segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica A Verdade Nua e Crua

O Chauvinista e a Puritana

A Verdade Nua e Crua // The Ugly Truth


Nota: 5,5


Como eu já tinha dito, comédias românticas normalmente são boas pra não se pensar demais. Desligar o cérebro e relaxar. Mas pensando por outro lado, elas normalmente carregam consigo uma carga pesada de valores tão retrógrados, ultrapassados, que eu até me pergunto qual a razão deles ainda existirem, e fica difícil só relaxar e deixar levar. Foi assim com A Proposta, e não foi diferente com esse aqui também. Gosto muito da Katherine Heigl, adoro seu trabalho desde que comecei a ver Grey’s Anatomy, onde ela é uma das minhas personagens favoritas, e também em Ligeiramente Grávidos e Vestida pra Casar, e o Gerard Butler me chamou atenção desde que vi Querido Frankie, mas ele não fez nenhum filme que realmente me agradasse desde então.

A história é sobre a Katherine, uma produtora de TV, em busca do amor. É o que todas buscam nesses filmes não? Ela produz um telejornal matinal que vem caindo na audiência. Então seus chefes resolvem contratar o Gerard, um apresentador de um programa noturno chamado A Verdade Nua e Crua (ou A verdade Feia, como seria a tradução ao pé da letra do inglês) que fala sobre relacionamentos, pra fazer comentários no jornal... sobre relacionamentos. O problema é que o seu tom machista, misoginia e objetificação da figura feminina nos seus comentários desagradam e muito a Katherine.

Nesse primeiro momento que ele entra no ar, a cena é ridícula. Ele causa uma briga entre os dois âncoras do telejornal, que são casados, diga-se de passagem. Enquanto ele insiste que o papel da mulher é simplesmente fazer o homem despertar os seus instintos mais primitivos, como diria Roberto Jefferson, ela jamais pode emasculá-lo, inibir o macho viril que reside dentro dele, a Katherine esperneia nos bastidores porque disseram “ereção” no ar. Não conseguiria decifrar quem é o mais pré-histórico dos dois, apesar dos antagonismos.

No meio das briguinhas dos dois, ela diz que só queria um homem ideal. Ele a desafia a encontrá-lo, e eis que surge o seu vizinho, nu com a mão no bolso, num primeiro momento, pra não perder o ibope. Mas ele é um médico, em forma, fino, educado, gentil, ouve música clássica, faz passeios românticos, e gosta de cachorros, mas ama gatos. Ou seja... Um gay. Mas não é... Esse ser perfeito, acima do bem e do mal, é feito pelo Eric Winter, que eu "conheci" fazendo o irmão do Rob Lowe em Brothers and Sisters. Ele era o ministro evangélico gay, que tem um relacionamento com o filho da Sally Field. Existe coisa mais hipócrita e contraditória do que ser um missionário religioso gay? Enfim, ela então inicia um flerte com ele, mas não faz a mínima idéia de como laçá-lo de vez, e adivinha quem a ajuda nessa jornada?

Aí a história segue aquela linha manjada de Hitch – Conselheiro Amoroso ou Amigos, Amigos, Mulheres A Parte, duas preciosidades cinematográficas... O Gerard ensina, e ela pratica. Tudo para agradar o seu homem. Só faltou ele ensiná-la a cozinhar, lavar e passar. Mas como o Eric é coadjuvante na história, só há uma foto de divulgação dele no filme (ver acima), sem contar a foto da bunda, e também não aparece em nenhum dos cartazes do filme, a gente nem precisa adivinhar como será o fim dessa novela.

Mas agora vem o spoiler, que eu não poderia deixar passar em branco no comentário, por favor, não leiam se quiserem ver o filme. Ou leiam... No fim das contas, apesar de ela reconhecer que ela não foi autêntica em nenhum momento com o cara, e que ele não a conhece, ela troca o bonitão perfeito pelo bonitão machista, porque a verdade nua e crua é que a mulher tem que fazer tudo pra agradar o homem, mas ele pode muito bem ser aceito do jeito que ele é. Se isso não for discriminação, eu não saberia definir o que seja. E ainda vem a Miss Venezuela (atualmente Universo) dizer que as mulheres conquistaram o mesmo espaço dos homens. Santa ignorância, Batman...

domingo, 30 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Julie & Julia

Gente Como a Gente

Julie & Julia

Nota: 9,0

É a segunda vez que eu vou pro cinema desde que eu me mudei, e fiquei na dúvida entre o novo do Tarantino e Julie & Julia. Inglorious Bastards não tem recebido boas críticas e eu também já tô saturado de filmes de guerra, então resolvi ver o novo da Meryl e da Amy Adams. É a segunda vez que elas trabalham juntas. O outro filme foi Dúvida, que é excelente, mas nesse novo elas não contracenam juntas. O filme é da Norah Ephron, que é mais conhecida como roteirista. Ela já foi indicada ao Oscar por Silkwood, Harry e Sally e Sintonia de Amor. Gosto muito dos três. Outro “sucesso” dela foi a versão recente de A Feiticeira, com a Nicole Kidman. Esse a gente deixa passar.

