quarta-feira, 8 de julho de 2009

Seção CANARINHOS // Funeral do Michael Jackson

Toda a nata de Hollywood estava lá chegando, tirando alguns que deram a desculpa de que o Michael queria que eles chorassem em casa. E morto lá tem vontade? Enfim, estavam lá todos chegando, e eu também muito fino, vendo na TV de rabo de olho no trabalho... AHAHAHA

Desde a Princesa Diana que eu não acompanhava o velório de alguma celebridade. Também não lembro de nenhum outro ter sido televisionado... O próximo acho que só o da Madonna, que deve demorar no mínimo uns 30 anos.

E entre os dois, eu digo com todas as letras que o da Princesa foi muito mais tocante. E o do Michael não teve nem de longe nenhum momento tipo o Elton John cantando Candle in The Wind.


Vamos aos detalhes!


- O show, desculpem, o funeral, começa com o Smokey Robinson lendo duas mensagens, uma dele e outra Diana Ross. Aparentemente ela ficou emocionada demais para ler.



- Mariah Carey desafinou da primeira à última nota de "I'll Be There". Há 17 anos atrás Mariah gravou o seu acústico MTV (que eu amo) e fez uma versão de I'll Be There (junto com o Trey Lorenz, seu backing vocal que também cantou no velório), que foi direto pro número 1 das paradas. Bons tempos aqueles... Cliquem aqui para ver a versão de outrora.

- Depois vem a Queen Latifah falar lá um bocadinho sobre a importância do Michael.

- Lionel Ritchie canta uma música chatíssima dele da época dos Commodores. Se era pra cantar uma das velhas dele, ele deveria ter cantado Easy (Like a Sunday Morning).

- Stevie Wonder cantou outra música lá chata de um disco dele de 1971. Tanta música boa que ele tem... E eu gosto mais da versão do George Michael.

- Jennifer Hudson faz uma versão gospel exagerada e chata de Will You Be There?, aquela música de Free Willy. Uma gritaria só.

- Depois veio uma pessoa que responde pela alcunha de Al Sharpton, que é um pastor batista, fazer um sermão lá. Coisa desagradável. Tive que colocar a TV no mudo porque ficou intolerável. Eu sinceramente iria sair com cefaléia e dor nos típanos daquelas igrejas americanas. As gritarias vão desde os sermões aos cânticos...

- John Mayer aparece, no que foi pra mim - mesmo fazendo caretas - o melhor momento (musical) do "evento". Ele apenas tocou Human Nature na guitarra. A palavra é prata, o silêncio é ouro. Tão simples, e tão bonito...

- Brooke Shields, emocionadíssima, aparece naquele momento "a gente tomava vaca preta na sorveteria do Seu Joaquim", contando suas 5732961840 aventuras com ele. Só esqueceu de dizer que ela foi paga para posar de namorada dele nos anos 80...

- Jermaine Jackson (o irmão que ainda tentou voltar pra indústria nos anos 80 cantando com a Pia Zadora, que hoje é igualmente famosa...) canta "Smile" do Charlie Chaplin, que a Brooke disse ser sua música favorita.

- Depois veio outra senhora fazer gritaria. Coloquei no mudo e nem vi o nome da cidadã.

- Uma deputada texana fez um discurso sobre a importância do Michael para a auto-estima e auto-afirmação dos negros americanos, esquecendo que, sabe-se lá como, ele virou branco... E morreu quase azul... Esse também foi o melhor momento da cerimônia, devido a tradução simultânea da reporter da Globo:

"Michael never stopped giving..."

tradução: "Michael nunca parou de dar..."

AHAHAHAHAHAHAHA

Ela poderia ter só colocado um "o" e transformado em doar, mas ficou ótimo assim. Nem os clientes na agência contiveram o riso.

- Usher, querendo entrar pra história como o momento emocionante do dia, faz cena (dá um pitizinho básico...) cantando "Gone Too Soon" do próprio Michael. Recomponha-se por favor...



- Videozinho do Michael cantando "Who's Loving You" na TV em 1969, momento em que o Jackson 5 estoura. Depois entra um pivete fazendo uma voz evelhecida e gritando a mesma música. O menino é o galês Shaheen Jafargholi, que participou do "Britains Got Talent", que ganhou fama mundial devido a Susan Boyle. Podiam ter chamado o Billy Gilman pra cantar Ben. Seria muito melhor.

