sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Seção CINEMA // Críticas diversas - parte 1

Tenho andado sem tempo, então resolvi fazer textos breves sobre os filmes que tenho visto, e que estão em evidência no momento. Isso até me facilitou pra poder sobre esses 3 primeiros filmes, que eu não gostei e nem tinha muita inspiração pra escrever. Daqui a alguns dias posto mais outros que eu já tenho escrito aqui.



Sem Novidade No Fronte

Guerra ao Terror // The Hurt Locker

Nota: 5,0

Nossa Senhora do Tédio abençoou esse filme... Vou te contar! Tô até agora tentando entender o porquê de tanto auê em torno dele. A direção é da Kathryn Bigelow, a ex do Prof. Raimundo, digo, James Cameron, e ganhou diversos prêmios, entre eles o do sindicato dos produtores, dos diretores e o prêmio dos críticos. Forte candidato ao Oscar, só perdeu o Globo de Ouro até agora. Quem levou no caso foi Avatar, que é do prof. Raimundo. Uma disputa particular do casalzinho. Kathryn tem levado a melhor até então. Mas nada consegue me explicar tais façanhas. Se bem que se dependesse de mim, os dois iriam ficar chupando o dedo. Tarantino forever!

História não tem. Só mostram vários episódios de um esquadrão bombas desarmando ... bombas. No Iraque. Um ou outro morre de vez em quando. Mas morrem mais iraquianos, pode ter certeza... Muito raramente aparecem alguns breves flashbacks (ou flashforwards) das vidas desses soldados fora da guerra. E é isso. Vai do nada à coisa nenhuma. O protagonista, Jeremy Renner, também foi indicado ao Oscar de melhor ator.

O filme já começa dizendo que a guerra é uma droga. Ponto pra ele. Mas o filme só parte do pressuposto que a guerra é uma droga porque afeta às famílias americanas. Desestabiliza emocionalmente os soldados, que nunca voltam os mesmos pra suas casas e tal. Mas como o filme também só vê o ponto de vista americano, os iraquianos, que são os “homens maus”, são mais elementos que só servem pra trazer mais dor e sofrimento a essas famílias, pobrezinhas... Enfim, não gostei, não verei novamente. Filmes de guerra? Prefira sempre Nascido em 4 de Julho ou Platoon. Ou Hair.



Monstros S.A.

Distrito 9 // District 9

Nota: 5,0

Filme sul-africano produzido pelo Peter Jackson, que foi sucesso de público e crítica, e acabou caindo no gosto das premiações, mesmo sem levar nada. O filme é sobre ETs que chegam à África do Sul e estão tão fracos e desnutridos que são socorridos pelos humanos. Mas eles não têm como voltar, ou pra onde ir e são alojados e em uma periferia pobre de Johanesburgo. Após de mais de 20 anos lá, eles foram totalmente marginalizados, vivendo na violência como qualquer favela de cidades grandes, e então as autoridades sul africanas resolvem desalojá-los de lá e mandá-los para outro lugar. Lógico que essa não é uma tarefa fácil.

O filme começa com formato de um documentário, depois vira ficção científica e, por fim, guerra e ação. Talvez seja o pior defeito dele. Ou virtude, sabe-se lá... Não foi um filme feito pensando em mim (ou pessoas como eu) anyway... O filme já perde metade do apelo pra mim porque eu mal posso olhar pra tela. Os bichos são asquerosos, e o protagonista começa até a ter o seu momento “A Mosca”, passando por metamorfose e arrancando as unhas, entre outras monstruosidades. É repulsivo. Eu tinha feito pipoca pra ver o filme e não consegui comer.

Tudo bem que é uma metáfora para o tratamento dos negros na África do Sul, à Apartheid, até ao holocausto (de uma certa forma) e tal, mas precisava ser desagradável desse tanto? Já deu pra perceber que ET não é comigo mesmo. Os smurfs gigantes de Avatar me incomodam por serem humanizados demais, e os daqui pelo oposto. Mas o filme também despertou diversas críticas devido a preconceitos que ele supostamente expressa e tal. Não tive cabeça pra refletir tanto assim...



O Bobo da Corte

Um Homem Sério // A Serious Man

Nota: 5,0

Só ganhou essa nota por causa das duas primeiras cenas. Os irmãos Coen têm muitos altos e baixos pra mim. Apesar de Onde os Fracos Não Têm Vez ter ganho o Oscar, eu não gosto, acho chato, arrastado, e muito inferior ao Grande Lebowski, Queime Depois de Ler e, principalmente, Fargo. Classificaram o filme como comédia mas se você espera dar alguma gargalhada, pode tirar seu cavalinho da chuva. Eu pelo menos não ri em nenhum momento. Minto. Ri na primeira cena. Mas ela não condiz com o resto do filme. Só serve para ilustrar (de uma forma que o público comum com certeza não vai conseguir nunca entender) o que estar por vir.

A primeira cena é uma anedota polonesa sobre um casal judeu que está pra receber a visita de uma pessoa que já morreu. Será que ele é ou não é um dybukk (fantasma mal intencionado)? Depois Grace Slick, do Jefferson Airplane, dá um tabefe nos nossos ouvidos e vemos uma luz no fim do túnel, que na verdade é um ouvido, e a voz Grace da Grace vem de um fone de ouvido (quanta repetição dessa palavra numa frase só!), de um menino judeu totalmente desinteressado na aula de hebraico que está presente. Mas o protagonista na verdade é seu pai, que é atingido por uma bola de neve de problemas que só o levam à exaustão e ao limite da saúde mental.

Mas na boa, odeio filme com final aberto. Digo, finais abertos e abruptos. Há bons finais abertos. Mas aqui, depois que o filme nos animou por duas cenas, e em seguida nos matou de tédio por quase duas horas, eles apresentam uns 3 ou 4 problemas importantes, mas não resolvem nenhum. Fica só a tela preta e Jefferson Airplane pra você interpretar como quiser. Eu tenho a minha, mas tenho certeza absoluta que não é a dos diretores. Não seria muito melhor ter filmado os 10-15 minutos que faltaram? Ou será que faltou verba? Indicação pra Melhor filme? Piada...

3 comentários:

  1. Eu gostei de "Um homem serio". Achei super cult! Um Woody Allen às avessas.

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  2. Cult eu também achei... Mas cult não necessariamente significa ser bom. Achei preguiçoso levantar hipóteses e não criar soluções.

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  3. Oi, minks, eu vi distrito nove, achei o filme chatoooooooooo, mas interessante a discussão que ele desenvolve sobre racismo - muito mais sofisticada que em Avatar, por exemplo.
    Os outros dois são do tipo que não me levam ao cinema nem à locadora.
    besos!

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