domingo, 23 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Inimigos Públicos

O Príncipe dos Ladrões

Inimigos Públicos // Public Enemies

Nota: 5,0


A crítica especializada tem elogiado muito esse novo filme do Michel Mann. Eu nem sou muito fã da filmografia dele. Ele fez O Último dos Moicanos, O Informante, Hancock, O Reino, Colateral e Miami Vice. Nada que me atraia. Eu me lembro de ter visto O Informante e gostado muito, mas, se fosse votante, não o teria indicado ao Oscar de Melhor Filme em 2000. Teria trocado fácil por Magnólia, O Talentoso Ripley, Garota Interrompida ou Eleição. O filme ainda tem Johnny Depp e Christian Bale, atores que eu normalmente gosto muito, além da Marion Cotillard, de Piaf e Um Bom Ano e o Giovanni Ribisi, que é o irmão bestão da Phoebe de Firends. Então fui ver com boas expectativas, apesar dos pesares.

A história se passa nos tempos de Depressão, pós a bancarrota de 1929, e é sobre o primeiro bandido número 1 dos EUA, procurado pelo FBI, John Dillinger, feito pelo Johnny Depp, voltando ao seu antigo visual dos tempos de Cry Baby. O filme já começa com ele fugindo da cadeia e formando uma gangue (ou várias) que assalta bancos e liquida quem ficar no seu caminho. Ele é perseguido pelo agente Melvin Purvis, o Christian Bale, bem magro e envelhecido, longe de lembrar o Batman ou o Psicopata Americano. Pelo caminho o Johnny coleciona crimes, desafetos, é capturado pela polícia, foge, mata uns policiais por aí e ainda engata um romance com a Marion.

Achei o filme longo demais e arrastado. Não sei se foi o sono que me deixou impaciente. Talvez fiquei com sono porque o filme é chato mesmo... E o protagonista não é nem um pouco carismático pra nos envolver nos crimes dele. A gente só torce o tempo todo pra ele se dar mal. Acho que filmes como esse tem que ter senso de humor, como Prenda-Me Se For Capaz, senão ele só irrita. As piadinhas muito esporádicas do Johnny não foram suficientes pra me divertir. Filmes com vilões protagonistas normalmente costumam me agradar, tipo O Silêncio dos Inocentes e Psicopata Americano.

O filme também muda de ritmo completamente da metade pro fim e dá pra notar principalmente pela trilha sonora. No começo a música tema era “Ten Million Slaves” do Otis Taylor, que toca no trailer, e dá dinamismo à história. Depois a trilha incidental vira aqueles instrumentais melosos e trágicos de romances tormentosos, acho que devido ao crescimento da Marion na história. Ela ainda solta essa pérola numa cena pra um policial: veio ver o estrago que você fez? Ué, mas ela tem um caso com um verme daquele, que se disfarça de Robin Hood pra tapear a opinião pública, um assaltante, assassino, tudo que não presta, e ainda vem reclamar de estrago? Me poupe...

2 comentários: