segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Educação


Malcriação

Educação // An Education


Nota: 8,5


Engraçado como a gente pode facilmente perceber a diferença do senso de humor e as diferentes formas de se abordar temas entre o cinema americano e britânico. Tenho certeza que se fosse feito por um dos grandes estúdios de Hollywood, todas as delicadezas e sutilezas seriam trocadas por obviedades e clichês e o melodrama tava armado. Um filme aparentemente leve, despretensioso, mas que traz consigo discussões muito válidas. Entre elas, a do papel da mulher na sociedade no início dos anos 60, logo quando o movimento feminista também começou a se organizar.

A história é sobre Jenny, uma jovem inglesa de 16 anos que mora com os pais no subúrbio de Londres. Ela é induzida pelos pais a ser a melhor aluna da classe e ir estudar em Oxford, e apesar de extremamente entediada, ela segue o plano à risca. Até ela conhecer um homem mais velho e sedutor, feito pelo Peter Sarsgaard, que a conquista e também a seus pais. Ela a leva a um mundo de riquezas e cultura, onde ela passa a questionar porque ela deve estudar tanto se há tantas outras opções na vida.

Desde que o mundo é mundo moçoilas ingênuas e indefesas caem na lábia do lobo mau e... se dão mal. A história mais velha do mundo, e que resolveram contar mais uma vez, sendo esse o principal filme da safra britânica de 2009. Mas a história é bem contada e resolveram mudar o enfoque, destacando qual a real importância da educação. Jenny, apesar de ser extremamente inteligente e uma aluna dedicada, não sabia o que fazer dela, e se perde na primeira oportunidade de viver a vida. Que frase mais Manoel Carlos, credo...

O principal destaque do filme é elenco sem dúvida. Todos perfeitos, com um destaque a mais pra Carey Mulligan, a atriz inglesa de 24 anos, que é linda e talentosa, fez filmes como Orgulho e Preconceito e Entre Irmãos, e aqui tem seu primeiro momento de estrela. Ela lembra uma jovem Audrey Hepburn, Sally Field, e a mim lembrou um pouco a Katie Holmes, que jogou a carreira fora. Ela tem sido indicada a todos os prêmios (e eu de certa forma torci por ela no Globo de Ouro) e tem aparecido nas premiações com um cabelo curto que ficou lindo em Natalie Portman, mas não nela. Ela também namora o Shia LaBeouf... Um pontinho negativo.

Peter Sarsgaard, como o desvio de percurso, e o Alfred Molina, como o pai , estão muito bem também, como sempre. Ainda aparece o Dominic Cooper (Mamma Mia!) e Rosamund Pike (Orgulho e Preconceito) como os novos amigos ricos da Jenny, a Emma Thompson como a diretora da escola, e a Sally Hawkins numa pontinha. Todos foram um dos indicados ao prêmio do Sindicato dos Atores (SAG Awards) como melhor elenco.

Outra coisa legal são os créditos iniciais ao som de Floyd Cramer (um dos pianista pioneiros do rock & roll dos anos 50 e 60) e cheio de pequenos desenhos sobre a tela, que nós designers chamamos de interferências gráficas. Elas podem ter diversas classificações... Enfim, não vem ao caso. Lembrou-me muito uma professora minha que fez seu mestrado sobre o assunto e nos fez classificar todas as interferências gráficas de um filme. O meu, no caso, foi Frida.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Invictus

O Rei Leão

Invictus


Nota: 6,0

Quem me conhece sabe que eu e Clint Eastwood não nos damos bem. Quer dizer, eu não me dou bem com ele, porque ele nem sabe da minha existência. Eu até vi umas entrevistas dele recentemente e minha opinião sobre a pessoa tem melhorado, mas sobre o cineasta, o profissional, continua a mesma. Ele é ruim. Consegue fazer xaropadas clichês dignas de novelas mexicanas, mas disfarçadas de obras-primas hollywoodianas como ninguém. E esse não é nem um pouco diferente. Pelo menos não é tão asqueroso quanto Gran Torino, seu filme anterior e despedida das telas como ator. Que Deus o tenha.

Bom, dessa vez ele resolveu contar a história do Nelson Mandela, feito pelo Morgan Freeman, e o seu envolvimento com a equipe sul-africana de rúgbi. Como ele transformou um esporte de brancos, e uma equipe ruim da elite da África do Sul em símbolo nacional, motivo de orgulho de todos, e razão de integração entre todos os povos sul-africanos.

O roteiro me incomodou muito. Transformaram Nelson Mandela num livro de auto-ajuda ambulante, distribuindo conselhos e lições de vida aos quatro ventos. Mais parecia Chico Xavier. E tudo bem que o filme é sobre esporte, mas também parecia que rúgbi era sua prioridade total durante seu mandato, porque é tudo com o que ele se preocupa durante toda a história. Até mesmo quando ele é indagado sobre outras coisas, ele muda de assunto pra falar sobre rúgbi. Mandela merecia mais.

