domingo, 25 de maio de 2008

Seção CANARINHOS // Lista dos + American Idol

As 25 + do American Idol!

Meus amigos sabem que eu sou viciado em American Idol. Acho a idéia do programa fenomenal. É ágil, desafiador e dá a jovens aspirantes a chance de se fazerem notar. A fórmula de sucesso já é exibida e tem versões em mais de 30 países. Como nada é perfeito, é televisionado por uma rede de TV da direita conservadora americana, que com certeza deve castrar a liberdade criativa dos participantes.

Um capítulo a parte são os carismáticos jurados do programa:

- Randy Jackson, o jurado “cool”, é músico e produtor musical, já tocou em bandas como Journey e trabalhou com nomes como Aretha Franklin, George Michael, Whitney Houston, Mariah Carey e Natasha Bedingfield.

- Paula Abdul, a jurada doce e gentil, chegou ao sucesso como coreógrafa e dançarina. Começou coreografando as líderes de torcida do Los Angeles Lakers, o que a levou a coreografar para artistas como Michael Jackson, Prince, Donna Summer, Janet Jackson, Pat Benatar e Heart. No final dos anos 80 se lançou como cantora e emplacou 6 canções e 2 álbuns no número 1 das paradas, feito que pouquíssimos artistas conseguem atingir.

- Simon Cowell, o ranzinza do júri, é produtor musical e é um dos responsáveis por lançar ao sucesso bandas como Spice Girls, Five, Westlife, Il Divo e descobriu Leona Lewis, maior descoberta da música britânica desde Amy Winehouse.

Com o recente fim da sua sétima temporada, resolvi então criar uma lista com as minhas 25 performances favoritas interpretadas no programa. Escolhi uma performance por participante, e coloquei em ordem de preferência, ilustrando e dando informações sobre os candidatos, as canções e a temporada.

Clique nas imagens para ampliá-las.
No final dos comentários há links para vídeo das performances no YouTube.


# 25 Josh Gracin – Amazed

Cantor de country da segunda temporada, soldado do exército americano (a gente pode esquecer essa parte…), batia sempre de frente com o Simon, que não gosta de música country e dizia que ele estava gordo o tempo inteiro. Na semana de #1’s da Billboard interpretou muito bem essa música da banda Lonestar. Vídeo

#24 Brooke White - You’re So Vain

Brooke era uma das candidatas mais carismáticas da 7ª temporada, mas era um pouco limitada ao seu próprio estilo, não era tão versátil quanto o programa procura. Talvez sua melhor performance tenha sido seu primeiro teste, cantando Corinne Bailey Rae. No seu próprio estilo, ou o chamado “comfort zone”, que o júri tanto fala, ela teve a melhor performance na semana dos anos 70 cantando You’re So Vain da Carly Simon. Vídeo

#23 Amanda Overmeyer - I Hate Myself For Loving You

Ela poderia ter rendido bem mais se não tivesse estagnado na imagem de roqueira motoqueira e usasse um pouco mais de versatilidade como fez Bo Bice, e cantado algumas coisas de country, disco ou folk. Nas performances em grupo dava pra ver nitidamente seu desconforto e falta de empenho ao cantar músicas que não faziam seu estilo. Ela só teve uma única grande performance, e foi na semana dos anos 80, em que ela caiu como uma luva no estilão da Joan Jett e deu show com essa música, que eu gosto demais e me lembra muito Dawson's Creek (A Katie Holmes a assassinou em alguns episódios). Vídeo


#22 Blake Lewis - Time Of The Season

Ele sempre tentava criar novas melodias para as músicas, trazê-las para os dias atuais. Acredito eu que pra disfarçar as limitações vocais dele, que são muitas, e na maioria das vezes dava certo, o que acabou levando-o para o segundo lugar da temporada desbancando favoritas como Melinda e Lakisha, que vocalmente são bem melhores, mas também não fazem meu estilo. Na semana da invasão britânica dos anos 60, ele se colocou no mapa como esse hit da banda The Zombies. Vídeo


#21 Diana DeGarmo - Don't Cry Out Loud

A terceira temporada é a que menos gosto. Nenhum deles fazia meu estilo. Diana era bem jovem, 16 anos, e bem inconstante, mas foi a que mais evoluiu no programa e acabou em segundo lugar. Cantando No More Tears de Donna Summer e Barbra Streisand ela mostrou que já tinha condições de ir a uma final, mas Don’t Cry Out Loud da Melissa Manchester foi seu momento áureo no programa. Vídeo

#20 LaToya London - All By Myself

Favoritíssima na terceira temporada, acabou com o quarto lugar. All By Myself do Eric Carmen, foi logo sua primeira performance no programa e já mostrou de longe que ela era a melhor de todas do grupo junto com Fantasia. Vídeo

