quinta-feira, 30 de abril de 2009

Seção CANARINHOS // American Idol 8 - Top 5

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Top 5 – Semana Rat Pack

Até a temporada passada, cada um dos top 5 cantava duas músicas. Esse ano colocaram aquela coisa inútil chamada Kara DioGuardi no júri, que só gasta tempo conversando besteira, e tiveram que cortar as segundas apresentações.

O tema dessa semana foi Rat Pack, que era formado por Frank Sinatra, Sammy Davis Jr., Dean Martin, etc. e algumas poucas mulheres como Judy Garland, Marilyn Monroe e Shirley MacLaine. Ou seja, tédio à vista...

E o mentor da semana? Jamie Foxx. Hã? Não entendi...
Tudo bem que esse povo todo que citei, já morreu, com exceção da Shirley, que poderia claramente orientá-los, ou Tony Bennet, Rod Stewart, ou então um dos crooners contemporâneos, como Michael Bublé, Harry Connick Jr., sei lá. Um cantor de blues, rap, R&B não combinou...

Vamos às performances:

Nota: 5,0
High School Kris cantou “The Way You Look Tonight” e essa semana me lembrou demais o Zac Efron. Parecia uma cena romântica de festa de formatura de filme adolescente, onde o galãzinho mostra que sabe cantar, ou uma coisa meio Smallville. Achei muito mediano... Em filminho funciona, tem um contexto. Simon disse que a performance foi “wet”. Será que ele quis dizer que ele ficou toda molhadinha? Ok, piadinha infame, eu sei... Sorry!

Nota: 2,0
Animal com a sua voz rouca catarrenta, cantou “Someone To Watch Over Me”, outra música de festa de casamento e filme de romance dos anos 60. Não gosto muito, e a Katherine McPhee cantou muito melhor na quinta temporada.

Nota: 0
Matt cantou a música mais chata de todas, “My Funny Valentine”. Ele só pareceu um cantorzinho de boy band imitando muito mal Ray Charles (aka Justin..), com aquela vozinha fanha fazendo firulas e falsetes. Constantine Maroulis na quarta temporada cantou uma versão com um arranjo muito melhor, que a fez muito mais interessante.

Nota: 0
Dick Vigarista cantou “Come Rain or Come Shine”, que Deus e o mundo já cantou. Coloco só o link desse vídeo aqui pra mostrar como ele foi péssimo. Ouvir os jurados colocarem esse oportunista pra cima é revoltante.

Nota: 10
Cher - Glambert, como sempre, foi contra a corrente e soube como se destacar. Cantou “Feeling Good”, que é mais conhecida na voz da Nina Simone, mas com o arranjo rock da banda Muse. Eu adoro a versão do Muse, me lembra Donnie Darko (apesar de não ter nada a ver), acho sexy, arrojada e contemporânea e ficou perfeita na voz dele. Ele é de longe o melhor dessa temporada.


Eliminação:

Essa temporada tá tão brega. Todo programa começa com uma apelação, forçando a barra para dar um ar de desespero. Uma coisa apocalíptica, tipo salve-se quem puder. Eu sinceramente não consigo sentir essa emoção que eles querem passar, principalmente porque só um candidato empolga. E ainda ouvir o júri dizer que esse é o melhor grupo de todos os tempos (do programa) é uma piada... O número grupal foi tão sem graça que nem vale comentar.

Seacrest dividiu os 5 em dois grupos: Matt e Kris, Danny e Allison. Aí ele mandou Adam escolher um grupo, o que ele achava que ele se encaixava. Enfim, ele escolheu Animal e Dick e Vigarista, mas ele levou ele para o outro grupo, e os anunciou como os 3 menos votados da semana. Eu sinceramente acredito que os resultados desses programas são normalmente manipulados, mas esse ano tá muito cara de pau.

Depois vieram as atrações musicais. Natalie Cole, que eu amo cantando Unforgettable com o pai dela, o Jamie Foxx, e o Taylor Hicks, o insosso vencedor da quinta temporada, que ninguém mais lembra da existência. Todos os 3 extremamente chatos. Não consegui assistir 1 minuto de nenhum deles. Depois um dos 3 menos votados foi “salvo”. Kris... Ou seja, os dois menos votados foram Matt e Adam. Não há como levar isso a sério. Realmente querem se livrar do Adam, mas não foi essa semana. Matt foi anunciado como o menos votado. Pelas expressões dos dois, ambos esperavam que poderiam sair, por motivos diferentes. Matt por ser ruim, e Adam por ser tudo que um programa de uma emissora de TV conservadora detesta.

