segunda-feira, 15 de março de 2010

Seção CANARINHOS // American Idol 2010

Ano passado foi um divisor de águas pro American Idol. Eu pela primeira (e última) vez comentei toda semana aqui no blog a respeito do programa, mas foi só decepção. A qualidade dos candidatos caiu, o formato ajudou ainda mais a evidenciar isso, e os resultados foram pífios. E agora, pra piorar, Paula saiu do programa. É o começo do fim. Esse ano tenho visto mais pela internet, os vídeos pelo youtube, e nem faço questão de ver os episódios. Esse ano Simon anunciou que também vai sair, pra poder fazer o X-Factor (programa do mesmo gênero que ele criou na Inglaterra) nos EUA, no lugar da Paula entrou a Ellen DeGeneres, que surpreendentemente vem fazendo seu papel direitinho, não tem comprometido, Randy ficou surdo de vez ou então o seu mau gosto aflorou, e a Kara ficou simpática.

Depois do desastre do ano passado, retornaram com o formato antigo, mas já não é a mesma coisa. A gente conta nos dedos as performances interessantes. Das que eu pude ver, eu só consigo destacar essas duas candidatas:


Didi Benami - Rihannon



Crystal Bowersox - Hand In My Pocket




Crystal Bowersox - Long As I Can See The Light



Didi - Terrifeid // Crystal - Natural Woman




Os escutáveis:

Casey James - Heaven



Lacey Brown - Kiss Me




E depois dos testes, esses nunca mais conseguiram se acertar, mas vale o registro:

Andrew Garcia - Straight Up



Katie Stevens - For Once My Life




Agora é esperar pra ver o que virá.

sábado, 13 de março de 2010

Seção CINEMA // Framboesa de Ouro 2010

Um pouco tarde, mas posto só pra constar. Uma observação: Não sei como ainda não descobriram o potencial desse evento como programa de TV. Poderiam transformar isso num grande evento, e mesmo que as grandes estrelas não quisessem comparecer, ia ser cheio de subcelebridades fazendo de tudo pra ir, uma oportunidade de aparecer, e qualquer tosqueira que colocassem no palco, se justificava, por que é uma premiação dos piores. Poderiam caprichar nos números musicais, mostrar clipes dos indicados, fazer homenagens a vencedores passados, e mais uma infinidade de possibilidades. Eu tenho certeza que ia ser algo muito mais divertido do que o Oscar. Debochar é sempre mais divertido.

Os resultados:

Pior Filme - Transformers: A Vingança... de alguma coisa
Só não posso dizer que é merecido porque eu não vi (nem quero), mas já suspeitava que coisa boa não podia ser.



Pior Atriz - Sandra Bullock (All About Steve - Não sei o título em português)
Engraçado como a Sandra ganhou o Oscar e o Razzie no mesmo ano. Ela, muito bem-humorada e gente boa que é, foi receber o prêmio, assim como a Halle Berry o fez anos atrás.



Pior Ator - Os 3 Jonas Brothers (Jonas Brothers: The 3-D Concert Experience)
Taí uma coisa que eu não gosto dessa premiação: se você for músico, basta aparecer na tela pra eles te premiarem. E não é um ator só, é um grupo inteiro. Perde o nexo da categoria. E nem filme é. É um show. Eu não gosto deles, mas a premiação não faz sentido. Nem engraçada é.


Pior Casal (ou dupla) - Sandra Bullock & Bradley Cooper (All About Steve)
O filme é ruim de fato...


Pior Atriz Coadjuvante - Sienna Miller (G.I. JOE: THE RISE OF COBRA - Comandos Em Ação?)
Ela nunca foi grandes coisas mesmo.


Pior Ator Coadjuvante - Billy Ray Cyrus (HANNAH MONTANA: O FILME)
Outro músico. A filha dele é muito pior.


Pior Seqüência, Refilmagem ou qualquer coisa do gênero - Land of The Lost
Não sei nem o que é.



Pior Diretor - Michael Bay (Transformers)
Hmm...


Pior Roteiro - Ehren Kruger, Roberto Orci & Alex Kurtzman (Transformers)
Pelo jeito não gostaram mesmo do filme...





RAZZIE® Especial pela década
(para aqueles que acreditam que a década só acaba em 2010, acho que o Razzie também concorda comigo...)