A maioria das cenas é quase amadora de tão ridiculamente óbvias. Diálogos de peça de colégio. Bem piegas mesmo. Tipo a cena do ingresso a mais, a da cerveja no vestiário (a pior de todas), a cena do pódio, e muitas outras. E a gente que é do Brasil sabe muito bem que quando a classe alta torce por favelado é quando tem jogo da seleção. Depois tudo volta ao normal. Então nos fazer acreditar que uma copa do mundo de rúgbi acabou com as seqüelas da apartheid é ridículo. No fim do jogo, o branco voltou pra sua mansão e os negros pros seus bairros marginalizados, e tudo voltou ao normal. Só faltou a varinha de condão na mão do Mandela de Eastwood que o faz catalisar transformações sociais.

E nem vem dizer que é spoiler, porque todo mundo que entende de esportes ou viu o noticiário nos anos 90 sabe que a África do Sul ganhou a copa do mundo. Até no cartaz do filme dá pra deduzir. E todos os clichês de filmes de esportes estão ali. A câmera lenta nos momentos decisivos, aquela trilha sonora que poderiam trocar por “We Are The World” e daria o mesmo efeito, focalizar a reação e emoção de todos os (vários) personagens que têm o mínimo de importância pra história. Acho que só essa cena final do filme durou uns 15 minutos pra todos os clichês caberem direitinho dentro.

Morgan Freeman tem sido indicado a todos os prêmios, mas pra mim a explicação é desconhecida. Ele tá péssimo, caricato. Tudo bem que o roteiro não o ajudou nem um pouco, mas ele nem lembra o Nelson Mandela, mesmo imitando seus trejeitos. Eu olhava e só conseguia ver o próprio Morgan Freeman mesmo, ou alguém fazendo uma má imitação num programa de comédia decadente. Nem o Matt Damon está tão bem assim também. Se dependesse de mim o filme não seria indicado a nada.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Seção CINEMA // Globo de Ouro e Critics' Choice Award 2010


Ontem foi dia de Globo de Ouro, sexta foi o Critics’ Choice, e eu sempre discordo dos resultados. Sempre torço pros “underdogs”, com exceção do ano passado, que eu torcia pra Benjamin Button, justamente quando ganhou um underdog. Um Slumdog, na verdade. Vai entender.

E como deu pra perceber, esse ano não há favoritos e o Globo de Ouro e o Critics’ Choice discordaram nos seus prêmios. Um escolheu Guerra ao Terror e o outro Avatar. Nenhum dos dois são obras primas, mesmo que sejam bem intencionados. Aliás, Guerra ao Terror não deixa de ser meio ambíguo também. Só revendo como mais atenção pra tirar conclusões melhores. Not gonna happen though...

Enfim, meus favoritos raramente vencem, os resultados também raramente surpreendem, e esse ano o júri provou estar ficando cada vez mais a favor de cine Pipoca mesmo. Só sucessos de público (que nunca foi sinônimo de qualidade) e grandes artistas levando. E como eu aprendi a não dar muita importância a essas coisas, e já passei da fase de ir dormir frustrado com os resultados (ainda bem, porque era péssimo), eu assisto mais pra me divertir e ter registro histórico mesmo, vou agora fazer meus comentários a respeito dos prêmios:


Globo de Ouro

Melhor Filme Drama
Avatar
Sabe que pra mim qualquer coisa que ganhasse de Guerra Ao Terror já tava valendo. Mas a superioridade de Preciosa e Bastardos Inglórios é indiscutível. Tarantino realmente é muito mal reconhecido. Só acho que ele perdeu a mão no final do roteiro.

Perdedores arrasados:
Guerra Ao Terror (The Hurt Locker), Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds), Preciosa (Precious: Based On The Novel Push By Sapphire), Amor Sem Escalas (Up In The Air).


Melhor Atriz Drama
Sandra Bullock (The Blind Side)

Cada dia que passa eu acho mais que a Sandra não precisa desses prêmios. Juro que passei o dia torcendo internamente pela Carey Mulligan, mas a torcida real e declarada mesmo era pela Gaborey. Ainda acho que foi uma oportunidade única de se prestigiar essa menina e jogaram fora.

Perdedoras arrasadas:
Emily Blunt (The Young Victoria), Helen Mirren (The Last Station), Carey Mulligan (An Education), Gabourey Sidibe (Precious: Based On The Novel Push By Sapphire)



Melhor Ator Drama
Jeff Bridges (Crazy Heart)

Estava mais escrito nas estrelas do que música da Tetê Espíndola. Eu gosto do Jeff mas o filme não me desperta simpatia nenhuma, além do título mega-kitsch. Com certeza ele já fez coisa melhor, mas ele já não é mais jovem e talvez temam que não haja outras oportunidades de o premiar. Colin Firth era o trabalho mais compente de longe.

Perdedores arrasados:
George Clooney (Up In The Air), Colin Firth (A Single Man), Morgan Freeman (Invictus), Tobey Maguire (Brothers).





Melhor Filme Musical ou Comédia
Se Beber Não Case (The Hangover)
O absurdo da noite. Porque o povo adora rir com porcaria? Depois de ver tanta besteira ganhando, ainda bem que eu aprendi a deixar de levar premiações a sério, senão ia morrer de desgosto.

