quinta-feira, 28 de maio de 2009

Seção ALUCINÓGENOS // Nordeste Independente

Clique nas imagens para ampliar.


Como eu disse no post abaixo, eu não costumo gostar muito de músicas em português, nem sou devoto do bairrismo, mas reconhecer os valores da terra é preciso. Preconceito contra nordestinos existe, isso infelizmente é fato. Acredito eu que ele diminua cada dia mais. Vi um blog em que "botocudos" como eu são diminuídos a sub-raça, a escória, e ela também viu e criticou. Nos comentários, foi postada a letra dessa canção que eu já conhecia há muito tempo e acho de um bom humor e de uma crítica sutilmente geniais.

Achei legal expô-la aqui:


Nordeste Independente
(Bráulio Tavares/Ivanildo Vilanova)

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividindo a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
“Asa Branca” era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do lugar
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade
Tem o pão repartido na metade,
Temo prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta!


Fotos, de cima para baixo, da esquerda para direita:

1 - Genipabu/RN, João Pessoa/RN, Cânion do São Francisco/SE, Maragogi/AL, São Luís/MA, Canoa Quebrada/CE, Salvador/BA.

2 - Delta do Parnaíba/PI, Fortaleza/CE, Aracaju/SE, Olinda/PE, Plantação de Girassóis no MA, Praia da Concha/BA, Pelourinho/BA, Mossoró/RN.

3 - Rio Poty/PI, Praia de Coqueirinho/PB, Chapada Diamantina/BA, Cariri/PB, Lençóis Maranhenses/MA, Recife Antigo/PE, Maceió/AL, Caverna Encantada/BA.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Seção ALUCINÓGENOS // Creio eu...

Sou de câncer.
Mas não acredito em horóscopo.
Estudei sempre no mesmo colégio.
Só troquei quando mudei de cidade.
Mas depois voltei pro mesmo.
Era do time de vôlei.
Odeio química e física.
Amo história e geografia.
Fiz faculdade.
Já me formei.
Já fiz muitos amigos.
Já perdi contato com a maioria deles.
Nunca aprendi a andar de bicicleta.
Nem a assobiar.
Já saí no tapa várias vezes.
Aprendi a me controlar.
Lembro muito da minha infância.
Mas não queria nunca voltar.
Odeio dar satisfações.
Sei me virar sozinho.
Adoro liberdade.
Mas não sou libertino.
Falo sozinho.
Penso dando voltas dentro de casa.
Pareço um louco quando faço isso.
Minha mãe se irrita.
Fica tonta.
Já quis ser ator.
Já quis ser dentista.
Já quis ser diplomata.
Queria ir para as Olimpíadas.
Já fui chorão.
Já fui medroso.
Adoro filmes de terror.
Minto como ninguém.
Tenho roteiros de cinema escritos na minha cabeça.
Falta colocar no papel.
Posso parecer mal-humorado.
Sou mais carinhoso do que aparento.
Tenho vários apelidos.
Não vou contar nenhum.
Sou criativo.
Viajo na minha imaginação.
Igual ao Bobby ou os Muppet Babies.
Mas fico ligado em tudo ao meu redor.
Adoro desenhos animados antigos.
Não gosto dos recentes.
Amo chuva.
E dias chuvosos.
Durmo em turbulência.
Durmo quando bebo.
Não me ofendo com facilidade.
Às vezes deveria.
Escondo o que sinto.
Não consigo falar a respeito.
Distancio-me de quem não gosto.
Ou de quem me desaponta.
Memorizo com facilidade.
Não consigo me desfazer das coisas.
Demoro pra tomar iniciativa.
Amo música.
Raramente gosto de músicas em português.
Adoro musicais.
Sei dançar.
Mas nunca danço.
Odeio pedir.
Odeio ler.
Odeio falar no telefone.
Imagino situações ouvindo músicas.
Tenho mania de colecionar coisas.
Tenho necessidade de ser simpático.
Prefiro ficar mal a deixar os outros mal.
Não consigo ver quando se aproveitam de mim.
Ajudo mesmo quem me trata mal.
Detesto ouvir a minha voz.
Ou me ver em vídeo.
Só perco as coisas quando eu preciso delas de imediato.
Sou sarcástico.
E irônico.
Perco horas lendo atlas.
Já soube a capital de todos os países do mundo.
Adoro saber curiosidades.
Sou nordestino.
Adoro o meu sotaque.
Odeio bairrismo.
Acho patriotismo muito mais importante.
Não me vejo voltando para a minha cidade.
Odeio ficar nervoso.
Nunca acho que estou estressado.
Até o corpo dar algum sinal.
Não tenho assunto com quem não conheço.
Eu sei que tudo vai ficar bem.
Mesmo quando nada dá certo e eu ajo como se perdesse as esperanças.
Tento me conformar com tudo que for inevitável.
Acho a frustração o pior sentimento.
Não sei planejar nada.
Detesto cigarro.
Ou drogas.
Só tenho disposição a noite.
Não consigo dormir antes de meia noite.
Amo os anos 80.
Sou uma enciclopédia de cultura inútil.
Rio me lembrando de coisas que já aconteceram.
Ou que poderiam ter acontecido.
Sinto vergonha alheia.
Adoro ficar sozinho.
Adoro cozinhar.
Adoro esportes.
Não vivo sem internet.
Já vi muita televisão.
Hoje nem a ligo mais.
Sou menos organizado do que eu imagino.
Odeio chamar atenção.
Falo baixo.
Falo pouco.
Meu pai detesta isso.
Não sou exatamente tímido.
Mordia meu braço quando tinha raiva.
Já não faço mais isso.
Já fui mais impaciente.
Tinha medo de injeção.
As outras crianças não gostavam de mim.
Não sei ao certo o por quê.
Nasci para as artes.
Sou extremamente normal.
Creio eu...