- Smokey Robinson volta pra dizer que ele que escreveu essa música.



- Final apoteótico e nem um pouco previsível: Todo mundo no palco de mãozinha pra cima cantando "We Are The World" e "Heal The World". Solange, faltou você!




- Paris, filha do Michael, diz que ele foi o melhor pai do mundo. Respeito muito a dor da criança, e ele realmente deveria ser o centro do universo deles, o mundo que eles conheciam, mas ela definitivamente não tem base de comparação... E depois de anos, a gente finalmente vê o rosto dessas crianças.

E assim se encerra o velório do ano.


11 comentários:

  1. Meu deus... quanto humor negro vc tem!
    auyhhahahuauhua
    vc tinha q ter um programa na TV, tipo o da Sonia Abrao ou um Superpop da Lucianta Gimenez pra entrevistar Celebridades de segunda linha.

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  2. ....Foi uma serimonia muito bonita o Shaheen Jafargholi foi muito bonitoo o qual no papel dele era apenas mostrar como o michael jackson vai deixar saudades... e como ele é insubstituivel..... Pois é...

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  3. will, cerimonia com S.. doeu mais q a morte do MJ... snif snif

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  4. Olha, essa coisa de deixar saudades é muito relativo, porque o Michael já não produz nada há no mínimo 10 anos. Lógico que a gente se abala com uma morte, porque não somos de pedra. Mas eu sinto a morte dele da mesma forma que sentiria a de algum conhecido. Foi um grande artista, perfomer (mais do que cantor) e já deixou o seu legado. Nada de novo viria dele. Como pessoa, creio que deixará saudades para os próximos a ele. Creio que não seja o nosso caso. Mas a influência dele na minha vida foi a sua música, que vai continuar aí. Então, life goes on!

    Já o Shaheen não precisava gritar tanto (cantar e gritar são duas coisas diferentes) para mostrar seu respeito. E ele tem um vícios vocais feios. Faz uma voz envelhecida, grossa, que não é dele. Precisa estudar. Eu, particularmente, não consegui apreciar quase nenhuma das apresentações do evento. Só o John Mayer. E eu gosto da Mariah, da Jennifer, do Lionel e do Stevie.

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  5. Eu achei o Jermaine o momento musical mais bonito, mais tocante. Amo Smile. O John Mayer (gatíssimo, ui!) estava ok, também, gostei da reverência silenciosa.
    A Brooke enfatizou o 'friendship', né. Eles deviam ser amigos mesmo (fora do contrato para posar de namorada dele). A moça que fazia a tradução simultânea na globo cometeu diversas gafes, meninoooo, uma coisa tosca, foi triste.

    Ah, diferente de vc, também gostei do discurso do pastor e do jeitão nigga, achei que foi bacana. A outra negra era a filha do Martin Luther King (com o irmão).

    A menininha chorando a morte do pai foi pra matar, né. Eu acredito que ele era um pai incrível, apesar de todas as esquisitices, devia criar um mundo de fantasia para aqueles meninos e criança é bem menos exigente que nós, só quer carinho e proteção. Depois fiquei pensando que o MJ era meio que um Willy Wonka na era dos paparazzi.

    Fora isso, sei lá, meio estranho ver essa espetacularização da morte, um momento que costuma ser de tanta intimidade com todas aquelas performances chorosas e um caixão televisionado, exposto ao mundo inteiro, prova de que vivemos mesmo na sociedade do espetáculo. Beijos, amigote.

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  6. Ahh... fala sério.. Mariah Desafinar??? Onde???
    Vc sabe porQ cabrito caga redondo?
    Vc não entende nem de merda, vai entender de música....

    Nosso como vc é ridículo nem respeita a dor da criança Paris...

    O pai sempre é visto como o melhor do mundo...

    Vc deve ser filho de alguma chocadeira....

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  7. Pena que você não consegue ver o quão fake tudo aquilo foi. Um show de divulgação dele, arrecadação de fundos pra bancar suas dívidas. Tudo falso, cheio de pessoas que creio que pouco importavam pra ele. O ponto áureo da hipocrisia foi a Brooke. Se fosse um filme ela ganhava um Oscar ali. Mariah desafinou, e não foi pouco não. Ela mesma admitiu e se deculpou. Alegou a emoção do momento.

