quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Críticas diversas - parte 2

A Raposa e as Uvas

O Fantástico Sr. Raposo // The Fantastic Mr. Fox

Nota: 9,5

Na boa, as animações esse ano dando um banho nos outros filmes. Só falta eu ver o irlandês sobre o Livro de Kells (que me interessa, já que fiz um estudo sobre códices, e o de Kells é um dos mais famosos exemplares). E dos que eu vi, se dependesse de mim, indicaria os quatro ao Oscar de melhor filme, visto a quantidade de porcaria que colocaram ali. A história é ótima, analisa pontos bem interessantes, já que normalmente esses desenhos são sempre metafóricos, como as fábulas, e que a gente pode pegar as morais e aplicá-las a vida cotidiana.

No caso, é sobre um raposo, casado com a raposa e pai do raposinho. Ele era um ladrão, mas mudou de vida. Só que na vida atual ele sente falta da adrenalina da vida antiga, já que fugiu da sua natureza. Todo mundo sabe que raposa é famosa por roubar galinha de poleiros. São sorrateiras e tal. A sua esposa é companheira e organizada, o filho é estranho e deslocado (provavelmente gay, mas a história não se aprofunda nisso), e ainda tem um sobrinho que é tudo que o raposo queria que o filho fosse, o que só desperta o ciúme do coitado.

A animação é muito bonita, de bom gosto, foge do padrão 3D que a Pixar praticamente impôs a todo o mercado. Não que o padrão da Pixar seja ruim, mas é sempre bom ver outras alternativas. Que são tão boas quanto. A versão original tem dublagens de George Clooney, Meryl Streep, Jason Schwartzman, Bill Murray entre outros. A trilha sonora anos 60-70 é um primor. A direção é do Wes Anderson, que ficou famoso por Os Excêntricos Tenembaums, aquele filme chato pretensioso. Esse é muito melhor.



A História Sem Fim

A Estrada // The Road

Nota: 9,0

Viggo Mortensen precisou pagar mico como Aragorn pra poder ter a chance de fazer coisas boas. Depois fez dois filmes ótimos com o Cronemberg e agora fez esse. É mais um daqueles filmes apocalípticos, mas não tem zumbis, nem vírus, nada do tipo. Nem sustos. É só um drama sobre um futuro pós-apocalíptico, em que as causas não são explicadas. Não há comida, e os poucos que sobreviveram ou vivem escondidos, ou viraram canibais (a gente não vê as cenas de tais circunstâncias).

Nisso, pai e filho, logo depois da esposa depressiva, feita pela Charlize Theron (outra que só faz cosia boa), desaparecer resolvem sair de onde estão e ir para o sul, onde não é inverno rigoroso. Mas a estrada é longa, cheia de perigos, e eles têm que aprender a lidar com eles, e o pai tenta ensinar ao filho como cuidar de si mesmo no caso de algo acontecer.

É um filme difícil, de certa forma pesado, mas muito bonito, poético. O ponto positivo é que ele não se excede na sua metragem, sabe acabar na hora na certa. Tem um final agridoce, assim como tudo na vida. Provavelmente devido a pouca publicidade ele não recebeu nenhuma atenção nas premiações. E divulgação é fundamental pra isso. As pessoas precisam saber que o filme existe pra poderem votar nele. Por essas e outras que filmes bons estão de fora.



O Céu É Para Todos

Um Olhar do Paraíso // The Lovely Bones

Nota: 9,0

Esse novo filme do Peter Jackson foi desprezado e mal visto pela crítica. E pelo público também, aparentemente. A crítica achou de mau gosto. O público já não gostou provavelmente porque a protagonista é uma menina, o que não é adequado para um filme cheio de efeitos especiais. A gente já conhece o machismo da população, toda aquela coisa de supremacia masculina, e má vontade em lidar com os problemas femininos. Já eu adorei. Achei uma história difícil. Talvez por isso eu tenha gostado. Porque além dos efeitos, há um tema interessante sendo abordado, e de uma maneira interessante. E não tem elfos, nem duendes, nem gnomos, nem smurfs, nem anel nenhum.

O argumento dos críticos é que o filme passa a mensagem que há muitas coisas esperando por meninas de 14 anos que são brutalmente estupradas e assassinadas. Que seus assassinos são heróis na verdade, que as libertará para uma vida após a morte em um universo mágico, um país das maravilhas, e procure já o seu aliciador! E pra onde eles queriam que elas fossem? Pro purgatório? Ou virar assistente de palco de satanás, cantando "Ritmo de Festa"? Acho que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso sabe que isso é uma ficção. Se alguém realmente quiser partir desta pra melhor dessa maneira, pra poder desfrutar de todas aquelas “maravilhas”, essa menina tem sérios problemas mentais.

Certamente aquela profundidade da odisséia do anel seja algo muito mais interessante pro ponto de vista deles. Sinto discordar... Enfim, a história é sobre uma menina de 14 anos (feita pela Saoirse Ronan, uma das melhores atrizes teens da atualidade, que já foi indicada ao Oscar por Desejo e Reparação), e acontece com ela tudo que descrevi no parágrafo anterior. Só que enquanto ela está no “país das maravilhas”, segundo eles, a família dela, por nossas bandas, sofre com o seu desaparecimento, já que seu corpo não é encontrado.