#19 Fantasia - I Heard It Through The Grapevine

Fantasia venceu a terceira temporada, famosa pelas divas negras: ela, LaToya e Jennifer Hudson, que foi eliminada precocemente, mas virou atriz de sucesso ganhando até Oscar por Dreamgirls. Fantasia não faz meu estilo, mas mostrou todo seu carisma e potencial cantando essa música do Marvin Gaye, interagindo com a banda. Show de personalidade e atitude. Vídeo


#18 Nadia Turner - Power Of Love

Moderna, autêntica, ousada, com uma personalidade e carisma inigualáveis. Uma Tina Turner em potencial. Até hoje não entendo como ela ficou só com o oitavo lugar na quarta temporada. O que mais me revolta é ela ter sido eliminada na semana anterior a semana disco, em que ela provavelmente daria show. Fiquei em dúvida entre duas performances suas. Try A Little Tenderness foi brilhante, mas fiquei com Power of Love da Ashley Cleveland, sua primeira performance ao vivo que a fez se destacar de cara das demais. Vídeo


#17 Chris Richardson - Geek In The Pink

Dos homens da sexta temporada, ele era quem eu mais gostava. Era moderno, descolado, mas não era criativo como Blake, nem tinha a potência vocal do Phil Stacey (que só soube usufruir dela tarde demais) ou do Chris Sligh (que nunca soube que tinha). Eu fiquei em dúvida entre três performances ótimas dele: Don’t Let The Sun Catch You Crying, uma interpretação acústica linda, e Don’t Get Around Much Anymore, uma releitura moderna dos crooners dos anos 50, mas acabei ficando com Geek In The Pink do Jason Mraz. É mais moderna, contemporânea e se encaixa melhor no estilo dele. Vídeo

#16 Jessica Sierra - Total Eclipse Of The Heart

Uma das minhas favoritas da quarta temporada que foi eliminada precocemente. Hoje em dia envolveu-se numa série de problemas legais envolvendo brigas e drogas, teve uma filha também, o que a impediu de deslanchar sua carreira musical. Na semana de #1’s da Billboard, ela confirmava seu favoritismo cantando Total Eclipse of The Heart da Bonnie Tyler. Na semana seguinte ela foi eliminada cantando LeAnn Rimes. Vídeo

#15 Kimberley Locke - I Can’t Make You Love Me

Melhor intérprete feminina da segunda temporada. Na semana country ela cantou essa canção da Bonnie Raitt, que eu adoro na voz do George Michael. Carrie Underwood já me conquistou cantando essa música logo na sua primeira audição na quarta temporada. Mas Kimberley tinha dois algozes a sua frente: Clay Aiken e Ruben Studdard, que venceu a temporada, de quem eu nunca fui muito fã. Vídeo

#14 David Archuleta - You’re The Voice

Favoritíssimo da sétima temporada, acabou ficando com o segundo lugar. Um rapaz muito gentil e educado. Quase uma cruza de Meu Querido Pônei com Ursinhos Carinhosos. Ele já tinha me deixado diabético com a sua doçura na terceira semana. Talvez tudo seja fruto da sua pouca idade. Daqui a uns 4 ou 5 anos ele chegará a ser um grande artista. Minha performance favorita dele é You’re The Voice do John Farnham, que tem cara de propaganda de Pepsi dos anos 80, e os jurados não gostaram. Talvez por isso eu tenha gostado, porque normalmente eu achava as suas outras tão aclamadas performances monótonas. Mas eu gostei bastante de Don't Let The Sun Go Down On Me também. Vídeo

#13 Jordin Sparks - A Broken Wing

Uma dos poucos candidatos que faziam meu estilo na sexta temporada. Torci muito por sua vitória que se concretizou. Na semana country, ela mostrou que tinha condições reais de vencer cantando essa canção da Martina McBride. Vídeo


#12 Constantine Maroulis - Bohemian Rhapsody

Um tanto afetado demais, caras e bocas, cheio de charminhos e firulas, fingia ser roqueiro, provavelmente por achar o estilo “bonitnho”. Na verdade ele é muito mais ator de musicais do que qualquer outra coisa, e acabou sendo o seu destino futuramente. Seu melhor momento foi cantando uma das minhas músicas favoritas, Bohemian Rhapsody do Queen, já que Freddie tinha tudo que ele tem (só que muito melhor!), Constantine caiu como uma luva no melodrama e encenação que a música requer. Vídeo


