quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Indicados ao Globo de Ouro 2012


Depois de séculos sem postar, volto para compartilhar os indicados ao Globo de Ouro 2012. Já vi vários deles e vou tentar postar meus comentários nesses período de um mês que antecede a premiação. Eis eles:


Melhor Filme - Drama
Os Descendentes (The Descendants)
Histórias Cruzadas (The Help)
Hugo
Tudo Pelo Poder (The Ides of March)
O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball)
Cavalo de Guerra (War Horse)


The Descendants e The Help (Título nacional péssimo) são excelentes. Meus favoritos até aqui. Moneyball (Sério! Quem escolhe esses títulos brasileiros???) é bom, mas é meio drama esportivo enlatado. Tudo Pelo Poder me pareceu drama político aspirante mal sucedido a Hollywood anos 70 (Todos os Homens do Presidente, e tal...). War Horse e Hugo ainda não vi, mas me parecem ser ótimos. Senti falta de Extremely Close & Incredebly Loud. Ainda não vi, mas adoro tudo que o Stephen Daldry fez e o trailer ao som de U2 é enfeitiçante.



Melhor Filme - Musical ou Comédia
The Artist
Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)
50% (50/50)
Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)
My Week With Marilyn


Midnight in Paris me parece ser o melhor deles. É soberbo. Woody Allen no auge da inspiração. My Week With Marilyn é ótimo, mas é tão comédia quanto O Direito de Nascer. Bridesmaids estava engraçado até as protagonistas terem infecção intestinal com comida brasileira... The Artist me parece muito bom e ouvi coisas boas de 50/50, mas não tive curiosidade de ver, sinceramente.



Melhor Ator (Drama)
George Clooney (Os Descendentes)
Leonardo DiCaprio (J. Edgar)
Michael Fassbender (Shame)
Ryan Gosling (Tudo Pelo Poder)
Brad Pitt (O Homem Que Mudou o Jogo)


O único que não vi foi Shame. Os outros 4 eram mais que óbvio pra mim que estariam nesta lista, apesar de eu não saber se o Ryan Gosling seria indicado por esse ou por Drive. George Clooney aparentemente é o favorito. J. Edgar é bom, bem superior a quase tudo que o Clint faz, mas poderia ser melhor. Tanto que DiCaprio foi o único do filme a receber indicação. Brad Pitt cada dia mais Robert Redford.



Melhor Atriz (Drama)
Glenn Close (Albert Nobbs)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Rooney Mara (Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres)
Meryl Streep (The Iron Lady)
Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre o Kevin)


Já dessas só pude conferir a Viola, que é magistral sempre. Rooney Mara me parece confete demais, só por causa da transformação física. Ainda mais num remake, e em que praticamente nada foi mudado do original. Glenn e Meryl já não precisam provar mais nada a ninguém, e Tilda mora no meu coração sem pagar aluguel. Qualquer uma (menos a Rooney) vencendo, ficarei feliz.



Melhor Ator (Musical ou Comédia)
Jean Dujardin (The Artist)
Brendan Gleeson (O Guarda)
Joseph Gordon-Levitt (50%)
Ryan Gosling (Amor a Toda Prova)
Owen Wilson (Meia-Noite em Paris)


Acredito que esse prêmio é do Jean Dujardin (de quem nunca ouvi falar) ou do Ryan Gosling, apesar do filme ser muito ruim, e ele fazer o mesmo papel que o Will Smith já fez em Hitch - Conselheiro Amoroso, outra bomba. O Owen Wilson (por quem eu não nutro simpatia) fez o melhor filme da sua vida em Meia-Noite. Joseph Gordon-Levitt ainda não fez nada que se comparasse a Mysterious Skin. O Brendan é uma incógnita. Mas gostei dele com o Colin Farrell em In Bruges.



