quarta-feira, 22 de abril de 2009

Seção CINEMA // Crítica Evocando Espíritos

A Casa dos Espíritos

Evocando Espíritos // The Haunting in Connecticut


Nota: 6,5


Fui com uma amiga ver um filme repetido no cinema, mas a sala lotou e ela acabou topando ver um filme de terror. Ela tem medo de espíritos, essas coisas e quase que não aceita. Eu tive que rir o filme inteiro pra ela ver que dá pra se divertir com filme de terror. Mas não sei se ela engoliu não... O filme é dirigido por Peter Cornwell que eu nunca ouvi falar, e é baseado em fatos reais. Devem ter mudado muitas coisas, como o nome das personagens, o local do acontecimento, etc. Além de aumentar a história pra ela ficar mais fantástica, cinematográfica.

Bom, o filme se passa em 1987 (mas de anos 80 não tem nada, nem o vestuário, nem penteados, etc.) e só sobre a Virginia Madsen, uma mãe de um rapaz com câncer que se desloca longas distâncias para ir até o hospital para o tratamento do filho. Durante as viagens ele passa muito mal e fica muito debilitado. Então ela decide comprar uma casa na cidade do hospital para evitar esse desconforto. Só que a casa tem um passado macabro e as assombrações presentes nela começam a atormentar o garoto.

A fórmula é meio batida. É tipo um Poltergeist sem senso de humor. Tem aqueles sustos de sempre, que eu sempre morro de rir (acho normalmente mais engraçado que filme de comédia), a descoberta do sobrenatural, a procura de ajuda para enfrentá-lo, etc. Tem umas fotos antigas bem parecidas com as de Os Outros, além de outras cenas similares, e uns momentos meio O Albergue, meio Jogos Mortais, só que sem o sadismo.

Uma pena a Virginia não ter conseguido se tornar uma estrela de filmes grandes, e mantenha-se em atividade com filmes pequenos independentes ou filmes comerciais como esse. Eu a acho boa atriz, e gosto do seu trabalho desde Electric Dreams, quando ela era jovem e linda. E o maior momento da carreira dela foi ser indicada ao Oscar por Sideways, que eu detesto. Mas talvez essa seja uma escolha dela. Vai saber.

O bom do filme é que ele mostra que assombração só se manifesta para doentes terminais. Ainda bem que eu não vou receber essas visitas nem tão cedo (espero!). E como todo filme baseado em história real, ele termina com os famosos e preguiçosos letreiros explicando como tudo terminou no final das contas. Ou seja, o final do filme não é o final da história.

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