quinta-feira, 21 de maio de 2009

Seção CANARINHOS // American Idol 8 - Top 2

Top 2 – Semana Final


Como eu havia dito desde o primeiro post sobre o programa, essa temporada caprichou nas maldades e nas injustiças. Com o tempo, só sobrou uma única esperança, Adam Lambert, que durou até o último suspiro. Os erros cometidos eu já venho citando há algum tempo, e nessa final eles repetiram todos, da forma mais lamentável. A gente até relevava na esperança de um “happy ending”.

As I said since my first post about this show, this season was filled with cruelty and injustices. As time went by, there was only one hope left, Adam Lambert, who struggled until his last breath. I have been talking a lot about the mistakes they have made and on this season finale they did them all again, in the most regretful way. We were just letting them pass hoping for a “happy ending”.

Continuaram com o escárnio, entregando prêmios de puro deboche a pessoas que tinham que fingir alegria. E esse ano ainda foi pior, porque eles entregaram os prêmios para os candidatos que eles próprios elegeram finalistas. Ou seja, na teoria isso significa que eles só levaram essas pessoas adiante para terem motivos para diminuí-las na televisão, ganhar audiência com a humilhação alheia, pura e gratuita. É tudo muito mesquinho. Tudo bem que o tal do Normund Gentle (ou Nick Mitchell) gosta de se promover com isso e hoje em dia tira proveito da situação já há um tempo. É uma escolha dele. Já Tatiana foi obrigada por contrato pra fazer papel de palhaça em rede mundial (Mundial... O programa é visto no mundo inteiro.). Ainda assim, quando ela cantou (encenando uma situação vexatória), foi melhor que os diversos finalistas que se apresentaram anteriormente no programa.

They continued the mockery, handing shameful awards to people who had to pretend to be happy. This year was even worse because they awarded contestants they put among the finalists, which means they were only there to get audience through gratuitous public humiliation. It’s all so mean. All right, Normund Gentle (or Nick Mitchell, whatever...) enjoys promoting himself through this and he’s taking advantage of this situation for a while now. It’s his choice. But Tatiana was obligated under contract to make a fool of herself on world screen (yes, world… The show is broadcasted all around the world). Even so, she proved to be a more talented singer than most of the 13 finalists, even forced to be part of a ridiculous situation.

Todos os valores mais retrógrados e pequenos defendidos pela FOX e pela direita religiosa americana foram explicitados no programa este ano. A defesa de Danny Gokey, o pastor evangélico que se projetava através de sua esposa recém falecida. Transformava uma suposta “dor” em simpatia, e em votos. Mas como ele é um homem cristão e devoto, automaticamente torna-se um homem de bem, honrado, honesto. E muito ético também, não nos esqueçamos. As opiniões sobre ele eram divididas. Muitos amavam e muitos odiavam. Fazê-lo vencer seria perder metade da audiência do programa. Mas o candidato mais talentoso não era de agrado também. Era gay demais. Eliminá-lo de cara seria evidenciar a discriminação. Então vamos levá-lo a final. Junto a ele sobrou o café-com-leite, o mediano, o bonitinho, simpático, casado e cristão. Escolha perfeita. Agrada a gregos e troianos. Será que agrada mesmo?

All the retrograde and low values defended by FOX and the religious conservative community were displayed on the show this year. Danny Gokey’s adoration, a preacher who used to project himself through his recently dead wife. Transforming a supposed grief in sympathy, and then in votes. But he is a devoted Christian man, what automatically makes him good, honored, honest. And very ethical too, let’s not forget! The opinions about him were split. Many loved him, many hated him. Make him win would mean losing half of the audience. But the most gifted singer wasn’t a production pleaser either. He was too gay. Send him away soon would only show their discrimination, so let’s take him to the finals. Along with him there was only “Switzerland”, the mediocre, cute, likeable, married and Christian young man. Perfect choice. Pleases Greeks and Troyans. Does it really?

O tempo dirá quem é o verdadeiro vencedor. Um é um novo Freddie Mercury, um Robert Plant em essência. Está ao lado de David Bowie, Steven Tyler e Mick Jagger. Representa para o rock clássico, psicodélico e progressivo dos anos 70, e o glam rock dos anos 80 o que Amy Winehouse representa para o jazz, blues e música negra dos anos 60. Já o outro é um releitura de New Kids On The Block, Backstreet Boys. Um Nick Carter melhoradinho, que ao menos toca instrumentos.

Only time will tell who’s the real winner. One is the new Freddie Mercury, a Robert Plant in essence. He is beside David Bowie, Steven Tyler and Mick Jagger. He represents to classic rock, psychedelic and progressive rock from the 70’s, and glam rock from the 80’s what Amy Winehouse represents to jazz, blues and black music from the 60’s. The other is a New Kid on The Block, a Backstreet Boy. An improved Nick Carter who can play instruments.

Eu sinto pena por Kris. Ele melhor que ninguém sabe que venceu por todos os motivos errados. Não venceu por ser o melhor. Diante de um grupo extremamente fraco de finalistas, ele se destacava evidentemente. Mas venceu pelo bairrismo da sua terra natal, pelas adolescentes cegas e pelo apoio (involuntário) de lunáticos, propagadores de intolerância, recebeu os votos do desrespeito às diferenças. E um resultado de um programa bobo de TV reflete claramente a sociedade em que vivemos. O preconceito move montanhas, sob o nome da “vontade de Deus”. Será que Deus quer um mundo tão corrompido por discórdia e desamor?

I feel sorry for Kris. Better than anyone he knows he won for all the wrong reasons. He didn’t win for being the best. Among an extremely weak group of finalists, he certainly stood out. But he won through the “patriotic” support from his hometown, through the blind teenage girls and a (involuntary) support from lunatics, spreading intolerance, receiving the votes against the respect to the differences. And the results from a stupid TV show only reflect in what kind of society we live in. Prejudice moves mountains, under the name of “God’s will”. Does God really want a world so consumed by disharmony and dislike?

