sábado, 7 de janeiro de 2012

Crítica Sete Dias Com Marilyn

Sete Dias no Paraíso

Sete Dias Com Marilyn // My Week With Marilyn

Nota: 8,5

Desse filme eu não esperava grande coisa, para ser bem sincero. Sempre que tentam fazer uma biografia dessas musas icônicas elas ficam bem macarronescas e tendenciosas. A Marilyn (ou Méuri-Limón, como mainha consegue pronunciar) já foi vítima de diversas dessas homenagens. Dia desses eu vi uma biopic da Madonna em uma das madrugadas da TV aberta, que acabava antes da performance dela de Like A Virgin no VMA de 1984. Enfim... A diferença desse é que Marilyn é antagonista, e a história não é sobre a vida dela. Só um pequeno episódio pré-Quanto Mais Quente Melhor e pré-Kennedy, que ocorreu com um jovem assistente de produção no seu primeiro emprego na indústria. Jovem outrora, convenhamos... Depois ele fez documentários, virou escritor, e transformou esse capítulo da sua vida em livro, que agora foi adaptado às telas. E é um filme inglês também, passa longe dos melodramas clichês que Hollywood certamente faria (e já fez e continuará fazendo).

Bom, na tela vemos váááários nomes conhecidos retratados, como a Vivien Leigh, feita pela Julia Ormond (nadavê...), Sir (não dou a mínima pra esses títulos - a monarquia que se exploda) Laurence Olivier, por Kenneth Branagh (muito bem, por sinal), Arthur Miller, feito por um rapaz figurante aí, e a Sybil Thorndike, vivida pela Dame (ver comentário sobre títulos algumas linhas acima) Judi Dench. Nomes que você, culto, erudito e requintado conhece bem. Já você, plebe rude, da rafaméia analfabeta, corre pro google.

Colin (o novato Eddie Redmayne) é um jovem rapaz que quer ser cineasta e depois de muito insistir consegue que Sir Laurence Olivier o contrate como assistente de produção, o famoso faz-tudo. Olivier está produzindo um filme, uma comédia leve e boba, mas estrelada pela maior estrela de cinema do momento, Marilyn Monroe, feita pela Michelle Williams, que merece um parágrafo a parte.

Michelle mora no meu coração desde os tempos de Dawson’s Creek, que eu adorava, mas hoje vejo quanto blá-blá-blá adolescente insuportável estava contido naquele seriado. Jen (feita pela Michelle) era de longe minha personagem favorita. Ela faz uma Marilyn muito bem, incorpora os trejeitos, as nuances, adiciona as camadas necessárias à personagem, mas fisicamente não convence muito, apesar da transformação a ter deixadobem parecia. Marilyn era mulherão. Michelle é mignon. É tipo colocar Christina Aguilera pra fazer Jéssica Rabbit (ela teria ego e non-sense suficiente pra topar idéia). Eu veria Scarlett Johansson mais parecida, por exemplo. A diferença é que Michelle é mil anos-luz melhor atriz que Scarlett. Scarlett funciona em variações dela mesma.

Então, a produção começa, Marilyn surge gloriosa com seu braço direito Paula Strasberg (joga no google), despertando todos os olhares e atenções, mas ela é frágil e insegura e se deprime fácil. Logo, logo ela se fecha na sua concha, depois de muito bullying do “delicado” Olivier, e a única pessoa em que ela passa a confiar é o reles assistente de produção, Colin.

O Globo de Ouro colocou o filme na categoria comédia, mas se esse filme for comédia, A Escolha de Sofia deve ser pastelão. Michelle, então, veleja sozinha na dianteira, praticamente sem concorrência na categoria pra garantir seu primeiro globo. E tendo em vista o passado recente, onde a Academia tem premiado muito atrizes jovens e bonitas (Natalie, Reese, Charlize, Angelina, Julia, Kate, Catherine, Halle, Renée, Nicole, Jennifer, et al.), me parece ela vai firme pro Oscar também. No Globo de Ouro, o filme pode até levar o premio de melhor filme, já no Oscar, Michelle é a única com chances mesmo. Talvez o enjoado do Kenneth também possa ter alguma. Vejamos como os próximos capítulos se seguirão.

5 comentários:

  1. A forma como você escreve é tão pobre, e cheia de arrogância, que desisti de ler os teus pseudos comentários sobre o filme.
    Não tem nada de errado em falar mal... quando se tem propriedade por trás das criticas. Vai aprender depois você volta!

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  2. Deixa eu adivinhar... Você teve que correr pro google???

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  3. Caramba, Vitor, tá famoso, hein?
    Já tem até hater, tá quase um Inácio Araújo. Hahahaha. Beijos.

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  4. Discordo do João. Achei engraçado o jeito que escreve. E acho que ele não devia ser tão duro com as suas críticas já que se ele quisesse algo mais elaborado deveria ter procurado algum jornal ou revista especializada e não um blog. Enfim, não posso esperar pelo filme. Continue com as críticas. (:

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  5. Ah eu tb achei engraçado a maneira como vc escreve... e manda o povo correr pro google mesmo pq quem quer tudo pronto ah...vamos combinar né??? Mas flando do filme, bom, ainda não vi pq essa estréia esá demorando horrores, mas o q dizem é q fato o filme é a Michele Williams. Enquanto não vem o filme, quem for de sampa vai poder ver a MM na cinemateca em março. Viviane

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