Perdedores arrasados:
(500) Days Of Summer, It's Complicated, Julie & Julia, Nine.



Melhor Atriz Musical ou Comédia
Meryl Streep (Julie & Julia)
Acho que até o Hamaz ou a Al Qaeda teriam bombardeado o hotel se não tivessem dado esse prêmio à ela. Agora é torcer pra ela no Oscar. Só ela bate Sandra Bullock. Não que eu tenha nada contra a Sandra, mas já que a Gaborey não vai levar mesmo, a Meryl merece muito mais.

Perdedoras conformadas:
Sandra Bullock (A Proposta), Marion Cotillard (Nine), Julia Roberts (Duplicity), Meryl Streep (It's Complicated).




Melhor Ator Musical ou Comédia
Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes)

O filme é um saco, ele é um grande ator, mas já fez e fará coisas melhores. Não tinha muita opção mesmo, não.

Perdedores arrasados:
Matt Damon (The Informant!), Daniel Day-Lewis (Nine), Joseph Gordon-Levitt (500 Days Of Summer), Michael Stuhlbarg (A Serious Man).





Melhor Atriz Coadjuvante
Mo'nique (Preciosa)

Lindo. Foi o primeiro prêmio da noite, começou muito bem, mas a chuva que caiu em LA foi desandando os penteados e os resultados também...

Perdedoras conformadas:
Penélope Cruz (Nine), Vera Farmiga (Up In The Air), Anna Kendrick (Up In The Air), Julianne Moore (A Single Man).




Melhor Ator coadjuvante
Christoph Waltz (Inglourious Basterds
)
Barbada. Apesar de Stanley Tucci e Christopher Plummer serem sempre ótimos, esse prêmio era dele mesmo por merecimento. Não tinha pra ninguém.

Perdedores conformados:
Matt Damon (Invictus), Woody Harrelson (The Messenger), Christopher Plummer (The Last Station), Stanley Tucci (The Lovely Bones).





Melhor Diretor
Professor Raimundo, digo, James Cameron (Avatar)

Eu duvido que ele fosse capaz de dirigir Bastardos Inglórios. Só tô dizendo... O que mais me chamou atenção foi a cara de indiferença do Leonardo DiCaprio na platéia enquanto o prof. Raimundo ia receber seus prêmios. Parecem que eles cortaram relações mesmo depois de Titanic.

Perdedores arrasados:
Kathryn Bigelow (The Hurt Locker), Clint Eastwood (Invictus), Jason Reitman (Up In The Air), Quentin Tarantino (Inglourious Basterds).


Melhor Roteiro
Amor Sem Escalas
Prêmio de consolação? E cadê o incentivo à criatividade, à inovação? Ficou só em premiar as "invenções" de Avatar?

Perdedores arrasados:
District 9, The Hurt Locker, Inglourious Basterds, It's Complicated.


Melhor Animação
Up!
Acho que nunca existiu uma alternativa na verdade, apesar de Coraline e Sr. Raposo serem muito bons aparentemente.

Perdedores conformados:
Tá Chovendo Hamburguer, Coraline, O Fantástico Sr. Raposo, A Princesa e o Sapo.


Melhor Filme Estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)
Sem Surpresas também. Holocausto e Guerra já me encheram, mas é sempre bom ver a Sophia Loren com cara de tacho depois daquele circo que ela e o pateta do Benigni fizeram.

Perdedores arrasados:
Baaria (Itália), Abraços Partidos (Espanha), La Nana (Chile), Um profeta (França).


Melhor Trilha Sonora
Up! (Michael Giacchino)
E nem vai ser indicada pro Oscar. O Michael devia ter vencido ano passado por Wall-E, mas... Minha torcida na verdade era pra A Single Man. Apesar do roteiro ser fraco, tudo ao redor funciona perfeitamente bem e a trilha é de uma importância vital pra transmitir o clima que o filme propõe.

Perdedores arrasados:
The Informant! (Marvin Hamlisch), Avatar (James Horner), A Single Man (Abel Korzeniowski), Where The Wild Things Are (Karen O, Carter Burwell).


Melhor Canção
"The Weary Kind" (Crazy Heart)
Nos anos 80 e 90 só indicavam pros prêmios músicas boas, mas ultimamente eu não consigo gostar de nenhuma. Nem das do Bono e do Paul McCartney que eu venero.

Perdedores arrasados:
"Cinema Italiano" (Nine), "I See You" (Avatar), "I Want To Come Home" (Everybody's Fine), "Winter" (Brothers).



Enchi o saco, e não tô mais a fim de comentar... Confere a lista do Critics' Choice Awards:




Melhor filme: Guerra ao Terror /The Hurt Locker

Melhor ator: Jeff Bridges - Coração Louco/Crazy Heart.

Melhor atriz: Empate (igual ao ano passado). Sandra Bullock - Um Sonho Possível/The Blind Side e Meryl Streep - Julie & Julia.

Ator coadjuvante: Christoph Walts - Bastardos Inglórios.

Atriz coadjuvante: Mo’Nique - Preciosa.

Melhor elenco: Bastardos Inglórios

Diretor: Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror.