Próxima semana o tema é Rock and Roll. E dessa vez cada um dos 4 terá uma performance sozinho, depois um dueto. Mais uma novidade no programa... Aposto que colocarão Adam e Allison, Kris e Danny. Sinceramente, minha vontade de ver o restante é 0. Por mim eu veria apenas as performances do Adam online. Mas já que comecei a comentar, vou terminar.

sábado, 25 de abril de 2009

Seção ALUCINÓGENOS // Vôlei nos anos 90

Além de cinema, desenhos animados e American Idol, eu adoro esportes. A primeira olimpíada que acompanhei foi a de Barcelona em 92, e o momento inesquecível foi a medalha de ouro do vôlei masculino, quando aquele time completamente renovado e inexperiente surpreendeu vencendo todos os jogos e perdendo pouquíssimos sets.




Já em Atlanta 96, o vôlei feminino tinha mais êxito que o masculino e quem viu a semifinal de Brasil x Cuba não esquece jamais. Acho que o vôlei feminino atual não se compara ao dos anos 90. Nem em técnica, nem em habilidade, nem em força física. Mas apesar do jogo memorável de Atlanta, o Brasil x Cuba que me marcou foi o da fase final (que era todos contra todos) do Grand Prix, em Xangai.



Esse foi o primeiro jogo da fase final. O time já estava sem a Hilma contundida e depois da briga com as cubanas, Ana Paula e Filó foram suspensas. No segundo jogo, o elas ganharam da China por 3 x 2, mas perderam Ana Moser também contundida, e foi para o último jogo contra a Rússia só com a Fofão (levantadora) e a Sandra (líbero) como reserva. Vale lembrar que esse foi o primeiro campeonato onde o líbero foi instituído. Depois de perder os 2 primeiros sets, e o tie-break por 9 x 6, elas viraram o jogo e ganharam por 3 x 2. Leila foi eleita a melhor jogadora do torneio. Esse time aí jamais perderia um 24 a 19... Pena que elas tinham sempre umas cubanas sempre pelo caminho.


Além disso, os anos 90 era quando eu conseguia acompanhar os campeonatos. Era quando a Band tinha o slogan "O canal dos esportes" e a grade de transmissão era ótima. Mas desde 1998, a Globo passou a investir pesado na SporTV e comprou com exclusividade os direitos de transmissão de praticamente todos os esportes e não exibia nenhum em TV aberta. E continua sem exibir hoje em dia. Exceções só Fórmula 1 (mais sem graça, só a São Silvestre ou assistir Iatismo), e todo e qualquer amistoso que a seleção (masculina) de futebol fizer. Ahh como eu adoro a Rede Globo... Como troco, a Record, com muita antecedência, comprou com exclusividade a transmissão da Olimpíada de Londres 2012. Mas essa guerra não parece estar ganha, não. As águas ainda vão rolar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Seção CANARINHOS // American Idol 8 - Top 7(2)

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Top 7 – Semana Disco

Essa semana de disco só teve o nome... As músicas eram da época, mas quase todas as performances mudaram os arranjos e descaracterizou totalmente o gênero. Não sei se falo pela maioria, mas essa é semana onde deveriam manter os arranjos originais, porque não houve nenhuma identidade.


Nota: 7,0
Eu fiquei com pena dela. Depois de tantas semanas sendo espinafrada ela parece ter desanimado. Ela estava linda, bem produzida, escolheu “I’m Every Woman” da Chaka Khan, uma música perfeita para ela e soou muito bem, mas faltou vibração, parecia cansada e frustrada. A expressão dela ao ouvir os jurados foi de partir o coração. E quem percebeu e comentou isso foi o insensível do Simon. Mas depois da compaixão tinha que vir a mordida...

Nota: 9,5
High School Kris saiu pela tangente... Escolheu o hino disco “She Works Hard For The Money” da Donna Summer, mas fez um arranjo que de disco não tem nada. Lembrou “Long Train Running” dos Doobie Brothers. Covarde ou corajoso? Cabe a cada um decidir. Apesar de não ser disco, eu gostei. Até mais do que da versão original.

