domingo, 28 de novembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Burlesque

Glitter – O Brilho de Uma Estrela

Burlesque


Nota: 7,0


Sabe que eu até me surpreendi com esse filme? Mesmo com Cher, Stanley Tucci e Eric Dane no elenco eu esperava pouquíssimo dele. Musical é um gênero arriscado. Tendo em vista que nem Meryl, Julie Walters, Christine Baranski, Colin Firth e Pierce Brosnan conseguiram salvar Mamma Mia, então eu temia mesmo pelo pior. Ainda mais com Christina Aguilera de protagonista, que revelou não ser de todo mal. Acredito que foi um dos melhores musicais recentes. Longe de Chicago e Hairspray, mas é digerível. E, graças aos céus, não copiou Glee. No cartaz logo lemos: Precisa-se de uma lenda (Cher) para se criar uma estrela (Christina). Mas na história, a Cher passa longe de ser uma estrela. E mesmo na real, a Christina virou estrela sem precisar dela. Enfim. Vai entender esses publicitários.

A história é a mais antiga do mundo. Maria da Graça, digo, Ali, é a menina pobre do interior do Iowa que tem o sonho de ser estrela. Perdeu a mãe criança, e quando adulta larga tudo e vai pra Los Angeles em busca da sua Lua de Cristal. Perdão, do seu sonho. E logo de cara, sem nem comer um pedacinho do pão-que-o-diabo-amassou, encontra esse lugar chamado Burlesque, que é gerido por Tess, a Cher, e seu melhor amigo, uma coroa maricona, feito pelo Stanley Tucci, que pelo jeito tá se especializando nesse tipo de papel.

Lá ela se encaixa logo como garçonete, mas o sonho dela é ser uma das dançarinas, todas com nome de travesti, como CoCo, Nikki, Scarlett, e um nome como Ali cai como uma luva no grupinho. Resumindo bem o enredo da história, imagine o que aconteceu com Tieta depois de ser expulsa de Santana do Agreste até o seu retorno triunfal, bem “diva”. Eis Burlesque.

Tem um mestre cerimônias mal-aproveitado, um papel que deu um Oscar a Joel Grey em Cabaré. Tem a disputa entre Christina e Kristen Bell, a loira wanna-be e a morena estrela. Roxie e Velma? O clube é um tipo de Moulin Rouge que encanta o ingênuo e romântico Ewan McGregor, mas é a cara dos números musicais de Chicago e Nine (é superior a Nine, confesso). Então não sei bem definir ao certo se é cópia, homenagem ou citações a todos esses filmes. Só sei que nada nele é original.

A Christina se sai bem nas suas limitações, mas fica evidente que ela não é ideal pro papel. Ela é uma coisa mirrada, franzina e chega a ser a menos interessante de todas no palco. Ela engrossa a voz nos agudos, como se cantasse com o fundo da garganta, o que eu gostava quando adolescente, mas hoje me irrita um pouco. E se a gente pensar em estrela de Moulin Rouge e a colocássemos do lado de uma Nicole ou Catherine Zeta ela desapareceria, coitadinha. Ia parecer uma menina na puberdade com maquiagem da mãe. Roxie do filme Chicago, por exemplo, é uma moça franzina que quer ser estrela, mas os números musicais são todos frutos da sua cabeça. Só no final ela vira estrela, mais pela curiosidade do público em vê-la, depois de ter sido presidiária, etc. Essa história dá para se acreditar.

O visual dela em geral não convence como moça do interior. Não há metamorfose. Aquela peruca ficou bem esquisita. Bem melhor que o cabelo normal dela, óbvio, mas ficou uma coisa de porcelana, meio princesa da Disney, meio pin-up. Ou seja, bem datada. Tão datada quanto esse tipo de ambiente Vaudeville, que é até forçar a barra querer que o público compre que isso existiria hoje na Sunset Boulevard. A não ser que haja lá um túnel do tempo que se entre e caia nesse lugar. Ver alguma delas passeando por aí seria como se deparar com um Amish (esses existem de verdade) nas ruas.

