quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Se arrependimento matasse...

Nota: 9,0

O diretor Joe Wright faz mais uma adaptação de um romance para as telas. O primeiro foi Orgulho e Preconceito. Desta vez, Atonement ou Desejo e Reparação, de Ian McEwan. Ambos são filmes parecidos, mas eu achei esse daqui mais tocante, verossímil.A estória é sobre duas irmãs apaixonadas pelo mesmo homem: Keira Knightley (que estrelou Orgulho e Preconceito, Piratas do Caribe, etc.) e Saoirse Ronan (de Nunca é Tarde Para Amar). Só que a Saoirse só tem 13 anos, e claramente o amor dela não é correspondido. Com ciúmes do envolvimento da irmã com o objeto da afeição, o James McAvoy (esteve em O Último Rei da Escócia com o Forest Whitaker, Crônicas de Nárnia, etc.), ela acaba tomando atitudes impensadas que levam a separação do casal.

O filme tem um ritmo um pouco lento, mas conseguiu prender totalmente a minha atenção. As retomadas das cenas em diferentes pontos de vista dão mais riqueza a história. Dá pra compreender melhor o comportamento das personagens. O filme ainda conta com uma participação da Vanessa Redgrave, que é esnobada por Hollywood por seus ideais socialistas, mas tem um certo espaço nas produções britânicas, e nessa ela está perfeita. E também Brenda Blethyn aparece, que também esteve em Orgulho e Preconceito. No outro filme ela tinha mais destaque. A personagem era mais divertida.

Keira confirma que realmente nasceu para ser mulher blasé do passado. Aquela cara de lesa dela combina perfeitamente com a estética. Está tão bem quanto esteve em Orgulho e Preconceito. Apesar de eu ter me centrado mais nas personagens femininas da trama nos comentários, todas são coadjuvantes. O verdadeiro protagonista é o James mcAvoy, que está muito bem também.

O filme lidera as indicações ao Globo de Ouro. Sete no total. Filme (drama), ator (drama), atriz (drama), atriz coadjuvante, diretor, roteiro e trilha sonora. Todas merecidos, e eu ainda colocava a Vanessa Redgrave no meio das indicações também. Se bem que a Keira não é protagonista... E o papel dela nem é tão interessante quanto o da irmã.

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