segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Ô azar! Pense no azar!

Nota: 7,0


Nesse sábado uns amigos e eu decidimos ir ao cinema pra assistir a pré-estréia de À Procura da Felicidade, o novo filme do Will Smith. Éramos um grupo de 8 pessoas, mas só 4 já tinham comprado o ingresso, e eu não era uma delas. Quando a fila chegou quase na bilheteria, eu estava lamentando o preço do ingresso. Normalmente eu pago em torno de 4 reais pra ir ao cinema, mas nas sessões à noite dos finais de semana o preço sobe para 7,50. Aí me deu aquela dor no bolso... E eis que nesse mesmo momento a sessão lotou e as únicas sessões que iriam começar por volta daquele horário (era 21h30) eram as dos filmes O Amor Não Tira Férias, que vocês podem ler minhas impressões mais abaixo, ou ver A Grande Família, mas ninguém tava a fim... As outras sessões para outros filmes iniciariam depois das 23hs. Aí a gente já estava saindo da fila, com aquela frustração, quando, do nada, uma moça apareceu e perguntou se eu queria ver o filme À Procura da Felicidade, pois ela tinha um ingresso sobrando, e acabou me dando, mas ela desapareceu e eu nem vi o rosto dela direito. Eu só sei que eu fui ver o filme! E no 0800, o que é melhor ainda! Guardei esse ingresso e ele agora é o meu amuleto da sorte.

Bom, mas a sorte acabou aí... O filme é praticamente é um oposto do Match Point, ou seja, narra o azar de um cidadão. Ele é sobre o Will Smith, um cara que gastou suas economias investindo num scanner medicinal revolucionário, ele visitava clínicas e hospitais para vendê-los, mas nenhum médico queria comprar. Achavam caro demais e desnecessário. E nisso ele vai acumulando dívidas. Pra piorar a sua situação, ele é casado com a Thandie Newton, que pra quem não sabe, é filha de uma princesa Shona do Zimbábue, mas tem aquela cara de flagelada da seca, e faz o mesmo papel de mal-humorada ranzinza que fez no Crash, a diferença é que aqui ela não é rica... O que já é uma boa diferença. E ainda tem um filho pequeno pra criar (o menino é filho dele na verdade com a atriz Jada Pinkett Smith). A mulher não segura o rojão e o abandona e aí tudo desanda.





O filme é narrado pelo próprio Will (o nome do personagem é Chris), e ele divide sua vida por momentos em que ele fazia algo constantemente. Olha, o cara tem tanto azar, tanto azar, mas tanto azar, que na metade do filme eu já estava num estado de depressão profunda. Quase cortando a minha orelha e pintando uma tela ou compondo uma sinfonia.

O bom de tudo é ver como o Will Smith evoluiu e vem se mostrando um verdadeiro bom ator. Ele saiu daquele seriado imbecil que eu felizmente não lembro o nome, que eu acho que ainda passa no SB(es)T(eira) e na Warner, e de comédias meia-boca como Hitch, pra fazer um filme mais adulto, emocionante e, o que é mais impressionante, com uma mensagem no final! Tá certo que a mensagem é a mais batida da história do cinema, ou talvez da história da dramaturgia, mas pelo menos já é um começo. Tenho que admitir que a história é bonita.



O roteiro é de Steve Conrad, que fez a droga O Sol de Cada Manhã, uma adaptação do livro autobiográfico de Chris Gardner, e é dirigido pelo italiano Gabriele Muccino, que eu não tenho informações a respeito. O filme valeu ao Will Smith sua segunda indicação ao Oscar. A primeira foi em 2002 por Ali, uma biografia do Mohamed Ali que ninguém viu, e ele realmente mereceu essa indicação, mas não vai ser dessa vez que ele vai levar. Pra levar uma estatueta dourada pra casa, ele vai ter que se engajar em outro bom projeto ou então de muito lobby, que sempre dá certo em Hollywood.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Um ótimo dia para um exorcismo

É hora de mais uma premiação da Academia. Uma bela noite para um exorcismo depois do fiasco do ano passado. Foi terrível. Sem graça e com um gosto horrível no final. Que nem jiló. Uma desgraça. Espero que esse ano a coisa seja diferente. Até as músicas indicadas são melhores. Pelo menos não tivemos nenhum rap indicado. Tomara que tenhamos surpresas, premiações inesperadas (porém merecidas), agradecimentos emocionantes e tomara que o documentário do Al Gore ganhe pra falar mal do Bush, como o Michael Moore fez. Esse ano o evento será apresentado pela Ellen DeGeneres, lésbica assumida, pra provar que a Academia não é homofóbica por não premiar Brokeback Mountain ano passado. Ou seja, tapando o Sol com uma peneira.

Acima vemos o poster oficial do evento desse ano. Nele há frases famosas de diversos filmes, mas há apenas uma frase de um filme que não indicado a melhor filme. Quem conseguir adivinhar, ganha um prêmio da Academia. Não tenho nem um pingo de paciência de ficar lendo essas frases todas aí, por isso nem procurei mais informações a respeito, mas para quem se interessar, acho que no www.cineclick.com.br e no site oficial, claro, deve haver mais informações a respeito. O site oficial é www.oscar.com.