Mas essa odisséia de Tieta só dura até a metade, depois o filme perde o conflito e fica sem rumo. Vira uma colagem de videoclipes. Então engataram três novos enredos bem clichê, que quebram totalmente o ritmo e só transformam o filme em um drama-romance bem senso comum, que alonga demais a história. Acabam-se os números musicais (até a cena final, que copia o momento “Come What May” de Moulin Rouge) e colocam músicas ótimas pra tocar. Forever Young do Alphaville, Animal do Neon Trees, More Than a Feeling do Boston, Hot Stuff da Donna Summer, Ray of Light da Madonna, etc. Mas elas destoam do resto da trilha do filme, parecendo mais que acabou a verba do compositor e colocaram hits conhecidos pra tapar buraco.

Aí vem a crise financeira da espelunca, digo, do clube, que pouco faz sentido. Christina bombando, saindo em capa de jornal e o espaço falindo? Tem o triângulo amoroso da Christina com o Cam Gigandet, um dos vampiros de Crepúsculo, e o Eric Dane, o médico galinha de Grey’s Anatomy Mark Sloan. Além de outros mini-plots como o lance da rival da Christina, que nunca chega a ameaçar de fato. Assim como ela, há vários personagens que não se desenvolvem na trama, nem servem para outra coisa além de decorar a tela. Acho que é isso que falta ao filme. Um vilão de verdade. Ou conflitos de interesses mais pulsantes, obstáculos.

Visualmente o filme é lindo e bem cuidado. Até demais, e em certos momentos até desnecessário. A fotografia fica perfeita para as cenas no palco, mas usam o efeito em toda cena, até nas externas, parecendo um catálogo de moda filmado, mas longe do resultado atingido por Direito de Amar. Muita meia-luz e sombras e uso da saturação. Sabe Pleasantville? Aquele filme que ganhou o subtítulo de A Vida em Preto e Branco? Então esse deveria ficar Burlesque – A Vida na Penumbra.

As músicas seguem todas o mesmo perfil das de Chicago, mas são todas fracas. Em Chicago são todas ótimas. Aqui nenhuma é memorável, nem a final. Nisso Nine é superior. Tem pelo menos umas duas músicas legais. A melhor de longe é a da Cher, no seu momento Scarlet O’Hara, que suponho que tenha sido escrita pela Diane Warren. Kristen Bell tem uma voz irritante. Ainda bem que o número dela é todo entrecortado com outras cenas. Mas Christina é quem domina os momentos musicais.

No fim das contas o filme serve para a Cher matar sua vontade de fazer musicais, já que perdeu a oportunidade de fazer Mamma Mia. Mas ela pelo menos fez algo superior. Christina teve seu momento de artista de cinema, e é até melhor do que o esperado, mas não é nada demais, por hora. Há cenas bem, mas bem amadoras. Ela deveria ter sido escalada num papel menor. Transição de carreira musical pra cinematográfica não é fácil. Todas as bem sucedidas começaram com papéis pequenos, é só ver, recentemente, Beyoncé, e a própria Cher. A mesma coisa que o Justin Timberlake tem feito.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Coincidências do Amor

Trocando as Bolas

Coincidências do Amor // The Switch


Nota: 8,0


Filmado quase ao mesmo tempo em que O Plano B, e com um tema praticamente idêntico, mas que aparentemente ambos tem tons bem diferentes. Enquanto o filme da outra Jennifer, a Lopez, é desde o trailer uma pura comédia, sem grandes aspirações de ser levado a sério, o filme da Jennifer daqui, a Aniston, tem um trailer mais intrigante, mas um cartaz bem senso-comum às comédias brandas. A direção de Will Speck e Josh Gordon, os dois (ir)responsáveis por Escorregando Pela Glória, não me dava grande esperanças, mas é importante sempre dar uma segunda chance aos profissionais. A maioria dos grandes começou fazendo umas tolices mesmo.