Mas mesmo lá nesse mundo especial, ela não se sente feliz, e consegue de uma maneira se comunicar com o seu pai (o Mark Wahlberg, na sua melhor atuação desde Os Infiltrados), e dar pistas do que aconteceu. A mãe dela é a Rachel Weisz, Oscar de coadjuvante por O Jardineiro Fiel, que enlouquece e precisa se distanciar da família pra poder racionalizar a perda. Ela ainda tem dois irmãos menores, e a avó "banda-voou", que é o alívio-cômico do filme, feita pela Susan Sarandon. Eu gostei do filme o suficiente pra vê-lo outras vezes. Achei a história dolorosa, mas com um desencadear tocante e envolvente. Só não gostei do fim de uma das personagens.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Como não ser um ator

Eu estava vendo as entrevistas dos candidatos ao Oscar após o almoço conferido pela Academia semana passada, e tive surpresas boas, como a Gabourey Sidibe, que provou ser outra pessoa bem distante da Precious, que era um argumento de muitas pessoas, Sandra Bullock, sempre simpática e bem humorada. O mesmo pra Jeff Bridges e Colin Firth. Mas tive outras péssimas também. Eu já não concordava com as indicações de Jeremy Renner e Woody Harrelson, e depois de ver suas entrevistas, a gente percebe que eles não compreendem o filme que eles fizeram parte. E isso para um ator é inadmissível.

Eu não gosto de Guerra ao Terror (que tudo indica que levará o Oscar) e O Mensageiro, por não gostar do tema central, apesar de concordar com suas mensagens e abordagens (apesar de unilaterais, como se só os americanos sofressem com as guerras), mas os filmes não me são atrativos. Durante a entrevista, eles faziam propaganda à Guerra, e principalmente Renner, tecia elogios e gratidão aos serviços prestados por suas tropas. E, novamente, um ator que não faz idéia do projeto do qual faz parte, e contradizer tudo que mostrou na tela, é muito frustrante. Ainda mais frustrante é ver seu trabalho sendo louvado.

Quem tiver estômago, souber inglês, e quiser conferir, eis os links:

Jeremy Renner
http://www.youtube.com/watch?v=tsDOZDXGu6E

Woody Harrelson
http://www.youtube.com/watch?v=YXvr3Holxds

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Idas e Vindas do Amor


A Noite dos Desesperados


Idas e Vindas do Amor // Valentine’s Day

Nota: 5,0

Chega dá pena dessa tentativa frustrada de Simplesmente Amor. A diferença é simples: sutileza e senso de humor. E fazem uma diferença grande. Enquanto um pode ser agradável, o outro cai no grosseiro e nos clichês. Não tem uma piada sequer engraçada. E ainda é aquela ode a uma data inventada pelo capitalismo pra movimentar o mercado, e fazer quem não tem ninguém se sentir mal. Besta de quem se deixa levar... Até os cartazes dos filmes são todos muito clichê. Deu trabalho pra escolher um, mas eu peguei o melhorzinho pra colocar aí do lado (que na verdade é muito bom, ao menos isso).

O principal atrativo do filme é o elenco, que assim como o de Simplesmente Amor, é gigante e estelar, o que normalmente significa em estrela demais sem ter o que fazer, vide Gosford Park, Full Frontal, O Jogador, etc. Em Simplesmente, eles fugiram a regra, aqui, caíram no clichê. Então eu vou listar os atores do filme. É bom que pelo menos ocupa espaço no post:

- Julia Roberts, que todo mundo conhece, todo mundo ama, mas nem é tão boa assim;
- Bradley Cooper, que eu gostei no execrado Wet Hot American Summer, mas fez sucesso em Se Beber Não Case;
- Ashtor Kutcher, que só eu que acho um Mané?;
- Jennifer Garner, a espiã de Alias e a mal-amada de Juno;
- Anne Hathaway, a princesa daquele diário da Disney;
- Topher Grace, o magrelinho de That 70’s Show, que cresceu (mas continua magrelo);
- Jessica Biel, que fez muito filme mas é famosa por ser bonita;
- Jessica Alba, idem;

- Emma Roberts, sobrinha da Julia (a tia é a eterna Pretty Woman, mas ela é muito mais bonita), e a espiã-juvenil Nancy Drew;
- Taylor Lautner, o vira-lata computadorizado de Crepúsculo e Lua Nova;
- Taylor Swift, a cantora country-teen, que deve metade do sucesso (e os Grammys) ao Kanye West;
- Patrick Dempsey, que foi de adolescente feioso dos anos 80 a médico charmoso em Grey’s Anatomy;
- Eric Dane, o médico galinha e amigo do Patrick em Grey’s Anatomy;

- Shirley MacLaine, a diva de Se Meu Apartamento Falasse, Laços de Ternura, entre diversos outros;
- Hector Elizondo, eterno coadjuvante no cinema, mas já ganhou Emmy por Chicago Hope;
- Kathy Bates, outra grande atriz, mas não tem nada pra fazer;
- Jamie Foxx, ou Ray Charles cover, como preferirem;
- Queen Latifah, que é boa, mas só tem feito besteira (em mais um dos exemplos);
- George Lopez, aquele comediante sem graça;
- Ufa!

