quinta-feira, 16 de abril de 2009

Seção CINEMA // Crítica Os Delírios de Consumo de Becky Bloom


A odisséia da echarpe da sorte


Os Delírios de Consumo de Becky Bloom // Confessions of a Shopaholic


Nota: 8,0


Os últimos filmes recentes que eu tenho visto ultimamente foram todos filmes femininos. E filmes femininos se resumem sempre à comédias românticas... Dessa vez eu fui com duas amigas ver o novo filme do PJ Hogan, diretor de O Casamento de Muriel e O Casamento do Meu Melhor Amigo. Sendo Muriel o melhor dos três disparado. O filme é adaptação de um livro homônimo e é bem aquele mais do mesmo de sempre. Tem cenas engraçadas, muitos momentos “vergonha alheia” (que eu destesto normalmente), e extremamente previsível. Dá pra adivinhar o tempo todo o que vai acontecer.

O filme é sobre a tal Becky Bloom do título. Ela é feita pela Isla Fisher, que é a cara da Amy Adams. Ela é namorada do Borat (mau gosto...) e já fez vários filmes famosinhos, mas esse é certamente seu debut como protagonista mainstream. Bom, a tal da Becky é uma menina filha de pais econômicos (pão duros), feitos por John Goodman e pela Joan Cusack (que não tem idade pra ser mãe dela...). Ela cresce e vira o oposto deles, ou seja, faz o que nunca pôde fazer antes: comprar tudo que vê pela frente.

Ela é jornalista e quer escrever pra uma revista de moda, e a oportunidade que ela vê de atingir o objetivo é escrevendo pra uma revista de finanças da mesma cadeia de publicações. Bom, a história é basicamente essa. Mas tem várias outras coisas que eu não consegui colocar num texto e fazer sentido, só soltando mais ou menos assim:

- o vício a faz virar uma mentirosa compulsiva, o que no começo faz tudo dar certo pra ela, mas com o tempo vai tudo desmoronando. Isso até que podia ser uma metáfora interessante para as dependências químicas se o desenrolar da história fosse diferente;
- ela é perseguida por um cobrador de dívidas;
- ela se apaixona pelo Hugh Dancy, que é o editor da revista de finanças;
- a coluna dela na revista de finanças faz sucesso, que ela assina com um pseudônimo “a garota com a echarpe verde”;
- não necessariamente nessa mesma ordem.

O filme segue direitinho a receita do sucesso. Tem todos os ingredientes que acontecem em diversos filmes, como O Diabo Veste Prada e Uma Linda Mulher. A protagonista bonita, atrapalhada e carismática. O protagonista é mais charmoso e galante do que bonito. Além de rico, inteligente, bondoso, compreensivo, trabalhador, e todas as virtudes do universo. A melhor amiga da protagonista é bem amalucada e divertida, tipo a Judy Greer era para a Katherine Heigl em Vestida Pra Casar e a Joan Cusack (que aqui é a mãe da protagonista) era para a Melanie Griffith em Uma Secretária de Futuro, que inclusive deu a Joan sua primeira indicação ao Oscar.

O elenco tem atores veteranos conhecidos praticamente fazendo figuração, como a Kristin Scott Thomas (O Paciente Inglês), John Lithgow (Laços de Ternura, Footloose, Kinsey) e Lynn Redgrave (Deuses e Monstros). É porque Hollywood foi feita só para gente jovem e linda. O filme é cheio de obviedades, evidente, mas é tipicamente feito para quem quer colocar o cérebro no ponto morto e só ver um filme. Divertido? Na maior parte do tempo. A melhor cena do filme é a da dança latina em Miami. E o tempo passa rápido. Mas se eu fosse dizer o que eu vi e realmente me marcou hoje, com certeza seria Susan Boyle.

Um comentário:

  1. Susan Boyle is my hero. Coisa linda, né?

    Menino, esse roteiro parece muito com o de vestida para casar. Um conto de fadas moderninho para mocinhas consumistas. Hahaha. A Isla é a cara da amy, tb achei. Acho que é um filme para ver com sacão de pipocas, rindo com amigos. Duas horas sem pensar em problemas, para isso vale o ingresso. Beijo!

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