Roteiro original: Bastardos Inglórios - Tarantino.

Roteiro adaptado: Amor sem Escalas - Jason Reitman e Sheldon Turner.

Animação: Up – Altas Aventuras

Melhor Ator Mirim: Saoirse Ronan - The Lovely Bones

Melhor filme de ação: Avatar

Melhor Comédia: Se Beber não Case

Filme Estrangeiro: Abraços partidos - Almodóvar.

Documentário: The Cove

Canção:The Weary Kind - Coração Louco/Crazy Heart (T-Bone Burnett, Ryan Bingham )

Trilha Sonora: Michael Giacchino de Up – Altas Aventuras

Telefilme: Grey Gardens

Fotografia: Avatar

Direção de arte: Avatar

Montagem: Avatar

Figurino: The Young Victoria

Maquiagem: Distrito 9

Efeitos visuais: Avatar

Som: Avatar


Só uma pergunta final: Como um filme ganha melhor roteiro e melhor elenco, e perde melhor filme?

Alguém saberia responder...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Amor Sem Escalas

Serpentes a Bordo

Amor Sem Escalas // Up in The Air


Nota: 8,5


Em 2001 foi publicado um livro chamado Up in The Air. A capa era (acho que ainda é) uma ilustração, e havia um homem voando em chamas. Aí veio 11/9, e arruinou a vendagem do livro, já que a capa era supostamente mórbida para o momento. Com sorte, Jason Reitman resolveu adaptar a história para as telas, e agora, quase 10 anos depois, o livro conseguiu ir bem nas vendas. O Jason acertou em cheio com Obrigado Por Fumar, mas chegou ao sucesso mesmo com Juno, que eu achei bem mais ou menos. Achei irresponsável, moralista e conservador, mas disfarçado de moderninho. Agora ele cresceu, já superou a adolescência da Juno e virou George Clooney em crise de meia-idade.

Bom, na história o George Clooney trabalha pra uma empresa que é contratada por outras para despedir seu pessoal. Ele também dá palestras sobre como ver na desgraça (a demissão) uma dádiva. Ou seja, a gente poderia chamá-lo também de filho da puta profissional. Ele passa a maior parte dos seus dias viajando, visitando as empresas que contratam seus serviços, o que o impede de ter uma vida pessoal, e de manter uma relação com seus familiares. O maior sonho dele é juntar 10 milhões de milhas. Enquanto isso a gente vai agüentando aquela overdose de merchandising da American Airlines...

A empresa em que ele trabalha contrata uma jovem promissora e recém-formada, feita pela Anna Kendrick, que já chega ameaçando o lifestyle do Geoge com um projeto de automatizar a demissão do pessoal, e ele, a contragosto, tem que ser o seu treinador durante seus primeiros meses. E ainda durante suas andanças, o George conhece a Vera Farmiga, que tem uma vida praticamente idêntica a dele, e eles iniciam um relacionamento totalmente casual.

O título nacional, como sempre, é péssimo. Dá a entender que é uma comédia romântica, quando na verdade o filme não é nem engraçado e nem romântico, apesar do clima leve, de road movie. Tem o envolvimento do George com a Vera, mas é só uma das casualidades da vida. Não é o foco da história. Tudo me lembrou muito os filmes do Cameron Crowe, desde o clima, o senso de humor das personagens, o cuidado com a trilha sonora (que é perfeita), mas o Cameron sabe como ninguém transformar situações indigestas em cenas edificantes e bonitas, e nos fazer rir com personagens cheios de vitalidade, como em Elizabethtown, por exemplo.

O principal defeito do filme é esse. Ele não se decide se é drama ou comédia, principalmente lidando com um tema difícil como esse. Na verdade ele não fica nem no meio termo, que costumam chamar de dramedy. Eu não saberia nem classificar ao certo. Ele mantém um clima leve o tempo inteiro, mas que contrasta com a reação das pessoas ao serem demitidas. Eu não vejo nada de leve ou engraçado em pessoas perdendo seu sustento, vendo a vida que elas conhecem indo pelo ralo. Mas a história também não consegue transformar isso em senso de humor de alguma forma, pra que assentasse bem com o clima todo do filme.

O filme tem sido um dos grandes da temporada, com diversas indicações a prêmios. George Clooney tá perfeito. Bem cínico, como o papel exige, e o roteiro deveria aproveitar muito mais desse carisma natural dele. Anna brilha de uma maneira que em Crepúsculo ela jamais poderia, já que lá ela não tem nada pra fazer. A personagem dela me lembrou um pouco a Joey de Dawson’s Creek, com aquele jeito chatinho e a obsessão (bem americana) de sempre fazer a coisa certa. O tipo de gente que fica totalmente perdida se qualquer coisa não sai como o planejado. Totalmente sem jogo de cintura. A Vera está bem, mas o papel é ingrato. A cada aparição ela parece ser uma pessoa diferente. Não há muita coerência no comportamento dela.