O filme é moralista, conservador, e enfiaram um casal gay no meio pra se fazer de moderninho, mas eles são praticamente figurantes, e na única cena juntos nem diálogo tem. A sobrinha da Julia faz uma babysitter de um pirralho insuportável (que era o papel do filho do Liam Neeson em Simplesmente) que vive gritando aos 4 ventos que está amando. Só os deuses do Olimpo sabem o quanto eu odeio ator mirim. Digo, a maioria. Há um vídeo do Leonardo DiCaprio falando de atores mirins que eu adoro (veja o momento no minuto 5:30). A gente sabe que a maioria desses mirins e teens são só bonitinhos (feito uns filhotinhos de poodle, lindinhos e irritantes) e inventadas pra ludibriar as adolescentes a fazer seus pais gastarem dinheiro.
Lógico que sempre tem uma Jodie Foster, Jamie Bell, Saoirse Ronan, Nicholas Hoult, Abigail Breslin, Haley Joel Osment (que sumiu), Anna Paquin, o próprio Leonardo, mas eles são exceção nesse mundo de Jordys, Miley Cyrus, Justin Biebers, e afins. E voltando a sobrinha da Julia, ela faz uma jovem de 18 anos que planejou a sua “primeira noite de amor” no dia dos namorados, aquela coisa mágica, romântica e especial (aquela babaquice de sempre), mas ela desiste porque ainda não está na hora... Só faltou dizer que só depois que casasse, pra completar o pacote da moral e bons costumes. Um daqueles momentos que não expressam realidade. Vide (citando pela enésima vez – e não me canso) a filha da Sarah Palin.

E a melhor coisa de longe do filme é a Anne Hathaway, porque é o papel mais interessante. Ela faz uma atendente de sex phone que está dividida entre dividir seu dia dos namorados com o Topher Grace, ou o trabalho, já que é o dia mais requisitado do ano. Mas não desenvolvem bem, até porque tem gente demais pra aparecer. Não dá pra criar situações mais complexas. Enfim, um filme feito para o público feminino, que deve gostar dele, apesar de ser bem mais do mesmo, até inferior a vários, inclusive à história de cinderela Uma Linda Mulher, que é do mesmo diretor, Garry Marshall.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Ilha do Medo

A Hora do Pesadelo

Ilha do Medo // Shutter Island

Nota: 10


Eu mal podia esperar pra ver esse filme. Só não fui à sessão de quinta-feira à meia-noite porque eu tinha academia de manhã cedo. Então fui sexta na sessão de 1 da tarde mesmo. E acho que só tenho mais expectativas pra ver Alice do que esse filme. O que de certa forma não é bom sinal. Quando a gente espera demais de algo, só há um caminho depois disso. Mas desse filme eu fiz questão de não saber quase nada a respeito, além de ser o mais novo filme do Scorsese, ter o Leonardo DiCaprio, entre outras estrelas e se passar num hospício. Alice é aquela velha história que todo mundo sabe de cor e salteado.

E por onde começar a falar desse? Difícil... Qualquer coisa que se falar a respeito vira spoiler. Vou só falar o básico: Leonardo DiCaprio é um investigador encarregado de cobrir o desaparecimento de uma paciente de um hospital psiquiátrico para criminosos que fica em uma ilha próxima a Boston. No barco ele conhece seu novo parceiro, feito pelo Mark Ruffalo. Lá, eles recebem pouca ou nenhuma cooperação dos médicos responsáveis pela instituição, feitos pelos sempre ótimos bem Kingsley e Max von Sydow, o que desperta nele muitas desconfianças sobre o que realmente acontece por lá.

As interpretações são todas ótimas, e o elenco é muito competente. Além dos já citados Leo, Ruffalo, Kingsley (Gandhi, Casa de Areia e Névoa) e Sydow (Pele – O Conquistador, O Exorcista), ainda temos a Michelle Williams, que era minha favorita de Dawson’s Creek (junto com o Joshua Jackson), e ex do finado Heath Ledger, Jackie Earle Haley, de Pecados Íntimos, numa aparição breve, porém marcante, Emily Mortimer, de Match Point e Querido Frankie, filmes que adoro, e a Patrícia Clarkson, sempre ótima também.

Scorsese foi perfeito ao criar o clima de suspense que o filme precisava. Desde a música, marcada principalmente pela “Sinfonia no. 3” de Krzysztof Penderecki (que também tem músicas na trilha de O Iluminado) e “Root Of An Unfocus” de Boris Berman, até a montagem, sempre responsabilidade da Thelma Schoonmaker. Além disso, Scorsese é um famoso adorador do cinema, antes mesmo de ser cineasta, e nesse filme as influências de outros cineastas são bem claras, como o clima de paranóia de "Um Corpo que Cai" de Hitchcock, por exemplo.

Ele consegue manter o mistério e o entrelaçado de segredos interessantes o tempo inteiro, claro que com a ajuda do roteiro de Laeta Kalogridis, que não fez nada que me interessasse antes, e Steven Knight, do ótimo Senhores do Crime, baseado no livro homônimo de Dennis Lehane. E as cenas de flashback, ou os sonhos de DiCaprio nos confundem ainda mais na história, mas ao fim tudo se explica.

Esse já é o quarto filme da parceria entre Scorsese e DiCaprio, que começou com Gangues de Nova York e O Aviador, que são chatinhos, e seguiu-se com o excelente Os Infiltrados. Recentemente Scorsese afirmou à revista New York que o diferencial de Leo é seu rosto extraordinariamente cinematográfico. “Ele poderia ter sido um grande ator do cinema mudo porque tanta coisa acontece nos seus olhos, pode-se ler tanta coisa em seu rosto.” Eu não só concordo como já gostava do trabalho dele desde antes mesmo da histeria coletiva por Titanic e Romeu + Julieta. Scorsese assumiu o projeto depois que David Fincher desistiu (ele ia ser estrelado por Brad Pitt e Mark Wahlberg), e passou quatro meses filmando em um hospital abandonado.

