quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Meu Primo Vinny

Entrando Numa Fria

Meu Primo Vinny // My Cousin Vinny (1992)

Nota: 8,0

Eu vi esse filme movido pela curiosidade. Dizem que a Marisa Tomei ganhar o Oscar por esse filme foi a premiação mais injusta da Academia. Diziam que o Jack Palance leu o nome errado no envelope. Ela não tinha sido indicada a nenhum outro prêmio antes desse Oscar, nem por esse, nem por nenhum outro filme. Mesmo assim eu fiquei muito curioso, por não conseguir imaginar nada que pudesse superar Gwyneth Paltrow e Roberto Benigni. E ambos foram no mesmo ano! E a Marisa ainda foi indicada duas vezes depois, por Entre Quatro Paredes e O Lutador. Nem Gwyneth, nem Roberto foram sequer cogitados pela premiação depois. Então resolvi ver.

Meu Primo Vinny é sobre dois jovens viajantes que são presos no Alabama por um assassinato que não cometeram. Um deles é o Ralph Macchio, o Karatê Kid, já com uns 30 anos e com a eterna cara de 15. Enfim, o Ralph rouba por acaso uma lata de atum, e ao serem presos ele assume a culpa, sem saber de qual crime está sendo acusado. Sem dinheiro, eles precisam de um advogado pra defendê-los, e acabam recorrendo ao primo do Ralph, o Vinny, que é feito pelo Joe Pesci, de Esqueceram de Mim, e vencedor do Oscar por Os Bons Companheiros.

Ele chega à cidade com sua extravagante noiva Mona Lisa, feita pela Marisa, bem aos moldes Sonia Braga. O que eles não sabem, é que ele levou 6 anos pra conseguir a licença para advogar, e não sabe nem o que trajar num tribunal, o que não só os leva ao desespero, mas a sua noiva também, já que ele a prometeu que se casariam após ele vencer sua primeira causa.

O filme é uma comédia que conquistou minha simpatia. Não apela pra piadas chulas, nem preconceituosas. Achei que tem alguns furos, e coisas bem “lugar comum”, como o final, que todo mundo já imagina qual será, mas não sabe ao certo como vai ser. É nesse como vai ser que reside o problema. As coisas acontecem muito de repente, como num passe de mágica, como o patinho feio que vira cisne em comédia romântica, a fim de conquistar o coração do seu amado, que nunca a enxergou antes. Como se alguém só pudesse ser notado pela beleza... Já mudei de assunto!

A Marisa se sai bem, num papel de ítalo-americana espalhafatosa, espetaculosa, naquela coisa bem Sonia Braga em Luar sobre o Parador, meio Viúva Porcina, Rubra Rosa ou Amapola Ferraço. Esses papéis de mulheres excêntricas e de personalidade forte sempre chamam muita atenção para si, apesar de ela ser mais compreensiva do que barraqueira. E nem tem nada de burra. E eu acho esquisito uma mulher dessas ficar noiva de um advogado de porta de cadeia. Ela poderia se casar facilmente com um petroleiro cafona do Texas e viver de madame pro resto da vida.

Conclusão: Discordo da alegação. Gostei do trabalho dela, apesar de achar um tanto “ingênuo e cru”, porque ela era uma atriz inexperiente na época, mas ela é a alma do filme, rouba as cenas do Joe Pesci, o protagonista, que tem a maior parte das deixas cômicas, e ela poderia não ter sido a melhor das cinco indicadas, mas com certeza já vi muita coisa pior ser premiada. Anna Paquin, um ano depois, ganhou só por ser adorável e sapeca. O mesmo pra Tatum O’Neal. Contudo, eu posso dizer que o discurso de agradecimento dela só não foi o pior que eu já vi, porque eu vi (ao vivo ainda por cima...) o da Marion Cotillard, do James Cameron e o do Benigni. Nem incluo a Tatum na lista porque ela tinha uns 10 anos na ocasião.

8 comentários:

  1. Olá Dono do Blog
    Concordo com você em alguns pontos. O filme é bom de se assistir. Uma comédia ainda do tempo em que não se usavam piadas apelativas demais e onde existia um pouco mais de bom senso e verossimelhança. Assistit ao filme também somente para ver a atuação da Marisa Tomei, que me surpreendeu e achei que foi excelente. Pode ser que não tenha sido superior em relação a Vanessa Redgrave em Retoro a Howard Ends (indicada naquele mesmo ano), no entanto para uma atriz jovem ela se saiu de forma soberba.
    Realmente roubou a cena do Joe Pesci (nunca achei ele um bom ator, pois sempre fez papéis ítalo-americanos muito semelhantes e com o mesmo sotaque, e também não gostei muito d'Os Bons Companheiros) e foi muito mais merecido do que a Paltrov por Shakspeare Apaixonado que era a atuação mais fraca de todas as indicadas naquele ano e a Academia errou feio. Sei que quero puxar a sardinha para nosso lado mas a Fernanda Montenegro sem dúvida era a melhor atuação, pode ser que não tenhamos outra atuação feminina dessa qualidade no cinema brasileiro. Eu recomendo esse filme para qualquer um e dou a nota de 8,0 igual a tu blogueiro. Um abraço de outro fanático por filmes. Até mais

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