Outra coisa que me pareceu forçada foram os encontros “casuais” do George e da Vera. Pra pessoas que viviam viajando pelo país, eles se encontravam demais por acidente. Acho que no geral, o Jason fez um trabalho bem superior a Juno, e merece o sucesso que tem tido, mas também não merece prêmio nenhum. Só as indicações mesmo já estão de bom tamanho. Eu até nem acharia injusto se o George ganhasse uns prêmios de melhor ator, mas eu ainda acho o Colin Firth superior. E ainda tem o Jeff Bridges, que já chegou à idade de ganhar pelo conjunto da obra, e talvez seja a maior competição do momento, o provável vencedor da temporada.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Avatar

As Cores do Vento

Avatar


Nota: 7,0

A exemplo de Gran Torino e Clube da Luta, eu vou ter que meter o dedo na ferida e incitar o ódio à minha pessoa. Ainda bem que meu blog nem é tão visitado, eu não sou famoso e a minha foto ao lado é bem enigmática, porque senão eu seria apedrejado pelas ruas. Mas mesmo assim não hei de me calar! Com toda a sinceridade, eu gosto do James Cameron. Eu amei Titanic. Mas eu vi quando eu tinha o quê? 12 anos. Seus milhões de falhas eram imperceptíveis a minha visão crítica de hoje, que agora eu só vejo como um charme a mais na obra. Titanic ainda é a maior bilheteria de todos os tempos, mas Avatar já tá em segundo. Vamos combinar que o enredo já é pra lá de batido. Tava com uma amiga tentando elaborar uma equação que correspondesse ao filme, e a gente chegou à seguinte: Pocahontas + O Último dos Moicanos + O Último Samurai + Dança com Lobos + Atari + Wii. E aí? O que acharam???

A história? Na verdade é só uma desculpa pra mostrar pra gente tudo que há de mais moderno em efeitos especiais no mercado. Eu até tentei ver em 3D, mas as sessões estavam todas lotadas por 3 dias, então vi em 2D mesmo. No filme, terráqueos (todos americanos, lógico) vão até um planeta chamado Pandora “explorar”. A equipe liderada pela Sigourney Weaver quer estudar o lugar, enquanto a equipe do Coronel Quaritch tem outros interesses pouco pacíficos.

A história é bem intencionada, mas é fraquíssima. Vamos combinar: nenhum chefia americano no oriente médio diz com todas as letras que eles estão interessados no petróleo, como o Giovanni Ribisi disse pra Sigourney que eles só estão ali atrás daquela pedra que custa 20 milhões o quilo. Disfarçam a selvageria de “ensinar a democracia” e de “guerra ao terror”, que é até nome de outro filme do mesmo naipe. Mas eu entendo que esse tipo de filme é endereçado a um público em que pensar não faz parte das suas principais virtudes, então tem que ser tudo escancarado mesmo, senão a mensagem não entra.

O protagonista, o ator australiano Sam Worthington, é um ex-fuzileiro que tem um avatar (que eu bem que tentei, mas não sei como definir exatamente o que é em palavras. Procure um dicionário, por gentileza) para circular pela área, brincar com as águas vivas voadoras, e ele, muito faceiro, acaba “fazendo amizade” com o pessoal local, e sendo ensinado por uma deles, a Zoe Saldaña, a sua cultura. Mas ele de dia é Maria e de noite é João, vive uma vida dupla, um pouco entre os humanos, um pouco entre os Na’vis.

Essa fase de descoberta é linda. Eu já tava esperando a Pocahontas ou a Vanessa Williams (ou a Daniela Mercury) entrar cantando As Cores do Vento. Tudo é tão colorido e fluorescente que não duvidaria nada que o vento tivesse cor também. Engraçado que em Crepúsculo o vampiro-purpurina brilha no sol, já em Avatar tudo brilha no escuro. As plantas, os bichos, tudo! Você é presa de algum predador? Se lascou! Brincar de esconde-esconde? Sem chance! De repente eu olhei pra baixo, e a minha havaiana tava brilhando também. Se eu tivesse colocado o pé para o alto o pessoal ia achar que tava vendo o filme em 3D.

E cá entre nós, essa tecnologia que o James Cameron criou pra transformar atuações reais (os atores, pessoas em carne e osso) naqueles bonecos azuis é revolucionária, inovadora, mas ao utilizar a ferramenta o bom gosto passou longe. Ficou muita informação. Parecia caixa de lápis de 36 cores. E com exceção das plantas (que não passavam de palmeiras, bananeiras, coqueiros, avencas, samambaias e afins), os animais não pareciam de verdade. Pareciam mais personagens de Playstation. Achei as criaturas de Evolução (aquela comédia com a Julianne Moore e o David Duchovny) mais realistas. Mas evidentemente isso daí vai ser aprimorado. Daqui a pouco não precisarão mais de maquiagem pra transformar um ator em alguma biografia. Os efeitos especiais se encarregarão disso. Também não haverá mais gente feia no cinema. Qualquer um vai poder ser lindo e esbelto, de acordo com o padrão de beleza vigente. Toda uma expectativa de inclusão e aceitação da diversidade...

