quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Seção CINEMA // Crítica Amor Sem Fim

De Doido Todo Mundo Tem Um Pouco

Amor Sem Fim // Endless Love (1981)


Nota: 5,5


Endless Love todo mundo conhece. Virou hino de flashback na rádio faz tempo, e toca em casamento, baile de debutante, dia dos namorados, entre outras celebrações. O que pouca gente sabe, é que a música foi escrita pelo Lionel Richie para um filme homônimo, e traduzido ao pé da letra para Amor Sem Fim, e toca em 4 entre 5 cenas do filme, em versões diversas, mas a versão famosa (o dueto do Lionel e da Diana Ross) só é introduzida nos créditos finais. O filme pra mim só prova a obsessão do Franco Zefirelli por romances trágicos entre adolescentes, porque Romeu & Julieta foi feito por ele nos anos 60, e foi polêmico por ser a primeira adaptação da história a ser protagonizada por verdadeiros adolescentes, e também continha as cenas de sexo. A fórmula desse é a mesma, inclusive é também uma adaptação de obra literária.

Bom, a história é com o Martin Hewitt, que sumiu do mapa, e com a Brooke Shields, na época em que ela era paga pra posar de namorada do Michael Jackson, e é sobre um rapaz de 17 anos que é apresentado a uma menina de 15, pelo irmão dela, e começam um romance. Ele vive ao lado dela, e freqüenta a sua casa inclusive, e têm o apoio dos pais dela, que são profissionais liberais, e bem pra-frentex, mas ganham o ciúme do irmão dela, que apresentou o casal, feito pelo James Spader. Mas o apoio do pai acaba quando ele descobre que eles mantêm relações sexuais. Ele também fica ciúmes, e passa a se incomodar também com o relacionamento.

Ou seja, o pai dela era um grande de um hipócrita, liberal de meia tigela. Na verdade ele era um machista e moralista como a sociedade prega que todo mundo deve ser. Ao contrário da mãe, que se projeta no relacionamento dos dois, e vive através da filha uma liberdade que ela nunca teve. Por outro lado ela é passiva também, por apenas discordar das atitudes do marido. Ele os proíbe de se verem, causando revolta nos dois.

Outro fato curioso é que esse foi o primeiro filme do Tom Cruise. Ele faz uma cena só, como um atleta da escola contando que ele incendiou sua casa sem querer, e conseguiu tirar todo mundo de casa, e acabou sendo visto como herói. Movido por essa brilhante idéia, o Martin toca fogo na casa da Brooke e vai salvar a família pra pagar de herói e reconquistar a simpatia deles. Só que inexplicavelmente, ele é desmascarado, porque ele de fato incendiou e foi lá salvar a família toda, mas na cena seguinte ele já está no seu julgamento pelo incêndio criminoso. Ficou meio tosco isso aí. Não se esclareceu como tudo foi descoberto. E ele é condenado a um tratamento psiquiátrico.

Eu sinceramente acho que ele só podia ser louco mesmo. Primeiro que ele foi na onda do Tom, e executou a idéia de jerico. Segundo que mesmo depois de passar dois anos num manicômio, ele ainda queria ir atrás dela. Qualquer pessoa normal, e nos seus 17 anos, teria achado outra pessoa qualquer para se relacionar. A gente conta nos dedos as pessoas que se casam com seus romances da adolescência. Outra conclusão pessoal que tiro do filme, é que a Brooke foi a mulher mais linda a pisar na face da Terra. Foi mesmo, porque hoje em dia ela não é nem sombra do que ela era. Envelheceu muito mal. A Denise Richards se parece mais com ela quando jovem do que ela mesma.

Mas apesar de linda, a Brooke nunca foi lá boa atriz. Ela é fraquinha demais, mas ainda assim é melhor que o Martin, que me lembra um Iran Malfitano mais magro e menos cabeludo. Deve ser por isso que artisticamente o Tom Cruise e o James Spader chamaram mais atenção que eles depois. A Brooke, por ser linda, sempre continuou na mídia, seja como modelo, ou pelos seus seriados fraquinhos de TV e os seus filmes, em que ela só precisava enfeitar a tela, tipo A Lagoa Azul e Suddenly Susan. Agora ela faz Lipstick Jungle, que é uma cópia de Sex and The City, aquela coisa primorosa... Mas o Martin sumiu de vez. Deve ter mudado de área.

Outra estréia no filme é do Ian Ziering, que fazia o Steve Sanders de Barrados no Baile. Ele era um dos irmãos da Brooke. Só soube que ele tava no filme nos créditos finais. Ele também sumiu depois do sucesso com o seriado. O filme colecionou indicações a prêmios. Foi indicado a 6 Framboesas de Ouro, incluindo pior filme, pior atriz e pior diretor, mas não ganhou nenhum, e algumas indicações a melhor canção para o tema título.

4 comentários:

  1. gostaria de saber onde anda martin hewitt e com esta aparencia dele hoje2011

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  2. Kkkkk gostei do teu texto. Muito hilário. Escrito em primeira pessoa, porém muito bom. Concordo em gênero, número e grau: a Brooke foi a mulher mais linda que a humanidade já viu.

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  3. Gostei muito do texto. Brooke foi a mulher mais linda de todos os tempos. Sempre achei isso. Mas realmente, hoje ela não tem nada em seu rosto do que ela foi. parece uma pessoa diferente. PLÁSTICAS na certa.
    Mas acho que a galera pega muito no pé desse filme. a história tem umas coisas que não fazem sentido mas hoje em da vejo o povo indo ao cinema pra ver coisas muito muito piores e esses filmes não tem um terço da gozação.
    Gosto desse filme. Eh meloso mais a trilha q tem Kiss, Blonde e Leonel eh massa. Fora que so por ter a mulher mais linda de todos os tempos já venci tudo!

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  4. Gostei muito do texto. Brooke foi a mulher mais linda de todos os tempos. Sempre achei isso. Mas realmente, hoje ela não tem nada em seu rosto do que ela foi. parece uma pessoa diferente. PLÁSTICAS na certa.
    Mas acho que a galera pega muito no pé desse filme. a história tem umas coisas que não fazem sentido mas hoje em da vejo o povo indo ao cinema pra ver coisas muito muito piores e esses filmes não tem um terço da gozação.
    Gosto desse filme. Eh meloso mais a trilha q tem Kiss, Blonde e Leonel eh massa. Fora que so por ter a mulher mais linda de todos os tempos já venci tudo!

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