sábado, 16 de maio de 2009

Seção CINEMA // Crítica Anjos e Demônios

Não somos anjos

Anjos e Demônios // Angels & Demons


Nota: 6,0


O outro Best seller do Dan Brown também teve sua versão cinematográfica produzida. E com a mesma equipe de O Código Da Vinci. Ron Howard o dirigiu novamente, e Tom Hanks, com um penteado melhor, o protagonizou. Somam-se à equipe o Ewan McGregor, que está vestido demais para os seus padrões normais, o Stellan Skarsgård, que fez Mamma Mia (eca!) e a outra protagonista, Ayelet Zurer, que eu nunca vi mais gorda. O Código Da Vinci foi muito mais aguardado e alardeado, então eu, que detesto ler (não tenho paciência alguma), decidi conferir o livro antes vê-lo. Como quase sempre acontece, achei o livro melhor que o filme. E o filme cada vez mais cai no meu conceito. Tanto que dessa vez eu nem li o livro. Apenas fui conferir o filme, que eu só sabia que ia estrear um dia antes de entrar em cartaz.

Bom, em miúdos, a história é sobre um projeto de biofísica que reproduziu em laboratório o Big Bang e teve a sua reprodução roubada (no cinema essas coisas são possíveis), e esse "pequene explosivo in vitro" passa a ser usado como uma bomba para botar o Vaticano pelos ares. O motivo? Vingança da sociedade secreta “Illuminati”, formada por cientistas que desafiaram os dogmas da igreja católica e foram perseguidos e executados no século XVI. Um deles foi Galileu. Então, depois de alguns poucos anos, eles resolveram se vingar. Aí o Sherlock Holmes, digo, James Bond, perdão, Robert Langdon foi chamado para desvendar os enigmas lançados pelos “terroristas”.

Agora eu tenho que dizer o que eu achei né? Tá bom... Achei coisa demais espremida num looooooooongo filme de umas 3 horas de duração que mais parecem 6. Parece aquelas revisões pro vestibular em ginásio de esportes que a cidade inteira vai levando um quilo de alimento não perecível. Eles poderiam ter simplificado a história, cortado metade daqueles detalhes, e feito um filme mais coeso, ou então fazer seqüências. O filme joga muita informação em curtíssimos períodos de tempo, muitos detalhes históricos, que a gente não sabe se são verdades, lendas, mitos, boatos, calúnias ou invenções, e fica tudo muito difícil de acompanhar. Acho que ficar bem perto da tela e ouvir diversos termos em inglês que eu desconhecia (coisas tipo camerlengo, que não se aprende em curso, nem ninguém fala a respeito no dia a dia) também não ajudou. Eu tinha que muitas vezes escolher entre ler a legenda ou ver o filme. Muita coisa para se processar. Perdi o foco muitas vezes.

Além disso, o excesso de reviravoltas também irrita. Eu já acompanhei 5 temporadas de Lost e 3 de Heroes, e garanto que não tenho mais paciência para histórias com tantas mudanças de rumo. Quando a gente cria empatia com uma causa ou personagem, eles mudam tudo e deixam a gente com cara de tacho. Eu me sentia às vezes como personagem de desenho animado, que cresciam as orelhonas de burro: “por que eu não percebi isso?”. Mas a culpa não é nossa, a história foi feita pra isso. No terço final a gente se acostuma e passa até a adivinhar quando vai ter outra...

O filme também cansa (pelos motivos citados anteriormente) e o roteiro ainda nos brinda com aquele excesso de finais. Tem no mínimo uns 4 desfechos, e a história de fato não acaba. E pra finalizar, também não concordo com a teoria do autor. Ele não se decide quem é o seu anjo ou o demônio. Ciência ou religião? Hora um é vilão, depois a história muda de figura, e no final ele conclui com um “não somos anjos”. Olha, essa teoria de que um não pode andar sem o outro a mim não convence muito. Eu definitivamente não tenho argumentos para discutir ou problematizar (e detesto o assunto), mas os apresentados no filme também não convencem.