Enfim, a história é sobre Kassie (Jennifer Aniston) que mesmo sob as objeções do seu melhor amigo neurótico (Jason Bateman) decide recorrer à inseminação artificial para engravidar, com um doador de esperma, temendo passar do período fértil sem encontrar o parceiro correto para ela. Aparentemete ele sempre teve sentimentos por ela, mas não convence muito pelo que se vê na projeção, e segundo o melhor amigo dele (Jeff Goldblum), ele perdeu a chance dele, já que ela já o estabeleceu como amigo.

Então ela escolhe o seu doador (Patrick Wilson), e convencida por uma amiga (Juliette Lewis), ela faz uma festa para a fertilização. Sério, quem faz isso? Coisa degradante. Quem tem uma amiga dessa não precisa de detratores... Só que transtornado de tão bêbado, o Jason acaba entrando no banheiro e acha o pote com o 'material' doado pelo Patrick, e acidentalmente derrama tudo de ralo abaixo. E agora? Quem poderá nos ajudar?

O Jason, que é ator desde criança, mas é mais famoso pelo seriado Arrested Development, faz um Woody Allen bonito. As mesmas neuroses, a hipocondria, e tudo mais que o Woody tem em todo filme em que atua. Deve ser por isso que o personagem se chama Wally. Uma homenagem. Se bem que o Woody é bem mais falastrão e irritante, o que o torna mais chato de se agüentar. Um dos motivos para que os meus filmes favoritos do Woody são os que ele não aparece.

A Jennifer faz o mesmo papel de sempre, mas numa circunstância diferente. Assim como em Amor Por Acaso, aquele filme em que ela faz par com o Aaron Eckhart, e esse filme peca no mesmo ponto que o retratado neste texto. Um tema interessante, mas que a forma abordada prima pela superficialidade. Acho que os estúdios temem o retorno financeiro e no terço final fazem as escolhas mais óbvias, caindo no puro clichê, transformando a história numa comédia romântica, quando poderia ter uma profundidade bem mais interessante. O próprio título nacional, mais uma vez lamentável, expõe isso. Tanto que eu nomeei minha crítica (como – quase – sempre, com outro nome de filme) pra equiparar o nível.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica O Segredo de Kells

Divinos Segredos

O Segredo de Kells // The Secret of Kells


Nota: 9,5


Se esse desenho não tivesse sido indicado ao Oscar, acho que dificilmente eu tomaria conhecimento dessa animação irlandesa de Tomm Moore. Mas ela foi umas das maiores surpresas que eu tive, e talvez o melhor filme que vejo em meses. Visualmente, então, é uma obra prima. Cada frame é uma pintura, uma obra de arte. Rico em cores, texturas, as tonalidades de cores meio aquarela, muita influência de Arts & Crafts, detalhes Art Nouveau, como nos longos cabelos da Aisling, as ondas do mar são puro Ukiyo-e (que muito inspirou Art Nouveau) texturizado, além da própria estética códice que tudo tem a ver com o enredo. Tudo muito rico e bem cuidado. As figuras humanas me lembraram um pouco do estilo utilizado pela Disney em Hércules, mas tudo aqui é bem superior. Tanto o roteiro quanto a produção gráfica. Foi uma verdadeira tortura escolher as imagens para ilustrar o post. Deu vontade até de escrever mais pra poder ter mais espaço para ilustrar.

A história é sobre a abadia de Kells, na Irlanda. Nela há um conflito de interesses, o abade preocupa-se em fortificar e proteger o território de possíveis invasores, e seu jovem sobrinho Brendan se entusiasma em ajudar na criação de um livro, o que o faz desobedecer a seu tio constantemente e se aventurar na floresta, em busca de matéria prima, onde ele faz amizade com a menina Aisling, que em irlandês significa “visão”, e é na verdade o espírito da floresta. Em Avatar, por exemplo, ela ganhou o nome de Eywa, mas não é personificada. Em Pocahontas é a Vovó Willow, uma árvore.

