curta de Animação
Dimanche/ Sunday
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

Melhor Direção de Arte
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Cavalo de Guerra
Meia Noite em Paris

Melhor Fotografia
O Artista
Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

Melhor Figurino
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
W.E. - O Romance do Século
Anônimo
Jane Eyre

Melhor Maquiagem
Albert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
A Dama de Ferro

Melhor Montagem
Os Descendentes
O Homem que Mudou o Jogo
A Invenção de Hugo Cabret
Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
O Artista

Melhor Trilha Sonora
As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne
O Artista
O Espião que Sabia Demais
Cavalo de Guerra
A Invenção de Hugo Cabret

Melhor Edição de Som
Cavalo de Guerra
Drive
Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
A Invenção de Hugo Cabret
Transformers: O Lado Oculto da Lua

Melhor Efeitos Sonoros
Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Transformers: O Lado Oculto da Lua
Cavalo de Guerra
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor Efeitos Visuais
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II
A Invenção de Hugo Cabret
Gigantes de Aço
O Planeta dos Macacos: A Origem
Transformers: O Lado Oculto da Lua

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Globo de Ouro 2012

E mais um Globo de Ouro se foi. E, como sempre, eu não perdi nada, nem o tapete vermelho. Novamente eles chamaram o Ricky Gervais para apresentá-lo. Ano passado os seus comentários (brilhantes e venenosos) foram muito criticados e recebidos com muito desconforto pelos artistas presentes. Este ano ele foi mais comedido, mas não menos engraçado. Mas tive a impressão de que ele foi podado. Após o monólogo inicial, ele mal apareceu depois. Só pra falar mal, brevemente, dos apresentadores que iam surgindo.

Cuidado com a cabeça do pimpolho

Bom rever Woody voltando às listas de vencedores. Assim como Scorsese, que fez um filme singelo e cativante. Meryl vencendo normalmente me deixaria alegre sempre, mas dessa vez eu torcia demais por Viola Davis. George Clooney é melhor diretor que ator. Pra mim Leonardo DiCaprio deveria ter vencido. Matt LeBlanc só venceu pela fama de Friends. Na boa, houve 10 anos de seriado e nunca o premiaram, e agora que ele não é nem metade do que já foi, resolvem premiar. No geral, os discursos do Critics Choice foram bem mais inspirados, principalmente os de George Clooney e Viola Davis. Agora é acompanhar os guildas e esperar as indicações ao Oscar.

Enfim, eis aqui meus destaques da noite!


Frases da noite:
Você já assistiu O Turista?
Ricky Gervais, que no ano passado foi criticado por brincar
que O Turista é tão ruim que só foi indicado para que Johnny Depp
e Angelina Jolie fossem ao evento, fez a pergunta a Depp.


O Globo de Ouro está para o Oscar assim
como Kim Kardashian está para Kate Middleton.
Ricky Gervais, no seu monólogo incial.

Justin Bieber quase fez um teste de paternidade...
Que desperdício de teste seria! A única maneira que ele poderia
ter engravidado uma menina seria se ele pegasse
emprestado um dos recheadores de peru da Martha Stewart.
Ricky Gervais, no seu monólogo incial.

Adoro Boardwalk Empire. É sobre imigrantes estrangeiros que vieram para os EUA há cem anos atrás e se envolveram com suborno e corrupção, chegando assim até a alta sociedade. Mas chega de falar da Imprensa Estrangeira de Hollywood.
Ricky Gervais, alfinetando os organizadores do evento.

Olá, eu sou Seth Rogen e neste momento estou tentando
disfarçar uma sólida ereção.
Seth Rogen, constrangendo Kate Beckinsale antes de entregar
o prêmio de melhor atriz em comédia.


Michelle Williams, na ‘comédia hilariante’ Sete Dias Com Marilyn
Seth Rogen, ao anunciar as indicadas a melhor atriz em comédia,
que claramente não é o gênero do filme indicado.


