terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica A Mentira

De Ilusão Também Se Vive

A Mentira // Easy A


Nota: 9,0


Filmes adolescentes nunca são minhas escolhas freqüentes, muito menos um dos meus gêneros preferidos. Por motivos óbvios. Mas dependendo da recepção e da repercussão dá até pra arriscar e conferir algum destaque, como é o caso desse filme aqui. Nem a estrela Emma Stone, o roteirista Bert V. Royal ou o diretor Will Gluck despertavam lembrança qualquer, e talvez credibilidade ou voto de confiança, mas o elenco de apoio é todo muito bom. Thomas Haden Church, Lisa Kudrow, Amanda Bynes, Penn Badgley, Patrícia Clarkson e Stanley Tucci. Todos conhecidos, dispensam apresentações pra quem conhece o meio, e até os jovens Badgley e Bynes já são conhecidos por fazerem papéis importantes na TV, mesmo sendo em seriados teen. Cam Gigandet, de Burlesque e Crepúsculo, também faz uma participaçãozinha.

Como em quase tudo de adolescente a história é ambientada numa High School, que desde John Hughes e metade do que foi feito nos anos 80 tornou-se um ambiente mais do que comum no cinema. Inclusive várias citações são feitas no filme, como a cena final. Aqui a jovem Olive, depois de muita insistência, acaba "confessando" uma mentira à sua melhor amiga, para poder mudar de assunto. Para seu azar (ou sorte) ela é ouvida por uma dessas religiosas (pra quê esse povo existe?) hipócritas, feita pela Amanda Bynes, que julgam, discriminam e oprimem. Tudo em nome da vontade de Deus. Mas ainda assim eles rezam por nós...

Então essa alma caridosa e benfeitora, com nada mais que muita bondade no coração, espalha o boato pelo colégio, o que acaba transformando a Olive na estudante mais popular da escola. Não exatamente da maneira mais elogiosa, já que sexo é algo tão sujo e deplorável na mente dessa gente. Como ela é das minhas, ela veste a carapuça e encarna a piranha-mór das redondezas e confronta o moralismo dos servos de Jesus.

Mas como ela já tá mal-falada na vizinhança, um amigo gay a pede ajuda para parar de ser bullied até poder ir pra faculdade e não ter mais que pisar na escola. No caso ela teria que fingir que eles também tiveram uma aventura. E daí em diante tudo acaba virando uma grande bola de neve, já que os vários oprimidos da escola acabam vindo até ela para tentar “salvar” suas reputações, e ela acaba ajudando a todos, mesmo que ganhando algum em troca.

É de longe um dos melhores filmes adolescentes desde Meninas Malvadas (que foi escrito pela Tina Fey, mas que se perde no terceiro ato). Inclusive até melhor. A única coisa que não entendo é o romance da Emma com o Penn. Eles se dão bola o filme inteiro, arrastam asa um pro outro, mas fica tudo só nas provocações. Só no fim que eles se enlaçam, já que é uma comédia adolescente e alguns clichês do gênero devem ser usados. Como são adolescentes dá até pra deixar passar tanta hesitação, mas mesmo assim é meio esquisito.

E tanto Olive quanto Penn são os personagens com quem eu mais me identificaria nesse meio colegial, porque são os que têm os comportamentos mais parecidos com o que eu tinha no ensino médio. São os que perambulam por todos os grupos, mas não pertencem a nenhum deles. São amigos de todos, mas não são amigos de ninguém. Até eles crescerem e encontrarem sua turma de fato.

Emma acabou de ser indicada ao Globo de Ouro comédia, uma indicação bem merecida, e ela já desponta como a nova estrela teen que Lindsey Lohan deveria ter sido e não é. Ela já fez três filmes que vi, os fraquíssimos Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (onde ela de longe é a melhor coisa dele) e A Casa das Coelhinhas, e o engraçadinho Superbad, mas ela ainda não exatamente me saltava aos olhos em nenhum deles. A Mentira deveria ter sido indicado a filme comédia também, já que a lista do gênero esse ano no Globo é uma verdadeira tragédia. Provavelmente ficou de fora pra não ameaçar aquela coisa moralista e sem-graça que é Minhas Mães e Meu Pai.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Parte 5 - Final)

Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)



Parte 5
b
(Final)

b
10 - 1





10. You Should Be Dancing // Os Embalos de Sábado à Noite (Saturday -----Night Fever)

Essa é uma das musicas menos conhecidas da trilha sonora do filme (se é que isso existe), mas a cena é talvez a mais icônica do filme, junto com a dos créditos iniciais ao som de “Staying Alive”. Mas é aqui que John Travolta dança.




9. The Blower's Daughter // Closer - Perto Demais (Closer)

O filme me ganhou só por começar com essa cena. Todo o resto é tão ótimo quanto. Cate Blanchett (que eu amo) que me perdoe, mas esse Oscar era da Natalie. Ela diz tudo e não diz nada, só com suas expressões faciais. Assim como a própria em cena em si. Não tem nada (só pessoas andando, Jude e Natalie), mas tem tudo que a gente precisa.




8. Out Here On My Own // Fama (Fame)

Um dos vários momentos de vulnerabilidade de Fama, assim como The Way We Were e Is It Okay If I Call You Mine? Eu acredito que não houvesse uma cena em que essa música melancólica e introspectiva se encaixasse, mas acharam a saída perfeita para colocá-la no filme. E deu muito certo. Um desses momentos que não precisa de muito mais do que uma bela canção para encantar. Hit indicado ao Oscar, regravado depois por Nikka Costa e diversos outros, e até hoje é lembrado como obra musical, e como momento marcante do filme.




7. Summer Nights // Grease – Nos Tempos da Brilhantina (Grease)

Outra cena chave do filme. Quem não conhece? É também é a minha favorita. Apresenta os protagonistas, mostra suas falhas, seus aliados, conta a história e diverte. Tudo de uma vez só.




6. Moon River // Bonequinha de Luxo (Breakfast At Tiffany's)

Audrey é um desses ícones intocáveis. Acho que até com uma crise de flatulências ela era o supra sumo da elegância. Com sua voz grave e pequena nos encanta num momento de um dos filmes mais encantadores de todos os tempos, precursor das comédias românticas e exaustivamente copiado.