Pra quem não sabe como funciona o Oscar, eu pesquisei a respeito e vou lhes explicar melhor:

1º. – Cada pessoa que já foi indicada alguma vez a um Oscar, passa a ser um membro da Academia e pode votar todos os anos na premiação.

2º. – Cada membro escolhe os seus favoritos do ano na categoria em que foi indicado. Ou seja, roteiristas votam nos melhores roteiros, diretores nas melhores performances em direção, atores nas quatro categorias de interpretação, produtores nos melhores filmes, etc.

3º. – Os votos são contados por uma empresa de auditoria, e os indicados são anunciados.

4º. – Depois é o oba-oba. Todo mundo vota em todo mundo.

E é aí que a vaca vai pro brejo. Por isso que todo ano alguma merda acontece. Claro que todo mundo tem direito a uma opinião, mas eu acredito que um maquiador não tenha muito conhecimento de causa pra votar em melhor roteiro, por exemplo. E vice-versa. Então eles deveriam se limitar às suas categorias. E abolir os votos por correspondência também. Um membro que não queira votar pode deixar que seu filho ou seu neto de 5 anos assinale o que ele quiser e enviar os seus votos. Sem contar que eles não são obrigados a ver todos os filmes.

Como eu não entendo de todas as categorias, vou apenas tecer comentários nas categorias em que eu tenho uma certa familiaridade, mas vou opinar em todas. Então, dados os indicados desse ano, vamos ao que interessa:


Melhor Filme
Babel
Os Infiltrados
Cartas de Iwo Jima
Pequena Miss Sunshine
A Rainha

Três surpresas: A Rainha, Pequena Miss Sunshine e Cartas de Iwo Jima. Eu achava que Dreamgirls, O Diabo Veste Prada e Pecados Íntimos estariam em seus lugares. Pequena Miss Sunshine merece demais essa indicação, mas por ser um filme independente e pequeno, não esperava que ele chegasse tão longe, se bem que ano passado 4 dos 5 indicados eram filmes pequenos. A Rainha é monótono e diplomático demais e Cartas de Iwo Jima (o único que ainda não vi) prova que Clint Eastwood pode peidar pra uma câmera que ele vai ser indicado. Deve ser uma das xaropadas cheias de clichês que ele sempre faz. Eu espero que Os Infiltrados ganhe. Se eles quiserem nos surpreender, que seja com Pequena Miss Sunshine, e não como no ano passado, com aquele resultado medíocre. Babel pode surpreender, como o fez no Globo de Ouro.

Melhor Diretor
Clint Eastwood (Cartas de Iwo Jima)
Stepher Frears (A Rainha)
Alejandro González Iñárritu (Babel)
Paul Greengrass (Vôo United 93)
Martin Scorsese (Os Infiltrados)

Esse é o ano do Martin Scorsese. Ganhou todos os prêmios até agora e ainda não ganhou um Oscar. Eles se sentem na obrigação de premiá-lo. Ainda bem que dessa vez é merecido. O gagá do Clint Eastwood novamente na área, Iñárritu se consolidando, Stephen Frears provando que Hollywood gostou mesmo da chatice da Rainha e Paul Greengrass é a zebra.

Melhor Ator
Leonardo DiCaprio (Diamante de Sangue)
Ryan Gosling (Half Nelson)
Peter O'Toole (Venus)
Will Smith (À Procura da Felicidade)
Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)

E eis que Leonardo DiCaprio não é indicado por Os Infiltrados. Estava melhor que em Diamante de Sangue. Will Smith em sua segunda indicação (antes foi por Ali em 2002), e Ryan Gosling é indicado pelo filme independente Helf Nelson. Peter O’Toole recebe mais uma indicação. Já que ele nunca ganhou e já está bem velhinho (até já ganhou um prêmio honorário pela carreira), pode ser que dessa vez ele leve. A academia tem dessas coisas. Mas o favorito absoluto é o Forest Whitaker. Ainda não vi o filme dele. Mas eu torço pelo Leonardo DiCaprio. Ele já vem merecendo a muito tempo.

Melhor Atriz
Penélope Cruz (Volver)
Judi Dench (Notas Sobre um Escândalo)
Helen Mirren (A Rainha)
Meryl Streep (O Diabo Veste Prada)
Kate Winslet (Pecados Íntimos)

As 5 indicadas de quase todas as premiações novamente se repetem aqui. Helen Mirren favoritíssima. Grande interpretação (ou imitação, como preferirem), mas nem o filme, nem a personagem empolgam. Eu não votaria nela. Penélope, que é normalmente fraquinha, se superou em Volver e é a 6ª. atriz a ser indicada em um filme falado em língua não-inglesa. Antes dela, Sophia Loren (que ganhou por Duas Mulheres em 1962), Catherine Déneuve, Liv Ullmann, Isabelle Adjani e Fernanda Montenegro. Meryl em sua 14ª. indicação e já ganhou duas vezes. Recorde absoluto. Essa sim merece ser indicada todo ano. Ela é fenomenal. Mas nesse filme, ela é coadjuvante. Se competisse como coadjuvante, merecia levar. Kate Winslet em sua 5ª. indicação, e como sempre, pouco cotada. A excepcional Judi Dench novamente fazendo número. Esta é a sua 6ª. indicação (a primeira foi em 1997 por Sua Majestade Mrs. Brown). Eu torço pela Penélope ou pela Kate.