Pior Filme - Battlefield Earth (A Reconquista)
Aquela coisa hedionda com o John Travolta. Acho que pior, talvez só O Apanhador de Sonhos.


Pior Ator - Eddie Murphy (12 vezes indicado, venceu 3 vezes)
Eddie Murphy é ruim de agüentar mesmo. E ele ainda quase ganhou um Oscar por Dreamgirls. Ainda bem que lembraram que havia um Alan Arkin na categoria. Ele, ao contrário da Sandra, nem foi receber os prêmios, e foi embora do Oscar depois de não ter vencido.


Pior Atriz - Paris Hilton (5 vezes indicada, venceu 4)
A Paris é uma coitada. Ela nem atriz é. Nem faz parte do sindicato. Dar prêmio à ela, é chutar cachorro morto. Cadê a coragem de votar na Julia Roberts, por exemplo? Seria muito mais válido.

terça-feira, 9 de março de 2010

Seção CINEMA // Crítica Oscar 2010

A Hora do Deboche

Oscar 2010


Nota: 5,0



Mais um Oscar, mais um monte de filme asqueroso sendo premiado, mas pelo menos dessa vez eu não posso dizer “mais uma noite mal dormida”. Uma vantagem de se morar num lugar com o mesmo fuso horário de Hollywood. O Oscar esse ano foi exaustivamente propagandeado como um “Oscar como você nunca viu”. Pois é! Já vi melhor... Tanto em resultado, quanto em cerimônia. Então vamos comentar a pataquada, com muito bom humor, porque irritações envelhecem e causam rugas. E debochar é comigo mesmo. Segura na mão de Deus e vem. Sigam-me os bons!

Começou uma breguice só. Os indicados a melhor ator e atriz sendo anunciados, depois escortados aos seus devidos lugares por modelos. Só valeu pelo bom humor da Gabourey. Depois entra o Neil Patrick Harris pagando mico querendo imitar Hugh Jackman. Ele nem é ruim, mas não chegou aos pés. Ainda deu umas desafinadinhas. Simon Cowell, onde estais? E cadê Baz Luhrman nessa hora? Tudo bem que aquelas milhões de citações de cultura-pop por segundo são nauseantes nos filmes dele, mas pra um número de Oscar funciona. Acho que só conseguiram bater o Baz nesse aspecto no curta de animação vencedor da noite, Logorama, e aquelas milhares de logomarcas. É muito bom, por sinal, eu recomendo.

Steve Martin e Alec Baldwin? Um saco... Não teve graça nenhuma. Eles eram até dispensáveis. Nem precisava de mestre de cerimônia. E sempre aquelas piadas, que só pensam no público americano, o resto do mundo que está assistindo, que se exploda. Fique sem entender. Pra não massacrar de vez, a piada do Christoph Waltz foi engraçada.

E ainda eliminaram as performances das canções indicadas. Logo num dos poucos anos em que todas eram decentes. A gente perdeu de ver Marion Cotillard cantando pra agüentar aquela enxurrada de piada sem graça. E ainda me colocam Drizella e Anastácia, vulgo Amanda Seyfried e Hannah Montana - mega corcunda -, pra apresentar o prêmio. O que faz de Hannah Montana uma artista? Ela naquela idade tem a voz da Dercy Gonçalves. Alguém dê um chá de romã, um spray de própolis para ela, por favor. Gargarejo com bicarbonato.

Os bons momentos? A apresentação das animações foi ótima. E deu pra constatar como todos elas eram melhores que os indicados a melhor filme. E ainda deu pra ouvir a voz do Bruno Campos, o jacaré de "A Princesa e o Sapo" imitando o discurso da Halle Berry e o cachorro falante de "Up". A emoção da Maggie Gyllenhal quando anunciada na sua categoria foi tocante. Ben Stiller vestido de Na’vi também foi interessante, mas não necessariamente hilariante. Ele nem precisava falar nada. Só de aparecer daquele jeito já era escárnio suficiente. Forçou demais a barra. Mas valeu a intenção.