5. Footloose // Footloose - Ritmo Louco (Footloose)

O resto do filme podia até ser um completo lixo, mas eu já tava me mexendo todo até o final depois desses créditos iniciais. Uma aula de como colocar sua platéia completamente no clima após menos de 5 minutos.




4. Touch-A, Touch-A, Touch Me // Rocky Horror Picture Show

Rocky Horror é trash e propositalmente ‘mal-feito’, brinca com o caricato e o pastiche, que os números musicais mal coreografados, mal executados, mal interpretados, mal entoados e os “defeitos especiais” não passam de um charme a mais. Transgressor, subversivo e ousado, cutucava os pudores da sociedade, e só conseguiu ser o hit que merecia ser após ser exibido em sessões de cinema a meia-noite. São vários os ótimos momentos do filme, eu fiquei numa dúvida cruel entre Time Warp, Hot Patootie e Floor Show, mas a brejeirice de uma jovem Susan Sarandon cantando a insinuante Touch-A, Touch-A, Touch Me é, talvez, o meu momento favorito.




3. Singing in The Rain // Cantando na Chuva (Singing in The Rain)

Deve ser o musical mais cultuado de todos os tempos, e esse é o seu momento mais célebre e famoso, não só do filme, mas um dos mais memoráveis da história do cinema. A melodia é puro deleite para os ouvidos. Gene Kelly dança com a alma. Tudo é perfeito. E eu ainda adoro chuva e dias nublados. Não tem como não amar.




2. Tiny Dancer // Quase Famosos (Almost Famous)

Cameron Crowe contou sua vida, reviveu uma época, relembrou hinos do rock do passado e os apresentou a jovens que vinham de década de 90 repleta de boy e girl bands vazias. Fez de Tiny Dancer um hit novamente depois de quase 30 anos e criou um desses momentos inesquecíveis do cinema que a gente jamais pode ouvir a música de novo e não se lembrar dela.




1. Let the Sunshine in // Hair

O refrão de uma única frase repetida exaustivamente no fim de uma música é uma técnica arriscada e funciona em pouquíssimos casos, como em Hey Jude dos Beatles, e em Let the Sunshine In de Hair. É aquela cena que arrepia da cabeça aos pés, e não deve existir alguém nesse planeta que não queira cantar a musica após ouvi-la. É um desses hinos que devem ser perpetuados, não só pela música em si, mas pela mensagem que representa (mas, infelizmente, a lição não foi aprendida), e que tanto nos palcos quanto nas telas de cinema, e hoje das TVs, continua a emocionar pessoas de geração à geração.



E aqui se encerra a minha lista. Espero que vocês tenham gostado. Comentários são sempre bem vindos!



Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Rabbit Hole

Vidas Cruzadas

Rabbit Hole

Nota: 9,5


Nicole Kidman é, de longe, uma das minhas atrizes favoritas de Hollywood. Ela me lembrou muito a Elizabeth Taylor em Quem Tem Medo de Virginia Woolf? São dois papéis muitos distintos, tanto na forma quanto no enfoque. Mas feito com maestria por duas grandes atrizes. E a minha admiração por Nicole como artista é grande. Aqui ela se despe da sua vaidade e se transforma numa mulher comum, com suas rugas e fragilidades, que sofre perdas como tantas outras anônimas. Dá até pra imaginar que essa seja a Nicole do seu dia a dia, em casa. Longe das divas e deusas de Nine ou Moulin Rouge. Ela é ousada e faz desde fitas variadas e desafiadoras a obras comerciais como a gente pode ver numa lista como Dogville, A Pele, As Horas, Da Magia à Sedução, Batman Eternamente e A Feiticeira. Ela exercita sua criatividade sempre.

Nicole produziu essa adaptação da peça homônima da Broadway, que deu o Tony a Cynthia Nixon, a Miranda de Sex and The City, e teve que escolher entre esse papel ou co-estrelar Você Vai Conhecer O Homem dos Seus Sonhos, do Woody Allen, um papel bem diferente que ela também se daria muito bem, e a fraca substituta estraga... Já tinha ouvido falar na peça, e só o trailer já tinha me conquistado. Adoro filmes de família de baixo orçamento. A direção também era algo curioso pra mim, já que quem ficou em cargo foi o John Cameron Mitchell, que fez Shortbus e o musical Hedwig & The Angry Inch, dois filmes que eu não necessariamente gosto, mas acho interessantes conceitualmente, e criou-se a expectativa do que ele faria dessa vez.

A história, de maneira bem resumida, é: casal lida com a perda de seu filho. Algo que me lembrou muito Gente Como a Gente, mas aqui o conflito é bem diferente. Em Gente, o ponto de vista é do filho que sobreviveu, seu relacionamento com a mãe, o pai e consigo mesmo depois do incidente. É um dos filmes do backlash contra o movimento feminista, assim como Kramer vs. Kramer, o que conta um pouco contra eles, já que estereotipam as mães como megeras que fogem do que a moral e bons costumes aceita como mulher ideal.

Diante do dilema dos pais, surgem outros fatores externos que influem na vida deles, como religião, a irmã mais jovem inconseqüente e irresponsável que engravida, o casal amigo que lida há anos com drama semelhante e que eles usam como exemplo do que não querem chegar a ser, a avó que compara a situação com sua própria perda, e o jovem rapaz envolvido no acidente.

A mãe é a Nicole, óbvio. O pai é o Aaron Eckhart, que tá muito bem, mas o filme nem tem tantas cenas para ele se destacar. Além deles o elenco ainda conta com a Sandra Oh, como uma amiga do casal que passa pela mesma situação e vai com eles ao grupo de apoio, e a Dianne Wiest, que já ganhou dois Oscar de coadjuvante por filmes do Woody Allen, e é considerada para premiações também, mas seu nome só saiu na lista do Satellite e do Spirit, para filmes independentes. Talvez ela seja mais conhecida do público por ter feito Edward Mãos de Tesoura.