Melhor Ator Coadjuvante
Eddie Murphy (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
Mark Wahlberg (Os Infiltrados)
Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine)
Jackie Earle Haley (Pecados Íntimos)
Djimon Hounsou (Diamante de Sangue)

Eddie Murphy, Mark Wahlberg e Jackie Earle Haley em suas primeiras indicações. Legal a indicação do Djimon Hounson. Torci por ele. Alan Arkin recebe sua primeira indicação depois de mais de 30 anos, acho. Já vi todos esses filmes e posso dizer que o melhor coadjuvante do ano não foi indicado. No caso, Jack Nicholson, em Os Infiltrados. Eddie é o favorito, mas eu torço por qualquer um dos outros.

Melhor Atriz Coadjuvante
Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine)
Rinko Kikuchi (Babel)
Cate Blanchett (Notas Sobre um Escândalo)
Adriana Barraza (Babel)

As cinco indicadas do SAG Awards se repetem aqui. A única que ainda não vi foi a Cate, que já ganhou por O Aviador. Jennifer Hudson é a favorita, mas eu não daria a ela. Acho que ela é muito crua. Ela se sai bem nesse filme porque ela canta 80% do filme, mas se ela tiver que atuar mesmo, ela não vai se sair tão bem. Se ela levar, vai colecionar más críticas depois, porque não haverá um bom musical todo ano pra ela atuar. Pode apostar. Ela deveria arriscar a Broadway ou então seguir adiante como cantora. Torço por Rinko ou pela Abigail do Little Miss Sunshine. Eu acho que crianças não deveriam competir, ou então ter uma categoria à parte. Mas já que ela pode ser indicada, pode ganhar também. E ela segurou um papel difícil no filme. Então, eu torço por ela.

Melhor Roteiro Original
Babel (Guillermo Arriaga)
Cartas de Iwo Jima (Iris Yamashita, Iris Yamashita & Paul Haggis)
Pequena Miss Sunshine (Michael Arndt)
O Labirinto do Fauno (Guillermo del Toro)
A Rainha (Peter Morgan)

Peter Morgan do A Rainha ganhou o Globo de Ouro, mas o Michael Arndt do Pequena Miss Sunshine ganhou o Critics’ Choice Award. Entre os dois, prefiro Pequena Miss Sunshine, a história é muito mais interessante e prende mais a atenção. Babel pode levar também, pra não sair com as mãos vazias, e Cartas de Iwo Jima é do Clint Eastwood, vai ter que levar alguma coisa e pode ser esse. Mas os dois favoritos são A Rainha e Pequena Miss Sunshine.

Melhor Roteiro Adaptado
Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja À América (Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Peter Baynham, Dan Mazer, Todd Phillips)
Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus, Hawk Ostby)
Os Infiltrados (Williamn Monaghan)
Pecados Íntimos (Todd Field, Tom Perrotta)
Notas Sobre um Escândalo (Patrick Marber)

Nenhum desses daí ganhou nenhum prêmio antes, mas eu acho que Os Infiltrados ou Borat vão levar. Hollywood gosta demais de Borat, mas Pecados Íntimos é um bom filme. Pode ser que leve algo e seja nessa categoria.

Melhor Filme Estrangeiro
After The Wedding (Dinamarca)
O Labirinto do Fauno (México)
The Lives of Others (Alemanha)
Dias de Glória (Argélia)
Water (Canadá)

Não vi nenhum deles, mas achei injusto excluírem Volver. Essa categoria talvez seja a mais injusta de todas. Nunca sai nada muito bom nela. Acho que o filme alemão leva.

Melhor Animação
Carros
Happy Feet – O Pingüim
A Casa Monstro

Carros vai levar. A história é pra lá de batida, mas a animação em si é excepcional. É um bom filme pra crianças.

Melhor Canção
I Need To Wake Up – Melissa Etheridge (Uma Verdade Inconveniente)
Listen - Beyoncé (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
Love You I Do – Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
Our Twon - James Taylor (Carros)
Patience – Eddie Murphy, Anika Noni Rose, Keith Robinson (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)

Não fiquei surpreso com a não indicação da música do Prince do Happy Feet, que levou o Globo de Ouro. O Oscar já faz isso três anos seguidos: A Love That Will Never Grow Old de Brokeback Mountain ano passado e Old Habbits Die Hard de Alfie, dois anos atrás. Já ouvi todas e gosto mais de Our Town de Carros, composta pelo Randy Newman. Eu adoro James Taylor. As músicas dele são simples, harmoniosas e muito agradáveis. Mas a favorita é Listen da Beyoncé, que co-escreveu a música mas não foi indicada. Acho pouco provável que eles deixem de premiar a estrela do momento no mundo da música.

Melhor Trilha Sonora
Babel (Gustavo Santaolalla)
Notas Sobre um Escândalo (Philip Glass)
The Good German (Thomas Newman)
O Labirinto do Fauno (Javier Navarrete)
A Rainha (Alexandre Desplat)

As duas trilhas que eu mais gostei no ano foram as dos filmes O Véu Pintado, do francês Alexandre Desplat, que levou o Globo de Ouro, e do Os Infiltrados, do Howard Shore, que já ganhou por O Senhor dos Anéis, e nenhum dos dois foi indicado. Gustavo Santaolalla levou ano passado por Brokeback Mountain. Thomas Newman já foi indicado 7 vezes antes e nunca levou. Fez trilhas ótimas como Beleza Americana, Procurando Nemo e Um Sonho de Liberdade. Philip Glass foi indicado duas vezes por Kundun e As Horas. Alexandre Desplat recebe sua primeira indicação. Enfim, não tenho nenhuma expectativa nessa categoria. Nem nessa, nem nas que seguem.