Nota: 0
Eu amo “September” do Earth, Wind and Fire, e o infame do Dick Vigarista estragou. A gritaria rouca dele foi insuportável, inaudível.

Nota: 4,0
Animal cantou Hot Stuff também da Donna Summer. Começou lentinho depois veio o estouro, a batida, igual aqueles covers de banda forró. Uma versão revoltadinha, metida a sexy, e desses aí, ela só preenche o primeiro requisito. Odiei o arranjo. E o júri continua colocando ela pra cima. Vai entender...

Nota: 6,0
Uma das melhores coisas de Os Embalos de Sábado a Noite é a versão da Yvonne Elliman de If I Can’t Have You. Adam de novo foi contra todos os prognósticos e numa semana que eu achei que ele ia soltar todas as penas, ele faz uma balada... Lembrou Rick Astley novamente, mas dessa vez eu não gostei. Mad World e Tracks of My Tears foram mais tocantes. Achei que melodia não encaixou com a letra, enfim, não gostei. E os agudos dele na metade também não fizeram muito sentido.

Nota: 4,0
A mesma coisa que Animal fez. Fez uma versão revoltadinha, cheia de falsetes iguais ao do Justin Timberlake de “Stayin’ Alive” dos Bee Gess. Achei chatíssimo. E brega.

Nota: 2,0
Slumdog cantou “Dim All The Lights” da Donna Summer. Se mantivesse o arranjo original, ia ser ridículo, mas ele transformou numa baladinha dançante tipo “Rock With You”. Gostei não. É o tipo de música que não irrita, mas você prestando atenção na abelha voando na janela, no lápis em cima da mesa, no buraquinho da tomada, e esquece que tem uma música tocando.


Eliminação:

O programa começou mostrando os ensaios da performance grupal da semana “Shake Your Body” do Jackson 5, que foi coreografada pela Paula Abdul. Depois eles fizeram a papagaiada lá ao vivo. E como eles dançaram uma coreografia mais elaborada, o playback voltou. Todos fantasiados com aquelas roupas 70’s. Um luxo!

Como semana passada ninguém saiu, duas pessoas foram eliminadas essa semana. A primeira foi Lil. Ela ganhou minha simpatia essas semanas, e sei lá, queria que ela durasse pelo menos mais uma semana.

Depois apareceram uns “ícones” disco para fazer um revival. Começou com Freda Payne cantando “Band of Gold”. Nunca ouvi dizer que essa música fosse disco, sempre achei que fosse algo tipo Motown, mas tudo bem... Depois veio Thelma Houston e o hino da época “Don’t Leave Me This Way” e por último o vocalista da KC and The Sunshine Band. Deveriam ter chamado Gloria Gaynor, Bee Gees ou Donna Summer, só que essa última canta quase todo ano no programa...

Em seguida veio o filhote de Meu Querido Pônei criado pelos Ursinhos Carinhosos, David Archuleta, cantar o novo single dele “Touch of My Hand”, que não é nada demais, o tipo que só agrada o público dele mesmo, as meninas adolescentes iludidas. Toda aquela alegria contagiante e o sorriso eterno no rosto me irritam! Parece o cartaz de Marley & Eu. Ou criança de propaganda de leite.

O restante do grupo dos menos votados foi anunciado: Slumdog e Animal, e finalmente Slumdog saiu! Já passou da hora faz tempo... Ele se juntou a Lil e viram lá o vídeo de despedida deles. Mesmo sendo os mais fracos, a ironia é que os eliminados foram a negra e o hindu, tanto que o top 5 lá nos EUA está conhecido como “Four white guys and Allison” (4 brancos e a Allison). O tema da semana que vem é Rat Pack, aquelas músicas de crooner, com orquestra tocando, bem festa de casamento ou baile de debutante.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Seção CINEMA // Crítica Evocando Espíritos

A Casa dos Espíritos

Evocando Espíritos // The Haunting in Connecticut


Nota: 6,5


Fui com uma amiga ver um filme repetido no cinema, mas a sala lotou e ela acabou topando ver um filme de terror. Ela tem medo de espíritos, essas coisas e quase que não aceita. Eu tive que rir o filme inteiro pra ela ver que dá pra se divertir com filme de terror. Mas não sei se ela engoliu não... O filme é dirigido por Peter Cornwell que eu nunca ouvi falar, e é baseado em fatos reais. Devem ter mudado muitas coisas, como o nome das personagens, o local do acontecimento, etc. Além de aumentar a história pra ela ficar mais fantástica, cinematográfica.