Bom, além da Meryl e da Amy, o que me fez ver o filme é o tema principal, que é a gastronomia. A história é sobre Julie Powell, a Amy Adams, uma jovem escritora que não consegue publicar seu livro e trabalha num cubículo de uma companhia de seguros, que ela detesta. Ela é responsável por atender os telefonemas de atendimento ao consumidor, um trabalho que qualquer ser humano deve detestar. É chato tanto para os consumidores que ligam, quanto para o pessoal que atende, e normalmente agüentam todo o mau humor e frustração dos clientes. Enfim... Tentando fugir do seu desespero, ela resolve criar um blog sobre algo que ela adora. Cozinhar. Mas ela precisa de um tema mais específico (cozinhar é muito abrangente), uma meta e de um prazo, senão ela nunca o terminará. Nossa, lembrou quando eu fazia monografia de final de curso.

Ela decide então fazer todas as receitas de seu livro de culinária favorito, da sua cozinheira favorita, a Julia Child, em um ano e escrever todo o processo para o blog. Enquanto isso a gente também acompanha como foi o caminho percorrido pela Julia Child, a Meryl Streep, uma esposa de um diplomata americano em Paris (feito pelo Stanley Tucci, que fez O Diabo Vestre Prada com a Meryl, e os dois têm uma química perfeita), que não sabia com o que se ocupar. Então ela resolveu fazer um curso de chef de cozinha e se tornar uma professora de culinária. A fórmula do filme é bem parecida com As Horas, também com a Meryl, mas o enfoque é completamente diferente, como não podia deixar de ser. Enquanto um é denso e trágico, o outro é leve, divertido, apesar de também ter sua carga dramática. E o roteiro vai compartilhando conosco as similaridades entre ambas as histórias.

As duas histórias são ótimas. Como elas são intercaladas, uma começa a se desenvolver, depois é interrompida e recomeça a outra. Isso me irritava um pouco no início porque a gente fica curioso pra saber como vai ser o desenrolar da história, mas uma é tão interessante quanto a outra. A Meryl no início me pareceu um tanto exagerada, até eu me acostumar com o jeito Julia de ser. Julia Child era uma figura muito peculiar, extravagante. Eu não a conhecia, ela é tipo uma Ofélia americana, mas sua forma de expressar ao falar ou rir são bem pitorescas, e copiá-la fica a um passo do caricato. Pano pra manga pra sátiras, como o Dan Aykroyd fazia no Saturday Night Live. Pena não ter vídeo disso no youtube...

Eu falei um pouco disso no texto sobre Little Ashes. O Robert Pattinson não conseguiu fazer um Dali, mas a Meryl conseguiu fazer uma Julia. Claro que há diferenças entre os dois. Meryl tá aí desde os anos 70, e tem um talento inquestionável. O Robert tá aí há alguns dias, e tem um talento duvidoso... Eu sou cruel, eu sei... A Meryl faz uma Julia alegre e extremamente bem humorada. Talvez até mais interessante do que a verdadeira Julia. Visto a predisposição da Academia a premiar interpretações de personagens reais, é bem capaz da Meryl levar seu terceiro Oscar ano que vem. A Amy faz uma Julie adorável, meiga, e insegura. E entre as duas histórias, a da Amy me conquistou mais.

Assim como as duas, eu também cozinho, com outras finalidades, claro. Julia fez disso sua vida, Julie, uma terapia. Julie cozinhava principalmente por prazer. Apesar de não fazer trabalho burocrático em um cubículo, ou de agüentar mau-humor de clientes, quando eu trabalhava eu normalmente cozinhava a noite quando voltava pra casa. E sempre levava alguma coisa pro trabalho no dia seguinte. Normalmente doces, sobremesas em geral. E enquanto Julie fazia as receitas, vez por outra algo dava errado, como quando ela dormiu e esqueceu carne no forno, ou o frango recheado cai no chão e derrama tudo. Assim acontece comigo às vezes. Ontem eu tentei assar um pão de forma e ele grudou na panela e destruiu meu sanduíche quando eu tentei desgrudar. Isso nunca tinha acontecido comigo. Fiquei com tanto ódio que sacudi a porcaria toda no lixo.

