sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Seção CINEMA // Crítica Loggerheads

Coisas Que Perdemos Pelo Caminho

Loggerheads

Nota: 9,5

Ultimamente não tenho tido tempo pra quase nada e quase não tenho visto filmes. Por isso que mal tenho atualizado o blog. O curso tem enlouquecido e consumido todo o meu tempo... Espero poder ir ao cinema esse final de semana e ter mais assunto sobre o que escrever, pra que o blog não fique abandonado por muito tempo. Hoje tive um tempinho e vi esse filme que eu já tinha ouvido falar várias vezes, mas nunca tive como ver. Esses filmes independentes sempre me lembram como o cinema descom-promissado com bilheteria é superior. Passam longe da obviedade e dos clichês caça-níqueis.

O elenco tem algumas pessoas que eu já conhecia também, como o Kip Pardue, que fez Regras da Atração, Aos Treze, e faz uma pontinha num outro filme independente que eu amo, Heróis Imaginários. Tem a Bonnie Hunt, que fez vários seriados de TV, fez toda a série Beethoven, Jumanji, Jerry Maguire e À Espera de Um Milagre. O Chris Sarandon, primeiro marido da Susan Sarandon, que fez Um Dia de Cão e a Tess Harper, que teve dois castigos na vida: fazer parte do elenco de Ishtar, aquele filme do Warren Beatty e do Dustin Hoffman que é considerado um dos piores filmes de todos os tempos, e foi mulher do Tommy Lee Jones em Onde Os Fracos Não Têm Vez.

Bom, o filme tem três histórias paralelas que ocorrem em tempos diferentes, tipo As Horas, mas elas não são tão distantes umas das outras temporalmente. A Bonnie faz uma atendente de uma locadora de carros em um aeroporto que vive com a mãe, larga o emprego e tenta encontrar o filho que ela foi obrigada a entregar para a adoção quando tinha 17 anos. O Kip faz um andarilho sem-teto obcecado em salvar tartarugas marinhas (as loggerheads do título), e acaba conhecendo George, que é dono de um motel na cidade e o oferece um quarto pra ficar. A Tess faz uma esposa de ministro evangélico dividida entre seguir os ensinamentos do marido, ou de Deus, sei lá, ou seguir seu coração.

Esse é um filme de 2005 do diretor/roteirista Tim Kirkman, que eu nunca ouvi falar e o IMDB me disse que esse é o último filme que ele fez, e é baseado numa história real. O filme estreou no festival de Sundance e ganhou diversos prêmios em outros festivais mundo afora. Foi filmado em 2004 na cidade de Wilmington, mesma cidade em que Dawson’s Creek era filmado também. Quase todo mundo que me conhece sabe que eu amo Dawson’s Creek. Amava há 10 anos atrás pelo menos.

É uma pena que filmes assim não sejam tão reconhecidos nas premiações, salvo raras exceções, ou consigam espaço nas salas de projeção. Enquanto isso a gente agüenta transformers, x-mens, bruxos e duendes, comandos em ação, passeios intergalácticos, tiros, sangue e comédias acerebradas diversas o ano inteiro. Quem gosta de tudo que eu listei na frase anterior provavelmente vai detestar esse filme, já que são ritmos totalmente diferentes. E não tem explosão nenhuma também. Só diálogos, expressões, olhares e sentimentos.

5 comentários:

  1. Muito obrigada pela indicação. O filme é realmente poético, sensível, discute de forma contundente o conservadorismo critão norte-americano. Eu senti que na vida de todos e todas ali faltava algo que a ausência do respeito pelas escolhas do outro não lhes permitia existir. Mostra como algumas pessoas são tornadas invisíveis como consequência da covardia e da discriminação alheia. Um filme obrigatório. Beijos, caro amigo.

    ResponderExcluir
  2. Tem relacionamento homossexual nesse filme?? Esse negocio de esposa de pastor parece que nao vai acabar bem nao!!!

    ResponderExcluir
  3. O filme só te atrairia se tivesse algum relacionamento homossexual nele?
    Há diversas relações humanas nele acima de tudo! Acho que você deveria vê-lo. garanto que você vai gostar.

    ResponderExcluir
  4. Olá,
    Parabéns pelo Blog....gostaria de convidá-lo a visitar o nosso....minervapop.blogspot.com
    Valeu!
    Anselmo - SP

    ResponderExcluir
  5. Olá Anselmo, obrigado pelo elogio.
    Vou dar uma passada lá sim!
    Abraço!

    ResponderExcluir