Melhor Fotografia
Dália Negra
Filhos da Esperança
O Ilusionista
O Labirinto do Fauno
O Grande Golpe

Melhor Direção de Arte
Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
O Bom Pastor
O Labirinto do Fauno
Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte
O Grande Golpe

Melhor Figurino
A Maldição da Flor Dourada
O Diabo Veste Prada
Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
Maria Antonieta
A Rainha

Melhor Som
Apocalypto
O Diamante de Sangue
Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
A Conquista da Honra
Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte

Melhor Efeitos Sonoros
Apocalypto
O Diamante de Sangue
Cartas de Iwo Jima
A Conquista da Honra
Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte

Melhor Montagem
BabelO Diamante de Sangue
Filhos da Esperança
Os Infiltrados
Vôo United 93

Melhor Efeitos Visuais
Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte
Poseidon
Superman – O Retorno

Melhor Maquiagem
Apocalypto
Click
O Labirinto do Fauno

Melhor Documentário
Deliver Us from Evil
Uma Verdade Inconveniente
Iraq in Fragments
Jesus Camp
My Country, My Country

Melhor Curta-Metragem
Binta y la gran idea
Éramos poços
Helmer &
SonThe Saviour
West Bank Story

Melhor Curta-Metragem (Animação)
The Danish Poet
Lifted
The Little Matchgirl
Maestro
No Time for Nuts

Melhor Curta-Metragem (Documentário)
The Blood of Yingzhou
District
Recycled Life
Rehearsing a Dream
Two Hands
Alguns dias antes da cerimônia eu faço minhas expectativas finais.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Humm....

E mais uma edição do Globo de Ouro se passou, e cá entre nós, não foi a melhor que vi. Só de "Betty, A feia" ganhar eu já tenho calafrios. E ainda bem que eu não apostei dinheiro, porque senão eu tava lascado!

Melhor Animação: Acertei Carros

Melhor Filme Falado em Língua Estrangeira: Errei.
Errei Volver. Mas eu já suspeitava que o Clint pudesse ganhar. Ele é idolatrado com os clichês que ele faz.

Melhor Trilha Sonora: Chutei pra fora.
Ganhou o Alexandre Desplat (The Painted Veil) , que foi ignorado no Oscar. Depois comentos as indicações da Academia.

Melhor Canção Original: Errei!
Apostei em Listen, mas Prince levou. Mas Listen já ganhou outros prêmios e provavelmente levará o Oscar.

Melhor Roteiro: Errei...
Apostei no Pecados Íntimos. Ganhou A Rainha, que pra mim foi o mais inesperado. Roteiro muito chato.

Melhor Diretor : Acertei (Aleluia de Handel!)
Também, se eu errasse essa, eu entrava num asilo. Scorsese era o mais indicado para levar mesmo.

Melhor Atriz Coadjuvante: Acertei again
Ganhou a Jennifer Hudson. Não que ela seja realmente a melhor atriz, mas talvez o papel que chame mais atenção por ter maior importância no filme do que as outras indicadas.

Melhor Ator Coadjuvante: Errei. =(
Apostei No Brad, porque achei que o Jack não iria levar por já ter ganho demais, mas levou o Eddie Murphy, que pra mim era o pior dos indicados. Se bem que ele está acima do nível normal dele. O papel caiu como uma luva.

Melhor Atriz (Musical ou Comédia): Errei...
Errei com a mesma justificativa da categoria acima. A Meryl era a favorita, mas ela não protagonista no filme, por isso achei que talvez ela não levasse. Mas ela é excepcional.

Melhor Ator (Musical ou Comédia): Adivinha: Errei!!!!
Apostei no Johnny Depp, mas levou o Sacha, naquele filme que parece ser um embaraço só!

Melhor Atriz (Drama): Acertei!
Helen Mirren levou, como era de se esperar.

Melhor Ator (Drama): Errei... ihihihi...
Forest Whitaker levou, como era esperado, mas eu achei que como ele sempre é esquecido, iriam dar para o Peter O'Toole ou pro Leo DiCaprio. Enfim, não vi o filme completo, mas achei que foi merecido pelos trechos que pude acompanhar.

Melhor Filme (Musical ou Comédia): Acertei =)
Acertei, mas não concordei. Pequena Miss Sunshine é bem melhor.

Melhor Filme (Drama): E pra finalizar, errei!
Babel levou, não sei como, mas levou. É bom o filme, mas não empolga tanto. Só um Crash melhorado. Também, com o Governator entregando o prêmio, não podia dar em boa coisa.

A premiação atrasou demais, e correram feito papa-léguas no final. Principalmente pelo discurso loooooooooooongo do Warren Beatty, que só fazia vangloriar os louros seus e dos seus companheiros da Idade da Pedra, ou da Guerra da Criméia, não sei bem qual das duas. Faltou um pouco de emoção. O ponto alto, sem dúvida, foi o discurso da Meryl. Ela é demais mesmo. Deveria ser presidente dos EUA. Estariam em melhores mãos.