Esse filme estava programado pra estrear ano passado, em outubro, pra ter chances de concorrer a prêmios no início desse ano, mas foi adiado. Pode ter sido boa decisão, porque Leo certamente ia perder pro Jeff Bridges (assim como acontece com o Colin Firth agora), e o filme provavelmente ia ser só mais um na lista de 10, ofuscado no meio da névoa da disputa particular do ex-casal Bigelow-Cameron, e rejeitado na opinião pública (que quase nunca é boa, vide os big brothers da vida ou até mesmo as eleições) por Avatar. O Oscar desse ano nem aconteceu ainda, então vamos ver se o filme tem fôlego pra ser lembrado daqui a um ano, ou se só coisas como Guerra ao Terror e Crash conseguem se sustentar no tempo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Críticas diversas - parte 1

Tenho andado sem tempo, então resolvi fazer textos breves sobre os filmes que tenho visto, e que estão em evidência no momento. Isso até me facilitou pra poder sobre esses 3 primeiros filmes, que eu não gostei e nem tinha muita inspiração pra escrever. Daqui a alguns dias posto mais outros que eu já tenho escrito aqui.



Sem Novidade No Fronte

Guerra ao Terror // The Hurt Locker

Nota: 5,0

Nossa Senhora do Tédio abençoou esse filme... Vou te contar! Tô até agora tentando entender o porquê de tanto auê em torno dele. A direção é da Kathryn Bigelow, a ex do Prof. Raimundo, digo, James Cameron, e ganhou diversos prêmios, entre eles o do sindicato dos produtores, dos diretores e o prêmio dos críticos. Forte candidato ao Oscar, só perdeu o Globo de Ouro até agora. Quem levou no caso foi Avatar, que é do prof. Raimundo. Uma disputa particular do casalzinho. Kathryn tem levado a melhor até então. Mas nada consegue me explicar tais façanhas. Se bem que se dependesse de mim, os dois iriam ficar chupando o dedo. Tarantino forever!

História não tem. Só mostram vários episódios de um esquadrão bombas desarmando ... bombas. No Iraque. Um ou outro morre de vez em quando. Mas morrem mais iraquianos, pode ter certeza... Muito raramente aparecem alguns breves flashbacks (ou flashforwards) das vidas desses soldados fora da guerra. E é isso. Vai do nada à coisa nenhuma. O protagonista, Jeremy Renner, também foi indicado ao Oscar de melhor ator.

O filme já começa dizendo que a guerra é uma droga. Ponto pra ele. Mas o filme só parte do pressuposto que a guerra é uma droga porque afeta às famílias americanas. Desestabiliza emocionalmente os soldados, que nunca voltam os mesmos pra suas casas e tal. Mas como o filme também só vê o ponto de vista americano, os iraquianos, que são os “homens maus”, são mais elementos que só servem pra trazer mais dor e sofrimento a essas famílias, pobrezinhas... Enfim, não gostei, não verei novamente. Filmes de guerra? Prefira sempre Nascido em 4 de Julho ou Platoon. Ou Hair.



Monstros S.A.

Distrito 9 // District 9

Nota: 5,0

Filme sul-africano produzido pelo Peter Jackson, que foi sucesso de público e crítica, e acabou caindo no gosto das premiações, mesmo sem levar nada. O filme é sobre ETs que chegam à África do Sul e estão tão fracos e desnutridos que são socorridos pelos humanos. Mas eles não têm como voltar, ou pra onde ir e são alojados e em uma periferia pobre de Johanesburgo. Após de mais de 20 anos lá, eles foram totalmente marginalizados, vivendo na violência como qualquer favela de cidades grandes, e então as autoridades sul africanas resolvem desalojá-los de lá e mandá-los para outro lugar. Lógico que essa não é uma tarefa fácil.

O filme começa com formato de um documentário, depois vira ficção científica e, por fim, guerra e ação. Talvez seja o pior defeito dele. Ou virtude, sabe-se lá... Não foi um filme feito pensando em mim (ou pessoas como eu) anyway... O filme já perde metade do apelo pra mim porque eu mal posso olhar pra tela. Os bichos são asquerosos, e o protagonista começa até a ter o seu momento “A Mosca”, passando por metamorfose e arrancando as unhas, entre outras monstruosidades. É repulsivo. Eu tinha feito pipoca pra ver o filme e não consegui comer.

Tudo bem que é uma metáfora para o tratamento dos negros na África do Sul, à Apartheid, até ao holocausto (de uma certa forma) e tal, mas precisava ser desagradável desse tanto? Já deu pra perceber que ET não é comigo mesmo. Os smurfs gigantes de Avatar me incomodam por serem humanizados demais, e os daqui pelo oposto. Mas o filme também despertou diversas críticas devido a preconceitos que ele supostamente expressa e tal. Não tive cabeça pra refletir tanto assim...



O Bobo da Corte

Um Homem Sério // A Serious Man

Nota: 5,0

Só ganhou essa nota por causa das duas primeiras cenas. Os irmãos Coen têm muitos altos e baixos pra mim. Apesar de Onde os Fracos Não Têm Vez ter ganho o Oscar, eu não gosto, acho chato, arrastado, e muito inferior ao Grande Lebowski, Queime Depois de Ler e, principalmente, Fargo. Classificaram o filme como comédia mas se você espera dar alguma gargalhada, pode tirar seu cavalinho da chuva. Eu pelo menos não ri em nenhum momento. Minto. Ri na primeira cena. Mas ela não condiz com o resto do filme. Só serve para ilustrar (de uma forma que o público comum com certeza não vai conseguir nunca entender) o que estar por vir.