As personagens também não foram nem de longe bem escritos. São todos planos, sem nuances. Principalmente o vilão, que é o estereótipo do estereótipo, desde a total ausência de bondade até as cicatrizes na cabeça. E pra quem lutou numa fictícia guerra na Venezuela (certamente sem nenhum interesse pelo petróleo), me espanta logo no começo o Sam dizer: Na Terra, esses caras [os fuzileiros navais] eram a principal força do Exército. Lutando pela liberdade. Mas aqui eram só mercenários ganhando seu dinheiro. Aí eu pergunto: liberdade de quem, cara pálida?

Eu poderia também escrever um livro sobre aquele planeta em si. Tem muitas coisas duvidosas ali, além do gosto. Por exemplo, se há água em abundância, como pode não haver oxigênio no ar? Por que as montanhas flutuantes não caem? Porque mosquitos voam girando? Ele poderia ter sido muito mais criativo e inovador nesse sentido. Mas aquela árvore luminosa (luxuosa! Vai ser a nova tendência no próximo Natal), superou as minhas expectativas. Eu tava esperando que ela andasse, como em Senhor dos Anéis, ou então fosse igual à vovó Willow de Pocahontas, e desse conselhos.

Os Na’vis são um capítulo a parte. Se o filme fosse meu, eu não faria dos ETs (uns smurfs gigantes) uma mistura de Timbalada com Kaoma. Na hora que a Zoe (que é linda, mas a gente não vê a cara real dela em nenhum segundo) pinta o Sam todo pra uma celebração, eu achei que ele ia começar a cantar Beija-Flor "eu fui embora meu amor chorou...". Ficou tudo muito similar ao que existe na Terra, e se existir vida além daqui, eu suponho que seja algo completamente diferente e totalmente perturbador pra gente. E talvez haja até mais de uma espécie racional, como é aqui. Sério, tem hora que eles lembram índios, pela divisão social, outros momentos as semelhanças com ritos africanos são gigantes, e Pandora, que é uma palavra grega, foi adotada por eles como o nome do planeta. Não dá pra dizer que isso foi bem estudado, né...

E eu como designer tenho que também me repugnar pessoalmente por um instante. Milhões e milhões foram gastos pra se fazer esse filme, mas o sovina do James Cameron não teve a capacidade de contratar um designer pra criar uma fonte exclusiva praquelas legendas quando os nativos falavam! Usaram aquela fonte Papyrus que tem em todo computador. Uma vergonha. Pelo menos, apesar dos pesares, o filme é anti-imperialista, anti-colonialista e anti-armamentista. E não senti sono em momento nenhum durante suas 3 horas. Bom, já falei até demais e eu até poderia continuar, mas acho que já debochei o suficiente. Bato em retirada. Etibandê Preta!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Lula, O Filho do Brasil


Pense em Mim, Chore Por Mim…

Lula, O Filho do Brasil

Nota: 6,5


Pra ver esse filme e ser completamente justo em relação à produção em si, esquecendo tudo que ela representa, a gente tem que esquecer por um momento que é ano eleitoral, que o Lula ainda é presidente e que, como todo filme feito no Brasil, ele aparentemente (ou provavelmente) foi financiado com dinheiro público pelo Ministério da Cultura, fatores que o torna em uma mera propaganda e jogada de marketing, bem aos moldes dos documentários nazistas da Leni Riefenstahl (salvando as devidas proporções, evidente).

A biografia do Lula vai desde quando ele nasceu e, ainda criança, foi para Santos com a mãe, que largou o pai alcoólatra, virou torneiro mecânico, metalúrgico, sindicalista e líder do sindicato em seguida. Até chegar a presidência. Quer dizer, o filme não vai até ele ser eleito porque senão ia ser mais longo que os três “O Senhor dos Anéis” juntos, ou muito mal contado, mas ele vai até uma parte relevante da história, e depois entram aqueles letreiros super criativos contando como tudo termina. E ainda assim é longo o suficiente pra que eu me remexesse na poltrona e olhasse pro relógio várias vezes.

O maior trunfo do filme é ter focalizado mais na figura da mãe, por dois motivos: o primeiro porque de certa forma tirando de cena o Lula, transformando o filme de alguma maneira em uma relação mãe-filho, a imagem de jogada de marketing-propaganda política é menos . E a segunda é que bota a Glória Pires em evidência, e ela é o que o filme tem de melhor, tanto a personagem, quanto a Glória como artista. Mas ainda há falhas.

A Glória convence sempre como nordestina. O sotaque é adequado, tirando um ou outro deslize, bem longe do que a gente vê naqueles estereótipos asquerosos das novelas da Globo, tipo Suzana Vieira fazendo Maria do Carmo... Já o ator que faz o pai do Lula em nenhum momento ao menos lembra um nordestino. Como um bêbado ele tá perfeito, mas falta o porte, traquejo, a simplicidade, rusticidade do nordestino do sertão.

Mas ela é bem esperta e também fala muito bem para ser uma analfabeta. Faltou um pouco de brejeirice. E nas suas cenas finais, deveriam ter envelhecido-a melhor. Ela já não mais parecia ser mãe daquele homem que o Lula virou. E o Lula é feito por um monte de atores. Cada idade é um ator diferente. O último deles, o estreante Rui Ricardo Diaz, é o melhor de todos. Até nos discursos parecem ser o próprio Lula falando.