Gostaria de falar mais sobre a história, mas qualquer coisa que eu relate seria spoiler. Nicole é uma das favoritas às premiações, e disputa o Globo de Ouro por drama com a Natalie Portman, e é praticamente nome seguro no Oscar, onde deve concorrer com a Natalie e, aparentemente a favorita, Annette Benning, por Minhas Mães e Meu Pai, filme que não gosto, e não acho que Annette mereça ser premiada. Ela é superior a ele e já fez coisas melhores. Mas ela faz um papel de lésbica e nunca ganhou, o que conta a seu favor. Além de ter perdido duas vezes pra mediana Hillary Swank, carma de vidas passadas, suponho.

É um filme muito melhor do que vem sendo reconhecido. Essa época de premiações nos faz estabelecê-los como parâmetros de comparação, reduzindo-os a obras puramente reconhecíveis se constassem em listas de indicados, como se filmes fossem feitos exclusivamente para este fim. Alguns são, claro, mas não deveriam. E acredito que os que são, quase sempre, não sejam os melhores filmes. Ganham seus prêmios e logo caem no esquecimento.

Uma das coisas que me chamou atenção no filme foi o design de produção minimalista do filme. De muito bom gosto. E como ela contrasta com as imagens do gibi feito por umas das personagens. Eu assisti recentemente Scott Pillgrim vs. The World, que usa e abusa da estética HQ e vídeo game. Um visual bem diferente do usado em Rabbit Hole, e ambos funcionam perfeitamente dentro das suas propostas. E ambos fazem do cinema uma mídia visual muito interessante de ver.

Não vi a peça teatral ou a li, mas vejo que a adaptação deve ter sido algo que inspirou muito o processo criativo do roteirista, que também escreveu a peça. Cinema e teatro são duas mídias diferentes, e o filme não tem cenas com longos diálogos como o teatro exige, para que a historia se desenvolva e tenha ritmo, mas abusa de curtas cenas silenciosas ou de poucas falas, extremamente visuais, com close-ups e narrações em off. Alternativas a mais que o cinema oferece.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Bônus)


Parte 1Parte 2Parte 3 Parte 4 Parte 5 (final)


CENAS
b
BÔNUS



Pensaram que iam se livrar da lista assim? Antes de revelar o top 10, eu incluo algumas cenas que não entraram na lista, por esquecimento, por eu não gostar do filme, por não achar tão marcantes, entre outros motivos, mas acho importante serem lembradas. Eis elas:








1. Why Dont’ You Do Right? // Uma Cilada Para Roger Rabbit (Who Framed ---Roger Rabbit?)
---Making Whoopee! // Susie & Os Baker Boys (The Fabulous Baker Boys)
---Let’s Do It // Uma Loira Em Minha Vida (The Marrying Man)

Absolutamente a mesma cena. Adoro todas, mas são as cenas mais clichê do mundo. Femme fatale canta pra mostrar como é sedutora e irresistível. Em Roger Rabbit, vale mais pra conferir a voz da Amy Irving. É a melhor música das três também. De longe. Eu deixei desenhos animados de fora, pois cada um deles tem diversos números musicais, seria mais sensato fazer uma lista só deles, mas fiquei balançado com essa cena, porque ela é mista. Eu costumava desenhar a Jessica quando criança. Era expert nela e no Garfield na escola. Mas eu normalmente a desenhava sem o figurino... Devo ter guardado em algum lugar alguma cópia.

Em Susie e os Baker Boys a cena tem mais serventia a história, pois diz muito sobre o relacionamento entre o trio protagonista, especialmente sobre o que se desenvolve entre Michelle Pfeiffer e Jeff Bridges. A Michelle canta diversos números no filme, mas esse sobre o piano é de longe o mais marcante deles. Em Uma Loira Em Minha Vida, vale como registro de todo o esplendor de Kim Basinger (mesmo sendo dublada).




2. Waterloo // O Casamento De Muriel (Muriel’s Wedding)

Junto com Priscilla, as maiores homenagens que já poderiam ter feito ao ABBA no cinema. Esqueça Mamma Mia!




3. Nowhere Fast // Ruas de Fogo (Streets of Fire)

Esse filmeco B é irresistível. Diane Lane, que quase ganha o Framboesa pelo filme, não é ainda nem sombra daquela que viera a fazer Infidelidade quase 20 anos depois. Michael Paré (aparece no finzinho do vídeo), com seu nível de expressividade equivalente a Stallone e Schwarzenegger, sumiu do mapa. Willem Dafoe, sempre fazendo o vilão, continua na ativa, e Rick Moranis, o empresário frouxo, se aposentou do cinema. Esse tema virou hino do Programa Livre depois.




4. Elephant Love // Moulin Rouge

Não gosto do filme. Mas reconheço sua importância pela revitalização e perpetuação do gênero. Essa cena em especifico é, como quase todas as outras do filme, um compêndio de referências da cultura pop. Diversos hinos de amor sintetizados numa única canção. Acho que esse tipo de numero serve mais pra eventos e premiações do que pra contar história. Depois de duas cenas, eu já tava impaciente.



5. Diamonds Are A Girl’s Best Friend // Os Homens Preferem As Loiras ---(Gentlemen Prefer Blondes)

A cena é icônica, amplamente copiada, mas nunca vi o filme... Então pra mim é mais um videoclipe registro da Marilyn no auge do estrelato, assim como a cena da saia voando ao vento.



6. Over The Rainbow // O Mágico de Oz (The Wizard of Oz)

Eis um caso onde a canção funciona melhor fora da cena. Virou hino, diversos regravaram, todo mundo conhece, todo mundo sabe que é do filme, mas a cena não é nem de longe a melhor do filme. Não marca. Pelo menos pra mim. O filme de fato começa quando Dorothy vai pra Oz e o filme ganha cor.



7. You Can Leave Your Hat On // Ou Tudo Ou Nada (The Full Monty)

O "gran finale" do filme, que evolui toda sua historia pra esse momento. Um filme pequeno, feito com muito bom humor, engraçado, que conseguiu ser indicado ao Oscar e virou até espetáculo da Broadway com o Patrick Wilson, onde a mesma cena é feita com uma canção muito menos interessante.