A primeira cena é uma anedota polonesa sobre um casal judeu que está pra receber a visita de uma pessoa que já morreu. Será que ele é ou não é um dybukk (fantasma mal intencionado)? Depois Grace Slick, do Jefferson Airplane, dá um tabefe nos nossos ouvidos e vemos uma luz no fim do túnel, que na verdade é um ouvido, e a voz Grace da Grace vem de um fone de ouvido (quanta repetição dessa palavra numa frase só!), de um menino judeu totalmente desinteressado na aula de hebraico que está presente. Mas o protagonista na verdade é seu pai, que é atingido por uma bola de neve de problemas que só o levam à exaustão e ao limite da saúde mental.

Mas na boa, odeio filme com final aberto. Digo, finais abertos e abruptos. Há bons finais abertos. Mas aqui, depois que o filme nos animou por duas cenas, e em seguida nos matou de tédio por quase duas horas, eles apresentam uns 3 ou 4 problemas importantes, mas não resolvem nenhum. Fica só a tela preta e Jefferson Airplane pra você interpretar como quiser. Eu tenho a minha, mas tenho certeza absoluta que não é a dos diretores. Não seria muito melhor ter filmado os 10-15 minutos que faltaram? Ou será que faltou verba? Indicação pra Melhor filme? Piada...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Seção ALUCINÓGENOS // Por que odiar Manoel Carlos?


Muita gente me pergunta porque eu detesto as novelas dele. Além do óbvio, de ser aquele universo paralelo, quase de propaganda de margarina, onde até empregada doméstica tem laptop e wireless, e onde Suzana Vieira reclama da vida porque o arroz queimou, e sempre tem aquele exemplo de superação e garra, gente "forte e guerreira" (ODEIO essas expressões...), que adota deficientes, fica paraplégica ou enfrenta a leucemia, et al. Aquela lição de vida enlatada, que faz esse tipo de gente ter fé na humanidade. Além dos depoimentos toscos (mas um ou outro sempre valem a pena)... E tudo ao som de muita bossa nova. Vi aqui nesse link um diálogo que por si só já me priva de dar maiores explicações. Vou colocar um breve trecho do texto do link:


(...) a Luciana de Viver a Vida ganhou um blog da irmã, com direito a diálogo didático para o público:
- Isso é um blog?
- Sim, um blog é onde você anota seus pensamentos.
- Nossa, que legal e moderno! Sempre tive diários.
- E você sabia que existe gente que vive disso? São chamados blogueiros.
- Nossa!
E por aí foi.
(...)


Caso encerrado!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica A Princesa e o Sapo


Foi sem querer que eu beijei na sua boca…


A Princesa e o Sapo // The Princess and The Frog


Nota: 9,0


Ai, me deixa! Eu assisto filme da Disney desde que me entendo por gente e fazia até coleção das fitas. Só que dos mais de 20 que eu tinha, acho que só tem uns 5 ou 6 lá na casa dos meus pais. Emprestar é a ruína... Enfim, a Disney, que é dona da Pixar também, depois de muito tempo só produzindo os filmes em 3D da Pixar (que são ótimos, não nos esqueçamos), a Disney voltou a produzir um filme em animação tradicional, mais uma das suas velhas sagas das princesas para aumentar a coleção.

Mas dessa vez a novidade é que a princesa é uma negra. E o príncipe é um latino de sotaque forte, e na versão original ele é dublado pelo brasileiro Bruno Campos, que fez O Quatrilho, e vários seriados americanos, como Nip/Tuck e Jesse. Já a “princesa”, que na verdade é só mais uma negra serviçal de Nova Orleans, é a Anika Noni Rose de Dreamgirls. Uma “modernidade” e um avanço pros estúdios Disney, mas ficou só nisso mesmo.

O resto é o velho moralismo de sempre, aquela coisa puritana Disney de ser. A obsessão com a monarquia e a riqueza como forma de ascensão social (por casamento, óbvio), amor e casamento são mais importantes que lutar pelos seus sonhos (porque a vida depois do casamento são as mil maravilhas...), além dos tradicionais personagens simpáticos e carismáticos, porém todos estereotipados. Voodoo, rezadeira, matutos, ignorantes, o bruxo mau afeminado (tipo Jafar e Scar). E de todas as outras histórias da Disney, o casalzinho me lembrou mais o da Bela e a Fera. A mocinha pobre, porém trabalhadora, inteligente e esforçada, e o príncipe é um anti-herói. Só que aqui ele é um nobre vagabundo, cafajeste e encantador, e não um mal-humorado agressivo.

Bom, a história é sobre Tiana, uma moça pobre que sonha em ter seu restaurante, principalmente pra realizar a vontade do pai, que morreu e nunca conseguiu. Sua melhor amiga é uma rica loira mimada, que não faz nada na vida, a não ser gastar o dinheiro do pai e esperar pelo seu príncipe (sim, sempre um príncipe, não podia ser jornaleiro, advogado, músico, bombeiro, etc.), mas de bom coração. A amiga enlouquece quando o príncipe Naveen chega à Nova Orleans, e ela planeja tudo para laçá-lo. A dubladora americana dessa personagem é um dos pontos fortes do filme (não conferi a voz brasileira).

Mas antes dela laçá-lo, um macumbeiro (Sim, porque pra moral cristã, cultos africanos são todos demoníacos... E ainda é afeminado, porque gay não é coisa de Deus também) o transforma em sapo e, com um cúmplice, ele usa a aparência física do príncipe e tenta se aproveitar para casar com a loira e ficar rico. E para o sapo voltar ao normal, precisa de um beijo de uma princesa. Mas ele confunde Tiana com uma princesa, e acaba ela também virando sapo.