#11 Vonzell Solomon - Best Of My Love

Um clássico da banda Emotions e uma das minhas músicas disco favoritas, Vonzell me encantou cantando-a na semana de #1’s da Billboard. Foi a primeira vez que prestei atenção nela. No geral, ainda preferia Nadia e Jessica, mas o seu estilo mais parecido com Donna Summer ou Whitney talvez tenha agradado mais o público, levando-a ao terceiro lugar, só atrás de Bo e Carrie. Vídeo

#10 Syesha Mercado - One Rock’n’Roll Too Many

Performance de estrela. Atitude, interpretação, vocais potentes, parecia ter saído de um dos números musicais de Chicago. Ultra sexy. Lena Horne em essência. Todos os ingredientes para se dar bem numa semana que tinha como tema Andrew Lloyd Webber. Syesha roubou a noite com essa performance, mas curiosamente, ela e Carly Smithson, as duas melhores candidatas para esse estilo, foram as menos votadas. Só pena dos demais candidatos explica tal feito. Semana fatídica. Vídeo

#9 Bo Bice - I Don’t Want To Be

Bo era um dos mais experientes da temporada e demonstrava isso no palco. Quando entrava, dava show. Seguro, voz forte, sabia sempre escolher as músicas certas, atitude agradável, tudo perfeito. Gostei de quase todas suas performances, mas I Don’t Want To Be do Gavin DeGraw foi o momento que ele que conquistou de vez como artista. Vídeo

#8 Kelly Clarkson - Without You

Pra mim, a melhor disparado da primeira temporada. Nunca gostei muito do estilo da Tamyra Gray, mas tinha uma atitude fantástica. Muita personalidade. Kelly provou ser mesmo a melhor no top 3 ao cantar esse clássico do Badfinger, que ganhou fama na versão do Harry Nilsson. Ali ela já mostrava que alcançaria todo o sucesso que conquistou futuramente. Vídeo

#7 Carly Smithson - I Drove All Night

A voz da sétima temporada. Não havia ninguém que tivesse a sua potência. Agressiva nas suas performances, atingia notas altíssimas com uma facilidade invejável. Simon queria vê-la cantando algo mais r&b, tipo Chaka Khan, Mary J. Blige, mas acho que ela ia acabar fugindo do seu estilo, que eu já adorava, algo entre Chrissie Hynde, Ann Wilson ou Marie Fredriksson. Brilhou cantando Heart, Dolly Parton, Jesus Cristo Superstar, Mariah Carey, Bonnie Tyler (tirando a última nota), Beatles (duas vezes), mas eu fico com I Drove All Night da Cyndi Lauper, em que ela mostrou pela primeira vez toda sua potência em uma música que eu já conhecia e gostava. Vídeo

#6 Clay Aiken - Unchained Melody

A música é linda, apesar de brega e batida, mas eu adoro, e a voz do Clay tem toda a potência necessária pra carregá-la como ele fez brilhantemente. Não gostei muito do arranjo, mas os seus vocais transplantam tudo isso. Após ser vice na segunda temporada, lançou seu álbum de estréia que lhe deu três top 10 hits nas paradas. Vídeo


#5 Katharine McPhee - Over The Rainbow

Nunca gostei dessa música. Acho a versão original da Judy um tédio interminável, mas quando eu ouvi a Katharine cantando com aquele começo a capela, sentada no chão, me deu arrepios. Lindo demais. Ela já era a minha favorita pra vencer a quinta temporada depois que Daughtry foi eliminado, mas antes de ela cantar Come Rain or Come Shine eu nem via nada demais nela. Ficou em segundo lugar, atrás de Taylor Hicks. Vídeo



#4 Chris Daughtry - What A Wonderful World

O favorito da quinta temporada, mas acabou em quarto lugar. Chris mostrou toda sua versatilidade cantando uma versão acústica desse clássico de Louis Armstrong. Eu já gostava demais dele cantando rock tipo Bon Jovi, Goo Goo Dolls ou Matchbox 20, mas ele se mostrou capaz de muito mais que isso nessa semana de clássicos e na semana seguinte cantando Bryan Adams. Vídeo


#3 Anthony Fedorov - Everytime You Go Away

Anthony era, vocalmente, o melhor intérprete masculino da quarta temporada. Os 10 anos a mais do Bo fizeram diferença no palco, na atitude, segurança e escolha de repertório. Anthony ficou em quarto lugar, mas no top 8, cantando essa clássica balada anos 80 do Paul Young, Anthony tornou-se o meu outro favorito pra final. Vídeo

#2 David Cook - Always Be My Baby

Sou fã da Mariah Carey e nunca imaginei ver essa música tão linda e tão diferente quanto o David ousou fazer. Ele roubou de vez a cena da sétima temporada nesse momento. Vídeo

