terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica A Mentira

De Ilusão Também Se Vive

A Mentira // Easy A


Nota: 9,0


Filmes adolescentes nunca são minhas escolhas freqüentes, muito menos um dos meus gêneros preferidos. Por motivos óbvios. Mas dependendo da recepção e da repercussão dá até pra arriscar e conferir algum destaque, como é o caso desse filme aqui. Nem a estrela Emma Stone, o roteirista Bert V. Royal ou o diretor Will Gluck despertavam lembrança qualquer, e talvez credibilidade ou voto de confiança, mas o elenco de apoio é todo muito bom. Thomas Haden Church, Lisa Kudrow, Amanda Bynes, Penn Badgley, Patrícia Clarkson e Stanley Tucci. Todos conhecidos, dispensam apresentações pra quem conhece o meio, e até os jovens Badgley e Bynes já são conhecidos por fazerem papéis importantes na TV, mesmo sendo em seriados teen. Cam Gigandet, de Burlesque e Crepúsculo, também faz uma participaçãozinha.

Como em quase tudo de adolescente a história é ambientada numa High School, que desde John Hughes e metade do que foi feito nos anos 80 tornou-se um ambiente mais do que comum no cinema. Inclusive várias citações são feitas no filme, como a cena final. Aqui a jovem Olive, depois de muita insistência, acaba "confessando" uma mentira à sua melhor amiga, para poder mudar de assunto. Para seu azar (ou sorte) ela é ouvida por uma dessas religiosas (pra quê esse povo existe?) hipócritas, feita pela Amanda Bynes, que julgam, discriminam e oprimem. Tudo em nome da vontade de Deus. Mas ainda assim eles rezam por nós...

Então essa alma caridosa e benfeitora, com nada mais que muita bondade no coração, espalha o boato pelo colégio, o que acaba transformando a Olive na estudante mais popular da escola. Não exatamente da maneira mais elogiosa, já que sexo é algo tão sujo e deplorável na mente dessa gente. Como ela é das minhas, ela veste a carapuça e encarna a piranha-mór das redondezas e confronta o moralismo dos servos de Jesus.

Mas como ela já tá mal-falada na vizinhança, um amigo gay a pede ajuda para parar de ser bullied até poder ir pra faculdade e não ter mais que pisar na escola. No caso ela teria que fingir que eles também tiveram uma aventura. E daí em diante tudo acaba virando uma grande bola de neve, já que os vários oprimidos da escola acabam vindo até ela para tentar “salvar” suas reputações, e ela acaba ajudando a todos, mesmo que ganhando algum em troca.

É de longe um dos melhores filmes adolescentes desde Meninas Malvadas (que foi escrito pela Tina Fey, mas que se perde no terceiro ato). Inclusive até melhor. A única coisa que não entendo é o romance da Emma com o Penn. Eles se dão bola o filme inteiro, arrastam asa um pro outro, mas fica tudo só nas provocações. Só no fim que eles se enlaçam, já que é uma comédia adolescente e alguns clichês do gênero devem ser usados. Como são adolescentes dá até pra deixar passar tanta hesitação, mas mesmo assim é meio esquisito.

E tanto Olive quanto Penn são os personagens com quem eu mais me identificaria nesse meio colegial, porque são os que têm os comportamentos mais parecidos com o que eu tinha no ensino médio. São os que perambulam por todos os grupos, mas não pertencem a nenhum deles. São amigos de todos, mas não são amigos de ninguém. Até eles crescerem e encontrarem sua turma de fato.

Emma acabou de ser indicada ao Globo de Ouro comédia, uma indicação bem merecida, e ela já desponta como a nova estrela teen que Lindsey Lohan deveria ter sido e não é. Ela já fez três filmes que vi, os fraquíssimos Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (onde ela de longe é a melhor coisa dele) e A Casa das Coelhinhas, e o engraçadinho Superbad, mas ela ainda não exatamente me saltava aos olhos em nenhum deles. A Mentira deveria ter sido indicado a filme comédia também, já que a lista do gênero esse ano no Globo é uma verdadeira tragédia. Provavelmente ficou de fora pra não ameaçar aquela coisa moralista e sem-graça que é Minhas Mães e Meu Pai.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Parte 5 - Final)

Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)



Parte 5
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(Final)

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10 - 1



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10. You Should Be Dancing // Os Embalos de Sábado à Noite (Saturday -----Night Fever)

Essa é uma das musicas menos conhecidas da trilha sonora do filme (se é que isso existe), mas a cena é talvez a mais icônica do filme, junto com a dos créditos iniciais ao som de “Staying Alive”. Mas é aqui que John Travolta dança.


