segunda-feira, 14 de junho de 2010

Seção CINEMA // Crítica Novidades No Amor


Panela Velha É Que Faz Comida Boa


Novidades no Amor // The Rebound

Nota: 8,5


Depois de séculos, voltei a escrever pra cá. A pós não me permitia ver filmes, quanto mais escrever sobre eles. Agora já estou de férias, e pude tirar o atraso. Começando com filmes leves, claro. Alguns repetidos, que sempre valem a pena rever, e, claro, algumas novidades. Entre elas estava esse filme do Bart Freundlich, marido da Julianne Moore, diretor e roteirista americano conhecido por filmes como Totalmente Apaixonados, O Mito das Digitais e Cidadão do Mundo. Não vi nenhum deles...

Bom, a história é sobre a Catherine Zeta Jones (que acabou de ganhar o Tony por A Little Night Music), uma dona de casa que descobre que seu marido a trai com uma amiga. Ela se divorcia e se muda pra NY. Lá ela aluga um ap que fica sobre uma cafeteria e ocasionalmente contrata o Justin Bartha, um dos empregados da cafeteria, como “baby sitter” dos seus filhos, e pouco a pouco vai se envolvendo com ele. Ele é um rapaz de 24 anos, recém-formado, que não sabe bem o que fazer. Recusa diversas ofertas de trabalho enquanto trabalha numa cafeteria e tenta achar um eixo na vida, enquanto sua mãe judia vive pegando no seu pé.

É legal ver um filme onde as divas de Hollywood realmente assumem sua real idade. A Catherine interpreta uma mulher de 40 anos, que é a idade atual dela. Se bem que ela é linda, não tem uma ruga, e poderia fazer uma de 30 da mesma forma. Mas já pelo outro lado, o Justin faz um rapaz de 24 anos. Eu tenho 24 anos e pareço no mínimo 10 anos mais novo do que ele. Na verdade ele já tem seus 30 e poucos e namora com a Ashley Olsen. Visualize a estranheza desse casal...

Além disso, é uma comédia sem aquelas piadas e situações irreais que a gente já viu em inúmeros outros filmes, e que arrancam risadas preguiçosas da platéia. A história soa verdadeira e honesta, sensação que só as comédias românticas britânicas normalmente conseguem me passar.

Apesar de ser bem feito, ter bom ritmo, bom elenco (quem tem ainda a lenda do rock do anos 60/70 Art Garfunkel como o pai do Justin) aparentemente o filme não fez sucesso, e muita gente nunca ouviu falar dele. Mas quem viu gostou. O problema é atrair o público. As piadas preguiçosas normalmente fazem mais sucesso mesmo. E, como sempre, o título nacional é um horror.

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