Melhor Atriz (Musical ou Comédia)
Jodie Foster (Carnage)
Charlize Theron (Young Adult)
Kristen Wiig (Missão Madrinha de Casamento)
Michelle Williams (My Week With Marilyn)
Kate Winslet (Carnage)


Carnage fez tanto sucesso na Broadway (não é um musical) e tem um elenco tão bom, e é dirigido pelo Polanski, acreditei que chegaria nas cabeças dessa época de premiações. Acho que por ser bem minimalista, com apenas um cenário, e ser relativamente curto (uns 80 minutos no máximo), ele não se enquadra no perfil das premiações, que gostam de epopéias intermináveis, vide Titanic, Os Poderosos Chefões, O Senhor dos Anéis, ...E o Vento Levou, Ben Hur, Forrest Gump, entre (diversos) outros. Mas mesmo assim já é bom ver Jodie e Kate na lista. Charlize está ótima no mediano e embaraçoso Young Adult. Michelle deveria estar na lista de drama no lugar da Rooney. Acho que só entrou nessa categoria para finalmente levar seu prêmio para casa. Kristen está bem, mas nada altamente memorável.



Melhor Ator Coadjuvante
Kenneth Branagh (My Week With Marilyn)
Albert Brooks (Drive)
Jonah Hill (O Homem Que Mudou o Jogo)
Viggo Mortensen (Um Método Perigoso)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)


A HFPA adora indicar estrelas e figuras carismáticas, tipo Julia Roberts, Madonna e Tom Cruise, acho que para povoar o recinto de celebridades reconhecíveis. Só isso explica Jonah Hill na lista, já que o filme é todo do Brad Pitt. O ótimo Christopher Plummer está agora colhendo os frutos dos tempos áureos de galã há 30-40 anos atrás, e o insuportável Kenneth Branagh faz brilhantemente um insuportável Laurence Olivier que atormenta a pobre da Marilyn. Os outros dois ainda preciso conferir. A ausência ficou com o Andrew Serkis, por O Planeta dos Macacos.



Melhor Atriz Coadjuvante
Bérénice Bejo (The Artist)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
Shailene Woodley (Os Descendentes)


As 3 que já conferi são ótimas, mas o prêmio é todo da Octavia. Jessica Chastain brilha como a "blonde bimbo white-trash" em The Help e Shailene faz muito bem a filha "aborrescente" do George Clooney.



Melhor Diretor
Woody Allen (Meia-Noite em Paris)
George Clooney (Tudo pelo Poder)
Michel Hazanavicius (The Artist)
Alexander Payne (Os Descendentes)
Martin Scorsese (Hugo)

Já que esqueceram do Steven Daldry, eu votaria no Woody. Mas ver um desconhecido como o Hazanavicius vencendo seria bem interessante. Scorsese é sempre bom, mesmo nos seus pontos baixos. Preciso ver Hugo.



Melhor Roteiro
The Artist
Os Descendentes (The Descendants)
Tudo Pelo Poder (The Ides of March)
Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)
O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

Apesar de eu discordar muito dessa lista, ela é compreensível, mas Moneyball estar presente é forçar demais a barra... Dentre esses, fico entre Os Descendentes e Meia-Noite em Paris. Preciso ver The Artist..



Melhor Canção
Lay Your Head Down (Albert Nobbs)
by Sinéad O'Connor
Hello Hello (Gnomeu e Julieta)
by Lady Gaga & Elton John
The Living Proof (Histórias Cruzadas)
by Mary J. Blige
The Keeper (Redenção)
by Chris Cornell
Masterpiece (W.E. - O Romance do Século)
by Madonna

Como eu disse antes, estrelas não poderiam faltar, e só nessa categoria já garantiram Elton John, Lady Gaga e Madonna, que não poderia ficar de fora da festa e emplacou ao menos as músicas do seu filme WE. O tema mela-cueca da Mary J. Blige (à la Celine Dion 90's) arruina a cena final de The Help. Sinéad saiu da tumba, depois de ter rasgado a foto do Papa há... hmmm, 20 anos atrás? Isso que eu chamo de castigo divino... E o Chris Cornell dá o tom indie à categoria.



Melhor Trilha Sonora
The Artist
Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Hugo
Cavalo de Guerra
W.E. - O Romance do Século

Tô por fora de todas elas. Preciso escutar para opinar. Num chute, acho que Cavalo de Guerra pode levar.



Melhor Animação
As Aventuras de Tintim: O Secredo do Licorne
Operação Presente
Carros 2
Gato de Botas
Rango

Ai, que lista mais brochante! Tintin deve ser maravilhoso, apesar de eu preferir a animação 2D tradicional, mas o que fazem nessa lista Carros 2? Gato de Botas? Rango? E cadê Rio?