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9. The Blower's Daughter // Closer - Perto Demais (Closer)

O filme me ganhou só por começar com essa cena. Todo o resto é tão ótimo quanto. Cate Blanchett (que eu amo) que me perdoe, mas esse Oscar era da Natalie. Ela diz tudo e não diz nada, só com suas expressões faciais. Assim como a própria em cena em si. Não tem nada (só pessoas andando, Jude e Natalie), mas tem tudo que a gente precisa.


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8. Out Here On My Own // Fama (Fame)

Um dos vários momentos de vulnerabilidade de Fama, assim como The Way We Were e Is It Okay If I Call You Mine? Eu acredito que não houvesse uma cena em que essa música melancólica e introspectiva se encaixasse, mas acharam a saída perfeita para colocá-la no filme. E deu muito certo. Um desses momentos que não precisa de muito mais do que uma bela canção para encantar. Hit indicado ao Oscar, regravado depois por Nikka Costa e diversos outros, e até hoje é lembrado como obra musical, e como momento marcante do filme.


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7. Summer Nights // Grease – Nos Tempos da Brilhantina (Grease)

Outra cena chave do filme. Quem não conhece? É também é a minha favorita. Apresenta os protagonistas, mostra suas falhas, seus aliados, conta a história e diverte. Tudo de uma vez só.


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6. Moon River // Bonequinha de Luxo (Breakfast At Tiffany's)

Audrey é um desses ícones intocáveis. Acho que até com uma crise de flatulências ela era o supra sumo da elegância. Com sua voz grave e pequena nos encanta num momento de um dos filmes mais encantadores de todos os tempos, precursor das comédias românticas e exaustivamente copiado.


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5. Footloose // Footloose - Ritmo Louco (Footloose)

O resto do filme podia até ser um completo lixo, mas eu já tava me mexendo todo até o final depois desses créditos iniciais. Uma aula de como colocar sua platéia completamente no clima após menos de 5 minutos.


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4. Touch-A, Touch-A, Touch Me // Rocky Horror Picture Show

Rocky Horror é trash e propositalmente ‘mal-feito’, brinca com o caricato e o pastiche, que os números musicais mal coreografados, mal executados, mal interpretados, mal entoados e os “defeitos especiais” não passam de um charme a mais. Transgressor, subversivo e ousado, cutucava os pudores da sociedade, e só conseguiu ser o hit que merecia ser após ser exibido em sessões de cinema a meia-noite. São vários os ótimos momentos do filme, eu fiquei numa dúvida cruel entre Time Warp, Hot Patootie e Floor Show, mas a brejeirice de uma jovem Susan Sarandon cantando a insinuante Touch-A, Touch-A, Touch Me é, talvez, o meu momento favorito.


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3. Singing in The Rain // Cantando na Chuva (Singing in The Rain)

Deve ser o musical mais cultuado de todos os tempos, e esse é o seu momento mais célebre e famoso, não só do filme, mas um dos mais memoráveis da história do cinema. A melodia é puro deleite para os ouvidos. Gene Kelly dança com a alma. Tudo é perfeito. E eu ainda adoro chuva e dias nublados. Não tem como não amar.


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2. Tiny Dancer // Quase Famosos (Almost Famous)

Cameron Crowe contou sua vida, reviveu uma época, relembrou hinos do rock do passado e os apresentou a jovens que vinham de década de 90 repleta de boy e girl bands vazias. Fez de Tiny Dancer um hit novamente depois de quase 30 anos e criou um desses momentos inesquecíveis do cinema que a gente jamais pode ouvir a música de novo e não se lembrar dela.


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1. Let the Sunshine in // Hair

O refrão de uma única frase repetida exaustivamente no fim de uma música é uma técnica arriscada e funciona em pouquíssimos casos, como em Hey Jude dos Beatles, e em Let the Sunshine In de Hair. É aquela cena que arrepia da cabeça aos pés, e não deve existir alguém nesse planeta que não queira cantar a musica após ouvi-la. É um desses hinos que devem ser perpetuados, não só pela música em si, mas pela mensagem que representa (mas, infelizmente, a lição não foi aprendida), e que tanto nos palcos quanto nas telas de cinema, e hoje das TVs, continua a emocionar pessoas de geração à geração.