Quem ainda quiser ver, vai ser exibido no dia 3 de fevereiro no SBT.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

O Sonho ainda não acabou, mas só tem de goiabada

Nota: 8,0

Devo confessar que estava curioso que pra ver esse filme. Desde Courtney Love no divertidíssimo O Povo Contra Larry Flynt que não vemos uma cantora se dar tão bem nas telas. Só de aparecer no cartaz do filme, Mariah Carey, Madonna ou Britney Spears já são esculachadas. Fez até Christina Aguilera desistir de tentar uma incursão no meio também. E Beyoncé conseguiu conquistar a simpatia da crítica e até uma indicação ao Globo de Ouro. Se bem que ela já tinha feito alguns filmes. Porcarias como A Pantera Cor-de-Rosa e Austin Powers: O Homem do Membro de Ouro. Mas não só por isso: quem me conhece sabe que eu adoro o American Idol, e a Jennifer Hudson tem sido elogiadíssima por sua participação nesse filme. Ela era a gorda brega e chorona da terceira temporada, que acabou entrando entre os finalistas na repescagem e foi eliminada numa noite “chocante” para os americanos, em que as três melhores candidatas, segundo eles, foram as menos votadas da semana. Ela tem uma voz forte, canta muito bem e é muito carismática. Mas não no filme...


Dreamgirls é dirigido, produzido e adaptado para as telas por Bill Condon (do ótimo Kinsey e do estranho Deuses e Monstros). É uma adaptação da peça da Broadway homônima, que está em cartaz desde 1981. A história do filme é basicamente sobre as Supremes (mas não a história toda), e a Beyoncé era pra representar a Diana Ross. O resultado não foi bom. Não culpa dela, mas sim do roteiro. Ela não lembra a Diana nem de longe. O comportamento da personagem era bem diferente do da Diana, que todos sabem que era extremamente temperamental e caprichosa, e cá entre nós, é pra lá de feia. Já a Beyoncé é linda desde a ponta do cabelo pixaim até o dedão do pé. Ô mulher bonita! Até de peruca ela encanta. E no filme ela é um doce, bem como a June Carter da Reese Witherspoon em Johnny e June. A reconstrução da época é perfeita, e vemos até grupos famosos aparecerem, mas com pseudônimos, como os Jackson 5.


Bom, o filme é sobre um trio de amigas, Beyoncé (que dispensa apresentações), Jennifer Hudson (que faz suas estréia no cinema) e Anika Noni Rose, que querem chegar ao estrelato como um grupo de cantoras. Elas conseguem seu primeiro passo se associar a Jamie Foxx (Ray e Colateral), um empresário em busca do sucesso, que as encaixa como backing vocals do sempre canastrão Eddie Murphy (Dr. Dolittle, Um Tira da Pesada, etc.). Em seguida, ele dispensa o Eddie e as lança como um grupo, mas troca a cantora principal do trio, o que causa os conflitos do filme.

Eu me diverti com o filme. As músicas são ótimas. Sabe aquelas músicas que te fazem bater palmas e balançar a cabeça que nem catenga (lagartixa)? São essas. Bem estilo Motown, bem anos 60, como não poderia deixar de ser. Mas eles encaixaram no filme uma música da Beyoncé chamada Listen, que destoa das demais, e que provavelmente entrou lá pra poder a concorrer a prêmios.



Tudo é muito divertido. A parte técnica é impecável. Excelentes cenários, figurinos e perucas de fazer a Cher se morder de inveja. Tudo muito bonito. Até o Eddie usava peruca. Parecia uma mistura de Prince com James Brown e o Planeta dos Macacos. Hilário! As mulheres, então, mudavam de penteado a cada 5 minutos, que nem a Michelle Pfeiffer em Íntimo e Pessoal.


Mas é um musical. E quiseram meter música em tudo, o que pra mim era desnecessário. Já tinha música em todos os lugares, nas apresentações, nas gravações, no rádio, na TV... Eles deveriam ter deixado todos diálogos falados mesmo. Dava até mais chance dos artistas interpretarem mais. A maioria deles já canta na maior parte do tempo mesmo... Uma discussão lá pela metade do filme, foi toda cantada, e perdeu a chance de ser, de longe, a melhor cena da produção.


O resultado é bem legal. Não é tão bom e sarcástico como Chicago, mas é divertido. Outra coisa que eu senti no filme é que a gente tem uma dificuldade de encontrar o protagonista no filme. A Beyoncé é tida como protagonista, acho que pra vender mais o filme. Mas a Jennifer Hudson é até mais fundamental na história do que ela. Mas talvez o principal seja o Jamie Foxx... Enfim! O filme acabou de levar três Globos de Ouro. Melhor filme Comédia ou Musical, Melhor Ator Coadjuvante pro Eddie, e Melhor Atriz Coadjuvante pra Jennifer. Eu não teria dado nenhum dos três prêmios, mas só o Eddie que eu achei realmente injusto ter levado. Brad Pitt em Babel e o Jack Nicholson em Os Infiltrados eram bem superiores, não só nos seus filmes, mas em talento também. Nos demais prêmios eu teria escolhido a Rinko Kikuchi em Babel e o filme seria Pequena Miss Sunhine, que tem muito mais a ser passado do que simplesmente divertir, que é o caso de Dreamgirls.

Deus salve a rainha...