Em outra receita ela tem que matar umas lagostas, situação que a não deixa nem um pouco confortável. Eu também não iria gostar nem um pouco. Ainda bem que a maioria das coisas que eu cozinho já vêm mortas. Que frase horrível... Eu nunca teria coragem de matar um bicho. Quando eu morava com meus pais, minha mãe matava galinhas pra cozinhar. Eu até hoje acredito que ela tem algum prazer sádico em fazer isso, porque ela não demonstra nenhum tipo de culpa. “Se fosse o contrário, ela também faria o mesmo”, ela dizia. Argumento odiado pelos defensores dos animais. Eu sempre saía de perto. Morria de pena deles. Eu também adoro animais, e termino me afeiçoando. Até por galinhas, que eu acabo tratando igual a cachorro ou gato. Lógico que no início eles não reagem igualmente, mas alguns minutos depois, eles respondem ao carinho da mesma forma. Uma galinha acaba dormindo no nosso colo quando a gente faz carinho. É interessante.

Já pararam pra pensar que os animais que a gente mata “com prazer” são os que a gente não come? Tipo rato, barata, mosca, formiga, escorpião, entre outros seres igualmente asquerosos ou repulsivos. Na China eles comem. Fazem até espetinhos dessas “iguarias”. Mas com certeza eles não devem matá-los como nós. Não me pergunte como é porque eu também não faço idéia. Uma barata esmagada é impossível de se colocar num espetinho. Um bicho morto com veneno, não seria muito saudável. Enfim, não sei como eles fazem. Acho que é bom mudar de assunto...

Deu pra notar que houve uma identificação grande com o filme. Citei algumas histórias pessoais parecidas sobre cada trecho do filme, que não fosse exatamente um spoiler. Eu poderia continuar, mas o texto já tá bem longo. Acho que o mais longo sobre um único filme que eu já escrevi aqui. E também não queria entregar mais da história. Acima de tudo, o filme me mostrou que há muitas coisas que ainda eu gostaria de fazer, tipo continuar as aulas de música, tentar outros instrumentos, fazer artes manuais, estudar mais idiomas, ter aulas de geopolítica, que eu adorava e parei desde que saí do segundo grau, entre diversas outras coisas. Acho que eu deveria fazer um curso de culinária algum dia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Pequeno Buda

O Evangelho Segundo Bertolucci

Pequeno Buda // Little Buddha

Nota: 5,0

Esse filme tem um tempão já. Eu tinha visto quando pirralho, nunca vi de novo. Revi na TV esses dias e resolvi escrever sobre ele. Bom, é um filme do Bertolucci, que eu considero um dos diretores mais superestimados da indústria. Eu sinceramente já vi vários filmes dele e não gostei de nenhum! O Último Tango em Paris é um saco. O Último Imperador é aquele bando de chinês falando inglês. Até rimou... A parte técnica é irretocável, mas a história é sem sal. A Academia adora premiar histórias assim. Vide O Senhor dos Anéis. 1900 só é lembrado hoje por causa da cena de masturbação do DeNiro e do Depardieu. Os Sonhadores, seu último filme, é pura putaria sem propósito. Sempre quis ver Beleza Roubada, mas nunca tive oportunidade. Ou sempre preferi alugar outros a ele. Em resumos, não nutro grande simpatias a obra dele.

O principal motivo por eu ter revisto foi uma amiga ter me dito que esse era seu filme favorito. Aí a curiosidade me moveu. Bom, a história é sobre uma família de Seattle que é abordada por monges budistas que afirmam que seu filho possa ser a reencarnação de Buda. Aí qualquer pessoa ocidental normal daria uma bela de uma gargalhada, ou sairia à francesa com um tiquinho de medo, mas eles levam a pataquada adiante.

Os pais do menino são feitos pela Bridget Fonda, que é filha do Peter, sobrinha da Jane e neta do Henry (se você não sabe quem é a família Fonda, morra e reencarne com um pingo de vergonha na cara), e que eu gosto muito desde A Assassina, Jackie Brown, Escândalo e Vida de Solteiro. Ela se casou com o Danny Elfman, que era da banda Oingo Boingo e hoje virou compositor de trilhas de filmes. Desde então ela se aposentou da indústria. Uma pena. O pai é o Chris Isaak. O Chris é um cantor conhecido por Wicked Game, aquela música de motel que ele desmunheca a vontade, e de vez em quando faz umas pontas em filmes.

Os monges então dizem que precisam levar o menino para o Butão para averiguar se ele é de fato a reencarnação da divindade. Enquanto isso, ele conta a história de Buda para o menino, e o filme é intercalado com encenações da história de Buda, que é feito pelo Keanu Reeves, numa coisa bem Godspell, parece aqueles desenhos animados que passavam religiosos da vida de Jesus que passavam no SBesTeira domingo de manhã, e no colégio em toda aula de religião.