Dessa vez eu não posso dizer quem é melhor ou pior, se o filme ou o livro. Mas eu posso dizer que esse filme é melhor que “O Código Da Vinci”. É um bom filme de ação, tem um bom ritmo, mas a lavagem cerebral de fundo me incomoda, como já falei. Provavelmente se eu tivesse lido o livro a minha opinião sobre ele seria outra, certamente teria apreciado mais a obra literária, mas a história do “Código” me pareceu muito mais interessante, apesar do filme ser mais fraco. E acho que essa dúvida deve persistir, já que o filme não me despertou interesse pelo livro.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Seção CANARINHOS // American Idol 8 - Top 3

Para entender as alcunhas (os apelidos!!!), clique aqui.

Top 3 – Escolhas pessoais e do júri

A partir do top 3, acabam-se os temas. Nessa semana normalmente cada um canta 3 músicas, uma escolhida pelo júri, outra pela produção do programa, ou pelo legendário produtor musical Clive Davis, e a outra escolhida por eles. Esse ano, a crise (que diminui a verba para direitos autorais) e o excesso de jurados, que aumentou e muito o tempo dos comentários, os fez diminuir para 2 pra cada um. Uma escolhida pelo júri e outra por eles mesmos.

Vamos às performances.


Nota: 0
Dick Vigarista foi o primeiro, e cantou “Dance Little Sister” do Terence Trent Darby que a Paula escolheu. Nunca ouvi essa música, mas mesmo se ela for boa, eu não consegui apreciar... A voz dele me irrita, a cara, a dança ridícula, e tudo mais. Não consigo criar simpatia por essa pessoa.

Nota: 9,0
Kara e Randy escolheram “Apologize” do One Republic para o High School Kris. Eu amo essa música e combina demais com a voz dele. Ano passado o aclamado, idolatrado, salve, salve, David Archuleta a cantou e foi uma droga, na minha modesta opinião. Kris foi muito melhor, tirando as caretas dele, que já me cansaram. Mas gosto da voz dele e tô achando ele até mais talentoso do que eu imaginava. Kara escolheu a música e depois disse que queria vê-lo mais original. Simon deu um fora nela depois. Amo muito tudo isso!

Nota: 9,0
Simon escolheu “One” do U2 para Cher Glambert. Gostei muito da performance, mas achei a original melhor. Mas ainda assim ele foi melhor que a concorrência. Mostrando sempre mais competência, talento.

Nota: 0
Esta alma sebosa desagradável apela até pra macumba agora e voltou a se projetar num cadáver para conseguir voto. Escolheu “You Are So Beautiful” do Joe Cocker (que só me lembra propaganda de Prestígio) e ainda disse que a cantava pra defunta... Golpe baixo de última. E ainda tem quem caia. Detestável... E quanto a performance, Taylor Hicks, que deve ser o vencedor de menor sucesso na história, cantou muito melhor na quinta temporada.

Nota: 10
Momento “torei um aço” da noite. High School Kris escolheu “Heartless” do pedante do Kanye West, que eu detesto. Mas ele fez algo parecido com o que ele fez com “She Works Hard For The Money” e a transformou em qualquer outra coisa menos aquele rap-r&b de trombadinha que o Kanye chama de música. John Mayer vibe mode on!

Nota: 10
Quem não se lembra dos clipes clássicos dos anos 90 do Aerosmith? Do tempo que Alicia Silverstone era uma estrela. “Cryin’” foi um deles. Amo o clipe e a música, e Adam foi o próprio Glam cantando-a. Sem muitas palavras.

Eliminação:

O programa começou com um bando de idiotas lá (entre eles o Ben Stiller e o Hank Azaria) fazendo propaganda das comédias super finas e inteligentes que eles fazem, e não por acaso, são produzidas pela Fox... Vimos as celebridades na platéia, entre eles o Kevin Bacon, que nem lembra mais o rapazinho de Footloose, e o Blake Lewis, segundo lugar da sexta temporada, logo atrás. Depois Ryan anunciou que foram totalizados 88 milhões de votos essa semana. Depois veio a propaganda da Ford com “Break My Stride” do Matthew Wilder, que foi hit nos anos 80, que eu gosto mais da versão em espanhol dos anos 90 “No te Preocupes” que tocava direto na Jovem Pan e nos programas do SBesTeira, como Passa ou Repassa e Curtindo Uma Viagem. Eu venho notando que praticamente todos esses comerciais tem o mesmo cenário. Deve ser a crise...