Woody não pôde estar aqui hoje. Então, hmm... ele gostaria de dizer obrigado à Imprensa Estrangeira de Hollywood. Venha buscar, Woody!
Nicole Kidman, ao anunciar como vencedor de melhor roteiro
Woody Allen, famoso por nunca ir a premiações.

Eu não sou francesa, não tenho desculpas.
Madonna, sem palavras ao receber o prêmio de melhor canção,
logo após o compositor francês se enrolar no seu discurso.

Eu tenho que devolvê-la, senão ele não vai ter como ir ao bar.
George Clooney, debochando de Brad Pitt, que está machucado,
ao subir no palco com a bengala dele
.

Quando o acordo com Ricky Gervais não deu certo e eles vieram a mim para interpretar Margaret Thatcher... Eu não sei contar piada...
Meryl Streep, ao receber o prêmio de melhor atriz drama
tentando debochar do apresentador
.

Gostaria de agradecer ao Michael Fassbender por tirar de mim a responsabilidade da nudez frontal que eu tinha. Sério, Michael, você poderia jogal golfe assim, com as mãos nas costas.
George Clooney, comentando no seu discurso de agradecimento sobre o
concorrente alemão, que
vive um viciado em sexo no filme Shame.


Top 5 - Melhores momentos:

video

1)
O discurso de agradecimento de Modern Family.

video

2) Felicity Huffman e William H. Macy cantando uma musiquinha antes de apresentar o prêmio de melhor atriz coadjuvante de TV.

video

3) Madonna e Ricky Gervais trocando farpas e Elton John, que já estava com cara de poucos amigos, entrando de gaiato no navio.

4) Scorsese vencendo melhor diretor. Hugo é lindo! Pura poesia.

video

5) Uggie indo receber o prêmio de melhor filme comédia por O Artista.



Top 5 - Piores momentos:

1) Morgan Freeman ganha prêmio pela carreira e dá o discurso mais enfadonho da noite, do ano, da década, do século.

2) Jessica Lange "roubando" da Sofia Vergara o prêmio de melhor atriz coadjuvante de TV pelo fraquíssimo American Horror Story. El diablo!

3) Meryl mora no meu coração, mas esse ano era da Viola Davis. Meryl não precisa mais... O discurso foi ótimo, pelo menos.

4) Steven Spielber receber o prêmio de melhor animação por Tintin. O desenho e HQ belga existe há décadas, mas um americano que leva o crédito.

5) Ignorarem Jim Parsons da categoria comédia de TV e ainda premiarem Matt LeBlanc. Já me explanei sobre isso há alguns parágrafos acima.


Constatações:


- O Artista é o filme do ano. E eu ainda não vi!

- Tina Fey não curte o Gervais;

- Madonna é o máximo;

- Sofia Vergara é o máximo;

- A Imprensa Estrangeira de Hollywood tem uma obsessão pela Meryl Streep. Ela é o maximo, até mais que Madonna e Sofia Vergara, mas ela já tinha 7 globos... A Escolha de Sofia, Kramer vs. Kramer, A Mulher do Tenente Francês, Adaptação, O Diabo Veste Prada, Julie & Julia, Angels in America. E agora A Dama de Ferro.

- Glenn Close era a cara da decepção;

- E Jane Fonda a cara da riqueza;

- Angelina Jolie continua esquálida;

- Leonardo DiCaprio anda muito sisudo ultimamente;

- Jodie Foster deve ter sugado a alegria dele;

- Elle MacPherson, aos 47 anos, sambando na cara da humanidade. Ela não envelhece. É tudo que Monique Evans queria ser e jamais foi ou será;

- Rob Lowe deve tomar do mesmo elixir, que certamente é feito na casa do Christopher Plummer, que mergulha nele junto com a esposa;

- Kate Winslet tá fazendo a Demi Moore;

- Deve ser cláusula de contrato ter que mencionar os Weinstein em discurso de agradecimento. Eles, ao menos, deviam ser menos desagradáveis de se olhar (risos);

- Evan Rachel Wood de linda virou Kelly Osbourne pós-anorexia;

- Já Charlize Theron continua linda;

- E Katharine McPhee está ainda mais linda;

- Michelle Williams é blasé. Tá a cara da Annette Benning;

- Mas a mais fashion da noite era Rooney Mara;

- Tilda é tão diva que pode até colocar um lulu-da-pomerânia na cabeça;

- Andy McDowell é linda e a filha Miss Golden Globe é linda. Família asquerosa...