O filme recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro, de pior revelação para o Chris. Por mais que eu ache a premiação divertida, ela não é exatamente justa, né? Qualquer cantor que bote a cara num filme é gongado. Mariah, Britney e Madonna que o digam. E o Chris nem tá ruim num papel sem grandes nuances, tirando a cena da orelhinha. Tudo bem que em Friends como namorico da Phoebe ele tava bem melhor, mas o pirralho, filho dele, é muito pior ator. Nossa, ele é muito ruim. Tem criança muito melhor que ele por aí na indústria. Pior que o menino, só o Keanu. Cruz credo, Ave Maria! Tenho até medo. Eu acho que ele pensou que pra fazer Buda só precisava emagrecer, e se esqueceu de atuar. Ele ficou magro, uma coisa esquisita, parecendo uma serpente transformista. Fez parecer que Buda era um eunuco! Não dá pra não gongar.

Enfim, não me identifiquei, não curti, não achei o budismo interessante, não consigo levar religião a sério, seja ela qual for e detesto esses processos de evangelização. Ainda mais quando nós, o público, somos vistos pelos olhos de uma criança, e tratados como tal, onde a história tem que ser contada praticamente como desenho animado, mais mastigada do que chiclete, porque senão a gente não entenderia. O filme até suscita uma curiosidade pra saber a solução do mistério que ele propõe, mas o resultado é o pior que se possa esperar. Indecisão me irrita. E Bertolucci continua sendo pra mim um realizador de filmes ruins. Pelo menos ele não propaga discriminação ou a superioridade da raça americana, como outros.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Meu Primo Vinny

Entrando Numa Fria

Meu Primo Vinny // My Cousin Vinny (1992)

Nota: 8,0

Eu vi esse filme movido pela curiosidade. Dizem que a Marisa Tomei ganhar o Oscar por esse filme foi a premiação mais injusta da Academia. Diziam que o Jack Palance leu o nome errado no envelope. Ela não tinha sido indicada a nenhum outro prêmio antes desse Oscar, nem por esse, nem por nenhum outro filme. Mesmo assim eu fiquei muito curioso, por não conseguir imaginar nada que pudesse superar Gwyneth Paltrow e Roberto Benigni. E ambos foram no mesmo ano! E a Marisa ainda foi indicada duas vezes depois, por Entre Quatro Paredes e O Lutador. Nem Gwyneth, nem Roberto foram sequer cogitados pela premiação depois. Então resolvi ver.

Meu Primo Vinny é sobre dois jovens viajantes que são presos no Alabama por um assassinato que não cometeram. Um deles é o Ralph Macchio, o Karatê Kid, já com uns 30 anos e com a eterna cara de 15. Enfim, o Ralph rouba por acaso uma lata de atum, e ao serem presos ele assume a culpa, sem saber de qual crime está sendo acusado. Sem dinheiro, eles precisam de um advogado pra defendê-los, e acabam recorrendo ao primo do Ralph, o Vinny, que é feito pelo Joe Pesci, de Esqueceram de Mim, e vencedor do Oscar por Os Bons Companheiros.

Ele chega à cidade com sua extravagante noiva Mona Lisa, feita pela Marisa, bem aos moldes Sonia Braga. O que eles não sabem, é que ele levou 6 anos pra conseguir a licença para advogar, e não sabe nem o que trajar num tribunal, o que não só os leva ao desespero, mas a sua noiva também, já que ele a prometeu que se casariam após ele vencer sua primeira causa.

O filme é uma comédia que conquistou minha simpatia. Não apela pra piadas chulas, nem preconceituosas. Achei que tem alguns furos, e coisas bem “lugar comum”, como o final, que todo mundo já imagina qual será, mas não sabe ao certo como vai ser. É nesse como vai ser que reside o problema. As coisas acontecem muito de repente, como num passe de mágica, como o patinho feio que vira cisne em comédia romântica, a fim de conquistar o coração do seu amado, que nunca a enxergou antes. Como se alguém só pudesse ser notado pela beleza... Já mudei de assunto!

A Marisa se sai bem, num papel de ítalo-americana espalhafatosa, espetaculosa, naquela coisa bem Sonia Braga em Luar sobre o Parador, meio Viúva Porcina, Rubra Rosa ou Amapola Ferraço. Esses papéis de mulheres excêntricas e de personalidade forte sempre chamam muita atenção para si, apesar de ela ser mais compreensiva do que barraqueira. E nem tem nada de burra. E eu acho esquisito uma mulher dessas ficar noiva de um advogado de porta de cadeia. Ela poderia se casar facilmente com um petroleiro cafona do Texas e viver de madame pro resto da vida.