8. Chopsticks // Quero Ser Grande (Big)

O filme que transformou Tom Hanks em astro. É de longe o momento mais marcante do filme. Quem nunca quis fazer igual? Se bem que essa música sempre vai me lembrar muito mais de danoninho...






9. The Sound of Music // A Noviça Rebelde (The Sound of Music)
---That’s How You Know // Encantada (Enchanted)

Acho Noviça um tédio, quase 3 horas de filme, mas é famosíssimo, assim como a cena, que tem seu charme. Toda mundo se lembra dela quando pensa em Julie Andrews. Encantada eu já gosto (pelo seu apelo kitsch, é frívolo, divertido e passa rápido), mas é uma cópia bem Disney da mesma cena da Julie e dos seus próprios desenhos (que eu mantive de fora da minha lista).



10. Mad World // Donnie Darko

Adoro o filme. E gosto de todas as cenas musicais, mas essa, ao som de Mad World, é o tema assinatura do filme, versão da canção do Tears for Fears feita pelo Gary Jules para o filme. As outras cenas são Notorious, do Duran Duran e Head Over Heels, do Tears for Fears.



11. Twist & Shout // Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off)

Não gosto do filme, mas é famosíssimo, assim como a cena. Acho o Ferris um bandido em potencial. Um delinqüente. E o filme aplaude esse comportamento. Por isso me irrita muito mais que diverte. Nem da cena eu consegui gostar.



12. Rockefeller Skank // Ela é Demais (She’s All That)

Filme adolescente mais do mesmo que eu via na adolescência. Ainda vejo e adoro, apesar de ser bem fraquinho. Adoro a cena do baile com o tema dançante do Fatboy Slim e a cena da metamorfose com Kiss Me, do Sixpence None The Richer.



13. Maniac // Elvira, A Rainha das Trevas (Elvira, The Mistress of The Dark)

Elvira. Amor eterno, amor verdadeiro. Vale muito a pena também o número final. Eu chorava de rir com ambas as cenas.



14. In Your Eyes // Digam O Que Quiserem... (Say Anything...)

Cameron Crowe é um desses diretores que sabem fazer roteiro em cima de músicas específicas, mas nesse caso eu acho que a música foi inserida depois. Poderia ser qualquer uma romântica, mas esse hit do Peter Gabriel caiu como uma luva.



15. Falling Slowly // Apenas Uma Vez (Once)

Once é um desses filmes que a gente assiste pra lavar a alma. A cena é clichê, e não tem muito de memorável, mas a música é linda. A interpretação deles no Oscar, sim, foi memorável e emocionante.



Em breve a parte final!


Parte 1Parte 2Parte 3 Parte 4 Parte 5 (final)



sábado, 18 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Parte 4)


Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)


Parte 4
20 - 11





20. Cabaret // Cabaré (Cabaret)

O contraste de um alegre show de Cabaré em Berlim numa triste Alemanha sendo tomada por nazistas, que enchem inclusive a platéia. Um dos momentos inesquecíveis tanto da Liza, do diretor Bob Fosse, quanto do filme e do cinema americano.



19. What A Feeling // Flashdance – Em Ritmo de Embalo (Flashdance)

O tema central da Irene Cara ilustra os créditos iniciais e a cena final, a superação e vitória da Jennifer Beals (e dos milhares de dublês), que é a alma do filme, mesmo a melhor cena do filme sendo a com a dança da cadeira ao som de He's A Dream. Adoro também a cópia da cena feita em Elvira, a Rainha das Trevas, já essa com Maniac, do Michael Sembello, que em Flashdance é meio desperdiçada com uma cena de exercício.




18. Fame // Fama (Fame)

Outro hit da Irene Cara. Quem nunca viu essa cena? Quem nunca ouviu essa música? Às vezes uma boa cena basta pra carregar um filme pra posteridade, mas Fama tem várias delas.





17. Can't Take My Eyes Off of You // 10 Coisas Que Odeio Em Você (10 ----Things I Hate About You)

Heath Ledger, por que você foi morrer? Pelo menos com uma só cena fez de uma comédia adolescente muito mais do que ela é, e também nos deixou Ennis Del Mar e um Coringa ainda melhor que o do Jack Nicholson.




16. Oh Maria // Mudança de Hábito (Sister Act)

Era criança e chorava de rir vendo essa cena na primeira vez. É um esperado não-esperado. A gente sabe que a Whoopi vai transformar o coral, mas todo mundo está acostumado com a desgraça habitual. Ela ainda me contagia até hoje. E muda totalmente o rumo do filme.




15. Pure Imagination // A Fantástica Fábrica de Chocolates (Willy Wonka & -----the Chocolate Factory)

Clássicos das sessões da tarde, da infância de milhões, que Johnny Depp tentou destruir, mas não conseguiu. Lágrimas caem dos olhos só de ouvir a voz pouco polida de Gene Wilder. Eis a magia do cinema. O ordinário pode ser fantástico. Tudo pode ser. Se quiser será. Sonho sempre vem pra quem sonhar. Tudo pode ser. Só basta acreditar. Tudo que tiver de ser, será... Por outro lado, é só a minha mente perturbada ou esse Willy Wonka é uma figura meio sinistra? A cara me lembra a do Malcom McDowell em Laranja Mecânica. E uma vibe meio pedófila, sei lá... Mas nem isso consegue estragar a cena.




14. Mr. Holland's Opus // Adorável Professor (Mr. Holland's Opus)

O Mestre Com Carinho que me desculpe, mas sua cena final não chega aos pés dessa. Ela me lembra um pouco os finais de Fama e A Chorus Line, que também adoro. Acho essa trilha tão emocionante que me surpreendo de nunca ter sido aproveitada em eventos esportivos ou premiações.




13. You Must Love Me // Evita

Madonna é massacrada pelas suas limitações artísticas e enaltecida por sua capacidade de se reinventar e mostrar o que o publico quer ver. Mas nada disso importa nesta cena, nessa musica que Andrew Lloyd Weber e Tim Rice compuseram especialmente para o filme, como se já não houvesse tantas lindas canções na trilha. Um momento a mais, um diferencial em relação ao espetáculo teatral que de fato fez a diferença no filme. É pura singeleza e sentimento.




