sábado, 25 de abril de 2009

Seção ALUCINÓGENOS // Vôlei nos anos 90

Além de cinema, desenhos animados e American Idol, eu adoro esportes. A primeira olimpíada que acompanhei foi a de Barcelona em 92, e o momento inesquecível foi a medalha de ouro do vôlei masculino, quando aquele time completamente renovado e inexperiente surpreendeu vencendo todos os jogos e perdendo pouquíssimos sets.




Já em Atlanta 96, o vôlei feminino tinha mais êxito que o masculino e quem viu a semifinal de Brasil x Cuba não esquece jamais. Acho que o vôlei feminino atual não se compara ao dos anos 90. Nem em técnica, nem em habilidade, nem em força física. Mas apesar do jogo memorável de Atlanta, o Brasil x Cuba que me marcou foi o da fase final (que era todos contra todos) do Grand Prix, em Xangai.



Esse foi o primeiro jogo da fase final. O time já estava sem a Hilma contundida e depois da briga com as cubanas, Ana Paula e Filó foram suspensas. No segundo jogo, o elas ganharam da China por 3 x 2, mas perderam Ana Moser também contundida, e foi para o último jogo contra a Rússia só com a Fofão (levantadora) e a Sandra (líbero) como reserva. Vale lembrar que esse foi o primeiro campeonato onde o líbero foi instituído. Depois de perder os 2 primeiros sets, e o tie-break por 9 x 6, elas viraram o jogo e ganharam por 3 x 2. Leila foi eleita a melhor jogadora do torneio. Esse time aí jamais perderia um 24 a 19... Pena que elas tinham sempre umas cubanas sempre pelo caminho.


Além disso, os anos 90 era quando eu conseguia acompanhar os campeonatos. Era quando a Band tinha o slogan "O canal dos esportes" e a grade de transmissão era ótima. Mas desde 1998, a Globo passou a investir pesado na SporTV e comprou com exclusividade os direitos de transmissão de praticamente todos os esportes e não exibia nenhum em TV aberta. E continua sem exibir hoje em dia. Exceções só Fórmula 1 (mais sem graça, só a São Silvestre ou assistir Iatismo), e todo e qualquer amistoso que a seleção (masculina) de futebol fizer. Ahh como eu adoro a Rede Globo... Como troco, a Record, com muita antecedência, comprou com exclusividade a transmissão da Olimpíada de Londres 2012. Mas essa guerra não parece estar ganha, não. As águas ainda vão rolar.

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