domingo, 29 de março de 2009

Seção CINEMA // Crítica Ele Não Está Tão a Fim de Você

Regras da Atração

Ele Não Está Tão a Fim de Você // He’s Just Not That Into You

Nota: 8,5


O filme começa com uma menininha no playground. Um menino a empurra e a ofende, e a sua mãe a diz que ele fez isso por insegurança, porque no fundo, ele está atraído por ela. Aí temos exemplos intermináveis, como numa tribo na África, numa oca na Amazônia, num iglu, numa boate, etc., de como as mulheres iludem umas as outras quando na verdade elas só não querem encarar o óbvio: que ele não está tão afim... O diferencial desse, é que é uma comédia romântica modesta, feita com aquele sistema de múltiplas histórias, tipo todos os filmes do Robert Altman (além de Magnólia, Babel e diversos outros), mas aqui a maioria das histórias passam perto, mas nunca se encontram, ou confrontam. Certamente isso mudaria o tom do filme. Acho que até ficaria mais interessante. Enfim...

Bom, a história é sobre a Ginnifer Goodwin (que era a primeira mulher do Joaquim Phoenix em Johnny e June), que estraga tudo nos seus encontros, não entende porque nunca dão certo e eles não ligam depois. O último caso foi um lá que eu já esqueci o nome, que na verdade é interessado pela Scarlet Johansson, que só bota lenha na fogueira dele, mas nunca pega fogo, e é amigo do Justin Long. O Justin ensina a Ginnifer a ler os sinais nos encontros para saber como tudo vai acabar. Ela, então, capta os ensinamentos dele e os compartilha com as amigas de trabalho, as duas Jennifers, Connelly e Aniston, colocando abobrinha na cabeça de mais duas.

A Aniston morre de vontade de casar, mas mesmo depois de 7 anos o Ben Affleck não quer. E a Connelly começa a procurar sinais onde não tem e acaba achando o que não queria. O que ela não sabia, era que o marido dela, o Bradley Cooper, se engraçou pro lado da Scarlet, mesmo sendo casado e coisa e tal. Só que a Scarlet é amiga da bruxa da Drew Barrymore, que diz que talvez ele seja o homem da vida dela, mas deu azar de ser casado. Mui amiga... Mas ela tem o castigo dela. Que por sinal aparece no trailer.

Deu pra entender? Doeu sua cabeça? A minha também. Mas a gente se acostuma. O filme tem essa coisa meio surreal de ser um mundo de gente linda. Tirando a Drew... E também que todos os casos do filme são explicados pelo título. Mas esse não é um filme depressivo. É um "chick flick", ou seja, filme feito para meninas. É uma comédia romântica, então não seria nenhuma surpresa dizer que a teoria pessimista que o filme mata no peito, prepara e chuta pro gol não balança a rede. Levanta, elabora e desenvolve mas cai por terra... Só não vou dizer como. Aí. no final das contas, vende-se outra ilusão para o público.

O filme é leve, e apesar de longo (mais de 2 horas) a gente não sente o tempo passar, e a maior parte das pessoas não está preocupado com nada disso... "Filme é só divertimento, oras! Não são feitos para serem levados a sério..." Será mesmo? O legal do filme também é que o elenco é enorme, cheio de gente famosa, e todo mundo tá bem (menos a Drew), com destaque pra Ginnifer. Alguns fazem só umas pontas, como o Kris Kristofferson como pai da Aniston, a mamãe Petrelli de Heroes, a Busy Phillips que eu adorava como a Audrey de Dawson‘s Creek, e que tá linda no filme. Pena que o papel dela é tão pequeno. Outro ponto positivo é que a atração fatal (como sempre) é a Scarlet (que pelo jeito nasceu pra ser a outra), que apesar de loura, tá longe de ser magra, como as Jennifers por exemplo. Katherine Heigl é outro exemplo disso. Será que os padrões estão mudando? It’s about time.

Só pra constar, o filme é dirigido pelo Ken Kwapis, de 4 Amigas e Um jeans Viajante, The Office e O Hóspede Quer Bananas, e o roteiro é uma adaptação do livro Ele Simplesmente Não Está Afim de Você por Marc Silverstein e Abby Kohn de Nunca Fui Beijada. Eu diria que esse é o melhor trabalho deles, mas eu também gosto de 4 Amigas, apesar de ser muito teen.

Um comentário:

  1. menino, acho que esse filme deve ser bem divertidinho pelo que vc conta. só não gostei dos comentários sobre a minha 'diva' drew barrymore. mas, tudo bem, aceito sua opinião. morri de rir com a idéia "elaborada, desenvolvida e contrariada", típico de hollywood, né? beijões.

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