12. Supercalifragilisticexpialidocious // Mary Poppins

Mary Poppins tem tantos momentos musicais excelentes, mas o título quase impronunciável deste o fizeram se destacar dos demais. Mesmo da famosa canção da chaminé. Julie Andrews, que também fez a mais que famosa cena de A Noviça Rebelde mostrando que de fato nasceu para os musicais. Os de família, claro.




11. Mamma Mia // Priscilla – A Rainha do Deserto (The Adventures of -----Priscilla, The Queen of The Desert)

Priscilla foi aquilo que realmente faltava no mundo dos musicais, apesar de não ser um musical propriamente dito. Em um mundo dominado por gays, ele veio a ser a primeira comédia/musical sobre eles mesmos. E diante de tantos números, figurinos, extravagâncias, caras e bocas, qual cena escolher? I've Never Been To Me abrindo? Felicia dublando Maria Callas? Save The Best For Last nos créditos finais? I Will Survive no deserto? Finally no hotel? Acabei ficando com o número final ao som de ABBA que encerra o filme. Essa sim uma verdadeira homenagem ao grupo sueco.



Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Indicados ao SAG Awards



Parece que eu não bem informado e me enganei em relação às indicações ao SAG. Elas saíram agora mesmo em dezembro. Vejamos quais os melhores do ano no cinema de acordo com o sindicato dos atores:

Melhor elenco
Cisne Negro
O Vencedor
Minhas Mães e Meu Pai
O Discurso do Rei
A Rede Social

Melhor ator
Jeff Bridges - Bravura Indômita
Robert Duvall - Get Low
Jesse Eisenberg - A Rede Social
Colin Firth - O Discurso do Rei
James Franco - 127 Horas

Melhor atriz
Anette Bening - Minhas Mães e Meu Pai
Nicole Kidman - Rabbit Hole
Jennifer Lawrence - Inverno da Alma
Natalie Portman - Cisne Negro
Hilary Swank - Conviction

Melhor ator coadjuvante
Christian Bale - O Vencedor
John Hawkes - Inverno da Alma
Jeremy Renner - Atração Perigosa
Mark Ruffalo - Minhas Mães e Meu Pai
Geoffrey Rush - O Discurso do Rei

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams - O Vencedor
Helena Bonham Carter - O Discurso do Rei
Mila Kunis - Cisne Negro
Melissa Leo - O Vencedor
Hailee Steinfeld - Bravura Indômita

Melhor elenco de dublês
Zona Verde
A Origem
Robin Hood

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Parte 3)

Parte 1Parte 2Parte 3 Parte 4 Bônus Parte 5 (final)


Parte 3
30 - 21




30. Slave To Love // 9 e ½ Semanas de Amor (9 ½ Weeks)

Do tempo que Kim Basinger tinha 30 e poucos e Mickey Rourke se parecia com um ser humano. Ele já foi até galã, como podemos ver no vídeo. Slave To Love do Brian Ferry é um desses love hits que resume bem o momento vivido pelo casal de desconhecidos no filme e até hoje toca nas rádios em programas de flashbacks.




29. If You Wanna Be Happy // Minha Mãe É Uma Sereia (Mermaids)

Depois da tempestade sempre vem a bonança. Depois de acabado todo o conflito do filme, a última cena é só um sopro nos ouvidos e um dos momentos mais divertidos da produção inteira. Uma bela maneira de terminar um filme sem deixar a peteca cair.




28. Superfreak // Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine)

Spoiler total. O momento surpresa do filme. E também o mais emocionante. É o esperado inesperado. É uma cena tão óbvia, dada as circunstâncias, mas a gente não consegue pensar nela antes.



27. Alabamy Bound // A Rosa Purpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo)

Esse é o meu filme favorito do Woody Allen. Acho genial. Mia Farrow, esplendorosa, e Jeff Daniels mostrando como foram e continuam sendo mal-aproveitados pela indústria. Essa cena dos dois é puro charme. Se eu já tava adorando o filme, me encantei de vez depois desse momento. Incluí no vídeo o número seguinte de I Love My Baby (My Baby Loves Me) também.





26. You Make My Dreams // 500 Dias Com Ela (500 Days Of Summer)

Quase a mesma justificativa da cena de O Casamento do Meu Melhor Amigo. A diferença é que aqui não tem Julia Roberts. E ninguém canta.




25. Town Called Malice // Billy Elliot

Há quatro momentos musicais que sempre me vem em mente quando penso em Billy Elliot. Dois dele entraram aqui na lista. Os outros seriam Children of The Revolution do T-Rex e London Calling do The Clash. Adoro esse hit do The Jam (que o McFly regravou depois), e a letra e a dança (pouco ritmada a princípio) fazem o paralelo perfeito com a cena.




24. All That Jazz // Chicago

Com uma só música, Chicago mostra a que veio. Define o tom, avança a história e apresenta ao público suas duas protagonistas e suas falhas. Vários coelhos com uma cajadada só.




23. Downtown // Garota Interrompida (Girl, Interrupted)

O momento “feel good” de Garota Interrompida. A segunda das três vezes em que Downtown aparece no filme, e a única que não é na sua gravação original da Petula Clark.




22. You’re The One That I Want // Grease – Nos Tempos da Brilhantina

O momento que Sandy mostra suas garras. Cena icônica, todo mundo conhece. Logo depois começa We Go Together. Ótima também.




21. Old Time Rock'n'roll // Negócio Arriscado (Risky Business)

Tom Cruise dança Bob Seger. Do tempo que ele ainda era Zac Efron. Talvez a cena mais famosa dele, e que pela qual ele será sempre lembrado. Junto com o “you complete me” de Jerry Maguire...


Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)


Seção CINEMA // Indicados ao Globo de Ouro e Critics' Choice Awards 2011

Essa semana iniciou-se a "corrida do ouro". Ou "corrida maluca". Saíram os indicados de dois dos 4 principais prêmios de Hollywood, o prêmio dos críticos (Critics' Choice Awards) e o Globo de Ouro. Em janeiro saem os indicados ao prêmio do sindicato (dos atores e de todos outros profissionais) e do Oscar.