Bom, o filme se passa em 1987 (mas de anos 80 não tem nada, nem o vestuário, nem penteados, etc.) e só sobre a Virginia Madsen, uma mãe de um rapaz com câncer que se desloca longas distâncias para ir até o hospital para o tratamento do filho. Durante as viagens ele passa muito mal e fica muito debilitado. Então ela decide comprar uma casa na cidade do hospital para evitar esse desconforto. Só que a casa tem um passado macabro e as assombrações presentes nela começam a atormentar o garoto.

A fórmula é meio batida. É tipo um Poltergeist sem senso de humor. Tem aqueles sustos de sempre, que eu sempre morro de rir (acho normalmente mais engraçado que filme de comédia), a descoberta do sobrenatural, a procura de ajuda para enfrentá-lo, etc. Tem umas fotos antigas bem parecidas com as de Os Outros, além de outras cenas similares, e uns momentos meio O Albergue, meio Jogos Mortais, só que sem o sadismo.

Uma pena a Virginia não ter conseguido se tornar uma estrela de filmes grandes, e mantenha-se em atividade com filmes pequenos independentes ou filmes comerciais como esse. Eu a acho boa atriz, e gosto do seu trabalho desde Electric Dreams, quando ela era jovem e linda. E o maior momento da carreira dela foi ser indicada ao Oscar por Sideways, que eu detesto. Mas talvez essa seja uma escolha dela. Vai saber.

O bom do filme é que ele mostra que assombração só se manifesta para doentes terminais. Ainda bem que eu não vou receber essas visitas nem tão cedo (espero!). E como todo filme baseado em história real, ele termina com os famosos e preguiçosos letreiros explicando como tudo terminou no final das contas. Ou seja, o final do filme não é o final da história.

sábado, 18 de abril de 2009

Seção CANARINHOS // American Idol 8 - Top 7

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Top 7 - Semana Temas de Filmes

Essa semana o tema foi temas de filmes. Os candidatos foram aconselhados pelo Quentin Tarantino, que sempre cria trilhas sonoras excelentes para os seus filmes violentos e sangrentos. Quentin é fã declarado do programa, amante da música, e ele já participou da terceira temporada como jurado convidado. Eu adoro os filmes dele, adoro as trilhas sonoras, mas acho um pouco demais ele dar conselhos para calouros de um programa de TV...

Semana passada o excesso de júri (deveriam mandar a Kara passear de uma vez) e o excesso de abobrinha que eles disseram fizeram o tempo da TV estourar e essa semana só dois comentaram cada performance.

Vamos às performances:


Nota: 4,0
Animal foi a primeira e cantou “I Don’t Want To Miss A Thing” do Aerosmith, do filme Armageddon, uma das músicas clichê do programa. Eu sabia que alguém a cantaria. E não gostei. Acho a voz dela muito grave pra música. A banda e as backing vocals pareciam estar mais altos que a voz dela. Não chegou aos pés da original. O júri amou, ou a produção os mandou amar, por ela ser a única mulher com chance de um top 3, então é conveniente dizer que ela boa até o público acreditar, senão vira um clube do bolinha.

Nota: 1,0
Slumdog assassinou Bryan Adams e cantou “Everything I Do” de Robin Wood. Achei amador e fraco.

Nota: 9,0
Cher fez uma versão mais dançante e contemporânea de “Born To Be Wild” do Steppenwolf, daquele filme de motoqueiro dos anos 70 com o Peter Fonda. Eu sinceramente esperava uma escolha melhor, mas como sempre, ele foi melhor que todos os outros. Ele vem alternando baladas com músicas dançantes. Semana que vem é Disco, então será outra música dançante, e ele tem tudo pra dar o seu showzinho particular de novo.