Nota: 7,0

A Rainha (The Queen), é o novo filme do diretor Stephen Frears (de Sra Henderson Apresenta, Ligações Perigosas e Coisas Belas e Sujas), que tem estado na lista de indicados das principais premiações recentemente. O roteiro de Paul Morgan é sobre aquilo que todo mundo já tinha visto em 1997, quando a Lady Di bateu suas belas botas. Ou seja, nenhuma novidade. Todo mundo sabe como começa e como termina, mas tem uma leve impressão de como foi o durante. Então o filme decidiu se focar nisso.

O filme relata o comportamento da família real, em especial da rainha, durante o período do falecimento da princesa Diana. Não há muito do que se falar desse filme. A história em si é simples, e pra mim, desinteressante. O filme resume-se a uma excepcional interpretação da Helen Mirren, que realmente incorporou a rainha, assim como Jamie Foxx incorporou o Ray Charles em Ray. E por acaso, o caso de ambos é idêntico: filmes não muito empolgantes, mas que contam com excelentes interpretações.


Mas eu fico pensando, por que interpretar personalidades que realmente existiram é tão louvável? Não se cria uma nova identidade, não há o processo de criação de uma diferente personagem, não há como o ator dar o seu toque pessoal na história. Ele apenas imita os trejeitos e a personalidade de alguém. Mas de qualquer forma, o trabalho é muito bem sucedido, e as premiações adoram. Basta ver ano passado. Phillip Seymour Hoffman e Reese Witherspoon levaram todos os prêmios existentes na face da terra por interpretarem Truman Capote e June Carter. Fora eles, ainda tivemos Cate Blanchett, Jamie Foxx, Charlize Theron, Javier Bardem, entre outros nos últimos cinco anos.

Ou eu não entendi bem o filme, ou ele tenta passar distintas imagens da rainha durante o filme. No começo, a vilaniza; num segundo instante, mostra o seu lado mais humano, e por fim, justifica seus atos devido a sua criação mais conservadora e por também nunca ter tido a chance de escolher ser ou não a rainha, e por todas as dificuldades pelas quais já passou. Enquanto isso, a rainha fica entre o anjo e o diabo, bem como a gente vê freqüentemente nos desenhos animados. O diabo seria no caso a família real, que não nutria afeição pela princesa de Gales, e o anjo é personificado por Tony Blair (Michael Sheen), apoiado de forma oculta pelo Príncipe Charles. Qualquer coisa a mais que eu disser sobre o filme pode ser que estrague a surpresa do filme, se é que há alguma nele. Mas enfim, não há uma mensagem específica no filme, não mudará nossas vidas e nem vai mudar a forma como pensamos sobre nada. Assisti-lo não faz mal, mas também não entretém.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Globo de Ouro 2007

Nessa segunda-feira ocorrerá mais uma edição do Globo do Ouro, umas das mais importantes premiações do cinema em Hollywood. Este prêmio é entregue pela Imprensa estrangeira de Hollywood. No momento, eu acho essa premiação a mais justa das que nós podemos acompanhar pela TV. O sistema de votação do Oscar não é dos mais confiáveis, o que resulta em muito resultado desmerecido. Depois eu explico melhor isso. Bom, e dados os indicados deste ano, (os prêmios de TV eu preferi não comentar porque não tenho muito conhecimento das produções) vamos às minhas opiniões e expectativas:

Melhor Animação:
- Carros
- Happy Feet: O Pingüim
- A Casa Monstro

Desses eu só vi Carros, e achei a história meio batida (mas os gráficos são perfeitos), mas acho que ele leva.

Aposto em Carros.

Melhor Filme Falado em Língua Estrangeira
- Apocalypto
- O Labirinto do Fauno
- Das Leben der Anderen
- Cartas de Iwo Jima
- Volver

Apocalypto é do Mel Gibson. Deve ser polêmico. O Labirinto do Fauno é muito fantasioso. Eu me estresso com esse filmes. Nem perco tempo pra ver. Das Leben der Anderen, é o alemão que bateu o Volver na premiação européia em Varsóvia. Pode ser que leve. Cartas de Iwo Jima é do Clint Eastwood. Esse povo adora tudo que ele faz. Volver é do Almodóvar. Eu já assisti e gostei, apesar de já ter visto coisas melhores dele.

Aposto em Volver.

Melhor Trilha Sonora
- Gustavo Santaolalla (Babel)
- Hans Zimmer (O Código Da Vinci)
- Clint Mansell (Fonte da Vida)
- Carlo Siliotto (Nomad)
- Alexandre Desplat (The Painted Veil)

Bom, vi os três primeiros filmes, mas não me recordo de nenhuma das trilhas. Nada tão impactante. Então vou chutar

Aposto em Código Da Vinci

Melhor Canção Original
- Never Gonna Break My Faith (Bobby) – Aretha Franklin & Mary J. Blige
- Listen (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho) - Beyoncé
- The Song of the Heart (Happy Feet: O Pingüim) - Prince
- Try Not To Remember (Home of the Brave) – Sheryl Crow
- A Father's Way (A Conquista da Felicidade) – Seal

Esse ano eles apostaram em músicas de artistas pop consagrados já. Ouvi todas, mas nenhuma delas é a melhor coisas que eles já fizeram. Talvez a balada da Beyoncé é a mais comercial e a que deve agradar mais. Acho que esse daí é barbada.