#1 Carrie Underwood – Alone

Heart é uma das minhas bandas favoritas, Carrie a minha idol favorita, e ela fugindo do seu estilo country tradicional e partindo pro rock anos 80 cantando Alone não podia dar errado. Até o cabelão Bonnie Tyler eu adorei. Achei esse arranjo até mais bonito que o original. Uma das vozes mais potentes que o programa já teve. Linda e carismática, Carrie nessa semana de #1's da Billboard arrancou do júri a previsão da sua vitória. E ainda era o top 11. On fire! Vídeo

Seção CINEMA // Críticas (Parte 1)

Durante esse tempo que não venho atualizando o blog, vi diversos filmes, como não poderia deixar de ser. Então vou postar comentários breves sobre alguns deles:

Vestidos Medonhos
Vestida pra Casar // 27 Dresses
Nota: 8,0
Mais uma comédia romântica com fórmula pra lá de batida. Não há nada novo nele. Cada um dos enredos pode ser reconhecido em outros filmes. Mas o filme é divertido, e como de costume, a trilha sonora é muito boa. As atuações estão acima da média para o gênero, talvez por isso o filme seja bom. Katherine Heigl e James Marsden são carismáticos e competentes como protagonistas e Judy Greer como a melhor amiga da Katherine rouba as cenas.
A história é sobre Jane (Heigl), uma moça que organiza casamentos, sendo madrinha em todos, e vive sonhando com o seu. Só que o homem dos seus sonhos, o seu chefe (Edward Burns) é fisgado justamente por sua irmã predadora (Malin Akerman), que pede sua ajuda pra organizar o seu casamento. Enquanto isso ela vai se envolvendo num relacionamento de amor e ódio com um cínico jornalista (Marsden).

Vida que Segue

Um Beijo Roubado // My Blueberry Nights

Nota: 9,5
Primeiro filme feito em inglês pelo cultuado e aclamado diretor chinês Wong Kar-Wai. Ele já havia rodado um filme na Argentina (Felizes Juntos), mas o elenco e equipe técnica era toda chinesa. Estréia também da talentosíssima cantora Norah Jones nas telas. O filme tem um ritmo ótimo, elenco excelente e história envolvente.
Sinceramente, eu não saberia precisar uma sinopse para o filme. É mais ou menos assim: após sofrer desilusão amorosa, uma garota (Jones) vai a um bar/restaurante desafogar as mágoas e torna-se amiga do dono do estabelecimento (Jude Law). Depois ela some, mas manda cartas a ele contando suas novidades. Vocês vão ver que a história é bem mais que isso, mas foi o que eu consegui sintetizar dela. Ainda no elenco David Stratharn (Boa Noite e Boa Sorte), Rachel Weis (O Jardineiro Fiel) e Natalie Portman (Closer).

Não Tem Pra Ninguém
Onde os Fracos Não Têm Vez // No Country For Old Men
Nota: 8,0
Vencedor do Oscar de Melhor Filme, esse filme dos irmãos Coen me decepcionou um pouco. Achei inferior a outros filmes deles, como Fargo. Tem uma história legal, mas achei arrastado demais. Poderia ser bem mais enxuto e dinâmico se cortassem umas meia hora dele. O ponto alto do filme com certeza é a brilhante interpretação do espanhol Javier Barden, que lhe rendeu diversos prêmios como o Bafta, Globo de Ouro, SAG e o Oscar.
A história é sobre um fazendeiro (Josh Brolin) que acha no meio do deserto uma fortuna oriunda de uma venda mal feita de drogas e toma posse dele. Por isso acaba sendo perseguido por um assassino psicopata (Barden) que também tem interesse no dinheiro. Ainda no elenco Tommy Lee Jones e Kelly McDonald.

Para Diversas Vezes

Apenas uma Vez // Once

Nota: 9,5
Um dos filmes mais tocantes que vi ultimamente. Um filme independente rodado na Irlanda sobre um músico de rua e uma imigrante tcheca vendedora de flores. Ele sonha em se tornar um músico conhecido e quer juntar dinheiro pra gravar uma demo e tentar a sorte em Londres e por acaso acaba conhecendo a imigrante que se encanta com o seu trabalho e o ajuda a atingir seu objetivo.
Glen Hansard e Marketa Irglova, os dois protagonistas do filme, ganharam o Oscar de melhor Canção Original por Falling Slowly, no momento mais emocionante da cerimônia, tanto na interpretação quanto na premiação, em que uma produção independente e fora dos padrões comerciais hollywoodianos foi reconhecida.