No Globo de Ouro, O Discurso do Rei (The King's Speech), novo filme do Colin Firth saiu na frente com 7 indicações, mas pelo visto o favorito é mesmo A Rede Social (The Social Network), pelo que se tem visto nas premiações menores que andam saindo, que teve 6 indicações, empatado com O Vencedor (The Fighter), que parece ser bem mais do mesmo. Vejamos a lista completa:


Melhor Filme / Drama
"Cisne Negro"
"O Vencedor"
"A Origem"
"O Discurso do Rei"
"A Rede Social"


Melhor Atriz / Drama
Halle Berry - "Frankie e Alice"
Nicole Kidman - "Rabbit Hole"
Jennifer Lawrence - "Winter's Bone"
Natalie Portman - "Cisne Negro"
Michelle Williams - "Blue Valentine"


Melhor Ator / Drama
Jesse Eisenberg - "A Rede Social"
Colin Firth - "O Discurso do Rei"
James Franco - "127 Horas"
Ryan Gosling - "Blue Valentine"
Mark Wahlberg - "O Vencedor"


Melhor Filme / comédia ou musical
"Alice no País das Maravilhas"
"Burlesque"
"Minhas Mães e Meu Pai"
"Red - Aposentados e Perigosos"
"O Turista"


Obs: Que lista péssima! Cadê How Do You Know? O Golpista do Ano? Scott Pilgrim? Amor e Outras Drogas?


Melhor Atriz / comédia ou musical
Annette Bening - "Minhas Mães e Meu Pai"
Anne Hathaway - "Amor e Outras Drogas"
Angelina Jolie - "O Turista"
Julianne Moore - "Minhas Mães e Meu Pai"
Emma Stone - "Easy A"


Melhor Ator / comédia ou musical
Johnny Depp - "Alice no País das Maravilhas"
Johnny Depp - "O Turista"
Paul Giamatti - "Barney's Version"
Jake Gyllenhaal - "Amor e Outras Drogas"
Kevin Spacey - "Casino Jack"


Melhor Animação
"Meu Malvado Favorito"
"Como Treinar seu Dragão"
"O Mágico"
"Enrolados"
"Toy Story 3"


Melhor filme estrangeiro
"Biutiful" (México/ Espanha)
"The Concert" (França)
"The Edge" (Rússia)
"I am Love" (Itália)
"In a Better World" (Dinamarca)


Melhor Atriz coadjuvante
Amy Adams - "O Vencedor"
Helena Bonham Carter - "O Discurso do Rei"
Mila Kunis - "Cisne Negro"
Melissa Leo - "O Vencedor"
Jacki Weaver - "Animal Kingdom"


Melhor Ator coadjuvante
Christian Bale - "O Vencedor"
Michael Douglas - "Wall Street - o Dinheiro Nunca Dorme"
Andrew Garfield - "A Rede Social"
Jeremy Renner - "Atração Perigosa"
Geoffrey Rush - "O Discurso do Rei"


Melhor Diretor
Darren Aronofsky - "Cisne Negro"
David Fincher - "A Rede Social"
Tom Hooper - "O Discurso do Rei"
Christopher Nolan - "A Origem"
David O. Russel - "O Vencedor"


Melhor Roteiro
Danny Boyle, Simon Beaufoy - "127 Horas"
Lisa Cholodenko, Stuart Blumberg - "Minhas Mães e Meu Pai"
Christopher Nolan - "A Origem"
David Seidler - "O Discurso do Rei"
Aaron Sorkin - "A Rede Social"


Melhor canção original
“Bound to You” — "Burlesque"
“Coming Home” — "Country Strong"
“I See the Light” — "Enrolados"
“There's a Place for Us” — "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada"
“You Haven't Seen the Last of Me” — "Burlesque"

Espero conseguir ver todos até lá!




A Lista do Critics' Choice não separa por gênero, assim como o Oscar, e nela, quem saiu na frente foi Cisne Negro, com 12 (eu disse 12!) indicações. Vejamos seus indicados:



MELHOR FILME
127 Hours
Black Swan
The Fighter
Inception
The King’s Speech
The Social Network
The Town
Toy Story 3
True Grit
Winter’s Bone

MEHOR ATOR
Jeff Bridges – “True Grit”
Robert Duvall – “Get Low”
Jesse Eisenberg – “The Social Network”
Colin Firth – “The King’s Speech”
James Franco – “127 Hours”
Ryan Gosling – “Blue Valentine”

MELHOR ATRIZ
Annette Bening – “The Kids Are All Right”
Nicole Kidman – “Rabbit Hole”
Jennifer Lawrence – “Winter’s Bone”
Natalie Portman – “Black Swan”
Noomi Rapace – “The Girl With the Dragon Tattoo”
Michelle Williams – “Blue Valentine”

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christian Bale – “The Fighter”
Andrew Garfield – “The Social Network”
Jeremy Renner – “The Town”
Sam Rockwell - “Conviction”
Mark Ruffalo – “The Kids Are All Right”
Geoffrey Rush – “The King’s Speech”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams – “The Fighter”
Helena Bonham Carter – “The King’s Speech”
Mila Kunis – “Black Swan”
Melissa Leo – “The Fighter”
Hailee Steinfeld – “True Grit”
Jacki Weaver – “Animal Kingdom”

MELHOR ATOR/ATRIZ MIRIM
Elle Fanning – “Somewhere”
Jennifer Lawrence – “Winter’s Bone”
Chloe Grace Moretz – “Let Me In”
Chloe Grace Moretz – “Kick-Ass”
Kodi Smit-McPhee - “Let Me In”
Hailee Steinfeld – “True Grit”

MELHOR ELENCO
The Fighter
The Kids Are All Right
The King’s Speech
The Social Network
The Town

MELHOR DIRETOR
Darren Aronofsky - “Black Swan”
Danny Boyle – “127 Hours”
Joel Coen & Ethan Coen – “True Grit”
David Fincher – “The Social Network”
Tom Hooper – “The King’s Speech”
Christopher Nolan – “Inception”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
“Another Year” - Mike Leigh
“Black Swan” – Mark Heyman and Andres Heinz and John McLaughlin
“The Fighter” - Scott Silver and Paul Tamasy & Eric Johnson (Story by Keith Dorrington & Paul Tamasy & Eric Johnson)
“Inception” – Christopher Nolan
“The Kids Are All Right” – Lisa Cholodenko and Stuart Blumberg
“The King’s Speech” - David Seidler