Melhor Filme Estrangeiro
Jin Líng Shí San Chai (China)
In The Land of Blood and Honey (EUA)
O Garoto de Bicicleta (Bélgica)
A Separação (Irã)
A Pele que Habito (Espanha)

Mais uma estrela que não poderia ficar de fora: Angelina Jolie emplaca seu filme falado em bósnio (em meio ao escândalo de suposto plágio). Mas Almodovar com seu A Pele que Habito parece ser o favorito, apesar de essa ser uma categoria de zebras constantes.


Para ver a lista completa, com os indicados de TV também, clique aqui.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Seção Alucinógenos // Miss Universe 2011 - Separadas ao Nascer

Ressucitando o espaço depois de meses pra dar continuidade a essa quase tradição daqui do blog, já que fiz nas edições de 2008, 2009 e 2010. O Miss Universo faz 60 anos esse ano e está sendo realizado pela primeira vez no Brasil. As candidatas esta lá fazendo muito carão no inverno paulistano de biquini, vestidas de passista/odalisca e outros trajes sumários afins.
Vamos conferir as famosas camufladas no concurso:


(clique nas fontos para ampliar)

Albânia x Juliette Lewis
Juliette versão patricinha.

Argentina x Daniela Cicarelli
La hermana é melhor que a nossa...

Austrália x Rosie Huntington-Whiteley
Bonitinha. Sem mais...

Bolívia x Scheilla Carvalho
Tudo que é perfeito a gente pega pelo braço...

Brasil x Sara
Nossa! Achei muito igual.
Será que não é ela?

Chile x Kim Raver
Pensei no que comentar, mas não veio nada.
Então fica assim mesmo.

Curaçau x Silvetty Montilla
Todo um travestismo!

Eslováquia x Helena Bonham Carter
Prefiro Helena de bruxa. Fazendo a fina não rola...

Eslovênia x Vera Farmiga
Não sabia que concurso de miss aceitava balzaquianas.

Estônia x Emma Stone
Nem sabia que aceitava pré-adolescentes também.

EUA x Uma "Poison Ivy" Thurman
Venenooooosa, êÊêÊêÊê...
Prima da Jessica Rabbit, irmã da sereia Ariel,
fantasiada de Hera Venenosa no Halloween.

Geórgia x Sabrina Parlatore
Por falar nisso, a Sabrina ainda vive?

Grécia x Fernanda Tavares
Tão insossa quanto.

Guatemala x Dani Bolina
Toda a "sensualidade" dessas panicats da vida.

Holanda x Morgan Fairchild
Saudade da mãe do Chandler.

Honduras x Irene Cara
What a Feeling!
Irene fantasiada de Vanessa da Mata.

Hungria x Evangeline Lilly
Largou Sawyer e Jack de lado e foi concorrer a missi.

Índia x Lobisomem
Vira, vira, vira...

Indonésia x Larissa Riqulme
Escondam seus celulares!

Irlanda x Leighton Meester
Cara de pós-teen enjoada.

Israel x Winnie Cooper
Saudade de Anos Incríveis.

Itália x Prianha
No mesmo time da Guatemala.
Ropahara feelings.

Japão x Sabrina Sato
Ai, Emílio!

Kosovo x Pangaré
Cara de cavalo, mas é uma querida.
Alessandra Ambrósio fail.

Malásia x Emu
Garibaldo Fashion Week.

Nova Zelândia x Lady Francisco
Cada país tem a Lady que merece.

Panamá x Leo Áquilla
Operada pode competir?
Revolução, inovação e inclusão!

Peru x Doninha
Mas ela me lembra outra coisa também:

Peru x Pernalonga
O que é que há, velhinho?

Portugal x Ana Beatriz Barros
Acho digna.

Rep. Dominicana x Sofia Vergara
Adoro Modern Family!

Romênia x Cynthia Olatraveca
A drag, vice em 2005, voltou.

Sérvia x Silvia Saint
Esse concurso não para de evoluir.
Até pornstar já pode estar se inscrevendo hoje em dia.

Tailânia x Thalia
A Maria do Bairro do oriente.