    E eu respeito a dor da criança. Mas ela vivia num mundo recluso, onde ele era tudo, com todas suas excentricidades e esquisitices. Ela agora provavelmente vai conhecer o mundo real que não pôde antes. Então dizer que ele é o melhor pai do mundo é natural pra ela. Mas até isso ser verdade, são outros 500...

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  8. hahahahahahaha nem vi o showneral, tava na rua turistando rs

    mas vamos aos comentários:

    Mariah, dear, vá colocar uma daquelas máscaras que MJ usava nos filhos, por favor. Que vergonha!

    tetesto Jen Hudsno plz sai dae, c vai morre

    John Mayer = príncipe

    Brook Shields = HAHAHHAHAHAHA tão fake que nao consigo ahahahahahhahaha parar de riahahahahaha... rir

    Johnny Depp admitiu: ele se baseou em MJ pra fazer o Willy Wonka dele (odioso, btw, nada a ver com o personagem do livro :////)

    MJ, may RIP.

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  9. kkkkkkkkkkkkkkk
    Não sei por onde começo...

    Primeiro cou comentar o que você escreveu!
    Tá muito bom sim. Concordo com Mariah desafinando (terríííííível), com a Jennifer Hudson também.

    A música do Lionel, gostei mais ou menos, acho que tinha melhores. A do Stevie eu gostei (não amei).

    Bem, quanto a Brooke, ela pode até ter ganho pra pousar denamorada dele, mas acho que além disso ela devia se dar bem com ele ou não teria tremido tanto. Reparou que ela, ao falar, se referiu a toda a família dele menos o pai. Que falou com todos os irmãos dele, a mãe e os filhos, quando desceu, mas não com o pai.
    Li que os 2 se davam bem porque ambos tinham problemas com o pai.

    Gostei do irmão dele cantando! Por sinal, eu amo aquela música (belíssima).

    Bem, quanto oa pivete, até achei que ele cantou direitinho, mas vamos combinar que deviam ter colocado ele pra cantar antes de aparecer o vídeo do MJ pivetinho cantando a mesma música. Não dá nem pra comparar os 2 cantando essa música, o MJ era muito melhor!

    O final era esperado. Mas, segundo foi dito lá no dia, era assim que seria uma parte do show dele dessa nova turnê e que essa era a parte que ele mais gostava!

    Enfim, não sei como ele iria arrecadar fundos com esse funeral se os ingressos foram dados de graça!

    E quanto a pivetinha, eu digo que sim ele vive num mundo próprio dela, como toda criança. Vivia "enclausurada por causa do pai, mas como ela é criança talvez isso não fizesse diferença pra ela. E não é porque ele era demasiadamente excentrico que ele era uma pessoa ruim, não é mesmo!

    é isso!

    bjuuuu

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  10. Mila:

    Quanto a Brooke, talvez sim, mas eu sinceramente nunca vi nada sobre essa amizade tão próxima deles. Já o vi diversas vezes com Liza Minelli e principalmente com Elizabeth Taylor. Essas sim eram suas amigas. Acho que a Brooke transformou tudo em muito mais do que realmente foi. Como se ela tivesse ficado com um cara em um show e viesse ao seu funeral dizer que ele foi o grande amor da sua vida.

    Eu não gosto de Smile. Pra mim não fede nem cheira. Acho a letra meio masoquista, e a melodia não me comove(u) até então. Pode ser que aconteça algum dia, como Over The Rainbow.

    O Shaheen pode até ser melhor cantor do que ele apresentou ali. As circunstâncias podem ter sido um pouco demais pra ele se controlar, por ser muito novo e tal. Talvez se fosse o Michael de 1969 na mesma situação coisa parecida poderia ter acontecido.

    Quanto a arrecadar fundos, não é o evento em si que gera renda, mas as conseqüências dele. Tipo, venda de cd's, camisas, acessórios, livros, etc. A família deve ter organizado um feirão do lado de fora cheio de quinquilharia dele que nessas circunstâncias vendem como água. Enfim, foi tudo foi uma grande propaganda da figura de Michael Jackson. E isso pode virar dinheiro de "n" formas.

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