- Rubens Ewald tá virando Clodovil. Num ano onde Woody Allen, Alexander Payne, Scorsese, Spielberg, Lars von Trier, Terence Mallick e Almodóvar fizeram ótimos filmes, ele diz que foi um ano fraco e não houve, ao menos, nada “correto” como O Discurso do Rei. Só com muita fé em Jeová...


A lista completa de vencedores:

Melhor Filme - Drama
Os Descendentes

Melhor Filme - Musical ou Comédia
The Artist

Melhor Diretor
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

Melhor Ator (Drama)
George Clooney (Os Descendentes)

Melhor Atriz (Drama)
Meryl Streep (A Dama de Ferro)

Melhor Ator (Musical ou Comédia)
Jean Dujardin (The Artist)

Melhor Atriz (Musical ou Comédia)
Michelle Williams (Sete Dias Com Marilyn)

Melhor Ator Coadjuvante
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

Melhor Roteiro
Meia-Noite em Paris

Melhor Canção
Masterpiece (W.E. - O Romance do Século) por Madonna

Melhor Trilha Sonora
The Artist

Melhor Animação
As Aventuras de Tintim: O Secredo do Licorne

Melhor Filme Estrangeiro
A Separação (Irã)

Melhor Série de TV - Drama
Homeland

Melhor Série de TV - Musical ou Comédia
Modern Family

Melhor Minissérie ou Filme Feito para a TV
Downton Abbey

Melhor Ator de TV (Drama)
Kelsey Grammer (Boss)

Melhor Atriz de TV (Drama)
Claire Danes (Homeland)

Melhor Ator de TV (Musical ou Comédia)
Matt LeBlanc (Episodes)

Melhor Atriz de TV (Musical ou Comédia)
Laura Dern (Enlightened)

Melhor Ator de Minissérie ou de Filme de TV
Idris Elba (Luther)

Melhor Atriz de Minissérie ou Filme de TV
Kate Winslet (Mildred Pierce)

Melhor Ator Coadjuvante (Série, Minissérie ou Filme de TV)
Peter Dinklage (Game of Thrones)

Melhor Atriz Coadjuvante (Série, Minissérie ou Filme de TV)
Jessica Lange (American Horror Story)

Prêmio Cecil B. DeMille
Morgan Freeman

sábado, 14 de janeiro de 2012

Critics' Choice Awards 2012


Então... Amanhã já é dia de Globo de Ouro, e eu nem postei os indicados ao Critics' Choice 2012, mas o evento foi realizado quinta passada, então já coloco os vencedores, indicados junto com alguns breves comentários meus, mas resumindo rapidinho dá pra dizer que foi um resultado que no geral me pareceu agradável, o que, para o meu gosto, é uma raridade em premiações hollywoodianas.


MELHOR FILME
Vencedor: O Artista (The Artist)

Indicados:
O Artista (The Artist)
Os Decendentes (The Descendants)
Drive
Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)
Histórias Cruzadas (The Help)
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
Meia Noite Em Paris (Midnight in Paris)
O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)
A Árvore da Vida (The Tree of Life)
Cavalo de Guerra (War Horse)

Dos indicados, só não vi dois deles. O vencedor é um deles. O outro é Tão Forte e Tão Perto. Ansioso pra ver, mas minhas expectativas estão baixando, tendo em vista que eu geralmente discordo de todos os resultados de premiações.