E aqui se encerra a minha lista. Espero que vocês tenham gostado. Comentários são sempre bem vindos!



Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Rabbit Hole

Vidas Cruzadas

Rabbit Hole

Nota: 9,5


Nicole Kidman é, de longe, uma das minhas atrizes favoritas de Hollywood. Ela me lembrou muito a Elizabeth Taylor em Quem Tem Medo de Virginia Woolf? São dois papéis muitos distintos, tanto na forma quanto no enfoque. Mas feito com maestria por duas grandes atrizes. E a minha admiração por Nicole como artista é grande. Aqui ela se despe da sua vaidade e se transforma numa mulher comum, com suas rugas e fragilidades, que sofre perdas como tantas outras anônimas. Dá até pra imaginar que essa seja a Nicole do seu dia a dia, em casa. Longe das divas e deusas de Nine ou Moulin Rouge. Ela é ousada e faz desde fitas variadas e desafiadoras a obras comerciais como a gente pode ver numa lista como Dogville, A Pele, As Horas, Da Magia à Sedução, Batman Eternamente e A Feiticeira. Ela exercita sua criatividade sempre.

Nicole produziu essa adaptação da peça homônima da Broadway, que deu o Tony a Cynthia Nixon, a Miranda de Sex and The City, e teve que escolher entre esse papel ou co-estrelar Você Vai Conhecer O Homem dos Seus Sonhos, do Woody Allen, um papel bem diferente que ela também se daria muito bem, e a fraca substituta estraga... Já tinha ouvido falar na peça, e só o trailer já tinha me conquistado. Adoro filmes de família de baixo orçamento. A direção também era algo curioso pra mim, já que quem ficou em cargo foi o John Cameron Mitchell, que fez Shortbus e o musical Hedwig & The Angry Inch, dois filmes que eu não necessariamente gosto, mas acho interessantes conceitualmente, e criou-se a expectativa do que ele faria dessa vez.

A história, de maneira bem resumida, é: casal lida com a perda de seu filho. Algo que me lembrou muito Gente Como a Gente, mas aqui o conflito é bem diferente. Em Gente, o ponto de vista é do filho que sobreviveu, seu relacionamento com a mãe, o pai e consigo mesmo depois do incidente. É um dos filmes do backlash contra o movimento feminista, assim como Kramer vs. Kramer, o que conta um pouco contra eles, já que estereotipam as mães como megeras que fogem do que a moral e bons costumes aceita como mulher ideal.

Diante do dilema dos pais, surgem outros fatores externos que influem na vida deles, como religião, a irmã mais jovem inconseqüente e irresponsável que engravida, o casal amigo que lida há anos com drama semelhante e que eles usam como exemplo do que não querem chegar a ser, a avó que compara a situação com sua própria perda, e o jovem rapaz envolvido no acidente.

A mãe é a Nicole, óbvio. O pai é o Aaron Eckhart, que tá muito bem, mas o filme nem tem tantas cenas para ele se destacar. Além deles o elenco ainda conta com a Sandra Oh, como uma amiga do casal que passa pela mesma situação e vai com eles ao grupo de apoio, e a Dianne Wiest, que já ganhou dois Oscar de coadjuvante por filmes do Woody Allen, e é considerada para premiações também, mas seu nome só saiu na lista do Satellite e do Spirit, para filmes independentes. Talvez ela seja mais conhecida do público por ter feito Edward Mãos de Tesoura.

Gostaria de falar mais sobre a história, mas qualquer coisa que eu relate seria spoiler. Nicole é uma das favoritas às premiações, e disputa o Globo de Ouro por drama com a Natalie Portman, e é praticamente nome seguro no Oscar, onde deve concorrer com a Natalie e, aparentemente a favorita, Annette Benning, por Minhas Mães e Meu Pai, filme que não gosto, e não acho que Annette mereça ser premiada. Ela é superior a ele e já fez coisas melhores. Mas ela faz um papel de lésbica e nunca ganhou, o que conta a seu favor. Além de ter perdido duas vezes pra mediana Hillary Swank, carma de vidas passadas, suponho.