Aposto em Listen da Beyoncé.

Melhor Roteiro
- Guillermo Arriaga (Babel)
- William Monahan (Os Infiltrados)
- Todd Field e Tom Perrotta (Pecados Íntimos)
- Patrick Marber (Nota Sobre um Escândalo)
- Peter Morgan (A Rainha)

Eu tenho dúvidas em relação a essa categoria. Eu acho que os mais fortes são Pecados Íntimos e Babel, mas Os Infiltrados tem um roteiro ótimo também.

Aposto em Pecados Íntimos

Melhor Diretor
- Clint Eastwood (A Conquista da Honra)
- Clint Eastwood (Letters from Iwo Jima)
- Stephen Frears (The Queen)
- Alejandro González Iñárritu (Babel)
- Martin Scorsese (Os Infiltrados)

Clin indicado duas vezes. Esse povo adora ele. Eu não vejo nada demais. Mas esse é outra barbada também. Não tem pra ninguém:

Aposto em Martin Scorsese

Melhor Atriz Coadjuvante
- Adriana Barraza (Babel)
- Cate Blanchett (Nota Sobre um Escândalo)
- Emily Blunt (O Diabo Veste Prada)
- Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
- Rinko Kikuchi (Babel)

Eu daria pra japonesa do Babel, mas ela é desconhecida. E o favoritismo cai todo pra Jennifer Hudson, que eu já conhecia do American Idol. Ela era a gorda, brega e chorona, mas muito carismática e canta muito bem.

Aposto em Jennifer Hudson

Melhor Ator Coadjuvante
- Ben Affleck (Hollywoodland – Nos Bastidores da Fama)
- Eddie Murphy (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
- Jack Nicholson (Os Infiltrados)
- Brad Pitt (Babel)
- Mark Wahlberg (Os Infiltrados)

Com esses indicados eu achava até covardia não dar o prêmio pro Jack. Em escala de talento, ele está anos luz dos demais. Mas, Brad Pitt e Mark Wahlberg estão perfeitos nos seus papéis também, mas o Mark aparece muito pouco, então é meio carta fora do baralho. E o Jack já ganhou 6 vezes e já ganhou um prêmio especial pela carreira. Então...

Aposto em Brad Pitt

Melhor Atriz (Musical ou Comédia)
- Annette Bening (Correndo com Tesouras)
- Toni Collette (Pequena Miss Sunshine)
- Beyoncé Knowles (Dreamgirls – Em Busca de um Sonho)
- Meryl Streep (O Diabo Veste Prada)
- Renée Zellweger (Senhorita Miss Potter)

Essa é a categoria mais enigmática pra mim. Eu votaria na Toni Collette, mas o papel dela é o que menos chama atenção no filme. Beyoncé recebe uma indicação e está até bem cotada, mas ela não foi indicada em mais nenhuma outra premiação. A favorita parece ser a Meryl, que pra mim é coadjuvante no filme, e já ganhou tanto, mas tanto, que ela deve socar carne com Globo de Ouro. Não ela, ela deve mandar alguém fazer isso por ela, pois ela é muito fina pra tal serviço. Mas...

Aposto na Beyoncé

Melhor Ator (Musical ou Comédia)
- Sacha Baron Cohen (Borat)
- Johnny Depp (Piratas do Caribe: O Baú da Morte)
- Aaron Eckhart (Obrigado Por Fumar)
- Chiwetel Ejiofor (Kinky Boots – Fábrica de Sonhos)
- Will Ferrell (Mais Estranho que a Ficção)

Outra categoria meio barbada. Johnny Depp é de longe o melhor ator, mas o pessoal lá gosta muito do Will Ferrell e esse filme Borat, tem causado boas impressões no pessoal lá. Mas...

Aposto em Johnny Depp

Melhor Atriz (Drama)
- Penélope Cruz (Volver)
- Judi Dench (Nota Sobre um Escândalo)
- Maggie Gyllenhaal (SherryBaby)
- Helen Mirren (A Rainha)
- Kate Winslet (Pecados Íntimos)

Eu votaria na Penélope, que está linda no Volver, e olha que eu acho ela feia, mas esse não seria o motivo da sua premiação. Kate Winslet é excelente atriz, mas nunca levou. E nesse filme ela está ótima. Mas a grande favorita é a Helen Mirren, grande atriz inglesa, por incorporar a rainha da Inglaterra, então...

Aposto em Helen Mirren

Melhor Ator (Drama)
- Leonardo DiCaprio (Diamante de Sangue)
- Leonardo DiCaprio (Os Infiltrados)
- Peter O'Toole (Venus)
- Will Smith (À Procura da Felicidade)
- Patrick Wilson (Pecados Íntimos)

Leonardo DiCaprio está excelente nos dois filmes, e isso pode acabar com suas chances. Peter O’Toole deve levar o Oscar, porque nunca levou antes. Eles têm dessas coisas. Mas não sei se leva o Globo de Ouro não. Ele já ganhou quatro vezes antes. Patrick Wilson está muito bem em Pecados Íntimos, mas não chama tanta atenção quanto o Leonardo, então...