MELHOR DIRETOR
Vencedor:
Michel Hazanavicius – “O Artista (The Artist)”

Indicados:
Stephen Daldry – “Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)”
Michel Hazanavicius – “O Artista (The Artist)”
Alexander Payne – “Os Decendentes (The Descendants)”
Nicolas Winding Refn – “Drive”
Martin Scorsese – “A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)”
Steven Spielberg – “Cavalo de Guerra (War Horse)”

Segue a escrita. Normalmente Melhor Filme e Diretor andam juntos. Acredito que seja merecido. Fazer um filme em p&b e mudo hoje em dia é um trabalho de muito mais destaque. Ainda mais se o resultado é bom, como parece ser.

MELHOR ATOR
Vencedor:
George Clooney – “Os Decendentes (The Descendants)”

Indicados:
George Clooney – “Os Decendentes (The Descendants)”
Leonardo DiCaprio – “J. Edgar”
Jean Dujardin – “O Artista (The Artist)”
Michael Fassbender – “Shame”
Ryan Gosling – “Drive”
Brad Pitt – “O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)”

Ainda não conferi o Michael Fassbender e o Jean Dujardin, mas me pareceu um resultado justo. Mas minha torcida tem sido do Leonardo DiCaprio.


MELHOR ATRIZ

Vencedora: Viola Davis – “Histórias Cruzadas (The Help)”

Indicadas:
Viola Davis – “Histórias Cruzadas (The Help)”
Elizabeth Olsen – “Martha Marcy May Marlene”
Meryl Streep – “A Dama de Ferro (The Iron Lady)”
Tilda Swinton – “Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin)”
Charlize Theron – “Jovens Adultos (Young Adult)”
Michelle Williams – “Sete Dias Com Marilyn (My Week With Marilyn)”

Esse eu concordo demais, mesmo não tendo visto a Meryl ainda. Todas as outras são ótimas, até a irmã das gêmeas Olsen.


MELHOR ATOR COADJUVANTE
Vencedor:
Christoper Plummer – “Toda Forma de Amor (Beginners)”

Indicados:
Kenneth Branagh – “Sete Dias Com Marilyn (My Week With Marilyn)”
Albert Brooks – “Drive”
Nick Nolte – “Guerreiro (Warrior)”
Patton Oswalt – “Jovens Adultos (Young Adult)”
Christopher Plummer – “Toda Forma de Amor (Beginners)”
Andy Serkis – “O Planeta dos Macados: A Origem (Rise of The Planet of The Apes)”

O único que não conferi ainda foi o Nick Nolte, mas me parece um resultado justíssimo. Sem o Christopher o filme perde muita coisa.


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Vencedora: Octavia Spencer – “Histórias Cruzadas (The Help)”

Indicadas:
Berenice Bejo – “O Artista (The Artist)”
Jessica Chastain – “Histórias Cruzadas (The Help)”
Melissa McCarthy – “Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)”
Carey Mulligan – “Shame”
Octavia Spencer – “Histórias Cruzadas (The Help)”
Shailene Woodley – “Os Decendentes (The Descendants)”

Barbada. E pra lá de merecida. Aguardando por O Artista e Shame ainda, mas acho difícil minha torcida pela Octavia mudar.

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM
Vencedor:
Thomas Horn – “Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)”

Indicados:
Asa Butterfield – “A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)”
Elle Fanning – “Super 8”
Thomas Horn – “Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)”
Ezra Miller – “Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin)”
Saoirse Ronan – “Hanna”
Shailene Woodley – “Os Decendentes (The Descendants)”

Toda premiação devia ser assim. Cada dia mais acho que criança deve ter categoria a parte, até porque criança ou é manipulada pelo diretor, ou filmada na espontaneidade. Não há um trabalho de construção de personagem que um adulto treinado normalmente faz. Ou deveria fazer.