E ao contrário de Nine, esse filme eu assisti esperando nada, e por isso gostei tanto. Achei muito bonito visualmente, de bom gosto, e também adorei a trilha sonora, do compositor veterano Randy Newman. Depois de quase 16 indicações ao Oscar ele finalmente ganhou em 2002 pela cançãozinha insossa “If I Didn’t Have You”, de Monstros S.A., um prêmio de consolação obviamente. Anos mais tarde ele concorreu de novo com a linda “Our Town” de Carros, cantada por James Taylor, e não levou.

No conjunto, essa é a minha trilha favorita dele. O som do jazz de Nova Orleans é ótimo, e muito agradável de ouvir. Dá pra comprar o CD e ouvir inteiro tranquilamente. E dessa vez ele foi indicado novamente por duas das canções do filme, “Almost There” e “Down in New Orleans”. Eu teria escolhido “Ma Belle Evangeline” e “When We’re Human”. Achei mais bonitas. No mais, o filme tem um ritmo ótimo, tem começo, meio e fim, e acaba na hora certa. Só a título de curiosidade, em janeiro, mais de 50 meninas foram parar no hospital com salmonela depois de copiarem o filme e beijarem sapos por aí. Crianças...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Nine

Nem Oito, Nem Oitenta

Nine

Nota: 7,0

Nunca se deve esperar muito de algo, porque do topo só há uma única direção depois. Fellini 8 e Meio é um ótimo filme. Um grande filme. Importante e influenciador. Ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro nos anos 60, e diversos outros prêmios. Quando eu assisti me deu sono, não vou mentir... Mas eu entendo e concordo perfeitamente porque ele é tão cultuado e aclamado. E apesar de não ter visto a filmografia inteira do Fellini, gosto de pensar que ele fez coisas superiores. Enfim. Esse filme dos anos 60 gerou um musical chamado “Nine”, que foi diversas vezes encenado em teatros do mundo inteiro, e recentemente foi feito na Broadway com o Antonio Banderas (que ficou com um bico maior do que pato porque ficou de fora do filme). E o musical foi dessa vez adaptado para o cinema pelo Anthony Minghella (de Cold Mountain, O Paciente Inglês e O Talentoso Ripley), e foi dirigido pelo Rob Marshall, diretor de Chicago (que eu venero).

Enfim, a história é a mesma do filme do Fellini, mas os personagens têm nomes diferentes. E colocaram diversas músicas no meio. Minha opinião? Não vi as produções teatrais, então não posso opinar, mas nessa versão cinematográfica não colou... Eles fizeram o mesmo esquema de Chicago, onde as músicas eram reinterpretações das cenas, onde a gente vê as situações de uma outra perspectiva, como um espetáculo. A gente assiste as duas intercaladas, a versão musical e a dramática.

Mas em Chicago os números musicais são normalmente visões paralelas fruto da imaginação da protagonista (que é obcecada em se transformar em artista de teatro de revista), e aqui não é o caso, e as canções não se encaixaram bem na história. Por exemplo, a Fergie (a cantora do grupo Black Eyed Peas) faz uma prostituta que é uma das lembranças que marcaram a infância do Daniel Day Lewis (o protagonista), enquanto acompanhamos as recordações dele, ela canta “Be Italian”. Apesar da letra combinar, as imagens que vemos não fazem muito sentido...

Bom, deixe-me explicar as personagens e a história. Daniel Day Lewis é Guido Contini, um cineasta que está prestes a começar seu novo filme, chamado Itália, mas ele está travado e não consegue escrever o roteiro. Além de ser atormentado pelas mulheres (reais ou vultos) da sua vida: Marion Cotillard, a esposa; Penélope Cruz, a amante; Nicole Kidman, a atriz favorita e musa inspiradora; Judi Dench, a figurinista e conselheira; Kate Hudson, é uma paquita. Mentira! É uma jornalista americana que é encantada por ele; Fergie, a prostituta que foi importante na sua infância; e a loba romana Sophia Loren (que deve mesmo ter alimentado Rômulo e Remo) faz a mamãezinha querida...

Já deu pra ver que o elenco é uma verdadeira constelação (a Sophia é a cadente...), e esse é um dos problemas do filme. Muita estrela sem ter o que fazer. Lembrou-me de Gosford Park nesse aspecto. Kate Hudson só paga mico e canta uma música de letra ridícula. E que foi escrita especialmente para o filme pra poder concorrer a prêmios. Mas ela tem uma voz boa. Fergie é uma figurante de luxo. E podia ser o melhor papel de todos, se ele fosse melhor aproveitado. Sophia é a pior coisa que poderiam ter colocado no filme. Não tem nada pra fazer, e ainda faz mal o pouco que lhe cabe.

Já as outras 4 têm uma participação interessante. Marion e Penélope têm os melhores papéis. Inclusive a canção da Marion é a melhor coisa do filme. A analogia entre descaso e strip-tease é um dos poucos números musicais em que a música e a cena têm nexo. A Penélope cantando me lembrou a Gretchen... Nicole tá criminosa de tão muitíssimo linda demais. Ela devia ser presa por humilhar o resto da humanidade. Um desaforo. A Judi Dench como conselheira e braço direito do Daniel também tem bons momentos, apesar do papel não exigir nada dela.