Conclusão: Discordo da alegação. Gostei do trabalho dela, apesar de achar um tanto “ingênuo e cru”, porque ela era uma atriz inexperiente na época, mas ela é a alma do filme, rouba as cenas do Joe Pesci, o protagonista, que tem a maior parte das deixas cômicas, e ela poderia não ter sido a melhor das cinco indicadas, mas com certeza já vi muita coisa pior ser premiada. Anna Paquin, um ano depois, ganhou só por ser adorável e sapeca. O mesmo pra Tatum O’Neal. Contudo, eu posso dizer que o discurso de agradecimento dela só não foi o pior que eu já vi, porque eu vi (ao vivo ainda por cima...) o da Marion Cotillard, do James Cameron e o do Benigni. Nem incluo a Tatum na lista porque ela tinha uns 10 anos na ocasião.

domingo, 23 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Inimigos Públicos

O Príncipe dos Ladrões

Inimigos Públicos // Public Enemies

Nota: 5,0


A crítica especializada tem elogiado muito esse novo filme do Michel Mann. Eu nem sou muito fã da filmografia dele. Ele fez O Último dos Moicanos, O Informante, Hancock, O Reino, Colateral e Miami Vice. Nada que me atraia. Eu me lembro de ter visto O Informante e gostado muito, mas, se fosse votante, não o teria indicado ao Oscar de Melhor Filme em 2000. Teria trocado fácil por Magnólia, O Talentoso Ripley, Garota Interrompida ou Eleição. O filme ainda tem Johnny Depp e Christian Bale, atores que eu normalmente gosto muito, além da Marion Cotillard, de Piaf e Um Bom Ano e o Giovanni Ribisi, que é o irmão bestão da Phoebe de Firends. Então fui ver com boas expectativas, apesar dos pesares.

A história se passa nos tempos de Depressão, pós a bancarrota de 1929, e é sobre o primeiro bandido número 1 dos EUA, procurado pelo FBI, John Dillinger, feito pelo Johnny Depp, voltando ao seu antigo visual dos tempos de Cry Baby. O filme já começa com ele fugindo da cadeia e formando uma gangue (ou várias) que assalta bancos e liquida quem ficar no seu caminho. Ele é perseguido pelo agente Melvin Purvis, o Christian Bale, bem magro e envelhecido, longe de lembrar o Batman ou o Psicopata Americano. Pelo caminho o Johnny coleciona crimes, desafetos, é capturado pela polícia, foge, mata uns policiais por aí e ainda engata um romance com a Marion.

Achei o filme longo demais e arrastado. Não sei se foi o sono que me deixou impaciente. Talvez fiquei com sono porque o filme é chato mesmo... E o protagonista não é nem um pouco carismático pra nos envolver nos crimes dele. A gente só torce o tempo todo pra ele se dar mal. Acho que filmes como esse tem que ter senso de humor, como Prenda-Me Se For Capaz, senão ele só irrita. As piadinhas muito esporádicas do Johnny não foram suficientes pra me divertir. Filmes com vilões protagonistas normalmente costumam me agradar, tipo O Silêncio dos Inocentes e Psicopata Americano.

O filme também muda de ritmo completamente da metade pro fim e dá pra notar principalmente pela trilha sonora. No começo a música tema era “Ten Million Slaves” do Otis Taylor, que toca no trailer, e dá dinamismo à história. Depois a trilha incidental vira aqueles instrumentais melosos e trágicos de romances tormentosos, acho que devido ao crescimento da Marion na história. Ela ainda solta essa pérola numa cena pra um policial: veio ver o estrago que você fez? Ué, mas ela tem um caso com um verme daquele, que se disfarça de Robin Hood pra tapear a opinião pública, um assaltante, assassino, tudo que não presta, e ainda vem reclamar de estrago? Me poupe...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Amor Sem Fim

De Doido Todo Mundo Tem Um Pouco

Amor Sem Fim // Endless Love (1981)


Nota: 5,5


Endless Love todo mundo conhece. Virou hino de flashback na rádio faz tempo, e toca em casamento, baile de debutante, dia dos namorados, entre outras celebrações. O que pouca gente sabe, é que a música foi escrita pelo Lionel Richie para um filme homônimo, e traduzido ao pé da letra para Amor Sem Fim, e toca em 4 entre 5 cenas do filme, em versões diversas, mas a versão famosa (o dueto do Lionel e da Diana Ross) só é introduzida nos créditos finais. O filme pra mim só prova a obsessão do Franco Zefirelli por romances trágicos entre adolescentes, porque Romeu & Julieta foi feito por ele nos anos 60, e foi polêmico por ser a primeira adaptação da história a ser protagonizada por verdadeiros adolescentes, e também continha as cenas de sexo. A fórmula desse é a mesma, inclusive é também uma adaptação de obra literária.

Bom, a história é com o Martin Hewitt, que sumiu do mapa, e com a Brooke Shields, na época em que ela era paga pra posar de namorada do Michael Jackson, e é sobre um rapaz de 17 anos que é apresentado a uma menina de 15, pelo irmão dela, e começam um romance. Ele vive ao lado dela, e freqüenta a sua casa inclusive, e têm o apoio dos pais dela, que são profissionais liberais, e bem pra-frentex, mas ganham o ciúme do irmão dela, que apresentou o casal, feito pelo James Spader. Mas o apoio do pai acaba quando ele descobre que eles mantêm relações sexuais. Ele também fica ciúmes, e passa a se incomodar também com o relacionamento.