MELHOR ELENCO
Vencedor:
Histórias Cruzadas (The Help)

Indicados:
O Artista (The Artist)
Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)
Os Decendentes (The Descendants)
Histórias Cruzadas (The Help)
Tudo Pelo Poder (The Ides of March)

Os prêmios de atuação estão sendo bem corretos. Apesar de não ter visto O Artista, os demais indicados não têm a mesma qualidade coletiva de elenco.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Vencedor: “Meia Noite Em Paris (Midnight in Paris)” – Woody Allen

Indicados:
“O Artista (The Artist)” – Michel Hazanavicius
“50% (50/50)” – Will Reiser
“Meia Noite Em Paris (Midnight in Paris)” – Woody Allen
“Win Win” – Roteiro por Tom McCarthy, Estória por Tom McCarthy & Joe Tiboni
“Jovens Adultos (Young Adult)” – Diablo Cody

Amando os resultados. Será que Woody vai ganhar (mais um) Oscar? Quem vai lá receber?

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Vencedor:
“O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)” – Steven Zaillian e Aaron Sorkin, estória de Stan Chervin

Indicados:
“Os Decendentes (The Descendants)” – Alexeer Payne e Nat Faxon & Jim Rash
“Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)” – Eric Roth
“Histórias Cruzadas (The Help)” – Tate Taylor
“A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)” – John Logan
“O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)” – Steven Zaillian e Aaron Sorkin, estória de Stan Chervin

Já esse eu discordo veementemente. É bem filme de esporte da HBO anos 90, apesar de não ser ruim. Dos indicados é o mais fraco, na minha opinião.

MELHOR FOTOGRAFIA
Vencedor, EMPATE:
“A Árvore da Vida (The Tree of Life)” – Emmanuel Lubezki “Cavalo de Guerra (War Horse)” – Janusz Kaminski

Indicados:
“O Artista (The Artist)” – Guillaume Schiffman
“Drive” – Newton Thomas Sigel
“A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)” – Robert Richardson
“A Árvore da Vida (The Tree of Life)” – Emmanuel Lubezki
“Cavalo de Guerra (War Horse)” – Janusz Kaminski

Empate merecidíssimo. Se tem uma coisa que Cavalo de Guerra é magistral é na fotografia. A Árvore da Vida também esbanja maestria no setor (não só nesse).

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Vencedor:
“A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)” – Designer de Produção: Dante Ferretti, Decorador: Francesca Lo Schiavo

Indicados:
“O Artista (The Artist)” – Designer de Produção: Laurence Bennett, Decorador: Robert Gould
“Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2)” – Designer de Produção: Stuart Craig, Decorador: Stephenie McMillan
“A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)” – Designer de Produção: Dante Ferretti, Decorador: Francesca Lo Schiavo
“A Árvore da Vida (The Tree of Life)” – Designer de Produção: Jack Fisk, Decorador: Jeanette Scott
“Cavalo de Guerra (War Horse)” – Designer de Produção: Rick Carter, Decorador: Lee Seales

Achei merecido. Mas essas categorias mais técnicas costumam valorizar exacerbadamente filmes de época. Acho filmes futuristas mais inventivos, mas nenhum foi indicado, no caso.

MELHOR EDIÇÃO Vencedor: “The Girl With the Dragon Tattoo” – Kirk Baxter e Angus Wall

Indicados:
“O Artista (The Artist)” – Michel Hazanavicius e Anne-Sophie Bion
“Drive” – Matthew Newman
“The Girl With the Dragon Tattoo” – Kirk Baxter e Angus Wall
“A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)” – Thelma Schoonmaker
“Cavalo de Guerra (War Horse)” – Michael Kahn

Não vi, e sendo sincero, acho difícil ser um filme melhor no original. Parece ser prêmio de consolação. Pra mim os melhores filmes do David Fincher são mesmo o clipe de Freedom 90 e O Curioso Caso de Benjamin Button, que só eu curti pelo jeito...

MELHOR FIGURINO
Vencedor: “O Artista (The Artist)” – Mark Bridges

Indicados:
“O Artista (The Artist)” – Mark Bridges
“Histórias Cruzadas (The Help)” – Sharen Davis
“A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)” – Sey Powell
“Jane Eyre” – Michael O’Connor
“Sete Dias Com Marilyn (My Week With Marilyn)” – Jill Taylor

Ler o comentário para Melhor Direção de Arte.