Tanzânia x Valéria
Ai, como eu tô bandida!

Ucrânia x Marion Cotillard
Marion esquálida cosplay.

Uruguai x Kylie
Come on babeh! Do the locomotion!

Venezuela x Vera Loyola
Uma brisa de elegância, frescor e juventude.


O concurso será dia 12/09. Depois eu volto pra comentar o resultado!


UPDATE: A vencedora foi a Miss Angola, Leila Lopes (se segura, Berenice!).
Resultado mais que merecido e destoando do marasmo que o concurso estava se tornando.



terça-feira, 1 de março de 2011

Seção CINEMA // Oscar 2011

A proposta era ser jovem e “cool”. Até contrataram Anne Hathaway e James Franco como apresentadores. Sinceramente? Ficou igual a todo ano... Ainda mais quando colocam Celine Dion cantando Smile pros defuntos e aquele coral infantil com Over The Rainbow no fim. O Discurso do Rei levando melhor filme. Um tal de Tom Hooper ganhando melhor diretor, que eu duvido muito que algum dia vai ser um David Fincher, Christopher Nolan ou Darren Aronofsky, isso só pra citar alguns dos jovens e promissores diretores, e, coincidentemente, todos esnobados esse ano. Enfim, o Oscar todo ano promete, mas nunca consegue sair do mais do mesmo.

Começaram com uma montagem rápida dos indicados a melhor filme, ao som do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky (tema de Cisne Negro) e depois reinventaram aquele velho passeio dos apresentadores pelos filmes indicados, que Billy Crystal fazia todos os anos. Dessa vez usaram a idéia central de A Origem para fazer o curta. Aí no final meteram De Volta Pro Futuro, que eu adoro, mas que não tinha nada a ver com a história do Brasil. A idéia lembrou um pouco a excelente abertura do Emmy, mas faltou a mesma animação. Não ficou tão divertido...

Achei o palco bonito, sóbrio, simples, discreto. Anne trocou mais de roupa que Ivete Sangalo troca de piada ensaiada. Logo inventaram uma coisa desnecessária de fazer o palco mudar pra homenagear filmes clássicos. Talvez a idéia funcionasse se o fizessem sem anunciar, fosse algo que mudasse de bloco para bloco automaticamente. Mas não vou mentir que me arrepiou quando a trilha de James Horner em Titanic tocou. Tudo bem que a febre exagerada fez o filme enjoar um mês depois de estrear no cinema, mas o tempo tá provando que ele realmente é um clássico, mesmo com suas inúmeras falhas. E qual filme não as tem?

Aí entra Kirk Douglas, gagá, pagando de véio-tarado (que não sei por que acham a idéia engraçada, quando na verdade só é patética com o pobre velho), falando fofo, e ninguém decifrava o que ele balbuciava. Devia ter uma tela com as legendas passando no palco pra platéia poder entender. Aí, depois de o velhote enrolar uns 3 minutos pra anunciar, veio o primeiro resultado pra desanimar noite, a nojo da Melissa Leo vencendo, com sua falsa humildade, depois de falar mal de todas as indicadas.

Melissa estava tão desesperada para criar um daqueles momentos memoráveis das festas do Oscar, e ser lembrada, que na verdade só exagerou na emoção forçada e ensaiada (como ela fez em todas as outras premiações, e não sei como algum votante ainda tinha estômago de votar nela e ver a patacoada se repetindo de novo). Na verdade ela vai sim ser lembrada. Pelo ridículo. Vergonha alheia total. Alguém aposta quanto como ela vai ser a nova Benigni, desprezada por Hollywood? Deviam ter tomado o Oscar de volta depois do “espetáculo” canastrão. Numa nota a parte, Hailee Steinfeld estava linda demais. Vai ser uma das futuras sex symbols, muito provavelmente.

Interessante como ambos os coadjuvantes do ano passado não se fizeram presentes esse ano. Então colocaram o gagá do Kirk e a Reese-Legalmente-Loira para entregar os prêmios. Depois do oba-oba do Kirk com a Melissa, Reese entra linda e fina (talvez a mais bela da noite) para premiar o Christian Bale. Adoro o Christian, mas o filme (o mesmo da Melissa) é uma novela mexicana disfarçada. Minha torcida era toda do Geoffrey Rush, a única coisa premiável (na minha opinião) de O Discurso do Rei (que cada dia gosto menos).