Ou seja, o pai dela era um grande de um hipócrita, liberal de meia tigela. Na verdade ele era um machista e moralista como a sociedade prega que todo mundo deve ser. Ao contrário da mãe, que se projeta no relacionamento dos dois, e vive através da filha uma liberdade que ela nunca teve. Por outro lado ela é passiva também, por apenas discordar das atitudes do marido. Ele os proíbe de se verem, causando revolta nos dois.

Outro fato curioso é que esse foi o primeiro filme do Tom Cruise. Ele faz uma cena só, como um atleta da escola contando que ele incendiou sua casa sem querer, e conseguiu tirar todo mundo de casa, e acabou sendo visto como herói. Movido por essa brilhante idéia, o Martin toca fogo na casa da Brooke e vai salvar a família pra pagar de herói e reconquistar a simpatia deles. Só que inexplicavelmente, ele é desmascarado, porque ele de fato incendiou e foi lá salvar a família toda, mas na cena seguinte ele já está no seu julgamento pelo incêndio criminoso. Ficou meio tosco isso aí. Não se esclareceu como tudo foi descoberto. E ele é condenado a um tratamento psiquiátrico.

Eu sinceramente acho que ele só podia ser louco mesmo. Primeiro que ele foi na onda do Tom, e executou a idéia de jerico. Segundo que mesmo depois de passar dois anos num manicômio, ele ainda queria ir atrás dela. Qualquer pessoa normal, e nos seus 17 anos, teria achado outra pessoa qualquer para se relacionar. A gente conta nos dedos as pessoas que se casam com seus romances da adolescência. Outra conclusão pessoal que tiro do filme, é que a Brooke foi a mulher mais linda a pisar na face da Terra. Foi mesmo, porque hoje em dia ela não é nem sombra do que ela era. Envelheceu muito mal. A Denise Richards se parece mais com ela quando jovem do que ela mesma.

Mas apesar de linda, a Brooke nunca foi lá boa atriz. Ela é fraquinha demais, mas ainda assim é melhor que o Martin, que me lembra um Iran Malfitano mais magro e menos cabeludo. Deve ser por isso que artisticamente o Tom Cruise e o James Spader chamaram mais atenção que eles depois. A Brooke, por ser linda, sempre continuou na mídia, seja como modelo, ou pelos seus seriados fraquinhos de TV e os seus filmes, em que ela só precisava enfeitar a tela, tipo A Lagoa Azul e Suddenly Susan. Agora ela faz Lipstick Jungle, que é uma cópia de Sex and The City, aquela coisa primorosa... Mas o Martin sumiu de vez. Deve ter mudado de área.

Outra estréia no filme é do Ian Ziering, que fazia o Steve Sanders de Barrados no Baile. Ele era um dos irmãos da Brooke. Só soube que ele tava no filme nos créditos finais. Ele também sumiu depois do sucesso com o seriado. O filme colecionou indicações a prêmios. Foi indicado a 6 Framboesas de Ouro, incluindo pior filme, pior atriz e pior diretor, mas não ganhou nenhum, e algumas indicações a melhor canção para o tema título.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Seção ALUCINÓGENOS // Separadas ao nascer

Ano passado eu comecei, e apesar de ninguém comentar aqui no blog, muita gente adorou (pelo menos foi o que me disseram). Então fiz de novo.

Pra ver as comparações do ano passado, clique aqui.

E as separadas pelo nascimento do Miss Universo 2009 são:


Albânia x Krista Allen

O pessoal da minha faixa etária, ou mais velho, que chegou a ver algumas vezes (cof! cof!) o finado Cine Privê da Band nas madrugadas de sábado, deve se lembrar da versão americana do “clássico” francês Emmanuelle. A versão americana era bem menos poética e a Krista Allen a protagonizava, como a kenga intergaláctica que dava até pra ET no espaço sideral. Achei a albanesa a cara dela.

Angola x Viola Davis

A cena da Viola em Dúvida deve ter sido a melhor cena que algum ator filmou ano passado no cinema. Como foi uma cena só, ela ficou só com a indicação ao Oscar mesmo. Não levou a estatueta. Mas pelo jeito Angola a convidou, e ela aceitou ir pro Miss Universo.

Austrália x Katherine McPhee

Apesar do American Idol esse ano ter sido um lixo e me decepcionado demais, o programa me divertiu muito durante essa década. Katherine McPhee cantando Over The Rainbow (que eu não curtia muito até então) foi definitivamente um dos melhores momentos de todo o programa. A australiana às vezes me lembra muito a Katherine, como nessa foto. Eu vejo até um olhar meio Natalie Portman também. É uma das minhas preferidas.