O filme tem um ritmo mais lento do que o padrão Disney/Pixar que a gente tá acostumado. É um filme europeu, for Christ sake! Mas é bem curto, 1 hora e 15 de filme, a história não é enfadonha em momento algum, e é muito rica. Metafórica e poética. A história é uma adaptação do livro Brendan and The Secret of Kells e além das lendas e folclores celtas, tem como base a produção do livro de Kells, um dos códices mais antigos do mundo, e um dos mais importantes na atualidade por ser um dos raros exemplares ainda existentes.

Para quem não sabe, códice é a forma mais antiga do formato de livro que hoje existe. O livro de Kells, especificamente, foi feito por volta de 800 d.C. Eram artefatos caros, por serem ricamente ornamentados, e feitos manualmente pelos raros indivíduos alfabetizados. O material também era caro, usavam tintas raras (tudo era de difícil acesso naquele tempo), como lápis-lazúli, pedras e metais preciosos. Por tal motivo, eram peças únicas e normalmente encomendadas por pessoas de grande poder aquisitivo.

Só depois da invenção do papel, e de Gutenberg, no século XV, criar a primeira forma de impressão por tipos móveis, que a forma atual de livros foi criada. Sua praticidade tornou possível criar diversas cópias de uma obra, o que impulsionou a disseminação do conhecimento e iniciou o processo de erradicação do analfabetismo. E assim como a maioria dos códices, adivinha qual o teor dos primeiros livros que Gutenberg produziu? Acertou quem respondeu a Bíblia e outros textos religiosos... Só depois que textos universitários vieram a ser impressos.

A confecção do livro é contextualizada com a história da Irlanda, na época em que a ilha era alvo constante de invasões vikings. A abadia de Kells representa a cristiandade e a floresta o misticismo, paganismo, as culturas célticas. A metáfora que Aisling logo na primeira cena diz “Eu vi o livro que transformou trevas em luz”, nada mais significa o que o livro de Kells representou historicamente, a propagação da cultura.

Eu gosto de interpretar a metáfora referindo-se ao livro mais na sua forma do que no conteúdo, porque para mim religião (ou a grande maioria delas ou todas que eu conheça) nada mais é que cultuar e semear preconceitos, segregação e opressão, disfarçada de vontade divina. Os livros, além de disseminar valores religiosos, foram importantes para se registrar todas as formas de cultura, como bem sabemos. E livros, muito mais que os papiros egípcios, pergaminhos, entre outros, são mais resistentes, duradouros e de fácil manuseio.

Tudo bem que o filme retrata os vikings como meros bárbaros saqueadores (e longe da imagem que Obelix antes mostrara, aqui eles parecem Darth Vaders) que invadiam vilarejos em busca da sua riqueza. Apesar de essa ser a visão mais difundida deles, hoje se sabe que eles deixaram contribuições diversas para a civilização ocidental, mas essa é também a visão que o povo irlandês tinha deles. Como vocês acham que os índios ou os negros viam os portugueses durante a colonização, independente de qual legado cultural eles deixaram para a sociedade atual?

E voltando ao filme, eu sinceramente se fosse votante do Oscar, teria sérios problemas em escolher um dos filmes indicados a animação. Por mim todos eles teriam sido indicados a melhor filme. Acho que dos cinco indicados, o único que não votaria seria Coraline, não por achar ruim, mas simplesmente por achar os outros superiores. Up era barbada, todos sabiam que ganharia, e a Pixar, além de competente, é extremamente forte, tem um lobby poderoso, e é americana, o que por si só já desequilibra a disputa, mas os demais não deixam nem um pouco a desejar.

