quinta-feira, 4 de março de 2010

Seção CINEMA // Críticas diversas - parte 3

Tarde Demais Para Esquecer

Simplesmente Complicado // It's Complicated

Nota: 8,0

Hmm... Mais uma comédia romântica. Pra “melhor idade”. Ou meia-idade. Ou qualquer uma delas que vier primeiro. Whatever.... Mas é um filme decente. É engraçadinho, e tem a Meryl Streep. E o Alec Baldwin. Engraçado como o Alec evoluiu de um ator bonitão e canastrão pra um gordo engraçado. E atraente para o público alvo do filme. O filme tem também o chato do Steve Martin. Lógico que vai ter alguma piada deles dois com a Meryl no Oscar, que diga-se de passagem, eu prevejo ser desastroso. Depois do auge com o Hugh ano passado, o Oscar fez uma série de mudanças pra cerimônia desse ano que soam tenebrosas. Agora é só aguardar pra ver.

Enfim, voltando ao filme, ele é sobre uma mulher divorciada, que leva anos pra superar a traição do ex-marido e o divórcio, e começa a se relacionar com o arquiteto que tá fazendo a reforma da sua casa. Só que o ex-marido volta a se interessar por ela, e ela acaba cedendo, pro poder ter situações ridículas pro pessoal rir. Senão não seria uma comédia. Se você for mulher, de qualquer idade, ou um homem, acima dos 40 anos, você provavelmente vai gostar do filme.



Sem Destino

Coração Louco // Crazy Heart

Nota: 8,0

Esse filme é uma cruza de Johnny & June com O Lutador. Na verdade bem mais parecido com O Lutador, só que numa versão country. Tudo na história lembra o outro filme. O protagonista é um cantor decadente, cheio de vícios, à beira da auto-destruição, porém muito carismático, tem um filho com quem não tem contato, que se apaixona por uma mulher mais jovem que cuida sozinha de um filho pequeno, um acidente acontece na sua vida, entre diversos outros pontos em comum. Pode-se dizer que o roteiro não é dos mais criativos ou inovadores. A semelhança com Johnny & June ficam por ambas as histórias serem sobre cantores countries que lutam contra seus vícios, o cara também lembra um pouco o Johnny Cash feito pelo Joaquim Phoenix, e a trilha sonora country que toca durante o filme inteiro.

E assim como Mickey Rourke ano passado, o Jeff Bridges vem forte nas premiações esse ano. Só que há uma diferença significativa: o Jeff é uma pessoa totalmente diferente do seu personagem, além de ser muito melhor ator que o Mickey. Jeff também é um ator veterano, que logo no seu primeiro filme, A Última Sessão de Cinema, aos 21 anos, foi indicado ao seu primeiro Oscar. De lá pra cá colecionou sucessos, é muito bem quisto por Hollywood (ao contrário do Mickey, provavelmente a principal razão por ter perdido o Oscar ano passado), foi indicado mais três vezes ao prêmio, e agora, aos 60 anos ele tem a sua chance de levar o seu, e a Academia não deve deixar a oportunidade passar, já que pode ser a última, mesmo o Colin Firth sendo superior. Mas mesmo assim não é um resultado injusto. Longe de ser um Roberto Benigni ser preferido entre Edward Norton, Ian McKellen e Tom Hanks.

O filme ainda tem mais outras indicações. Melhor atriz coadjuvante pra Maggie Gyllenhaal, que foi uma das pouquíssimas surpresas da lista de indicados da Academia, mas mereceu a indicação, sim. Apesar de Julianne Moore ser melhor atriz, o papel é muito pequeno, e a Maggie tem bons momentos na história. Talvez a Diane Kruger em Bastardos Inglórios merecesse mais. Mas nenhuma das três na lista teria chance de vencer mesmo... E a outra indicação é de melhor canção original, que assim como o Jeff, também é favorita. A importância da canção para o filme, é como a canção do Springsteen é para O Lutador, mas a apesar de ter vencido vários prêmios, a Academia ignorou. Preferiram o circo indiano. Enfim, é uma canção bonita, a letra é boa, agradável de escutar, mas eu confesso que só acho essa melhor que a canção francesa. O elenco também conta com o Colin Farrell, que poderia ser melhor aproveitado, e o Robert Duvall.

4 comentários:

  1. Também não faço muito caso de ouvir a desastrosa piadinha entre Steve e Alec sobre a Meryl - machismo à vista. Aliás, ainda não me recuperei de eles não terem chamado a Tina Fey, que está anos luz à frente em termos de humor, é engraçada, tá na moda e é muito mais inteligente. Podem até dizer que é birrinha por ela ser da TV, mas já chamaram a Ellen, então, acho que é pq ela é girl mesmo. Smart girl with glasses.
    O Jeff acho que vai ganhar pq a academia tem essa coisa de achar que é royalty, que está concendendo título de lord e lady pra os vencedores, etc., e o cara é da Dinastia de cinema, né. Filho, irmão de atores. Queridinho e etc. Deve levar.

    Agora, o ápice de sua crítica foi: "Engraçado como o Alec evoluiu de um ator bonitão e canastrão pra um gordo engraçado". Euri. Fiquei pensando se eu evolui de [insira adjetivo] para uma gorda [insira adjetivo]. Huahuahau. Ninguém melhora pq fica gordo, minks. Mas, admito, ficou muito engraçado. Beijos!

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  2. Parabéns pelo estilo e proposta do blog, sou também cinefilo!

    nao vi este filme ainda, em breve, já que adoro a Streep.

    abraço e sigo aqui!

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  3. Tou louca pra assistir esse "simplesmente complicado". Já está passando aqui.
    Por sinal, Hoje é inaugurado o primeiro cinema multiplex aqui de Maceió, lá no Pátio Shopping.

    Outra coisa, Fefu, Mude aí o link do meu blog. Agora ele é http://milamadeira.blogspot.com/
    Antes era milocamadeira.

    Mude aí viu!
    bjão

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  4. Ah, Dai, eu não disse que ele melhorou por ficar gordo. Só disse que o tempo passou, a imagem dele mudou, e o talento floresceu, principalmente o cômico, que antes ele não usava. Tipo o William Shatner.

    Cristiano, obrigado!

    Podeixar, Mila...

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