Brasil x Janice Dickinson

A Janice se auto-intitula a primeira Supermodel do mundo, mas eu acho que ela veio bem depois da Twiggy. Enfim... Mas mesmo assim eu morria de rir com ela no America’s Next Top Model. Ela é perua, caricata, desbocada, espalhafatosa e fresca até o último limite do aceitável. Ou seja, nada a ver com a Larissa, a nossa Miss Brasil potiguar, mas toda vez que eu a vejo, sempre lembro da Janice, principalmente quando jovem, porque hoje ela tá com uma cara de sabonete cada vez mais feia de tanta plástica.

Bulgária x Ellen Ganzarolli

A “tigresa” do Gugu, que eu hoje não faço idéia se ela ainda tá no ramo, sempre me vem à mente quando vejo a búlgara, desde que a Dani notou a semelhança.

Canadá x Lady Gaga

Debaixo da água oxigenada e das plumas disfarçadas de cílios, existe na Lady Gaga uma mulher que eu acredito que seja bem parecida com a miss canadense, que inclusive é brasileira naturalizada. Mora no Canadá desde a infância.

Cingapura x Rosana

A própria deusa (NOT!). Tudo bem que a Rosana tá parecendo a Fátima Bernardes fantasiada de Xororó nessa foto, mas se eu colocasse uma recente, eu teria que colocar um aviso no blog pra tirar as crianças da sala, e eu ia perder metade do ibope.

Croácia x Geena Davis

Se alguém aqui já se perguntou como a Geena ficaria se tingisse o cabelo de louro, essa croata é a resposta para as suas perguntas.

Eslováquia x Karolina Kurkova

A eslovaca é a minha favorita esse ano. É linda e loura, alta, esguia, escultural, nariguda e dentuça, porque ninguém é perfeito. E é deslumbrante mesmo assim. Acho a cara da supermodelo tcheca Karolina Kurkova, famosa por ser uma das “angels” da Victoria’s Secret, e por (praticamente) não ter umbigo. O pessoal esse ano prefere a candidata tcheca, que eu acho com cara de balzaquiana. As minhas favoritas quase nunca vencem, porque eu normalmente torço pelas zebras. Apesar de ter acertado o resultado do ano passado, a vencedora não era a minha escolha, mas eu achei merecido.

Eslovênia x Bianca Soares

Os europeus adoram eleger “beleza exótica” nos seus concursos nacionais. O Miss França não me deixa mentir, e ultimamente só tem elegido moças das suas colônias tropicais, preterindo suas belezas nativas tipo Jeanne Birkin, Emmanuelle Beart, Latetia Casta, e por aí vai. A Eslovênia tá indo pelo mesmo caminho e escolheu essa moça como vencedora, que é a cara da Bianca, que chamam de “boneca” (brinquedinho do cão, só se for...), que foi da Casa dos Artistas, e hoje faz filmes “calientes”. Um com o Alexandre Frota inclusive (Cruz credo, pé de pato, mangalô 3 veiz!).

Estônia x Lara Fabian

Se tem uma coisa que eu detesto, é novela do Manoel Carlos. Aquele bando de gente rica que falam umas das outras pelo nome completo, e os “pobres” com cueca Calvin Klein e hidratante Victoria’s Secret me dão azia. Mas em 1999 eu não tinha TV por assinatura, muito menos internet, então TV aberta era a minha janela para o mundo, e eu vi Laços de Família, a novela em que a Carolina Dieckmann era asquerosa, roubou o namorado da mãe, mas quando teve leucemia virou santa no ato. E a pobre da Deborah Secco que era a bruxa... As cenas lacrimejantes eram todas ao som de “Love by Grace” da Lara Fabian, que tocava mais na rádio do que “My Heart Will Go On” de Titanic. A Lara deu um sumida, mas eu lembrei dela quando vi a Miss Estônia.

Etiópia x Iman

Acho essa etíope um luxo. Sofisticação pura. Se ela alisasse e tingisse o cabelo (não faça isso por favor!) e caprichasse na maquiagem, acho que ficaria a cara da ex-modelo somali (e mulher do David Bowie) Iman. Mas eu a prefiro assim, natural e linda, bem Benetton, bem United Colors.

Índia x Ave de Rapina

Não há muito que dizer. Creio que as fotos falem por si só.

Islândia x Renata Fan

A islandesa tem um rosto lindo, que lembra demais a Renata Fan. A Renata foi Miss Brasil e competiu no Miss Universo há 10 anos atrás. Era favorita, mas não se classificou entre as finalistas. Vamos ver se a sósia vai ter a mesma (falta de) sorte.

