sábado, 3 de abril de 2010

Seção CINEMA // Crítica Alice no País das Maravilhas

Alice Não Mora Mais Aqui

Alice No País das Maravilhas // Alice in Wonderland

Nota: 8,0


Demorei quase um mês pra escrever esse texto! É a falta de tempo. A pós me enlouquecendo cada dia mais. Será que eu ainda lembro alguma coisa do filme? Vamos ver... Comecemos com o óbvio, é um filme do Tim Burton, em 3D, com Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway e a, até então desco-nhecida, Mia Wasikowska (ou alguma coisa do tipo...). E a história todo mundo conhece. Quer dizer, creio eu. Pra quem não sabe, Alice é um conto de Lewis Carroll de uma menina (a Alice) que persegue um coelho cai numa toca e vai parar no País das Maravilhas. Mas esse daqui é um pouquinho diferente.

Na verdade aqui é uma seqüência da primeira história. Alice não é mais uma criança, já é uma jovem mulher (com cara de drogada...) que está prestes a noivar com um homem de quem ela não gosta. Aí ela vê o coelho apressado e novamente cai no país das maravilhas.

O filme foi superestimado. Verdade absoluta. A culpa disso é boa parte da divulgação excessiva, que lançou diversas imagens (lindas, deslumbrantes) do filme e atraiu público, evidentemente. Tanto que no fim de semana de estréia, o filme faturou mais que Avatar em sua primeira semana. Mas o roteiro não ajuda. Visualmente, é esplendoroso, lindo, cenários perfeitos, figurinos muito bonitos, mas a história é só mediana.

Johnny Depp está bem, mas não inovou nesse novo papel. Ficou aquela coisa “Pirata do Caribe na Fábrica de Chocolate” de sempre. Helena está bem, caricata como o papel exige e deve ser, e Anne Hathaway é pra mim a figura mais interessante do filme, talvez por ser o papel que menos se fala a respeito quando se aborda a obra. Foi a única sensação de novidade ali. Mas o personagem mais carismático é uma animação, o gato. A ratinha valente também cativa dentro das suas limitações.

Em sua defesa, Tim Burton disse que foi contratado pela Disney, que o entregou o roteiro e disse: faça em 3D. E foi o que ele fez. Até que tirou uns 200ml de leite desse pedregulho de roteiro. Aquelas cenas de dança, que devem ser homenagens ao Michael Jackson, não tem razão nem motivo para existirem...

Quando eu soube que o Tim Burton iria fazer o filme, pensei: lá vem coisa bizarra daí. E não foi o que aconteceu. Eu sempre tive idéias bem interessantes do que se poderia fazer com essa história, mas prefiro não externá-las agora. Vai que daqui a 20 anos eu vire cineasta e possa colocar a idéia em prática? Melhor não entregar o ouro. Vendo pelo lado positivo, pelo menos o filme foge do status quo da Disney da donzela indefesa. É um dos raros momentos feministas do estúdio, onde a heroína é de fato uma heroína. Ana Maria Bahiana disse que transformaram Alice em Mulan. E foi mais ou menos isso mesmo.

Um comentário:

  1. Pois é, eu sai meio sem saber o que pensar do filme. Na verdade, fiquei num dilema, pois, no fundo, não achei o filme nada demais, só que fiquei sem saber o que pensar. Das duas, uma: ou eu não peguei o espírito do filme, ou ele não foi mesmo tudo o que diziam que ia ser (e nem foi tudo o que eu esperava de uma parceria do tim burton com o johnny depp).

    Espero que seja melhor da próxima vez!
    he he he
    bjuuu

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