E gostaria de deixar uma notinha final sobre o mascote do filme, Pangur Bán. O nome vem de um antigo poema irlandês, que um monge escreveu sobre o seu gato branco homônimo, e uma tradução aproximada seria "Lã branca". Todo desenho animado, principalmente os não estrelados por animais, tem seus cativantes mascotes, mas esse supera todos os níveis de carisma. Quer dizer, menos para os desalmados que não gostam de gatos. Ou de animais em geral... Quando eu tiver um gato de novo com certeza pensarei seriamente em batizá-lo de Pangur. Ou de Cruel...

domingo, 14 de novembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Minhas Mães e Meu Pai

E Sua Mãe Também

The Kids Are All Right // Minhas Mães e Meu Pai

Nota: 6,0


Quando vi o elenco, o trailer, o tema central abordado e a repercussão que esse filme vinha tendo na crítica e nos diversos festivais por onde passou, me animei bastante e as expectativas foram lá pro alto. Como já dizia a lei da física, tudo que sobe uma hora desce. Até parecia que esse destino era inevitável. E na verdade não é. Ou pelo menos não deveria ser. A verdade é que o marketing transforma as coisas no que elas não são na verdade. Se há interesse financeiro por trás dessas críticas todas eu desconheço, mas eu mesmo não recebi nada. Deve ser por isso que não gostei. A essência do filme me lembrou muito Juno e Amor Sem Escalas, totalmente conservador e status quo, mas disfarçado de moderninho e transgressor, igualzinho a juventude atual, sem tirar nem por. Quando a única transgressão de fato é só pura pose.

Bom, a história é sobre a Julianne Moore e a Annette Benning, um casal de lésbicas num relacionamento estável de muitos anos, que recorreram a banco de esperma para terem seus filhos, e quando a filha mais velha, a Mia Wasikowska de Alice No País das Maravilhas, faz 18 anos o irmão mais novo a convence a procurar pelo pai biológico. Eis que surge Mark Ruffalo, um tipo motoqueiro "Born To Be Wild" contemporâneo, dono de restaurante de comida orgânica e namorado de uma negra estatuesca (linda, por sinal).

Se a história fosse só essa e desenvolvessem o roteiro em cima dessa situação, acho que teríamos pano pra manga pra fazer um ótimo filme. Tipo o seriado Modern Family. Mas na verdade o real conflito do filme é quando o Mark contrata a Julianne, que é paisagista, para decorar sua casa, e os dois iniciam um caso, totalmente desncessário e sem sentido para a história e que transforma o filme. Num momento em que a sociedade moderna começa a discutir mais abertamente os direitos civis para todas as minorias, a gente precisa mesmo de um filme que insinue que relacionamentos homossexuais estão fadados ao fracasso?

Lógico que esses relacionamentos são normalmente idênticos aos heteros- sexuais, mas esses em nenhum momento têm sua legitimidade questionada, seja pela sociedade, pelos Estados ou pelas religiões, então acho que a discussão sobre a família moderna, nesse momento, deveria se pautar em como os gays e lésbicas são tão capazes de constituir família, e não em trazer à tona motivos para que os reacionários condenem ainda mais, já que qualquer motivo é motivo de sobra para se depreciar ainda mais aquilo que não é tolerado.

Muito falaram sobre as interpretações do trio principal do filme, especulações sobre prêmios e tudo mais, mas eu sinceramente desacredito que haja grandes momentos no filme que justifiquem tais reações. Uma infinidade de cenas de mesa de jantar, que se não forem surpreendentes não passam de puro clichê. Talvez uma indicação ou outra pro Mark ou pra Annette, mas eu sinceramente espero que coisas melhores estejam por vir, senão esse vai ser um ano fraquíssimo.

A cena final então eu achei de um nojo puro. Não pelos fatos em si ocorridos, mas pelos argumentos que justificam a situação. Pura caretice. Uma mensagem saída dos manuais de sobrevivência dos subúrbios, aqueles mesmo criticados em Beleza Americana e Foi Apenas Um Sonho. E meio que estereotipou ambas as orientações sexuais, mas de uma forma reversa. Prefiro não comentar porque seria spoiler, mas se alguém quiser saber e/ou debater, o espaço dos comentários tá aberto para discussões.