E acho que de certa forma faltou colocar sofrimento na cara das pessoas. O Fernando Meirelles fez isso muito bem em Cidade de Deus. A gente só percebe isso na Glória. Mas nos demais não. Pareciam mauricinhos do Rio-SP encenando um livro de Jorge Amado pra aula de literatura do colégio. Por exemplo, a Cléo Pires estava muito embonecada pra convencer como uma moça humilde. Pelo menos ela disfarçou o sotaque carioca pesadíssimo dela. Mas ela mostra ter talento, sim. Eu até consegui achá-la bonita, coisa que eu não achava antes, normalmente por causa do sorriso de coringa. Um dia ela chega ao nível da mãe.

Rubens Ewald disse que esse é o melhor filme da filmografia do Fábio Barreto (indicado ao Oscar por O Quatrilho), mas pra mim o roteiro é manipulador do início ao fim. O excesso de sentimentalismo que estimula as glândulas lacrimais do público deixa difícil a gente esquecer tudo que eu disse pra gente deixar de lado no primeiro parágrafo. Minha mãe que é manteiga derretida de carteirinha assinada não sossegou um minuto. O filme implora sempre pra gente chorar, o que nos faz suspeitar de qual o motivo de tanta emoção. Aí fica até difícil de ter argumento pra defender. Mas eu como esquerdista, mesmo estando longe, ainda prefiro o PT no governo a ter que agüentar os tucanos de novo no poder depois de oito anos de FHC.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Seção CANARINHOS // Grammy 2010

Esse ano pra mim marcou a volta do Dance Music. Até me lembrou os anos 90, quando Aqua, Ace of Base, Double You, Alexia, Haddaway, Whigfield, DJ Bobo, Nikki French, Corona, La Bouche e entre tantas bandas do gênero, na época chamada de Eurodance, estouraram nas rádios. Os hits de hoje em dia quase todos lembram os dessa época. Lady Gaga, Madonna, Britney, David Guetta, Black Eyed Peas, todos indo por essa linha. Tanto que a minha categoria favorita esse ano é a de Dance.

O Grammy tem mais de 100 categorias e eu só tô comentando as 4 categorias principais e as que provavelmente serão entregues ao vivo na TV.


Gravação do Ano

  • Halo - Beyoncé
  • I Gotta Feeling - The Black Eyed Peas
  • Use Somebody - Kings Of Leon
  • Poker Face - Lady Gaga
  • You Belong With Me - Taylor Swift


Todos foram hits esse ano. A da Taylor foi induzida a hit por causa daquele incidente com o Kanye West. Tudo bem que o que ele fez foi ridículo, mas também tão transformando a menina na superstar que ela não é... Meu voto iria pra Kings of Leon.


Album do Ano

  • I Am... Sasha Fierce - Beyoncé
  • The E.N.D. - The Black Eyed Peas
  • The Fame - Lady Gaga
  • Big Whiskey And The Groogrux King - Dave Matthews Band
  • Fearless - Taylor Swift


Taylor Swift aí de novo… Essa categoria normalmente premia algum artista mais antigo, já consagrado, tipo aquele voto de quem tá indeciso. Não sabe se escolhe Beyoncé, Black Eyed Peas ou Lady Gaga? Vota no Dave Matthews porque ele tem menos chance de ganhar. E termina ganhando no fim das contas... Acontece sempre.


Canção do Ano (compositores)
  • Poker Face - Lady Gaga & RedOne, songwriters (Lady Gaga)
  • Pretty Wings - Hod David & Musze, songwriters (Maxwell)
  • Single Ladies (Put A Ring On It) - Thaddis Harrell, Beyoncé Knowles, Terius Nash & Christopher Stewart, songwriters (Beyoncé)
  • Use Somebody - Caleb Followill, Jared Followill, Matthew Followill & Nathan Followill, songwriters (Kings Of Leon)
  • You Belong With Me - Liz Rose & Taylor Swift, songwriters (Taylor Swift)


Como que se premiam canções diferentes pra canção do ano e gravação do ano? Eu não sei como eles conseguem votar em outro por categoria. Com certeza deve ser pra premiar todo mundo. Eu continuaria com Kings of Leon.


Artista Revelação (Melhor Novo Artista)

  • Zac Brown Band
  • Keri Hilson
  • MGMT
  • Silversun Pickups
  • The Ting Tings


Tirando The Ting Tings, que é uma banda bem enjoadinha que já to por aí há pelo menos 2 anos, não conheço nenhum.


Melhor Vocal Pop - Feminino

  • Hometown Glory - Adele
  • Halo - Beyoncé
  • Hot N Cold - Katy Perry
  • Sober - Pink
  • You Belong With Me - Taylor Swift


Adele é tão insossa, mas o Grammy adora… Nunca ouvi uma música dela na rádio. Nem nunca ouvi essa. Eu escolheria Katy Perry ou Pink, mas acho que se for uma premiação justa e a Taylor Swift não ganhar nenhuma das principais, ela provavelmente deve ganhar essa.


