quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Seção CINEMA // Crítica Coincidências do Amor

Trocando as Bolas

Coincidências do Amor // The Switch


Nota: 8,0


Filmado quase ao mesmo tempo em que O Plano B, e com um tema praticamente idêntico, mas que aparentemente ambos tem tons bem diferentes. Enquanto o filme da outra Jennifer, a Lopez, é desde o trailer uma pura comédia, sem grandes aspirações de ser levado a sério, o filme da Jennifer daqui, a Aniston, tem um trailer mais intrigante, mas um cartaz bem senso-comum às comédias brandas. A direção de Will Speck e Josh Gordon, os dois (ir)responsáveis por Escorregando Pela Glória, não me dava grande esperanças, mas é importante sempre dar uma segunda chance aos profissionais. A maioria dos grandes começou fazendo umas tolices mesmo.

Enfim, a história é sobre Kassie (Jennifer Aniston) que mesmo sob as objeções do seu melhor amigo neurótico (Jason Bateman) decide recorrer à inseminação artificial para engravidar, com um doador de esperma, temendo passar do período fértil sem encontrar o parceiro correto para ela. Aparentemete ele sempre teve sentimentos por ela, mas não convence muito pelo que se vê na projeção, e segundo o melhor amigo dele (Jeff Goldblum), ele perdeu a chance dele, já que ela já o estabeleceu como amigo.

Então ela escolhe o seu doador (Patrick Wilson), e convencida por uma amiga (Juliette Lewis), ela faz uma festa para a fertilização. Sério, quem faz isso? Coisa degradante. Quem tem uma amiga dessa não precisa de detratores... Só que transtornado de tão bêbado, o Jason acaba entrando no banheiro e acha o pote com o 'material' doado pelo Patrick, e acidentalmente derrama tudo de ralo abaixo. E agora? Quem poderá nos ajudar?

O Jason, que é ator desde criança, mas é mais famoso pelo seriado Arrested Development, faz um Woody Allen bonito. As mesmas neuroses, a hipocondria, e tudo mais que o Woody tem em todo filme em que atua. Deve ser por isso que o personagem se chama Wally. Uma homenagem. Se bem que o Woody é bem mais falastrão e irritante, o que o torna mais chato de se agüentar. Um dos motivos para que os meus filmes favoritos do Woody são os que ele não aparece.

A Jennifer faz o mesmo papel de sempre, mas numa circunstância diferente. Assim como em Amor Por Acaso, aquele filme em que ela faz par com o Aaron Eckhart, e esse filme peca no mesmo ponto que o retratado neste texto. Um tema interessante, mas que a forma abordada prima pela superficialidade. Acho que os estúdios temem o retorno financeiro e no terço final fazem as escolhas mais óbvias, caindo no puro clichê, transformando a história numa comédia romântica, quando poderia ter uma profundidade bem mais interessante. O próprio título nacional, mais uma vez lamentável, expõe isso. Tanto que eu nomeei minha crítica (como – quase – sempre, com outro nome de filme) pra equiparar o nível.

Um comentário:

  1. Eu adorei esse filme! Ri demais no cinema... mas pra mim ela sempre faz o mesmo papel, não vejo diferença! Parece Rachel kkkkk

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