Depois vieram as edições das visitas dos finalistas a suas cidades de origem. Começou com Dick Vigarista indo para Milwaukee. Eu pulei essa parte. Depois veio High School Kris, que voltou para Conway, no Arkansas. A música de fundo foi “Everybody Wants To Rule The World” que eu amo. Depois ele cantou “Falling Slowly” de novo na sua faculdade, desfilou em carro aberto, essas breguices todas. Glambert foi o último, e vimos o seu retorno a San Diego, ao som de “Born to be Wild” e “Baba O’Riley”. Trilha sonora mais perfeita não poderia ter sido.

Jordin Sparks, Katy Perry e um menino angolano chamado Noa (será que é assim que se escreve?) foram as atrações convidadas da semana. O angolano é um dos meninos auxiliados pelo programa de ajuda a África organizado pelo programa, o Idol Gives Back, quando os americanos mostram que mesmo promovendo duas guerras por década, recusando a assinatura do protocolo de Kyoto, apoiar a ocupação da Faixa de Gaza, entre outros grandes feitos, eles são caridosos. Jordin (foto mais acima) é a prova viva de que só é feio quem não tem dinheiro. Quem se lembra dela no começo da sexta temporada e a vê agora vê a diferença. Ela agora é uma versão “plus size” da Beyoncé. Depois veio a Katy Perry, a depravada beijadora de mulheres, com a capa da foto acima. Isn’t she cool?

Depois vieram os resultados. O eliminado da semana... Danny Gokey. Aleluia de Handel! Já era hora, né? Já vai tarde desgrama! Volte para a mediocridade de onde veio... Até no vídeo de eliminação, não paravam de falar da defunta. Como que alguém pode se promover tanto através de um cadáver? Se ele sente tanta falta, precisa falar tanto dela, porque ele não vai se encontrar com ela no além? Garanto que o mundo não iria sentir falta... Eu mesmo não ia sentir um pingo!

A final na próxima semana, Adam x Kris. Kris foi a surpresa total da temporada, mas eu apostava que ele iria longe. Depois de uma temporada péssima, pelo menos a final é de qualidade.

domingo, 10 de maio de 2009

Seção CANARINHOS // American Idol 8 - Top 4

Para entender as alcunhas (os apelidos!!!), clique aqui.


Top 4 – Semana Rock’n’Roll

Essa semana teve talvez o tema mais arriscado do ano. O mentor da semana foi o Slash, ex-guitarrista de Guns and Roses e Velvet Revolver. Muito mais coerente que o Jamie Foxx semana passada. O Slash tá a cara do Joey Ramone, meio Gene Simmons... Será

Performances:


Nota: 10
Glambert Cher cantou “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin. Não tinha como dar errado. Ele é um Robert Plant contemporâneo. Queria demais vê-lo cantando “Stairway to Heaven”. Que faniquito foi aquele da Kara nos comentários? Parecia o “orgasmo” da Meg Ryan em Harry & Sally...


Nota: 8,5
Animal cantou “Cry Baby”. Acho-a bem limitada, mas ela tem a voz pra cantar Janis Joplin. Talvez “Piece of My Heart” fosse melhor. Foi um pouco “light” a performance dela. Esperava ser mais “radical”, se é que você me entende… Mas foi a melhor performance dela no programa, depois de Alone.


Primeiro dueto:

Nota: 2,0
High School Kris e Dick Vigarista cantando Styx... Mas sem graça impossível. Chris Daughtry já cantou “Renegade” na quinta temporada e foi o máximo. Já aqui... Sem contar que vestidos daquele jeito, eles pareciam Zezé de Camargo e Luciano.