Islândia x Luize Altenhofen

Dependendo da foto a islandesa também me lembra muito a antecessora da Renata como Miss RS, a Luize Altenhofen, que é modelo, repórter e apresentadora esportiva. Talvez lembre até mais que a Renata...

Itália x Carla Bruni

A italiana com essa cara de quarentona de ressaca é a própria imagem da primeira dama ítalo-francesa Carla Bruni. Só faltou o Sarkozy do lado.

México x Gato Persa

As mexicanas ultimamente têm se destacado muito nos concursos internacionais, devido ao investimento feito por lá. A mexicana desse ano tem tudo pra repetir o sucesso. É bem bonita, exagerada e brega sempre, e ainda tem essa carinha de gato persa, o que me faz não querer vê-la vencendo.

Reino Unido x Amapola (Zezé Polessa)

Faz um tempinho já, mas acho que muitas pessoas se lembram de Porto dos Milagres, aquela novela em que todo dia tinha lua cheia, e que a jararaca da Cássia Kiss matou metade do elenco com suco envenenado. Nela, a Zezé Polessa fazia a peruíssima Amapola, com seus cabelos ultra vermelhos que viraram moda. Audácia pura! Pena que eu não achei nenhuma foto decente! Mas acho que já dá pra ver a semelhança.

Rep. Dominicana x Halle Berry

Acho a dominicana linda, mas peca pelos excessos. A pele mulata e os traços finos no rosto, frutos da sua miscigenação são bem semelhantes aos da Halle Berry. Ela deveria se inspirar na Halle e adotar uma postura mais discreta (menos perua, sassaricada). Talvez ela se destaque de uma forma mais positiva.

Rep. Tcheca x Candace Bergen

Já falei dela mais acima, e agora ela surge. Bonita? Claro, mas aparenta ter 15 anos a mais do que tem. Acho a cara da atriz Candace Bergen, a eterna Murphy Brown, que até fez o filme Miss Simpatia. Ela era a vilã.

Sérvia x Bruna Surfistinha

O meu doce veneno chegou a limites exorbitantes. Com umas luzes, uns 10 kg a mais e um piercing, a serva ficaria a cara da Bruna.

Suécia x Tom Cruise

Por Lorde Ganesha! Como é que pode? Nem a Suri parece tanto! Será que o Tom fez uma bastarda nórdica?

Tanzânia x Solange

Iarnuouuuu... Pelo menos a sósia, com certeza, deve saber a letra correta.

Ucrânia x Barbie

Ela é uma espécie de Spice Girl na Ucrânia. Ela fazia parte de uma girl band com um título infame (Via Gra), e agora virou miss. Essa menina é perfeitinha demais. Tenho medo dela. Tem cara de gente não. Parece que vai virar um ciborgue ou um alien assassino a qualquer momento. É praticamente uma Barbie versão Rapunzel.

Ucrânia x Dunga

A foto acima parece ser puro truque... Em fotos normais (sem manipulação digital), quando sorri, a ucraniana é só mais uma mera mortal... E parece com o Dunga da Branca de Neve...

Venezuela x Catherine Zeta Jones

Acho a venezuelana bem classuda, o que normalmente não é uma característica das candidatas latinas. Quando séria, o rosto me faz recordar a Catherine. Mas quando sorri, a semelhança vai toda embora.

Vietnã x Smeagol

E pra finalizar, a pior de todas. A ucraniana é esquisita pela perfeição excessiva, essa só pela esquisitice mesmo. Tenho medo dela também! Nessa foto não dá pra ver, mas ela tem umas pernas gigantescas, uma coisa meio mosquito da dengue, e esse visual de zumbi do filme REC, meio O Chamado. Encontrar com ela de madrugada no escuro deve ser causa de enfarte fulminante. E ela é bem perua, não tem noção estética alguma. Quanto mais ela se enfeita, pior fica. Socorro!

Pra ver as fotos das demais, acesse o site oficial: www.missuniverse.com

O concurso está sendo nas Bahamas, e a final vai ser domingo, 23 de agosto, com transmissão da Band e da TNT. Ano passado eu acertei o resultado, mas esse ano tá mais difícil... Depois eu volto com o update do resultado final.



UPDATE:

Pela primeira vez na história do concurso, uma Miss Universo coroa sua compatriota. Venezuela vence novamente. Eu sinceramente não gostei do resultado, desde o anúncio das 15 finalistas. Não consegui achar a venezuelana bonita em nenhum momento do concurso na TV, principlamente com aquele vestido vermelho cheio de penas e aquele batomzão pra duas bocas. E na parte da entrevista, ela ainda disse que as mulheres hoje em dia conseguiram conquistar o mesmo espaço que os homens e ter as mesmas oportunidades. Em que universo paralelo ela vive? E o júri não tem nenhum senso de realidade pra dar a vitória a ela? Sinceramente, há algo de muito errado nesse concurso esse ano...