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
“127 Hours” – Simon Beaufoy and Danny Boyle
“The Social Network” – Aaron Sorkin
“The Town” – Ben Affleck, Peter Craig and Sheldon Turner
“Toy Story 3″ – Michael Arndt (Story by John Lasseter, Andrew Stanton and Lee Unkrich)
“True Grit” – Joel Coen & Ethan Coen
“Winter’s Bone” - Debra Granik and Anne Rosellini

MELHOR FOTOGRAFIA
“127 Hours” - Anthony Dod Mantle
“Black Swan” – Matthew Libatique
“Inception” - Wally Pfister
“The King’s Speech” – Danny Cohen
“True Grit” - Roger Deakins

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
“Alice in Wonderland” - Stefan Dechant
“Black Swan” – Therese DePrez and Tora Peterson
“Inception” - Guy Hendrix Dyas
“The King’s Speech” - Netty Chapman
“True Grit” - Jess Gonchor and Nancy Haigh

MELHOR MONTAGEM
“127 Hours” - Jon Harris
“Black Swan” – Andrew Weisblum
“Inception” – Lee Smith
“The Social Network” - Angus Wall and Kirk Baxter

MELHOR FIGURINO
“Alice in Wonderland” - Colleen Atwood
“Black Swan” - Amy Westcott
“The King’s Speech” - Jenny Beavan
“True Grit” – Mary Zophres

MELHOR MAQUIAGEM
Alice in Wonderland
Black Swan
Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1
True Grit

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Alice in Wonderland
Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1
Inception
Tron: Legacy

MELHOR SOM
127 Hours
Black Swan
Inception
The Social Network
Toy Story 3

MELHOR ANIMAÇÃO
Despicable Me
How to Train Your Dragon
The Illusionist
Tangled
Toy Story 3

MELHOR FILME DE AÇÃO
Inception
Kick-Ass
Red
The Town
Unstoppable

MELHOR COMÉDIA
Cyrus
Date Night
Easy A
Get Him to the Greek
I Love You Phillip Morris
The Other Guys

MELHOR FILME PARA TV
The Pacific
Temple Grandin
You Don’t Know Jack

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Biutiful
I Am Love
The Girl with the Dragon Tattoo

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Exit Through the Gift Shop
Inside Job
Restrepo
Joan Rivers: A Piece of Work
The Tillman Story
Waiting for Superman

MELHOR CANÇÃO
“I See the Light” – performed by Mandy Moore & Zachary Levi/written by Alan Menken & Glenn Slater – Tangled
“If I Rise” – performed by Dido and A.R. Rahman/music by A.R. Rahman/lyrics by Dido Armstrong and Rollo Armstrong - 127 Hours
“Shine” – performed and written by John Legend – Waiting for Superman
“We Belong Together” - performed / written by Randy Newman - Toy Story 3
“You Haven’t Seen the Last of Me Yet” – performed by Cher/written by Diane Warren – Burlesque

MELHOR TRILHA SONORA
“Black Swan” - Clint Mansell
“Inception” - Hans Zimmer
“The King’s Speech” - Alexandre Desplat
“The Social Network” - Trent Reznor and Atticus Ross
“True Grit” - Carter Burwell

#teamblackswan #teaminception

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Parte 2)


Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)


Parte 2
40 - 31




40. All By Myself // O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary)

Comédias românticas nos presenteiam com boas trilhas sonoras. Bridget Jones não é exceção. Além de ser um filme bem acima da média pro gênero. Nessa cena somos apresentados a protagonista, balzaquiana, beberrona, rechonchu- da e solteira. Tudo que a sociedade condena numa mulher. Também adoro o momento romântico, ao som de Van Morrison, no final e a briga do Colin Firth com o Hugh Grant com It’s Raining Men.




39. Young Americans // Dogville

Ironia pura. A cena não exatamente contribui em nada para a história, apenas complementa a mensagem, e funcionaria muito bem como um videoclipe a parte pro David Bowie. E me manteve vendo os créditos finais até o último segundo.




38. Try A Little Tenderness // A Garota de Rosa Shocking (Pretty in Pink)

A cena dançante que todo filme de John Hughes tem. Normalmente são o ponto alto dos filmes. Nesse caso não chega a ser o ponto alto, mas chega bem perto disso. Jon Cryer, que aí dubla o Otis Redding, ficou meio esquecido, depois ressurgiu com Two and a Half Man.




37. Oh, Happy Day // Mudança de Hábito 2 (Sister Act 2)

Num filme sobre competição musical, eu sinceramente não entendi como não transformaram essa na música da final. Mesmo eu sendo herege, como diz mainha, música boa é música boa. Eu me arrepiei da cabeça aos pés. Depois dela e de His Eye Is On The Sparrow, eu esperava algo soberbo pro final, e cantaram uma versão bem sem-graça de Ode à Alegria, onde eu fiquei pensando: É isso? Aí rebobinei a fita pra essa cena.




36. What A Wonderful World // Bom Dia, Vietnã (Good Morning, Vietnam)

Num filme fraco, pelo menos a gente salva uma cena bonita. A ironia do hino pacifista na voz de Louis Armstrong conduzindo as imagens de um Vietnã sofrido pela guerra enche os olhos e emociona.




35. Put The Blame on Mame // Gilda

“There’s no woman like Gilda”. Rita era a própria personificação do charme, que aliado à sua voz grave, definia a imagem de femme fatale dos filmes noir. A cena muito diz sobre o relacionamento do casal central no filme sem precisar de precisar de explicações mais literais.



34. My Girl // Meu Primeiro Amor (My Girl)

Chorei demais quando vi, aos 7 anos, com a minha mãe e meu irmão. Meu cachorro não parava de latir, e a empregada de rir com o dilúvio na sala. A trilha sonora do segundo é melhor, mas o primeiro filme é superior, e essa cena final ao som do tema central dos Temptations é um alento depois da tristeza de poucas cenas antes.