É um filme muito melhor do que vem sendo reconhecido. Essa época de premiações nos faz estabelecê-los como parâmetros de comparação, reduzindo-os a obras puramente reconhecíveis se constassem em listas de indicados, como se filmes fossem feitos exclusivamente para este fim. Alguns são, claro, mas não deveriam. E acredito que os que são, quase sempre, não sejam os melhores filmes. Ganham seus prêmios e logo caem no esquecimento.

Uma das coisas que me chamou atenção no filme foi o design de produção minimalista do filme. De muito bom gosto. E como ela contrasta com as imagens do gibi feito por umas das personagens. Eu assisti recentemente Scott Pillgrim vs. The World, que usa e abusa da estética HQ e vídeo game. Um visual bem diferente do usado em Rabbit Hole, e ambos funcionam perfeitamente dentro das suas propostas. E ambos fazem do cinema uma mídia visual muito interessante de ver.

Não vi a peça teatral ou a li, mas vejo que a adaptação deve ter sido algo que inspirou muito o processo criativo do roteirista, que também escreveu a peça. Cinema e teatro são duas mídias diferentes, e o filme não tem cenas com longos diálogos como o teatro exige, para que a historia se desenvolva e tenha ritmo, mas abusa de curtas cenas silenciosas ou de poucas falas, extremamente visuais, com close-ups e narrações em off. Alternativas a mais que o cinema oferece.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Bônus)


Parte 1Parte 2Parte 3 Parte 4 Parte 5 (final)


CENAS
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BÔNUS



Pensaram que iam se livrar da lista assim? Antes de revelar o top 10, eu incluo algumas cenas que não entraram na lista, por esquecimento, por eu não gostar do filme, por não achar tão marcantes, entre outros motivos, mas acho importante serem lembradas. Eis elas:


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1. Why Dont’ You Do Right? // Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed ---Roger Rabbit?)
---Making Whoopee! // Susie & Os Baker Boys (The Fabulous Baker Boys)
---Let’s Do It // Uma Loira Em Minha Vida (The Marrying Man)

Absolutamente a mesma cena. Adoro todas, mas são as cenas mais clichê do mundo. Femme fatale canta pra mostrar como é sedutora e irresistível. Em Roger Rabbit, vale mais pra conferir a voz da Amy Irving. É a melhor música das três também. De longe. Eu deixei desenhos animados de fora, pois cada um deles tem diversos números musicais, seria mais sensato fazer uma lista só deles, mas fiquei balançado com essa cena, porque ela é mista. Eu costumava desenhar a Jessica quando criança. Era expert nela e no Garfield na escola. Mas eu normalmente a desenhava sem o figurino... Devo ter guardado em algum lugar alguma cópia.

Em Susie e os Baker Boys a cena tem mais serventia a história, pois diz muito sobre o relacionamento entre o trio protagonista, especialmente sobre o que se desenvolve entre Michelle Pfeiffer e Jeff Bridges. A Michelle canta diversos números no filme, mas esse sobre o piano é de longe o mais marcante deles. Em Uma Loira Em Minha Vida, vale como registro de todo o esplendor de Kim Basinger (mesmo sendo dublada).


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2. Waterloo // O Casamento De Muriel (Muriel’s Wedding)

Junto com Priscilla, as maiores homenagens que já poderiam ter feito ao ABBA no cinema. Esqueça Mamma Mia!


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3. Nowhere Fast // Ruas de Fogo (Streets of Fire)

Esse filmeco B é irresistível. Diane Lane, que quase ganha o Framboesa pelo filme, não é ainda nem sombra daquela que viera a fazer Infidelidade quase 20 anos depois. Michael Paré (aparece no finzinho do vídeo), com seu nível de expressividade equivalente a Stallone e Schwarzenegger, sumiu do mapa. Willem Dafoe, sempre fazendo o vilão, continua na ativa, e Rick Moranis, o empresário frouxo, se aposentou do cinema. Esse tema virou hino do Programa Livre depois.


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4. Elephant Love // Moulin Rouge

Não gosto do filme. Mas reconheço sua importância pela revitalização e perpetuação do gênero. Essa cena em especifico é, como quase todas as outras do filme, um compêndio de referências da cultura pop. Diversos hinos de amor sintetizados numa única canção. Acho que esse tipo de numero serve mais pra eventos e premiações do que pra contar história. Depois de duas cenas, eu já tava impaciente.