Nota: 2,0
Outra facada no Bryan Adams. Justin cover fez pior que Chitãozinho e Xororó fizeram com “Have You Ever Really Loved A Woman” de Don Juan de Marco. Foi brega, estridente, exagerado, tudo de ruim.

Nota: 0
Eu não esperava que o momento diversão da semana fosse do Dick Vigarista. O irmão cara de pau, cínico de carteirinha cantou “Endless Love”, aquela música brega de motel de rodoviária que até Sandy já cantou. Além de desafinar, ainda incorporou o próprio enviado dos céus, o anjo de candura, cantando com uma harpa gigante no palco! Foi tão ridículo que eu não parei de rir.

Nota: 8,0
Só dei nota alta pela coragem de cantar uma música underground e de um filme praticamente desconhecido. Eu amo “Falling Slowly”, amo Once, e o Oscar de melhor canção que ela ganhou foi um dos momentos mais bonitos da premiação na década. Falando agora do High School Kris, ele não passou metade da emoção e do sentimento que a música requer. Nem tem a voz suave que ela precisa.

Nota: 1,0
As duas últimas foram as melhores músicas da noite. “The Rose” do filme A Rosa é uma das músicas americanas mais lindas e tocantes. Ganhou o Globo de Ouro, mas foi ignorada pelo Oscar. No fim dos anos 70 foi responsável por colocar Bette Midler no mapa. Mas como sempre, Lil matou a música. O motivo? O mesmo de Kris. Ela não passou emoção, e a voz agressiva e estridente dela não harmonizava com a melodia, sem contar que feria os ouvidos... Ela enfiou uma gritaria gospel no meio que não cabia. Simon meteu o pau e ela ainda foi revidar. Devia ter ficado calada, porque ela não falou nada que fizesse sentido e só piorou as coisas...


Eliminação:

Novamente o programa começou com aquela edição apocalíptica, e o Seacrest quase posando de James Bond. Sei... Prefiro não comentar. Depois teve a tradicional propaganda da Ford com “Freeze Frame” do J. Geils Band. Eu adoro essa banda 80’s. O protagonista da propaganda foi logo o Matt Charlie Brown. Que ironia... Depois eles cantaram “Maniac” do filme Flashdance, e dessa vez cantando ao vivo! Adoro a música, mas ela é sempre pano pra manga para momentos ridículos, inclusive no próprio filme, em American Pie 3, e até em Elvira, A Rainha das Trevas que eu venero. E dessa vez a Lil resolve cantar direito. Logo na hora errada...

Depois veio o momento propaganda mostrando os candidatos indo ver o filme novo da Zac Efron com o Matthew Perry, 17 Again... E depois eles dizendo que gostaram do filme. Mesmo se eles não tivessem gostado, eles diriam o contrário. E o astro teen tava na platéia com a mesma roupa que o Adam usa nos ensaios. Pra bom entendedor, meia palavra basta.

As atrações musicais foram Jennifer Hudson e a Hannah Montana-Miley Cyrus. Jennifer veio primeiro e mostrou que ela evoluiu muito desde sua participação no programa. Já tem um Grammy e um Oscar por Dreamgirls, que eu achei meio exagerado, mas tudo bem. A Hannah veio quase no fim. Eu não sei o que o programa vê nela, que todo ano ela canta no programa. Eu gostei da música, mas ela é muito meia-boca pra cantá-la. Dêem-na para Kelly Clarkson. Ela faria milagres. Amy Lee cantando uma versão gótica dela também ia dar arrepios.

Os 3 menos votados foram Slumdog, Matt e Lil. Podiam eliminar os 3 de uma vez não? Pena... Bom, o menos votado foi o Matt Charlie Brown. E o júri resolveu usar o tal do veto, já que eles só podem usar até o top 5. Ou seja, ninguém saiu. Mas semana que vem saem 2, e o tema é disco, ou seja, haverá momentos interessantes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Seção CINEMA // Crítica Os Delírios de Consumo de Becky Bloom


A odisséia da echarpe da sorte


Os Delírios de Consumo de Becky Bloom // Confessions of a Shopaholic


Nota: 8,0


Os últimos filmes recentes que eu tenho visto ultimamente foram todos filmes femininos. E filmes femininos se resumem sempre à comédias românticas... Dessa vez eu fui com duas amigas ver o novo filme do PJ Hogan, diretor de O Casamento de Muriel e O Casamento do Meu Melhor Amigo. Sendo Muriel o melhor dos três disparado. O filme é adaptação de um livro homônimo e é bem aquele mais do mesmo de sempre. Tem cenas engraçadas, muitos momentos “vergonha alheia” (que eu destesto normalmente), e extremamente previsível. Dá pra adivinhar o tempo todo o que vai acontecer.