MELHOR MAQUIAGEM
Vencedor:
Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2)

Indicados:
Albert Nobbs
Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2)
A Dama de Ferro (The Iron Lady)
J. Edgar
Sete Dias Com Marilyn (My Week With Marilyn)

Bom, dos indicados acho que esse é o único que realmente justifica o prêmio. Os outros devem ter entrado por falta de concorrência e pra fazer número.

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Vencedor:
O Planeta dos Macados: A Origem (Rise of The Planet of The Apes)

Indicados:
Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2)
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
O Planeta dos Macados: A Origem (Rise of The Planet of The Apes)
Super 8
A Árvore da Vida (The Tree of Life)

Achei merecido. Super 8 poderia ser melhor.

MELHOR SOM
Vencedor:
Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2)

Indicados:
Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2)
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
Super 8
A Árvore da Vida (The Tree of Life)
Cavalo de Guerra (War Horse)

Leigo total na área. Não sei nem como opinar.

MELHOR ANIMAÇÃO
Vencedor: Rango

Indicados:
As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne (The Adventures of Tintin)
Operação Presente (Arthur Christmas)
Kung Fu Panda 2
Gato de Botas (Puss in Boots)
Rango

Sou mais Rio.

MELHOR FILME DE AÇÃO
Vencedor:
Drive

Indicados:
Drive
Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio (Fast Five)
Hanna
O Planeta dos Macados: A Origem (Rise of The Planet of The Apes)
Super 8

Categoria que normalmente ignoro, por motivos óbvios. Mas gostei de Planeta dos Macacos e Super 8. Tirando Velozes e Furiosos (horrenda a franquia inteira), não classificaria nenhum deles como ação, na verdade.

MELHOR COMÉDIA
Vencedor:
Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

Indicados:
Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)
Amor à Toda prova (Crazy, Stupid, Love)
Quero Matar Meu Chefe (Horrible Bosses)
Meia Noite Em Paris (Midnight in Paris)
The Muppets

Meus dois favoritos da categoria são Meia Noite em Paris, de loooonge, e depois Quero Matar Meu Chefe.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Vencedor:
A Separation - Irã

Indicados:
In Darkness
Le Havre
A Separation
A Pele Que Habito (The Skin I Live In)
Where Do We Go Now

Acho difícil algum outro me agradar mais que A Pele Que Habito.

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Vencedor:
George Harrison: Living in the Material World

Indicados:
Buck
Cave of Forgotten Dreams
George Harrison: Living in the Material World
Page One: Inside the New York Times
Project Nim
Undefeated

Não conheço nenhum. Shame on me…

MELHOR CANÇÃO
Vencedor: “Life’s a Happy Song” – de Jason Segel, Amy Adams e Walter/escrito por Bret McKenzie – The Muppets

Indicados:
“Hello Hello” – de Elton John e Lady Gaga/escrito por Elton John e Bernie Taupin – Gnomeo & Juliet
“Life’s a Happy Song” – de Jason Segel, Amy Adams e Walter/escrito por Bret McKenzie – The Muppets
“The Living Proof” – de Mary J. Blige/escrito por Mary J. Blige, Thomas Newman e Harvey Mason, Jr. e Damon Thomas – Histórias Cruzadas (The Help)
“Man or Muppet” – de Jason Segel e Walter/escrito por Bret McKenzie – The Muppets
“Pictures in My Head” – de Kermit e the Muppets/escrito por Jeannie Lurie, Aris Archontis e Chen Neeman – The Muppets

Todas ruins. Sem mais.

MELHOR TRILHA SONORA
Vencedor:
“O Artista (The Artist)” – Ludovic Bource

Indicados:
“O Artista (The Artist)” – Ludovic Bource
“Drive” – Cliff Martinez
“The Girl With the Dragon Tattoo” – Trent Reznor & Atticus Ross
“A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)” – Howard Shore
“Cavalo de Guerra (War Horse)” – John Williams

Achei apropriado. Um filme mudo tem que caprichar na trilha, mesmo.