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5. Diamonds Are A Girl’s Best Friend // Os Homens Preferem As Loiras ---(Gentlemen Prefer Blondes)

A cena é icônica, amplamente copiada, mas nunca vi o filme... Então pra mim é mais um videoclipe registro da Marilyn no auge do estrelato, assim como a cena da saia voando ao vento.


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6. Over The Rainbow // O Mágico de Oz (The Wizard of Oz)

Eis um caso onde a canção funciona melhor fora da cena. Virou hino, diversos regravaram, todo mundo conhece, todo mundo sabe que é do filme, mas a cena não é nem de longe a melhor do filme. Não marca. Pelo menos pra mim. O filme de fato começa quando Dorothy vai pra Oz e o filme ganha cor.


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7. You Can Leave Your Hat On // Ou Tudo Ou Nada (The Full Monty)

O "gran finale" do filme, que evolui toda sua historia pra esse momento. Um filme pequeno, feito com muito bom humor, engraçado, que conseguiu ser indicado ao Oscar e virou até espetáculo da Broadway com o Patrick Wilson, onde a mesma cena é feita com uma canção muito menos interessante.


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8. Chopsticks // Quero Ser Grande (Big)

O filme que transformou Tom Hanks em astro. É de longe o momento mais marcante do filme. Quem nunca quis fazer igual? Se bem que essa música sempre vai me lembrar muito mais de danoninho...


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9. The Sound of Music // A Noviça Rebelde (The Sound of Music)
---That’s How You Know // Encantada (Enchanted)

Acho Noviça um tédio, quase 3 horas de filme, mas é famosíssimo, assim como a cena, que tem seu charme. Toda mundo se lembra dela quando pensa em Julie Andrews. Encantada eu já gosto (pelo seu apelo kitsch, é frívolo, divertido e passa rápido), mas é uma cópia bem Disney da mesma cena da Julie e dos seus próprios desenhos (que eu mantive de fora da minha lista).


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10. Mad World // Donnie Darko

Adoro o filme. E gosto de todas as cenas musicais, mas essa, ao som de Mad World, é o tema assinatura do filme, versão da canção do Tears for Fears feita pelo Gary Jules para o filme. As outras cenas são Notorious, do Duran Duran e Head Over Heels, do Tears for Fears.


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11. Twist & Shout // Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off)

Não gosto do filme, mas é famosíssimo, assim como a cena. Acho o Ferris um bandido em potencial. Um delinqüente. E o filme aplaude esse comportamento. Por isso me irrita muito mais que diverte. Nem da cena eu consegui gostar.


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12. Rockefeller Skank // Ela é Demais (She’s All That)

Filme adolescente mais do mesmo que eu via na adolescência. Ainda vejo e adoro, apesar de ser bem fraquinho. Adoro a cena do baile com o tema dançante do Fatboy Slim e a cena da metamorfose com Kiss Me, do Sixpence None The Richer.


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13. Maniac // Elvira, A Rainha das Trevas (Elvira, The Mistress of The Dark)

Elvira. Amor eterno, amor verdadeiro. Vale muito a pena também o número final. Eu chorava de rir com ambas as cenas.


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14. In Your Eyes // Digam O Que Quiserem... (Say Anything...)

Cameron Crowe é um desses diretores que sabem fazer roteiro em cima de músicas específicas, mas nesse caso eu acho que a música foi inserida depois. Poderia ser qualquer uma romântica, mas esse hit do Peter Gabriel caiu como uma luva.


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15. Falling Slowly // Apenas Uma Vez (Once)

Once é um desses filmes que a gente assiste pra lavar a alma. A cena é clichê, e não tem muito de memorável, mas a música é linda. A interpretação deles no Oscar, sim, foi memorável e emocionante.



Em breve a parte final!


Parte 1Parte 2Parte 3 Parte 4 Parte 5 (final)



sábado, 18 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Parte 4)


Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)


Parte 4
20 - 11



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20. Cabaret // Cabaré (Cabaret)

O contraste de um alegre show de Cabaré em Berlim numa triste Alemanha sendo tomada por nazistas, que enchem inclusive a platéia. Um dos momentos inesquecíveis tanto da Liza, do diretor Bob Fosse, quanto do filme e do cinema americano.