James Taylor cantando “In My Life” em homenagem aos falecidos foi sublime. Mas esqueceram da Farrah Fawcett... Inaceitável. As homenagens a Lauren Bacall e Roger Corman foram merecidíssimas, mas por outro lado, a maneira como os apresentaram da platéia foi vergonhosa. O videoclipe dos filmes de terror (tinha alguns que tavam mais pra terrir...) foi a melhor coisa da noite. Vibrei, amei, pulei, solucei, quero ver todos de novo.

Molly Ringwald vive! Ela era muito melhor nos anos 80... Ahahahaha Mas foi bom vê-la de novo na homenagem (merecidíssima) ao John Hughes, além de trechos de toda sua obra, que povoou minha infância cinematográfica. Mas continuo achando o Ferris de “Curtindo A Vida Adoidado” um delinqüente. Um mau-caráter, um fascínora, um biltre, um crápula, um bandido em potencial. Além da Molly, ver Macauly Culkin, Judd Nelson, Anthony Michael Hall (irreconhecível), Matthew Broderick e Cia. entrando ao som de “Don’t You Forget About Me” e toda aquela montagem dos filmes dele foi muito legal. Sessão nostalgia.

Surpresas? Só o filme argentino ganhando melhor filme estrangeiro, e "Precious" ganhando roteiro adaptado, ao invés de "Amor Sem Escalas", que não é nada demais (cada dia gosto menos). "Precious" além de ter merecido esse, merecia muito mais também. O momento vergonha alheia foi aquela apresentação de break dance no meio das trilhas sonoras indicadas. É como dançar lambada ao som de Mozart. Comer laranja com molho shoyu. Que negócio ridículo. Idéia de jerico mesmo... Se foi pra aproximar o público jovem, sinto informar que o efeito foi o reverso.

As categorias de ator e atriz foram as únicas que mantiveram aquele esquema do ano passado de famosos falarem sobre os indicados. Mas dessa vez quem falou sobre os indicados foram pessoas que trabalharam com eles. E nessa hora a gente pôde constatar que Michelle Pfeiffer e Julianne Moore não têm nenhum Oscar. Gwyneth Paltrow e Julia Roberts têm um. Hillary Swank tem dois. Colin Farrell, Christian Bale e Gary Oldman nunca foram indicados. Jeremy Renner, Ethan Hawke e Mickey Rourke têm os certificados deles. É dose!

E voltaram com aquela frase “o vencedor é...” ao invés de “o Oscar vai para...”. A velha obsessão de americano de vencedores e perdedores. Mania irritante de diminuir o próximo... Muitas categorias dando bandeira, tipo Barbra Streisand entregando melhor diretor. Igual a Penélope e Banderas entregando a Almodóvar, e Sophia Loren pro Benigni. E também voltaram com aquela descortesia de cortar os discursos das pessoas com a desculpa de diminuir a duração do evento. É ridículo. O tiro saiu pela culatra. Nem quando não faziam isso, o Oscar foi tão longo. Acho que deve ser um momento único pros artistas e eles devem se expressar. É uma questão de respeito.

Os únicos discursos que respeitaram foram os últimos. Jeff Bridges relembrando sua árvore genealógica estrelada, Sandra Bullock ganhando, emocionada e com muito bom humor, pela melhor coisa que já fez na carreira (o que é bom), depois de tanta porcaria no currículo. A tônica da maioria dos discursos foi “todo mundo merece amor”. Não julgue, apenas ame. Se é assim, Charles Manson, você está no meu coração! Hitler, Andrei Chikatilo, Jeffrey Dahmer, Bandido da luz vermelha, Ed Gein, Maníaco do parque, George Bush, Jack estripador, vos mando meu amor!

E no fim, "Avatar" comeu terra e só ganhou 3, "Guerra ao Terror" fez o rodo, levou seus 6 prêmios, Katherine Bigelow (que tava linda, chiquérrima) fez história ao ser a primeira mulher premiada. Muito legal, reconhecimento merecido depois de tantos homens (e todos brancos) vencendo, mas continuarei achando o filme dela um saco e o Tarantino melhor. E o filme dele é aquele tipo de filme que vai crescendo na gente. Saí do cinema não gostando, e hoje gosto muito. O mesmo para "A Single Man". Acontece sempre. Às vezes revejo as notas que dou às críticas passadas e discordo das minhas opninões, mas deixo lá para registro da impressão do momento. Outros filmes eu já gosto menos... E assim é a vida. Depois escrevo sobre isso.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Seção CINEMA // Críticas diversas - parte 3

