quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Seção CINEMA // Crítica Marley e Eu

Laços de Ternura

Marley & Eu // Marley & Me

Nota: 9,0

Mais um best-seller vira filme. Desta vez uma comédia leve e emotiva sobre o relacionamento de uma família e de um endiabrado e carinhoso cachorro. O diretor é o David Frankel de O Diabo Veste Prada, outro filme que adoro, e que por coincidência, era também um Best-seller. Ou não...

John Grogan é o jornalista americano que escreveu o livro. Aqui quem o faz é o Owen Wilson, que hoje em dia é mais famoso por ter tentado suicídio do que pelos trabalhos que já fez. Ele compra um cachorro para a mulher, a sempre linda Jennifer Aniston, para que ela adie os planos de maternidade. O bicho é extremamente dócil, mas impossível. Tanto que usaram 22 cães no filme para fazê-lo. Se fossem ensinar todas as travessuras para um cachorro só, ele seria o demônio!

Há algumas fórmulas infalíveis de se conquistar lágrimas no cinema: 1) filme com crianças; 2) romances onde a mulher morre (sempre é a mulher), ou qualquer pessoa que não seja o vilão; 3) filmes com animais, etc. Esse filme adota algumas dessas táticas! Minha supervisora Nave Mãe disse que o filme deveria se chamar Eu e Marley, porque o filme se foca mais na vida do cara do que no cachorro, que é quem as pessoas querem realmente ver. Talvez ela tenha razão, até porque o cara é meio chato. Ele muda de opinião como quem muda de roupa. Nunca satisfeito... Dizem que o livro é melhor, mas eu não sei. Como nunca leio, dificilmente tenho essa opinião pra dar. Li O Código DaVinci e esse eu posso dizer que o livro é muito superior ao filme.

O filme tem um elenco bem famosinho. Além da dupla principal, temos: o Eric Dane, que hoje em dia é o “McSteamy” de Grey’s Anatomy (que eu adoro), que faz o amigo mulherengo do casal; o Alan Arkin que ganhou o Oscar por Pequena Miss Sunshine, que dá as melhores interpretações do filme; a Hayley Bennet que canta “Way Back Into Love” em Letra e Música e é a vizinha do casal; e escondida na pele de uma domadora de cães está a Kathleen Turner, uma das maiores atrizes e símbolos sexuais dos anos 80. Os tempos mudaram para ela... Ela sofreu de uma doença muito pouco conhecida que a fez mudar muito fisicamente e se acabou se afastando da indústria. Ela até tentava trabalhar em filmes de terror ou coisas do gênero. Acabou fazendo teatro e Friends, onde ela era o pai transformista do Chandler...

Normalmente quem tem ou já teve cães se identifica muito com o filme, porque as situações vividas são comuns. Não todas de uma vez, senão o filme não teria nada demais, mas todo mundo já viveu algumas delas. E o importante do filme é esse, mostrar o companheirismo dos cães, que realmente se tornam parte da família. É difícil depois se acostumar com a vida sem eles.

6 comentários:

  1. realmente o filme emociona e faz chorar principalmente quem ama um cão!!! eu adorei e fiquei menos envergonhada quando todo o cinema, inclusive meu amor machão estava se afogando em lágrimas!!! ahahahah não tem como não lembrar das traquinagens dos nossos amáveis cães, ja que marley é mestre em quase todas existentes. E até inventa umas novas. Apesar de ter amado concordo que poderia ter dado mais enfase no cão que no "Amo" do cão. Sem contar que teve uma parte do filme que eu achei que nao ficou legal: aquela que ele faz um flash foward interminavel. Queria ter visto alguma daquelas cenas, como marley correndo varios quarteiroes, na camera normal. Mas resumindo valeu a pena!

    ResponderExcluir
  2. Concordo. Sem contar que além da cena ser rápida, ele fala muito rápido, nessa hora eu desisti de ler a legenda e fiquei só escutando mesmo. Pra quem ficou lendo deve ter perdido muita coisa. Nessas horas a gente vê que Hollywood produz para o mundo mas só se preocupa mesmo com os EUA, quem não falar inglês que se lasque. E daquelas cenas, a que eu mais gostei foi a da árvore de natal!

    ResponderExcluir
  3. bem..

    Eu sou o chorao citado acima. Realmente o filme deve emocionar mais que leu o livro. Pois parece muito mais a biografia do Dono do que do Cao. No livro eh ao inverso.

    O filme eh muito bom, nao tem como negar.

    Pra quem tem um cachorro como eu o filme muda de nome; Black & Eu.

    Voce se coloca na situacao do filme e isso emociona mesmo.

    Ass: Amor Machao Chorao.

    ResponderExcluir
  4. Assinar como anônimo não vale! Mostre a sua cara de chorão!

    ResponderExcluir
  5. Apesar de não ser fã de cachorros, adorei o filme. Como não li o livro, e a bem da verdade não tenho nenhuma pretensão de ler, não posso avaliar se a narrativa é focada no animal ou em seu dono; então para mim o filme cumpriu seu papel contando de maneira leve e divertida, no tom certo, a relação entre dono e cão. Não sou tão exigente quanto você, Vítor, que mais parece Rubens Ewald Filho; assim sendo, minha nota para Marley & Eu é 10! Kkkkkkkkkkk
    Parabéns pelo blog!
    Divirto-me lendo suas críticas aos filmes.
    Agora você precisa prestigiar o cinema nacional também... Já foi assistir Se Eu Fosse Você 2? Vá! É uma comédia legal. Para você ele é um filme nota 6,0. E nota 6,0 dá para assistir, ou não dá?! Risos.
    Beijão.

    ResponderExcluir
  6. Marie! Que ventos bons te trazem por aqui! É, eu acho que eu sou exigente mesmo... Eu até vi o primeiro E Se Eu Fosse Você, mas parei na metade porque achei uma droga, uma perpetuação de estereótipos. Tipo, quando eles trocam de corpo, a personalidade deles muda. Ela vira uma chorona consumista, sensível até o último fio de cabelo (uma fútil), e ele um machista bronco. E eles não eram exatamente assim antes...

    Normalmente vejo filmes que eu acho valham à pena, sejam eles de onde for, a não ser quando amigos me convidam, aí eu vejo o que eles quiserem. O último filme nacional que eu vi foi Última Parada 174. Tem comentário dele aqui no blog. Gostei mais ou menos.

    Apareça mais! As portas (virtuais) estarão sempre abertas!
    Beijo!

    ResponderExcluir