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19. What A Feeling // Flashdance – Em Ritmo de Embalo (Flashdance)

O tema central da Irene Cara ilustra os créditos iniciais e a cena final, a superação e vitória da Jennifer Beals (e dos milhares de dublês), que é a alma do filme, mesmo a melhor cena do filme sendo a com a dança da cadeira ao som de He's A Dream. Adoro também a cópia da cena feita em Elvira, a Rainha das Trevas, já essa com Maniac, do Michael Sembello, que em Flashdance é meio desperdiçada com uma cena de exercício.


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18. Fame // Fama (Fame)

Outro hit da Irene Cara. Quem nunca viu essa cena? Quem nunca ouviu essa música? Às vezes uma boa cena basta pra carregar um filme pra posteridade, mas Fama tem várias delas.



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17. Can't Take My Eyes Off of You // 10 Coisas Que Odeio Em Você (10 ----Things I Hate About You)

Heath Ledger, por que você foi morrer? Pelo menos com uma só cena fez de uma comédia adolescente muito mais do que ela é, e também nos deixou Ennis Del Mar e um Coringa ainda melhor que o do Jack Nicholson.


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16. Oh Maria // Mudança de Hábito (Sister Act)

Era criança e chorava de rir vendo essa cena na primeira vez. É um esperado não-esperado. A gente sabe que a Whoopi vai transformar o coral, mas todo mundo está acostumado com a desgraça habitual. Ela ainda me contagia até hoje. E muda totalmente o rumo do filme.


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15. Pure Imagination // A Fantástica Fábrica de Chocolates (Willy Wonka & -----the Chocolate Factory)

Clássicos das sessões da tarde, da infância de milhões, que Johnny Depp tentou destruir, mas não conseguiu. Lágrimas caem dos olhos só de ouvir a voz pouco polida de Gene Wilder. Eis a magia do cinema. O ordinário pode ser fantástico. Tudo pode ser. Se quiser será. Sonho sempre vem pra quem sonhar. Tudo pode ser. Só basta acreditar. Tudo que tiver de ser, será... Por outro lado, é só a minha mente perturbada ou esse Willy Wonka é uma figura meio sinistra? A cara me lembra a do Malcom McDowell em Laranja Mecânica. E uma vibe meio pedófila, sei lá... Mas nem isso consegue estragar a cena.


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14. Mr. Holland's Opus // Adorável Professor (Mr. Holland's Opus)

O Mestre Com Carinho que me desculpe, mas sua cena final não chega aos pés dessa. Ela me lembra um pouco os finais de Fama e A Chorus Line, que também adoro. Acho essa trilha tão emocionante que me surpreendo de nunca ter sido aproveitada em eventos esportivos ou premiações.


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13. You Must Love Me // Evita

Madonna é massacrada pelas suas limitações artísticas e enaltecida por sua capacidade de se reinventar e mostrar o que o publico quer ver. Mas nada disso importa nesta cena, nessa musica que Andrew Lloyd Weber e Tim Rice compuseram especialmente para o filme, como se já não houvesse tantas lindas canções na trilha. Um momento a mais, um diferencial em relação ao espetáculo teatral que de fato fez a diferença no filme. É pura singeleza e sentimento.


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12. Supercalifragilisticexpialidocious // Mary Poppins

Mary Poppins tem tantos momentos musicais excelentes, mas o título quase impronunciável deste o fizeram se destacar dos demais. Mesmo da famosa canção da chaminé. Julie Andrews, que também fez a mais que famosa cena de A Noviça Rebelde mostrando que de fato nasceu para os musicais. Os de família, claro.


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11. Mamma Mia // Priscilla – A Rainha do Deserto (The Adventures of -----Priscilla, The Queen of The Desert)

Priscilla foi aquilo que realmente faltava no mundo dos musicais, apesar de não ser um musical propriamente dito. Em um mundo dominado por gays, ele veio a ser a primeira comédia/musical sobre eles mesmos. E diante de tantos números, figurinos, extravagâncias, caras e bocas, qual cena escolher? I've Never Been To Me abrindo? Felicia dublando Maria Callas? Save The Best For Last nos créditos finais? I Will Survive no deserto? Finally no hotel? Acabei ficando com o número final ao som de ABBA que encerra o filme. Essa sim uma verdadeira homenagem ao grupo sueco.



Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)