O Christian disse uma coisa muito bonita: Há tantos e tantos filmes brilhantes por aí, e ninguém os conhece. Eu não acredito em verdades absolutas, mas se elas de fato existem, essa é uma delas. E as causas disso devem ser refletidas, e a Academia deveria se abrir mais e se desvencilhar das manobras de marketing dos estúdios, que fazem o público engolir tanta porcaria comercial rotulada como obra-prima. Mas evidente que a Academia também deve ganhar algo como esse jogo de grandes...

Pra mim os melhores momentos desses eventos sempre vêm acompanhados de música, como quando lembram trilhas famosas de filmes clássicos, ou em medleys interessantes como fizeram em 2000, com Garth Brooks, Faith Hill, Queen Latifah, Dionne Warwick, Ray Charles, et al. Música sempre anima. Pensando nisso, deveriam escolher melhor os indicados a canção. Faz tempo que na lista só entra desastre. Esse ano dividiram em dois blocos: primeiro as dos desenhos, Enrolados (do Alan Menken, que faz quase tudo da Disney) e Toy Story 3 (do Randy Newman), ambas ótimas e apresentados por Kevin Spacey, que não tem closet no mundo que o caiba...

Depois as de Country Strong, cantada pela Gwyneth (credo...) e 127 Horas, ambas péssimas e sonolentas, apresentadas pela, agora magérrima, Jennifer Hudson, que colocaram na cabeça que merece todo prêmio que existe no mundo, quando na verdade ela é tão fraca que nem o teleprompter ela sabe ler direito. Ganhou a de Toy Story, a única animadinha, com um discurso bonitinho do Randy Newman, assim como suas canções.

Ano passado a primeira mulher ganhou por direção, e esse ano colocaram-na para dividir o palco com a Hillary Swank. Vamos lá, todos juntos numa só voz:

Oi?!


Por que não deixaram a Kathryn Bigelow entrar sozinha no palco? Tinha necessidade da Hillary ali? Foi só pra nos lembrar que ela tem dois Oscars, mas Annette Benning, Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter, Mia Farrow, Lauren Bacall, entre tantas outras divas não têm nenhum? E pra coroar o momento recordações, Tom Hooper vence... E lembramos que Hitchcock, Kubrick, Welles, e até George Lucas, nunca ganharam também.

O Oscar prova novamente o quão conservador eles são, principalmente com os prêmios de roteiro, que são sempre como se começa um grande projeto, já que os deram para os filmes mais “velha-guarda” indicados: adaptado para A Rede Social e original para O Discurso do Rei, esnobando toda a inventividade e criatividade de A Origem e do Christopher Nolan. Isso sem contar que praticamente todos os resultados foram totalmente previsíveis e sem emoção alguma. Já pensou Toy Story, Cisne Negro ou A Origem ganhando? Ia ser surpresa total e agradaria ao público, com certeza.

Muito se falou do James Franco como mau apresentador, e como a Anne Hathaway estava esforçada para apresentar bem o evento, mas cá entre nós, não tinha Chaplin que salvasse com um roteiro tão apático e sem criatividade como aquele. Acho que só Silvio Santos dançando Hot Hot Hot animava aquilo lá. Anne pelo jeito vestiu a camisa e se jogou, fez o que pode, mas algo de errado de fato acontecia com o James, que pelo jeito nós nunca saberemos. Eu no lugar dele ficaria desanimado de apresentar um Oscar com aquele script tão ruim, o que claramente transpareceria na performance.

O que falta à festa é música, animação, momentos nostálgicos realmente bem feitos, como foi feito muito rapidamente com os vídeos sobre as canções vencedoras do Oscar (podia ter durado uns 10 minutos, eu ia adorar), e quando transformaram alguns filmes, como Harry Potter e Crepúsculo, em musicais. Mas na maior parte do tempo investiram em riso fácil, como James Franco vestido de Marilyn (ver foto mais acima). Ou seja, melhor roteiro para o evento urgente! Importem do Emmy ou do Tony. Eles fazem bem melhor.