Nota: 5,0
“Come Together”. Amo! Acho uma das músicas de mais personalidade dos Beatles. Adoro a versão do Joe Cocker também. Carly Smithson cantou muito bem no ano passado. Mas ele tem uma voz muito suave, sem contar nas caretinhas eternas dele, que os americanos chamam de “monkey faces” (ver foto acima). Resumindo, ele é muito bonzinho pra cantar rock. Não rolou, colega, sorry... Deveria ter escolhido uma balada.


Nota: 10
De todos os anos que eu assisto Idol, eu nunca vi nada igual. Só John Stevens cantando “Crocodile Rock” chegou perto disso. Inveja é mesmo uma merda. Quando não se tem competência para algo, tentar imitar alguém sempre vira desastre. Dick Vigarista cantou “Scream On” do Aerosmith. Digo, “Dream On”. Eu nunca postei o vídeo de nenhuma apresentação aqui no blog, mas essa merece.



AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Se fosse qualquer outra pessoa, seria vergonha alheia em níveis estratosféricos! No nível de Roberta Miranda cantando “Arruma a Mala Aê”. Mas eu me diverti demais. Foi muito, muito, mas muito melhor e cara-de-pau do que ele cantando “Endless Love”.

O infeliz ainda disse que achou boa sua performance. Só pra ver como ele realmente é fraco, brega e limitado. O júri jogar panos quentes em cima foi inaceitável. Diziam: Nota dez pelo esforço! RI-DÍ-CU-LO. Se fosse qualquer outro candidato, eles teriam espinafrado sem piedade. Pelo menos Simon disse que parecia cena de assassinato em filmes Sexta-Feira 13. Simon é um “cool jerk”. Não há outra definição.

E quer saber, às vezes uma imagem vale mais que mil palavras. O júri pode falar o que quiser, mas Paula estava em pé “curtindo” ou “apoiando” o desastre, e quando a catástrofe realmente assolou, ela se sentou visivelmente constrangida. Sem contar as caras de bunda dos outros jurados. A expressão no rosto deles naquele momento, não tem preço! Para todas as outras coisas existe Master Card.


Segundo dueto:

Nota: 10
Os dois roqueiros da temporada cantando juntos. Lógico que ia ser muito melhor que o primeiro dueto. Cher e Animal cantaram “Slow Ride” do Foghat, que eu amo, amo, amo. Já vi em muitos muitos filmes. Eles cantam bem juntos. Animal subiu no conceito essa semana.


Eliminação:

Pra começar a propaganda da Ford em que eles cantam “Move Along” dos All-American Rejects, que eu adoro (nossa como essa semana foi boa!), esteticamente lembrou um trabalho que eu estou fazendo. Ou seja, gostei muito. Depois veio a performance grupal com o Slash em que eles cantaram “School’s Out” daquele ser pitoresco que atende pela alcunha de Alice Cooper.


Depois eles comentaram suas performances e o nojento do Dick Vigarista tentou se fazer superior do desastre rindo de si próprio. Uma resposta inteligente, mas não engulo. Acho que alguém mandou ele reagir assim. Ele não tem inteligência para isso... Depois veio Paula Abdul. Ai meu Deus! Eu quando criança adorava ouvi-la na rádio, mas sério que ela quer voltar a cantar? Será que ela ainda lembra como faz? Isso me preocupou... Aí ela fez uma musiquinha parecida com os hits pops antigos dela, fez o playback básico e dançou muito. Parecia mais programa de dança na TV. Melhor assim.


Depois, do nada veio o No Doubt cantando “Just a Girl”. Paula Abdul? Just a Girl? Eu voltei pros anos 90? Acho que não, mas enfim... Gwen Stefani tava lá, como sempre, uma Christina Aguilera mais louca, menos perua e com muito mais personalidade. Depois veio a banda Daughtry, do Chris Daughtry da quinta temporada com o single novo deles, “No Surprise”. Curti!