Esqueceram de Mim
Longe Dela // Away From Her

Nota: 9,0
Filme escrito e dirigido pela atriz canadense Sarah Polley e estrelado pela veterana atriz inglesa Julie Christie, que ganhou um Oscar de melhor atriz logo no início da carreira, em 65, por Darling. Por esse filme ela quase leva sua segunda estatueta. Era a grande favorita, mas não levou.
A história é sobre o conflito de um marido ao ver sua mulher sofrendo de Alzheimer. Ao interná-la numa clínica, ela vai se esquecendo dele e se envolvendo com outro paciente. Um filme bonito e delicado. Não é recomendado para o público da minha idade (eu sou uma exceção). Normalmente eles acham o filme chato e monótono.

Minha Vida Nada Cor-de-Rosa
Piaf // La Môme
Nota: 9,0
Mais uma cinebiografia que tá tão em moda ultimamente. Vocês têm noção de quantos atores foram premiados nessa década por interpretarem pessoas reais (conhecidas ou não)? Vamos a uma rápida lista: Helen Mirren (Rainha Elizabeth), Forest Whitaker (Idi Amin), Reese Witherspoon (June Carter), Joaquin Phoenix (Johnny Cash), Philip Seymour Hoffman (Capote), Jamie Foxx (Ray Charles), Leonardo DiCaprio (Howard Hughes), Cate Blanchett (Katharine Hepburn), Al Pacino (Roy Cohn), Charlize Theron (Aileen Wuornos), Nicole Kidman (Virginia Woolf), Russell Crowe (John Nash), Jennifer Connelly (Alicia Nash), Jim Broadbent (John Bailey), Julia Roberts (Erin Brockovich), Marcia Gay Harden (Lee Krasner), Kate Hudson (Penny Lane), Hillary Swank (Brandon Teena) e Angelina Jolie (Lisa Rowe). Isso sem contar as interpretações de personagens “inspirados” em outras pessoas, como Jennifer Hudson (Florence Ballard), Meryl Streep (Ethel Rosenberg, Anna Wintour), e as que não me vêm em mente agora. Um bocado, não? E esse ano a francesa Marion Cotillard se juntou a lista.
Marion tem a minha simpatia. Consegue fazer além da imitação de uma personalidade, ela consegue viver a pele da personagem, coisa que poucos dos premiados acima conseguiram. Além de estrelar um filme não hollywoodiano e não falado em inglês. Até o seu discurso de agradecimento no Oscar, acho que o mais babaca que eu tenha visto (talvez empate com o da Sally Field), foi adorável.
Bom, o filme conta em fragmentos a conturbada vida da cantora Edith Piaf, até hoje um ícone francês. O nome do filme nos EUA ficou La Vie en Rose (A Vida Cor-de-Rosa), nome de uma de suas canções mais famosas, mas a vida dela de cor-de-rosa não tem é nada. Vemos entrelaçadamente os diversos momentos da sua vida. Direção do maestro Olivier Dahan. O filme cai no gênero de biografias enlatadas, então o melhor filme francês que vi na década continua sendo A Voz do Coração.

O Novo Queridinho da América
O Melhor Amigo da Noiva // Made of Honor
Nota: 7,0
O Casamento do Meu Melhor Amigo às avessas. Desta vez o Patrick Dempsey tomou o lugar da Julia Roberts. Eu o acho bem mais simpático que ela. Pelo menos ele diversifica mais os papéis que interpreta.
A história do filme é sobre um cara que descobre estar apaixonado pela melhor amiga, mas quando ele decide se declarar, ela anuncia que vai se casar e o pede pra ser sua “madrinha”. Situação no mínimo constrangedora, tanto para ele, quanto para nós, o público. O filme é engraçadinho, arranca risadas, principalmente pela boa atuação do Patrick, que já não lembra nada o adolescente desajeitado dos anos 80. Mas querer que a gente acredite que ele tem entre 29 e 30 anos é subestimar a nossa inteligência... No elenco, Michelle Monaghan (Medo da Verdade) e Busy Phillips, que eu não via desde os tempos de Dawson’s Creek.

Vista Embaçada
Ponto de Vista // Vantage Point
Nota: 6,5
Mais uma aventura para o Tela Quente. A única coisa realmente boa do filme é uma fala da repórter americana (Zöe Saldaña) na Espanha, dizendo que nem todo mundo é a favor dos EUA. Como não poderia deixar de ser, ela morre no meio do atentado...
Bom o filme com elenco brilhante e roteiro medíocre fala sobre um atentado terrorista em Salamanca, na Espanha, em uma visita de um fictício presidente dos EUA, feito pelo William Hurt. Ainda no elenco, temos o Forest Whitaker, como um valente turista, Matthew Fox, do seriado Lost, como um dos seguranças do presidente, Eduardo Noriega, como um espanhol envolvido no acontecimento, Sigouney Weaver, que some no meio do filme, e o grande herói, o idolatrado salve, salve, Dennis Quaid. Até diverte na hora, mas depois a gente se esquece fácil, fácil dele.