Melhor Vocal Pop - Masculino

  • This Time - John Legend
  • Love You - Maxwell
  • Make It Mine - Jason Mraz
  • If You Don't Know Me By Now - Seal
  • All About The Love Again - Stevie Wonder


Só ouvi a do Jason Mraz, e ele já gravou coisas melhores, mas posso opinar nos artistas. Stevie Wonder pode gravar um arroto que dão um Grammy a ele. Eu gosto do Stevie Wonder dos anos 60 e 70, o de hoje em dia vive de prestígio. Adoro Kiss From a Rose do Seal, mas não muito além disso. John Legend é enfadonho demais. Maxwell acho que só ouvi uma música.


Melhor Vocal Pop - Dupla ou Grupo

  • I Gotta Feeling - The Black Eyed Peas
  • We Weren't Born To Follow - Bon Jovi
  • Never Say Never - The Fray
  • Sara Smile - Daryl Hall & John Oates
  • Kids - MGMT


I Gotta Feeling é a melhor música do Black Eyes Peas de looooooooonge. Bon Jovi eu venero. Adoro essa música do The Fray, mas ela não tem o mesmo impacto de “How To Save A Life”, “Over My Head” ou “You Found Me”. Hall & Oates sempre presentes nas minhas playlists dos anos 80. Nunca ouvi falar em MGMT... Pela disparidade do sucesso do hit do Black Eyes Peas perante as outras, acho que esse prêmio é barbada, mas ele não exige nada vocalmente.


Melhor Colaboração Pop Com Vocais

  • Sea Of Heartbreak - Rosanne Cash & Bruce Springsteen
  • Love Sex Magic - Ciara & Justin Timberlake
  • Lucky - Jason Mraz & Colbie Caillat
  • Baby, It's Cold Outside - Willie Nelson & Norah Jones
  • Breathe - Taylor Swift & Colbie Caillat


Sinceramente, essa categoria e a de cima poderiam ser uma só. Só me lembro da Lucky, e nem acho grande coisa.


Melhor Álbum Pop

  • The E.N.D. - The Black Eyed Peas
  • Breakthrough - Colbie Caillat
  • All I Ever Wanted - Kelly Clarkson
  • The Fray - The Fray
  • Funhouse – Pink


Desses aí, acho que o único que eu ouviria todo sem passar as músicas seria o do The Fray, mas ele não rock alternativo não? E Black Eyed Peas é muito R&B/Hip Hop pro meu gosto. Acho que pop pelo pop, Kelly Clarkson é a melhor.


Best Dance Recording

  • Boom Boom Pow - The Black Eyed Peas
  • When Love Takes Over - David Guetta & Kelly Rowland
  • Poker Face - Lady Gaga
  • Celebration - Madonna
  • Womanizer - Britney Spears


Tirando Boom Boom Pow (título horroroso…), que eu substituiria fácil por "Evacuate the Dancefloor" do Cascada, adoro todas. Por mim quaisquer uma das outras quatro merecem ganhar.


E se há justiça nessa premiação, Lady Gaga deveria ser a mais premiada. Não há nenhum artista no nível dela no momento, no quesito inovação e sucesso.

Bom, os outros milhares de indicados podem ser vistos no site oficial:
http://www.grammy.com/nominees




UPDATE:
(31/01/10) O evento foi aquela mesma coisa de sempre, muita música, boa performance, outras nem tanto, e destaque sempre pro Bon Jovi cantando "Living on A Prayer" (deveria ter cantado a música inteira). Confira os resultados da categorias listadas acima:

Gravação do Ano: Use Somebody - Kings Of Leon
Pelo menos.

Álbum do Ano:
Fearless - Taylor Swift
Menos, né? Deixa ela crescer e fazer música de gente grande pra poder depois dar prêmio.

Canção do Ano (compositores): Single Ladies (Put A Ring On It) - Beyoncé
Pura poesia!

Revelação: Zac Brown Band
Muito prazer...

Melhor Vocal Pop - Feminino: Halo - Beyoncé
Aceitável.

Melhor Vocal Pop - Masculino: Make It Mine - Jason Mraz
Olha só! Não imaginava que dariam a ele de fato.

Melhor Vocal Pop - Dupla ou Grupo: I Gotta Feeling - The Black Eyed Peas
Continuo achando R&B/Eletrônico/Hip Hop. É, não deixa de ser pop... Mas também continuo não enxergando qual a grande performance vocal que se precisa pra cantá-la.

Melhor Colaboração Pop Com Vocais: Lucky - Jason Mraz & Colbie Caillat
Gostaram mesmo do Jason Mraz esse ano!

Melhor Álbum Pop: The E.N.D. - The Black Eyed Peas
Tem quem goste. Mas eu só gosto de I Gotta Feeling mesmo....

Best Dance Recording: Poker Face - Lady Gaga
Adoro a Lady Gaga, mas ela é tão superior a concorrência que achei que ela ganharia prêmios mais importantes, e dariam esse a qualquer um dos outros dos indicados, que cá entre nós, também mereciam (menos o BEP).


Demais indicados e vencedores:
http://www.grammy.com/nominees