Bom, os resultados. Dos 4, foram salvando de 1 em 1 até ficar só o eliminado. Primeiro High School Kris, depois Adam e por último... Dick Vigarista. Que merda! Quando eu criei simpatia pela Allison, ela se vai. E eu realmente não entendo como alguém pode querer que Danny fique. Só se for pra ele pagar outro mico semana que vem. Espero que sim, pelo menos!

Seção CINEMA // Crítica Como Festejei o Fim do Mundo

O fim do mundo como a gente o conhece

Como Festejei o Fim do Mundo // Cum Mi-am Petrecut Sfârşitul Lumii

Nota: 8,0


Faz um tempinho que não vejo filmes europeus e resolvi ver esse filme romeno. Como nada da Romênia está na boca do povo, eu nunca ouvi falar de ninguém envolvido com a produção e não poderia passar mais informações a respeito delas. O filme é um retrato do fim da ditadura comunista na Romênia, a partir do ponto de vista de uma comunidade rural. Uma jovem, Eva Mateï, e seu “ficante” Alex quebram acidentalmente o busto do ditador lá. Como o mundo é machista, ela leva a culpa sozinha do acidente e é transferida desta escola para uma espécie de reformatório, tipo uma escola técnica, cheia de rebeldes “exilados”. Lá ela começa a se envolver com outro rapaz, Andreï. Juntos eles decidem fugir da Romênia, atravessando o Danúbio, e tentar uma vida melhor em outro país, longe do comunismo que fechava esses países. Interessante que até hoje em dia todos esses países da antiga Cortina de Ferro são muito misteriosos para nós. A gente não tem muita informação de como seja a vida por lá.

Uma coisa que me chamou a atenção é como os romenos são magros. Pelo menos os homens. Todos os dois namorados da protagonista são quase raquíticos. E o irmão criança dela também. Adorei o nome do menino. Lalalilu. Parace bê-á-bá. Outra coisa que o filme me lembrou foi uma novela de Dias Gomes dos anos 90 chamada O Fim do Mundo, que passou na Globo. Lembrei pelo nome dela, lógico, porque eu não me lembro de praticamente nada da trama, mas eu adorei e gostaria muito de rever. Só lembro que havia a profecia do apocalipse numa cidade do interior, e as pessoas liberavam os seus desejos mais secretos para realizar antes de partirem desta para pior... No filme não apocalipse nenhum, o fim do mundo é só uma metáfora para o fim do comunismo no país.

A gente é acostumado com filmes hollywoodianos, que têm um único objetivo, que é claramente especificado e a história toda caminha para o desfecho dela. Filmes europeus têm um ritmo totalmente diferente. O tempo vai passando e parece que nada acontece e que nada está para acontecer. Principalmente porque as personagens não expõem seus objetivos e suas ações futuras nos diálogos, como os americanos fazem, porque o público tem preguiça de pensar. Aqui a gente tem que entender sozinho porque eles fazem cada coisa. Onde eles querem chegar com isso. E esse costume de só ver produções americanas acaba condicionando a gente. Eu mesmo tive certa dificuldade de fazer uma sinopse para ele, e só consegui entender melhor o filme enquanto escrevia esse texto. Ele tem um pano de fundo interessante que merece ser discutido.

Regimes totalitários, sejam eles de esquerda, como nos países do leste europeu, ou de direita, como em toda América Latina dos anos 60 a 80, e nos países islâmicos são uma grande fonte de insatisfação e revolta popular. O filme mostra claramente que o comunismo, mesmo pregando a igualdade de direitos a todos, era um regime duro e cerceava a liberdade das pessoas. Tentavam enraizar um patriotismo na população enquanto elas na verdade estavam extremamente insatisfeitas com a falta de perspectiva na vida. Ou seja, era lindo na teoria, mas na prática era um fracasso. Mas quero deixar claro que isso também não é nenhuma defesa do capitalismo, que só aumenta o abismo social dos países, onde o rico cada vez fica mais rico, e o pobre cada vez fica mais pobre. E o motivo todo mundo já conhece, é o que o de cima sobe e o de baixo desce...