Quem quer dinheiro?! ...Ops! Diamantes?
Um Plano Brilhante // Flawless
Nota: 7,5
Filme do diretor Michael Radford, que fez filmes como O Mercador de Veneza e o Carteiro e O Poeta. No elenco, Michael Caine (Filhos da Esperança e Regras da Vida) e Demi Moore (Ghost e Proposta Indecente). A história é sobre um zelador que convence uma injustiçada executiva a roubar da maior companhia britânica de diamantes.
O filme é melhor do que eu esperava. Demi Moore, que ficou estigmatizada pela quantidade enorme de filmes ruins que fez, prova que pode ser uma boa atriz quando encontra um roteiro interessante, e Michael Caine, duplamente premiado pela Academia, mostra-se competente.

Dinheiro Na Mão é Vendaval
 
Quebrando a Banca // 21
Nota: 7,0
Jovem brilhante precisa de dinheiro pra estudar medicina em Harvard. O que ele faz? Junta-se a um clube que arma estratégias para ganhar fortunas jogando um jogo desses aí em cassinos de Las Vegas. Receita perfeita para se juntar diversos dos clichês mais batidos de Hollywood numa produção só. O resultado fica um Tela Quente, quase Sessão da Tarde. O filme diverte, passa o tempo, mas se pararmos pra analisar, ele maquia demais a realidade. Faz tudo parecer mais simples do que realmente é. Alem de ter umas situações difíceis de entender. Tipo, por quê um grupo de pessoas que mora em Boston vai todos os finais de semana jogar em Las Vegas, que fica do outro lado do país, sendo que eles poderiam ir pra Atlantic City, que fica muito mais próximo e é uma cidade muito mais segura? Dizem que foi uma história real. Eu realmente queria saber até que ponto a realidade toca nesse filme.
No elenco Jim Sturgess (Across The Universe), Kate Bosworth (a Lois Lane de Superman) e Kevin Spacey (Beleza Americana), com direção de Robert Luketic, responsável por Legalmente Loira (1 e 2) e A Sogra.

Seção CINEMA // Descendo a lenha! (Parte 2)

Corleone Afro-Americano

O Gângster // American Gangster

Nota: 6,0

Outra biografia. E outro tédio. O filme demora pra pegar ritmo e quando começa a ficar bom, a nossa paciência já foi pras cucuias. A história é sobre o primeiro traficante negro de NY, que vendia heroína puríssima importada do Vietnã (contrabandeada através do exército americano), a preço de banana nos anos 70.

Denzel Washington faz o papel título, Russell Crowe faz o policial mulherengo que investiga o tráfico e Ruby Dee faz a mãe do Denzell, num papel quase de figurante que lhe deu um SAG e uma indicação ao Oscar de Coadjuvante. Direção do veterano Ridley Scott, que fez sucessos como Gladiador, Blade Runner, Alien e Thelma & Louise. Só aí já dá pra ver que ele já fez coisas melhores.


Promessas Não Cumpridas

Senhores do Crime // Eastern Promises

Nota: 9,5

David Cronenberg, um dos mestres do cinema alternativo ataca novamente. Ele fez filmes muito cultuados como Gêmeos, Mórbida Semelhança, A Mosca e Scanners. Eu sinceramente adorei esse filme. O título brasileiro é muito imbecil e não faz jus ao filme. O título original, que seria algo como Promessas Orientais, soa muito mais instigante.

Bom, o filme fala sobre uma parteira (Naomi Watts) que procura o pai de uma criança cuja mãe no morreu no parto e acaba descobrindo coisas que não deveria e se envolvendo com a máfia russa em Londres. O filme é bem violento, mas é movimentado, tem uma história envolvente e coesa. No elenco, Viggo Mortensen (Marcas da Violência e O Senhor dos Anéis [eca!]), que foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, e Vincent Cassel (Fora de Rumo e Doze Homens e Outro Segredo).


Toddinho Vencido e Tortas Antropofágicas

Sweeney Todd

Nota: 5,0

Eu esperava bem mais desse musical. Antes de vê-lo eu escutei logo a trilha sonora pra ter uma noção do que me aguardava. Pavorosa. Não tem uma música escutável. Aí dizem: mas o filme é todo cantado. Evita é um filme com muito menos diálogos e todas as canções são ótimas. Dá pra pegar o CD e escutar tranqüilamente. Já as canções de Sweeney só funcionam (e mal) vendo o filme. É uma idéia boa, mas mal executada. Escrachado e caricato demais. Perde a humanidade, e não diverte como deveria divertir nessa situação, nessa proposta de formato que é passada. Exemplos de produções que fizeram isso muito bem: Chicago, Mamãe é de Morte, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, o seriado Desperate Housewives em alguns momentos, e mais outras que não me vem à cabeça no momento.