33. We Are Not Alone // Clube dos Cinco (The Breakfast Club)

Já esse é o momento auge desse filme do John Hughes. Talvez o mais clássico dos seus filmes. O mais lembrado e copiado. Essa música da Karla DeVito, por outro lado, não sobrevive fora desse contexto. Tanto que o maior hit mesmo do filme é Don’t You Forget About Me do Simple Minds.




32. I Get Around // Olha Quem Está Falando (Look Who's Talking)

Como começar um filme com criatividade, avançar o enredo, estabelecer o gênero e determinar o seu tom ao público? Transformando uma cena de sexo em uma corrida de espermatozóides falantes ao som dos Beach Boys.




31. I Say A Little Prayer // Casamento do Meu Melhor Amigo (My Best -----Friend's Wedding)

Quando se tem um filme bem mais do mesmo nas mãos, mas que tem Julia Roberts no elenco, que já garante sucesso na bilheteria, o que fazer para ele não ser esquecido logo em seguida nas prateleiras das locadoras? Capriche na trilha sonora, e pegue a música mais grudenta delas e crie uma cena musical que o filme sobreviveria perfeitamente sem ela, mas jamais teria o mesmo charme.


Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4Bônus Parte 5 (final)


domingo, 12 de dezembro de 2010

Seção CINEMA // Meus 50 Momentos Musicais Favoritos de Hollywood! (Parte 1)

Vendo e revendo filmes, me veio a idéia de criar uma lista dos meus momentos musicais preferidos dos filmes de Hollywood. Não diria do cinema, porque seria restringí-lo a produções americanas, voltada à consumação em massa. Esses momentos são muito mais do que a música em si, ou o filme especificamente. Às vezes é uma boa cena de um filme não tão bom. Acontece sempre. E lembro que como toda lista, essa também é pessoal, então algumas cenas bem desconhecidas podem aparecer e outras bem famosas podem ficar de fora. Tudo baseado em como essas cenas me afeta(ra)m.

Quando fui fazer a lista, vi que, obviamente, diversas listas como essa já existem, e foi difícil escolher. Tanto que o número da lista foi aumentando e eu cheguei a 50. Mais do que isso seria mais exagero do que já é. Evidentemente que devo ter esquecido de algumas cenas, outras eu desconheço, mas baseado que vi e vivi até hoje, dividida em 5 partes, eis a minha lista:

Parte 1
50 - 41


50. Dear You // Sete Minutos no Paraíso (Seven Minutes in Heaven)

Ai, me deixa! Eu vi esse filme criança e adorei. Um dos primeiros filmes da Jennifer Connelly, que era linda, é linda e vai morrer linda, a condenada. Até hoje a música me passa pela cabeça. Mas nunca lançaram o filme em DVD, nem se encontra as músicas pra download. Passa de vez em quando na TNT. Adoro a cena, que não tem nada de especial, mais por pura nostalgia e adoro ver as folhas de outono.



49. Philadelphia // Filadélfia (Philadelphia)


Um dos primeiros filmes a tratar abertamente sobre a AIDS, sobre direitos civis e a luta contra o preconceito. É a última cena do filme, pode ser meio spoiler, apesar de não acontecer mais nada de realmente relevante para a história, mas é linda e a música do Neil Young é pura sutileza.




48. Everybody's Talking // Perdidos na Noite (Midnight Cowboy)

Um filme amargo sobre um rapaz ingênuo do interior que vai pra NY querendo ser gigolô. Pela sinopse, ninguém imaginaria um filme vencedor do Oscar, mas é um grande filme. Dizem que traz uma mensagem subliminar gay, mas eu não percebi. A música é logo na primeira cena, e é icônica até hoje.




47. Living Inside My Heart // Sobre Ontem À Noite... (About Last Night...)

Outros desses momentos que só são mesmo “importantes” pra mim. Adoro, acho lindo, poético, assim como o filme. A voz do Bob Seger é revigorante. E a dupla protagonista (Demi Moore e Rob Lowe) até hoje se mantém linda e ativa no mercado.




46. Welcome To The 60's // Hairspray


Pra mim é o ponto auge do filme. A música mais pegajosa, e, junto com a cena da passeata da Queen Latifah, a que mais resume o enredo. O filme consegue manter esse ritmo durante toda a projeção. Eis seu trunfo.




45. Year Of The Cat // Correndo Com Tesouras (Running With Scissors)

Aqui nos EUA o pessoal não gosta muito do filme. Dizem que o livro é bem superior. Eu nunca li. E também não vou mentir que não vou ler... E adoro o filme. E essa é a melhor cena dele, ao som de Al Stewart.




44. I’ve Had The Time of My Life // Dirty Dancing - Ritmo Quente (Dirty -----Dancing)

Clássico dos pseudo-clássicos, reina soberano na Sessão da tarde. A música tema já virou hino faz tempo. Brega da primeira à última nota, e do primeiro ao último frame, mas empolgante.



43. I Love To Boogie // Billy Elliot

É difícil de dizer o que Billy Elliot tem de melhor. Tudo funciona, tudo é perfeito. A trilha sonora é um primor, como esses clássicos pop dos anos 70/80. E essa canção do T-Rex é um dos momentos que nos fazem pelo menos bater o pezinho durante o filme. A parte que mais gosto é da avó fazendo as poses, a bichinha...




42. Never // Footloose - Ritmo Louco (Footloose)


Footloose é um dos meus muitos “guilty pleasures”. O filme se sustenta mais por conseguir criar boas cenas musicais, que nos deixam esperando pela próxima, o que compensa o restante que é bem mediano. Essa cena é uma das primeiras coisas que me vem a mente sobre o filme, apesar de não ser nem de longe uma das músicas mais conhecidas da trilha sonora. Adoro especialmente o trecho do refrão, entre 1:22 e 1:29.




41. Save Me // Magnólia (Magnolia)

Depressão, teu nome é Magnólia. A música da Aimee Mann toca na cena final, mas não é exatamente um spoiler. É só um retrato da situação, mas nada de fato acontece na cena, a música fala por si só.


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