Tarde Demais Para Esquecer

Simplesmente Complicado // It's Complicated

Nota: 8,0

Hmm... Mais uma comédia romântica. Pra “melhor idade”. Ou meia-idade. Ou qualquer uma delas que vier primeiro. Whatever.... Mas é um filme decente. É engraçadinho, e tem a Meryl Streep. E o Alec Baldwin. Engraçado como o Alec evoluiu de um ator bonitão e canastrão pra um gordo engraçado. E atraente para o público alvo do filme. O filme tem também o chato do Steve Martin. Lógico que vai ter alguma piada deles dois com a Meryl no Oscar, que diga-se de passagem, eu prevejo ser desastroso. Depois do auge com o Hugh ano passado, o Oscar fez uma série de mudanças pra cerimônia desse ano que soam tenebrosas. Agora é só aguardar pra ver.

Enfim, voltando ao filme, ele é sobre uma mulher divorciada, que leva anos pra superar a traição do ex-marido e o divórcio, e começa a se relacionar com o arquiteto que tá fazendo a reforma da sua casa. Só que o ex-marido volta a se interessar por ela, e ela acaba cedendo, pro poder ter situações ridículas pro pessoal rir. Senão não seria uma comédia. Se você for mulher, de qualquer idade, ou um homem, acima dos 40 anos, você provavelmente vai gostar do filme.



Sem Destino

Coração Louco // Crazy Heart

Nota: 8,0

Esse filme é uma cruza de Johnny & June com O Lutador. Na verdade bem mais parecido com O Lutador, só que numa versão country. Tudo na história lembra o outro filme. O protagonista é um cantor decadente, cheio de vícios, à beira da auto-destruição, porém muito carismático, tem um filho com quem não tem contato, que se apaixona por uma mulher mais jovem que cuida sozinha de um filho pequeno, um acidente acontece na sua vida, entre diversos outros pontos em comum. Pode-se dizer que o roteiro não é dos mais criativos ou inovadores. A semelhança com Johnny & June ficam por ambas as histórias serem sobre cantores countries que lutam contra seus vícios, o cara também lembra um pouco o Johnny Cash feito pelo Joaquim Phoenix, e a trilha sonora country que toca durante o filme inteiro.

E assim como Mickey Rourke ano passado, o Jeff Bridges vem forte nas premiações esse ano. Só que há uma diferença significativa: o Jeff é uma pessoa totalmente diferente do seu personagem, além de ser muito melhor ator que o Mickey. Jeff também é um ator veterano, que logo no seu primeiro filme, A Última Sessão de Cinema, aos 21 anos, foi indicado ao seu primeiro Oscar. De lá pra cá colecionou sucessos, é muito bem quisto por Hollywood (ao contrário do Mickey, provavelmente a principal razão por ter perdido o Oscar ano passado), foi indicado mais três vezes ao prêmio, e agora, aos 60 anos ele tem a sua chance de levar o seu, e a Academia não deve deixar a oportunidade passar, já que pode ser a última, mesmo o Colin Firth sendo superior. Mas mesmo assim não é um resultado injusto. Longe de ser um Roberto Benigni ser preferido entre Edward Norton, Ian McKellen e Tom Hanks.

O filme ainda tem mais outras indicações. Melhor atriz coadjuvante pra Maggie Gyllenhaal, que foi uma das pouquíssimas surpresas da lista de indicados da Academia, mas mereceu a indicação, sim. Apesar de Julianne Moore ser melhor atriz, o papel é muito pequeno, e a Maggie tem bons momentos na história. Talvez a Diane Kruger em Bastardos Inglórios merecesse mais. Mas nenhuma das três na lista teria chance de vencer mesmo... E a outra indicação é de melhor canção original, que assim como o Jeff, também é favorita. A importância da canção para o filme, é como a canção do Springsteen é para O Lutador, mas a apesar de ter vencido vários prêmios, a Academia ignorou. Preferiram o circo indiano. Enfim, é uma canção bonita, a letra é boa, agradável de escutar, mas eu confesso que só acho essa melhor que a canção francesa. O elenco também conta com o Colin Farrell, que poderia ser melhor aproveitado, e o Robert Duvall.