O Tim Burton já fez coisas melhores. A Helena Boham Carter também. E o Johnny Depp, então, nem se fala...


Universos Desconectos

Across The Universe

Nota: 7,0

Resolveram aproveitar as músicas dos Beatles e fazer um romance ambientado os anos 60 em meio à Guerra do Vietnã. Resultado: Uma trilha sonora fantástica, mas que no filme não funciona bem. Elas juntas não conseguem contar a história que o filme propõe. Então o filme parece uma colagem de videoclipes, e com umas cenas perdidas, meio sem nexo, como a cena de I Wanna Hold Your Hand logo no começo, que não diz a que veio.

Apesar dos problemas citados acima, filme é bem feito, bem produzido, parte técnica impecável (cenários, figurinos, fotografia), com um elenco jovem (tirando as participações de artistas como Bono e Joe Cocker) e talentoso. Jim Sturgess (Quebrando a Banca) e Evan Rachael Wood (Aos Treze e Correndo com Tesouras) são os protagonistas.


Uma Lição de Amor

Juno

Nota: 5,0

Um dos indicados ao Oscar de Melhor Filme esse ano e muito injustamente comparado com Pequena Miss Sunshine. Talvez por ambos serem filmes independentes de baixo orçamento e que alcançaram sucesso. A roteirista do filme é a Diablo Cody, uma ex-stripper que escreve livros e agora roteiros para cinema. Tipo a Bruna Surfistinha. Ela levou o Oscar de Roteiro e fez um discurso bem esquisito. Parecia que estava tendo uma crise nervosa.

Bom, a história é sobre uma adolescente que engravida de um amigo pastel, e decide entregar o menino pra adoção. Achei o filme muito conservador. Anti-aborto, tem um final muito desagradável (apesar das caras de felicidade das personagens e da musiquinha bonitinha, o que termina por enganar o público) e passa um mal exemplo horroroso. Se você quiser ver o filme e que eu não estrague o final, não leia a partir daqui.

Bom, acho que ter filho é algo mais sério do que o filme mostra. A mensagem que eu captei foi “Tenham filhos. Se vocês não os quiserem, há sempre uma mal casada, mal amada que vai querer criar o bebê.” E no final o casalzinho vinte entrega o filho e não sente nenhum remorso, nenhum apego pela criança. Achei desumano, frio e irresponsável. Com certeza muito adolescente adorou o filme. Principalmente pela protagonista, interpretada pela Ellen Page, que fez Menina Má.com, outro filme pior ainda... A personagem é altamente estereotipada e caricata. Se existir alguém na face da Terra que se comporte daquela forma, ou que tenha tal vocabulário, o que deve ser algo bem difícil, levem a um psiquiatra, ou para a Bree de Desperate Housewives criar.

Retardada

Encantada // Enchanted

Nota: 8,5

Um filme leve, tolo, frívolo, medíocre, banal e divertido. Mais um conto de fadas com o selo de qualidade da Disney. A diferença aqui é que ele passa do desenho para o mundo real, seja lá o que isso for. Bom, a história narra a saga de Giselle (Amy Adams, de Retratos de Família e Prenda-me Se For Capaz), uma princesa daquelas que falam com passarinhos, cantam para os esquilos, são lindas de morrer e estão sempre com aquela cara de abestalhada. Enfim, ela é perseguida pela malvada madrasta (Oh que novidade! Criatividade nota 10), feita pela Susan Sarandon, que abre um daqueles portais dimensionais de Greyskull e a manda pra Nova York, para que ela se distancie do Príncipe Encantado, vulgo Ciclope de X-Men ou James Marsden, como você preferir. Só que ele vai no embalo e acaba indo pra Nova York também resgatá-la. Mas quando ele chega lá, ela, que é descolada como ela só, já tá toda instalada. Ela já faz vestido de cortinas, canta para a fauna de Nova York (ratos, baratas e afins), faz farra no Central Park e ainda se engraça pro lado do Patrick Dempsey. Aí é que a história fede...

O filme é tão esdrúxulo que as gargalhadas são inevitáveis. Eu me diverti mais do que se tivesse visto uma comédia dos “hilários” Ben Stiller, Jack Black, Vince Vaughn, Adam Sandler ou Owen Wilson. Se tiver uma continuação, estarei na fila do cinema pra ver.