Mas o que mais me incomodou é que todas elas são objetificadas, e por um homem que também não mostra conteúdo algum. Aquela coisa machista/moralista. Quando o filme acaba fica aquela sensação de que todas elas (menos a Sophia) podiam ser melhor aproveitadas. Mas mesmo assim é um bom filme e acima da média dos musicais que têm sido produzidos recentemente. E eles voltaram à moda, depois de serem totalmente esquecidos nos anos 80 e 90. Dos recentes, Chicago e Evita continuam imbatíveis pra mim. São no nível de Hair, Cantando na Chuva e Cabaré. Hairspray tem minha afeição e Dreamgirls chegou quase lá.

Rent e Across The Universe nem chegaram aos pés das minhas expectativas. Sweeney Todd, Moulin Rouge e Mamma Mia eu desprezo. Eu lembro de ter lido a sinopse de um musical, que me interessou muito até eu descobrir que tinha a Paris Hilton no elenco. Já é informação o suficiente sobre a qualidade de qualquer coisa. Ela depois ganhou o Framboesa de pior coadjuvante por ele. É até pedrada em cachorro morto dar esse tipo de prêmio a ela. Seria muito mais interessante, por exemplo, a Sophia ganhar, não é mesmo minha gente?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Debochando






Que pena que eu não tô no Brasil pra morrer de rir dessa mistura de RBD com Olodum.

O que fazem as pessoas gastarem dinheiro produzindo isso? É tão absurdamente catastrófico, além de distante da realidade brasileira, que não faz sentido algum essa paródia (vamos ser otimistas...). E essa galera de quase 30 ainda no colegial? Só querem saber de cantar, não estudam, dá nisso...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Indicados ao Oscar 2010



Bom, acabaram de sair os indicados ao Oscar, e as surpresas foram poucas. E quase nenhuma positiva, vale ressaltar. Nenhum dos duvidosos se ausentou da lista. Pelo menos Invictus e Eastwood não foram indicados a filme e diretor, respectivamente! E como a gente sabe, divulgação e promoção são metade do caminho pra fazer um filme ter sucesso. Por isso filmes bons como The Burning Plain (que eu comentarei em breve), Chéri, The International, State of Play, Whatever Works e Taking Woodstock foram totalmente ignorados. Além de filmes bons que ficaram com uma indicação só, como A Single Man (Direito de Amar) e The Lovely Bones (Um Olhar do Paraíso), quando mereciam muito mais. Creation, The Last Station e The Road parecem ser muito bons também.


Melhor Filme
Avatar / Um Sonho Possível / Distrito 9 / Educação / Guerra ao Terror / Bastardos Inglórios / Preciosa / Um Homem Sério / Up - Altas Aventuras / Amor Sem Escalas

Avatar ou Guerra ao Terror? Por mim, Preciosa ou Bastardos Inglórios. Tem filme perdido aí na lista, como Um Sonho Possível... Tomando a vaga de Nine.


Melhor Diretor
Jason Rietman (Amor sem Escalas)
James Cameron (Avatar)
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Lee Daniels (Preciosa)
Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)

Alguma surpresa? Vamos ver quem eles preferem do ex-casal Bigelow-Cameron. Eu fico com Tarantino...


Melhor Ator
Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney - Amor Sem Escalas
Colin Firth - Direito de Amar
Morgan Freeman - Invictus
Jeremy Renner - Guerra ao Terror

Os dois últimos só ocupando espaço... Principalmente Morgan, que é bom, mas faz muita porcaria, e dessa vez se superou. Todo mundo sabe que Bridges vai levar, mesmo o Colin tendo sido melhor.


Melhor Atriz
Sandra Bullock - Um Sonho Possível
Helen Mirren - The Last Station
Gabourey Sidibe - Preciosa
Carey Mulligan - Educação
Meryl Streep - Julie & Julia

Nunca escondi que a minha torcida é da Gabourey. Mas pode ser que na hora do anúncio mesmo meu inconsciente me faça torcer pela Carey, como aconteceu no Globo de Ouro. Adoro a Sandra, mas acho que ela é o tipo de artista que não precisa de Oscar. E também tem a Meryl na sua 16ª indicação. Já levou duas, e merecia ter uns 4 em casa. Vamos ver se a academia acha que já tá na hora de a Meryl ter mais um, ou se a Sandra é a queridíssima do momento mesmo.


Melhor Ator Coadjuvante
Matt Damon - Invictus
Christopher Plummer - The Last Station
Woody Harrelson - The Messenger
Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios

Christoph não tem como perder. Nem tem concorrência. Matt Damon não faz nada em Invictus pra merecer qualquer indicação. Achei o Woody repulsivo em The Messenger. Não que ele esteja ruim, muito pelo contrário, é o papel que me é desinteressante mesmo. Já Stanley Tucci sempre me agrada, mas até o preferi em Julie & Julia. Só preciso ver The Last Station.


Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz - Nine
Vera Farmiga - Amor Sem Escalas
Maggie Gyllenhaal - Coração Louco
Anna Kendrick - Amor Sem Escalas
Mo'Nique - Preciosa

Maggie é a surpresa da lista. Não vi o filme, mas eu já gostava dela. Não tanto quanto gostava da Julianne Moore. E duvido que ela esteja tão bem quanto a Diane Krueger em Bastardos Inglórios, que foi indicada ao SAG. Penélope e Marion são a melhor coisa de Nine, e se uma foi indicada, acho que a outra deveria ter sido também. Além da Nicole Kidman, que ilumina a tela sempre que aparece. Mas no fim das contas tudo isso é briga de foice só pra entrar na lista, porque é evidente que o prêmio já tem dona: Mo’Nique.


Melhor Roteiro Original
Up - Altas Aventuras / Bastardos Inglórios / Guerra ao Terror / The Messenger / A Serious Man

Pelo menos esse Bastardos tem que levar. Façam-me o favor...