O filme é sobre a tal Becky Bloom do título. Ela é feita pela Isla Fisher, que é a cara da Amy Adams. Ela é namorada do Borat (mau gosto...) e já fez vários filmes famosinhos, mas esse é certamente seu debut como protagonista mainstream. Bom, a tal da Becky é uma menina filha de pais econômicos (pão duros), feitos por John Goodman e pela Joan Cusack (que não tem idade pra ser mãe dela...). Ela cresce e vira o oposto deles, ou seja, faz o que nunca pôde fazer antes: comprar tudo que vê pela frente.

Ela é jornalista e quer escrever pra uma revista de moda, e a oportunidade que ela vê de atingir o objetivo é escrevendo pra uma revista de finanças da mesma cadeia de publicações. Bom, a história é basicamente essa. Mas tem várias outras coisas que eu não consegui colocar num texto e fazer sentido, só soltando mais ou menos assim:

- o vício a faz virar uma mentirosa compulsiva, o que no começo faz tudo dar certo pra ela, mas com o tempo vai tudo desmoronando. Isso até que podia ser uma metáfora interessante para as dependências químicas se o desenrolar da história fosse diferente;
- ela é perseguida por um cobrador de dívidas;
- ela se apaixona pelo Hugh Dancy, que é o editor da revista de finanças;
- a coluna dela na revista de finanças faz sucesso, que ela assina com um pseudônimo “a garota com a echarpe verde”;
- não necessariamente nessa mesma ordem.

O filme segue direitinho a receita do sucesso. Tem todos os ingredientes que acontecem em diversos filmes, como O Diabo Veste Prada e Uma Linda Mulher. A protagonista bonita, atrapalhada e carismática. O protagonista é mais charmoso e galante do que bonito. Além de rico, inteligente, bondoso, compreensivo, trabalhador, e todas as virtudes do universo. A melhor amiga da protagonista é bem amalucada e divertida, tipo a Judy Greer era para a Katherine Heigl em Vestida Pra Casar e a Joan Cusack (que aqui é a mãe da protagonista) era para a Melanie Griffith em Uma Secretária de Futuro, que inclusive deu a Joan sua primeira indicação ao Oscar.

O elenco tem atores veteranos conhecidos praticamente fazendo figuração, como a Kristin Scott Thomas (O Paciente Inglês), John Lithgow (Laços de Ternura, Footloose, Kinsey) e Lynn Redgrave (Deuses e Monstros). É porque Hollywood foi feita só para gente jovem e linda. O filme é cheio de obviedades, evidente, mas é tipicamente feito para quem quer colocar o cérebro no ponto morto e só ver um filme. Divertido? Na maior parte do tempo. A melhor cena do filme é a da dança latina em Miami. E o tempo passa rápido. Mas se eu fosse dizer o que eu vi e realmente me marcou hoje, com certeza seria Susan Boyle.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Seção CANARINHOS // American Idol 8 - Top 8

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Top 8 – Semana “Ano de Nascimento”

Um tema que eles adoram. Desde que apareceu pela primeira vez, na quarta temporada, ele vem aparecendo em todas as seguintes. É uma chance de mostrarem fotos dos candidatos na infância e fazer piadinha com o júri. Essa semana também aboliram aquela breguice dos jurados virem do palco com aquela voz onipresente anunciando.

Nota: 0
Dick Vigarista nasceu em 1980. E cantou “Stand By Me” que é dos anos 60. Ano passado Archuleta cantou “You’re The Voice” que é de 1985, mas ele nasceu em 1990. A produção sempre faz favores pros seus favoritos... Dessa vez além de rouco, ele tava fanho. O arranjo péssimo. Horrível. Archuleta também cantou ela ano passado, e foi muito melhor.