Robin Hood de Pochete

Valente // The Brave One

Nota: 7,5

Fazendo justiça com as próprias mãos. É o Charles Bronson? Não! É mais macho do que ele! É a Jodie Foster! Depois de ser atacada no Central Park, de ver seu noivo assassinado e ter seu cachorro roubado, a Jodie, que é uma radialista respeitada, acaba paranóica e virando uma serial killer de bandido.

O filme é divertido até. Tenta ser sério, criar um clima denso, mas a situação em si é tão surreal, que só dá pra achar tudo meio cômico. O filme conta ainda com o Terrence Howard (de Crash), fazendo um policial e ainda tem uma participação especial do Naveen Andrews, o Sayid de Lost, que faz o namorado da Jodie. A direção é do Neil Jordan, um diretor britânico que já fez coisas bem conhecidas, como a bomba Traídos pelo Desejo (aquele filme do travesti que acha que a gente não reconhece um quando vê pela frente), Michael Collins, que eu ainda não vi, Fim de Caso, que é um saco, o divertido Não Somos Anjos, Café da Manhã em Plutão, que eu não entendi bem qual é a do filme e Entrevista Com o Vampiro, que eu gostei.


Cobra Engole Cobra

Medo da Verdade // Gone Baby Gone

Nota: 7,0

Pra se ter noção como premiações são injustas, o paspalho canastrão do Ben Affleck tem um Oscar enfeitando a estante. Hitchcock e Chaplin não ganharam nenhum... Pelo menos o do Ben não foi por atuação. Foi por roteiro, por ter escrito junto com o Matt Damon aquele filme pseudo-inteligente chamado Gênio Indomável. Aquele filme tem umas cenas que são dose pra leão... Enfim, vamos ao filme!

O paspalho canastrão é o diretor desse filme. E surpreendentemente ele provou que por trás das câmeras ele é até razoável. Fez esse filme e colocou o irmão Casey Affleck pra estrelar. O irmão é muito, mas muito melhor ator do que ele. A história é sobre uma garotinha que é seqüestrada e o caso vira foco da mídia. Aí o Casey, que se não me engano é detetive junto com a namorada, a Michelle Monaghan de O Melhor Amigo da Noiva, é chamado pra ajudar a polícia a encontrar a menina. Se eu contar mais que isso estraga, só que isso daí você vai descobrir em 30 segundo de filme, mas tudo bem. Pelo menos mantém o suspense.

No elenco, Morgan Freeman, de Um Sonho de Liberdade e Menina de Ouro, Amy Ryan, que foi indicada ao Oscar Atriz Coadjuvante fazendo a mãe drogada da menina seqüestrada e o Ed Harris, de O Show de Truman, Pollock e As Horas.


Muito Barulho Por Nada…

Na Natureza Selvagem // Into The Wild

Nota: 7,0

Já pensou se todo mundo que tivesse pais que não se relacionam bem se rebelassem e fugissem sem dar mais notícias? Haveria cartazes de gente desaparecida em todos os postes de todas as esquinas do mundo. Ou não... Talvez a coisa ficasse tão banal que as pessoas nem se importassem mais. Achei exagerada demais a reação do nosso protagonista. Muita revolta por pouca coisa. Get over it!

Que ele quisesse viajar uns tempos depois de formado, tudo bem, nada mais natural, mas fazer a besteira que ele fez, só sendo muito infantil. Eu acho que ele tinha problemas emocionais, ou mentais, que o filme não abordou. Bom, como o caso é verídico, não dá pra culpar o Sean Penn pela história, mas ele tem culpa de levá-la pras telas. Bom, esse filme elevou o Emile Hirsch (de Clube do Imperador, Show de Vizinha e Alphadog) a astro do primeiro time de Hollywood (sendo indicado a vários prêmios), e ele mesmo acabou de descer esse degrau fazendo Speed Racer. Ainda no elenco William Hurt (Marcas da Violência, O Beijo da Mulher Aranha, O Reencontro), Márcia Gay Harden (Sobre Meninos e Lobos, Pollock), Katherine Keener (Quero Ser John Malkovich, Capote) e o indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante Hal Holbrook (Homens de Honra, Wall Street).

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O filho pródigo à casa torna

Depois de milênios sem atualizar este espaço, eu volto pra reativá-lo. Antes, um blog dedicado única e exclusivamente a filmes, agora eu vou começar a diversificá-lo. Baseado no seu título (Cinema, alucinógenos e canarinhos), eu vou dividí-lo em seções de acordo com os temas. Aqui vão as classificações:

Cinema: Obviamente, como já diz o nome, posts sobre a sétima arte.
Alucinógenos: Temas variados. De esportes, política a culinária.
Canarinhos: Música e afins.

Espero que os poucos leitores deste espaço gostem das novidades!