Melhor Roteiro Adaptado
Distrito 9 / Educação / In the Loop / Preciosa / Amor Sem Escalas

Prêmio de consolação pro Amor Sem Escalas. Lógico que Preciosa é melhor...


Melhor Filme Estrangeiro
Ajami (Israel)
O Segredo de Seus Olhos (Argentina)
A Teta Assustada (Peru)
Un Prophète (França)
A Fita Branca (Alemanha)

Michael Haneke vai ter seu Oscar pra colocar na prateleira. Confesso que não vi, nem tenho interesse. Holocausto já me exauriu. Então torcerei (inutilmente, eu sei) pelos sul-americanos.


Melhor Animação
Up - Altas Aventuras / The Secret of Kells / Coraline e o Mundo Secreto / A Princesa e o Sapo / O Fantástico Sr. Raposo

Up é o favorito. Sua indicação na categoria principal já prova isso. Deve ser o melhor deles mesmo na verdade.


Melhor Fotografia
Avatar / Harry Potter e o Enigma do Príncipe / Guerra ao Terror / Bastardos Inglórios / A Fita Branca

Avatar tem fotografia ou efeito especial? Achei que faltou A Single Man aí...


Melhor Direção de Arte
Avatar / O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus / Nine / Sherlock Holmes / The Young Victoria

Novamente: Avatar é direção de arte ou efeito especial? Achei que faltou A Single Man aí...


Melhor Figurino
Bright Star / Coco Antes de Chanel / O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus / Nine / The Young Victoria

O único filme que não era de época que eu me lembro de ter visto ganhar foi Priscilla – A Rainha do Deserto. Filme de Rainha é meio caminho andado pra levar. Acho que a Rainha Victoria vai levar o seu.


Melhor Som
Avatar / Guerra ao Terror / Bastardos Inglórios / Star Trek / Up - Altas Aventuras

Avatar, né...


Melhor Efeitos Sonoros
Avatar / Guerra ao Terror / Bastardos Inglórios / Star Trek / Transformers: A Vingança dos Derrotados

Alguma dúvida? Avatar...


Melhor Montagem
Avatar / Distrito 9 / Guerra ao Terror / Bastardos Inglórios / Preciosa

Alguma dúvida? Avatar... [2]


Melhor Efeitos Visuais
Avatar / Distrito 9 / Star Trek

Alguma dúvida? Avatar... [3]


Melhor Maquiagem
Il Divo / Star Trek / The Young Victoria

Ué? Esqueceram de indicar o efeito especial de Avatar?


Melhor Trilha Sonora
O Fantástico Sr. Raposo / Guerra ao Terror / Sherlock Holmes / Up - Altas Aventuras / Avatar

Se houver justiça, Up leva. Mas se houvesse justiça mesmo, A Single Man teria sido indicado. Ana Maria Bahiana concorda comigo... Guerra ao Terror? Como assim??? Aquilo não tem trilha, tem barulho de bomba.


Melhor Canção
Almost There (Anika Noni Rose) - A Princesa e o Sapo
Down in New Orleans (Dr. John) - A Princesa e o Sapo
Loin de Paname (Nora Arzeneder) - Paris 36
Take It All (Marion Cotillard) - Nine
The Weary Kind (Ryan Bingham) - Coração Louco

A obsessão da Academia com a Disney mais uma vez imperando... E a gente sabe muito bem que desde Tarzan que as músicas dos filmes da Disney já não são grande coisa mais, mas dessa vez elas são agradáveis, com a influência jazz de Nova Orleans. Essa lista até que não me decepcionou por um motivo: Take it All. O momento Jessica Rabbit da Marion Cotillard é a melhor parte do musical, e talvez a única realmente coerente, em que a música combina perfeitamente com a cena. Ainda tem uma canção francesa, que tá aí só pra fazer média, como fizeram em 2004 e 2005, mas lembra as inesquecíveis trilhas de Yann Thiersen em Amélie Poulain. A favorita é a country de Coração Louco, que é bonitinha, mas não é nada demais.



Categorias que quase ninguém consegue ver e a gente nunca tem como dar opinião:

Melhor Curta-Metragem (animação)
French Rost / Granny O'Grimm's Sleeping Beaty / The Lady and the Reaper / Logorama / A Matter of Loaf and the Death


Melhor Curta-Metragem
The Door / Instead of Abracadabra / Kavi / Miracle Fish / The New Tenants


Melhor Curta-Metragem (documentário)
China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province / The Last Campaign of Governor Booth Gardner / The Last Truck: Closing of a GM Plant / Music by Prudence / Rabbit à la Berlin


Melhor Documentário
Burma VJ / The Cove / Food, Inc. / Which Way Home / The Most Danger Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers



Agora é aguardar pra ver como vai ser.
Será que Avatar vai levar?
Será que Guerra ao Terror só deu sono em mim?
Será que a Marion vai cantar?
Será que a Meryl vai ganhar?
Ou a Sandra vai imperar?
Hugh Jackman vai fazer falta?

Veremos.



UPDATES:

Vídeo das canções indicadas (clique nos títulos delas).

Take it All (Marion Cotillard) - Nine
Weary Kind (Ryan Bingham) - Coração Louco
Loin de Paname (Nora Arnezeder) - Paris 36
Almost There (Anika Noni Rose) - A Princesa e o Sapo
Down in New Orleans (versão da Anika Noni Rose) - A Princesa e o Sapo

Minha preferida das canções de A princesa e o Sapo - When We're Human