segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Críticas Tudo Pelo Poder e J. Edgar

Feios, Sujos e Malvados

Tudo Pelo Poder // The Ides of March

Nota: 7,5


Depois de Boa Noite e Boa Sorte, George Clooney ataca novamente de diretor, dessa vez com um thriller político estrelado pelo Ryan Gosling e todo o seu carisma [not!]. Com todo o seu prestígio e boa reputação na indústria, Mr. Clooney conseguiu reunir um super elenco, que ainda conta com Phillip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, e, como em todo filme de menino, não podia faltar a musa, a donzela indefesa, sempre jovem e linda, incorporada pela Evan Rachel Wood. O próprio George faz parte do elenco também como um candidato a candidato à presidência da Terra da Liberdade pelo partido democrata.

Mas voltando ao Ryan, ele faz um dos cabos eleitorais do George Clooney que está fazendo campanha em Ohio contra outro candidato democrata, e a história se desenrola de acordo com os acontecimentos que sucedem nos bastidores da campanha, que normalmente ninguém fica sabendo. Gosling se reúne secretamente com diretor de campanha adversário, se envolve com estagiária, descobre uns podres, etc. Contar qualquer detalhe a mais vira spoiler.

O elenco é bom e competente e faz seu papel convincentemente, mas a história, que é baseada em uma peça teatral de 2008 e adaptada pelo próprio Clooney e mais dois (um deles o dramaturgo original), me pareceu ser muito “inspirada” no cinema americano anos 70, aquela coisa meio Todos os Homens do Presidente, clima de Chinatown, Network, etc. Até o arco da personagem é praticamente idêntica ao do Michael Corleone, só que menos sanguinária, evidentemente. É um bom filme, só não faz muito o meu gênero.




O Jardim Secreto

J. Edgar

Nota: 8,0


Todo mundo sabe do carinho e apreço que tenho pelo Clint [not!]. Ele recentemente foi o (ir)responsável por um monte de melodrama barato e moralista tipo Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Além da Vida e, como tudo que pode piorar vai piorar, Gran Torino, que já no meio da projeção tudo começou a girar, a girar e eu disse: Berenice, se segura, nós vamos bater! Mas dessa vez eu tive que dar uma colher de chá e pelo menos ver o filme sem a má vontade habitual por dois motivos: Dustin Lance Black (o roteirista de Milk - um dos melhores filmes da década passada) assinou o roteiro, e o elenco é encabeçado por Leonardo DiCaprio, um dos melhores atores de Hollywood atualmente e que só tem feito filme bom nos últimos anos.

Bom, o enredo é uma biografia do J. Edgar Hoover, o responsável pela organização e estruturação do FBI. Geralmente biografias são feitas para enaltecer ou queimar o filme de alguém. Raras fogem desse estigma. E essa é uma dessas exceções. Se bem que o J. Edgar era uma pessoa detestável e muito mal-resolvida. Um fresco! Também pudera, não deve ter sido fácil ser gay em e ainda mais enfrentando abertamente a rejeição velada da pessoa mais importante no seu mundo (e de quase todo gay): sua mãe, feita pela sempre ótima Judi Dench.

Ele até tentou se engraçar pro lado da Naomi Watts, que não é boba nem nada, e decidiu que queria viver por uma carreira. Casamento naqueles tempos significaria abdicar de tudo e ficar em casa com as crianças. Então ele encontrou o amor no canastrão do Armie Hammer, que fez os gêmeos de A Rede Social, e cá entre nós, ele é o ponto baixo do filme. Péssimo! E ainda foi indicado ao prêmio do Sindicato. Sabe-se lá como... Mas de acordo com o filme esse amor foi só platônico. Eles nunca o consumaram, tendo em vista toda a auto-repressão que ele mesmo se impunha. Mas eles foram inseparáveis e ele foi o pé na realidade que Edgar precisava para seguir são.

Comparado com a filmografia recente do Clint, não consigo nem tecer comparações. É como noite e dia. Ainda assim, acho que faltou firmeza na direção, Clint claramente curte um marasmo, mas não chega nem perto do ritmo mais lento dos filmes europeus ou asiáticos, e às vezes parecia que as personagens estavam entediadas em cena. E no momento mais forte do filme, o Armie estraga. Ele consegue ficar ainda pior nas cenas em que está envelhecido.

Mas o restante do elenco está todo em sintonia. E DiCaprio segue firme para conseguir sua quarta indicação ao Oscar. Já foi indicado a todas as prévias, impossível ficar de fora. E até aqui me parece que ele tem chances reais de vencer. Ele é competente, querido (e importante) na indústria, e biografias (além de filmes de holocausto) sempre rendem esses reconhecimentos. Quase todos os vencedores dos prêmios hollywoodianos nos últimos 10 anos interpretaram figuras famosas. Então os ventos parecem estar a favor.

3 comentários:

  1. Eu não boto tanta fé assim no Di Caprio para o Oscar. A academia tem birra com ele, pq são um monte de velhos bufões chatos que quando colocam na lista negra só faltam não tirar. Mas vou ver J. Edgar só pela sua resenha. Maravilhosa!

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  2. Eu assisti ontem o filme, confesso que quando começou achei que ia ser chato.....

    Alan virou e perguntou: esse filme foi indicado? pra eu dar mais valor a ele... kkkkkkk

    Mas com o desenrolar da historia a gente foi se envolvendo, e diria que para um filme sobre campanha política, um tema que não curto, conseguiu me agradar!!

    Concordo com a nota que você deu pela primeira vez na vida. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  3. esse filme estreia aqui semana que vem, eu ia até apostar a propaganda da dpil no cinema nesse filme, mas to achando melhor colocar em sherlock holmes!! pelo que li não era o que eu esperava!

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