Nota: 6,0
High School Kris nasceu 4 dias antes de mim... Ele cantou uma versão meio jazz, meio Stevie Wonder de “All She Wants To Do Is Dance” do Don Henley. Vejam a combinação: Stevie Wonder + vocalista dos Eagles + Backstreet Boys. Alhos com bugalhos. Não tinha como dar certo.

Nota: 4,0
Semanas atrás ela se vestiu de Tina Turner, e agora ela cantou Tina. Mais precisamente “What’s Love Got To Do With It” que ganhou diversos Grammys. Pra variar, não deu certo, confirmando o fato que ela não sabe escolher repertório. Tá ganhando mais o meu respeito, porque ela tenta de tudo, mas nada tem dado certo. Pelo menos dessa vez era escutável. Pelo menos ela estava bonita e bem vestida.

Nota: 2,0
Slumdog voltou a cantar as mela-cuecas dele, que é o que ele faz melhor. Uma versão sem graça da Cyndi Lauper... Arranjo horrível de "True Colors". Haley na quinta temporada fez muito melhor.

Nota: 4,0
Jon também nasceu no mesmo ano que eu e cantou “The Search is Over” do Survivor, que parece música de propaganda de Hollywood (adoraaaaaaava as propagandas, mas odeio cigarro)... Aí ele cantou sem o piano e ficou com uma guitarra pendurada lá de enfeite, com os olhos perdidos rodopiando e se movendo. Ele deu uma desafinada cruel no agudo do meio da música.

Nota: 5,0
Animal nasceu em 1992. É um muppet baby ainda... E cantou "I Can’t make You Love Me" da Bonnie Rait, que eu ouço e só penso em George Michael. A versão dele é imbatível. Lógico que na rouquidão dela matou a música pra mim.

Nota: 5,0
Mais outro que nasceu no mesmo ano que eu... Ele voltou ao normal. Deixou de querer imitar roqueiro depressivo, e imitou o insuportável Justin Timberlake mais uma vez, só que dessa vez cantando "Part-Time Lover" do Stevie Wonder. Lógico que ficou muito pior que o original, mas deu pra escutar...

Nota: 10
Save The Best For Last… Mais uma vez Cher prova que está léguas e léguas acima dos outros amadores. A gente viu fotos dele ao natural, que é loiro (ou seja, antes de virar emo e pintar tudo de preto). Ele cantou “Mad World” do Tears For Fears que eu amo, amo, amo! A música me lembra Donnie Darko que eu também adoro. Foi lindo demais. Deu arrepios. Até o entojado do Simon aplaudiu de pé. A produção, provavelmente prevendo uma vitória dele (merecidíssima), está querendo mudá-lo e ele tá ficando cada vez menos emo, menos Cher fantasiada de Ave do Paraíso, e mais com um visual boneco Ken.


Eliminação:

O programa começou de novo com aquele clima brega de juízo final. Depois tiraram onda do ano do nascimento do Simon. Mostraram a música que estava em primeiro lugar quando ele nasceu e depois o próprio cantor, Frankie Avalon (muito conservado por sinal), entrou no palco pra cantar "Venus" ao vivo. Em seguida os finalistas cantaram "Can’t Get You Out Of My Head" da Kylie Minogue. Tava tão chato que eu pulei. Nem parei pra ver se era playback ou não. E além de imitarem os playbacks da Britney, dessa vez fizeram a propaganda da Ford com Circus... As duas aparições musicais foram do rapper Flo Rida, que eu pulei, e da Kellie Pickler da quinta temporada, que ficou famosa por sua ingenuidade (pra não dizer outra coisa). Ela tá até mais bonita, mas achei a música irritante.

Anunciaram os 3 menos votados: Slumdog, Lil e Jon. Se Lil fosse eliminada, os jurados com certeza usariam o veto, mas não foi o caso. Por mim, Slumdog vazava, mas Jon foi o eliminado... Se não foi teatro, parece que as juradas estavam interessadas em salvá-lo. Ele ter desafinado a mesma nota de novo não deve ter ajudado. Fizeram aquele drama de indecisão que não sabiam o que fazer, e o Simon acabou eliminando ele. Quer saber? Tudo farsa. Já manipularam tanta coisa esse ano, por que dessa vez seria diferente? Mais um que eu tinha simpatia se foi...