Aposto em Leonado DiCarpio (por Os Infiltrados)

Melhor Filme (Musical ou Comédia)
- Borat
- O Diabo Veste Prada
- Dreamgirls – Em Busca de um Sonho
- Pequena Miss Sunshine
- Obrigado Por Fumar

Assiti três deles, e gostei muito, mas muito do Pequena Miss Sunshine. Ele merece muito esse prêmio. Por mim levava fácil, fácil. O Diabo Veste Prada é ótimo, mas é muito “Uma Secretária de Futuro”, ou seja, muito Sessão da Tarde pra ganhar. Obrigado por Fumar é lagal, mas não é nada demais. Vi trechos de Borat e achei muito constrangedor. Sabe aquelas comédias que você fica com vergonha pelo protagonista? Essa parece ser uma delas. Mas os americanos adoraram. Enfim, mas o favorito é Dreamgirls. Parece ser o filme da vez e eu estou curioso pra ver esse filme. Então...

Aposto em Dreamgirls

Melhor Filme (Drama)
- Babel
- Bobby
- Os Infiltrados
- Pecados Íntimos
- A Rainha

Ta na ponta da língua:

Os Infiltrados!!!!!!!!!!

Excelente esse filme. Não só merece esse prêmio como quaisquer outros. Mas, nós vimos o que aconteceu no Oscar ano passado... Mas Babel e Pecados Íntimos são excelentes também.

Então. Vamos ver como eu me saio nas minhas apostas!!! Pra quem quiser assistir, ele será exibido pela Warner, nessa segunda dia 15, as 23hs (de Brasília), ou as 22hs aqui no Nordeste, e no dia 3 de fevereiro no SBT.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

E no Reino Animal...

Nota: 9,0

Estava ansioso pra ver esse filme. Trata-se de Pecados Íntimos, ou Little Children, seu título original. Na verdade, eu passei o filme tentando entender qual dos dois títulos era o mais apropriado pro filme, e eu achava que o titulo original só combinava com uma das histórias do filme, mas no fim, eu terminei concluindo que qualquer dos títulos explicava bem o contexto geral do filme. O filme é mais um dos grandes da temporada, tem quatro indicações ao Globo de Ouro (Filme/Drama, Ator/Drama, Atriz/Drama e Roteiro), duas ao prêmio do sindicato (Atriz e Ator Coadjuvante) e três ao prêmio dos críticos (Filme, Atriz e Roteiro). Vamos ao filme.

O roteiro é baseado no romance de Tom Perrotta e é adaptado pelo mesmo para as telas. O filme se foca em três histórias distintas, entrelaçadas, mas não tão gritantes e díspares umas das outras como as de Babel, por exemplo. A primeira é sobre Kate Winslet (Titanic e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), uma mulher frustrada com seu casamento que vive pela filha, e acaba conhecendo Patrick Wilson (Angels in America e Menina Má.com), um advogado que não consegue passar no exame da Ordem, vive pra cuidar do filho e é sustentado pela mulher, a sempre lindíssima Jennifer Connelly (Diamante de Sangue e Uma Mente Brilhante), uma cineasta; A segunda, é sobre Jackie Earle Haley, um molestador de menores que foi solto da prisão, vive na mesma vizinhança e come o pão que o diabo amassou na mão dos vizinhos; A terceira é sobre Noah Emmerich, um policial babaca que vive frustrado porque teve que se aposentar.

No começo, o filme tem duas cenas hilárias. Mas depois, ele descamba pro drama mesmo. Bem denso e profundo. E envolvente. Pelo menos eu fiquei curioso. A gente prende nossa atenção e aguarda ansiosamente pelo o que está pra acontecer. Muitas cenas são surpreendentes. Eu até diria chocantes, para a maioria das pessoas, mas eu não me choco tão facilmente. É um filme sobre a natureza humana em si. Como, mesmo se tentarmos, não podemos fugir muito do que somos, do nosso instinto.

A única coisa no filme que não me agradou muito foi a narração. Achei desnecessária. Parece narração de documentários do Animal Planet. “E eis que o leão, rei das selvas, sorrateiramente cerca a sua presa. Ele observa cautelosamente, aguardando o melhor momento pra o ataque...”. Tudo bem que a narrativa explica algumas coisas que a gente provavelmente não descobriria, como alguns detalhes da vida das personagens, mas muitas das coisas no filme são óbvias de se notar só pelo comportamento das personagens. Mérito do elenco, que é excelente, com certeza fruto também de um grande trabalho do diretor Todd Field.

Recomendo este filme. Sei que nem todo mundo vai gostar. Não é um filme dos mais agradáveis. A natureza humana também não é das mais agradáveis. O final é um tanto absurdo e moralista. Um pouco frustrante. Se você não for tão sarcástico quanto este que vos dirige a palavra, ou não for muito chegado a coisas densas, com certeza vai achar este filme totalmente indigesto. Mas afinal de contas, qual a graça de viver a vida apenas vendo conto de fadas? O mundo é bem maior do que o pequeno universo que nos cerca. É só abrir os olhos e ver como há pessoas tão diferentes de nós e como o mundo é muito mais complexo do que imaginamos. Entender o mundo e entender as pessoas, é entender a vida, é crescer, amadurecer, é ser mais cidadão.

Sessão Pipoca Doce

Nota: 6,5

Nessa segunda-feira fui ver O Amor Não Tira Férias, a nova comédia romântica da diretora Nancy Meyers (Alguém tem que ceder e Do que as mulheres gostam). E o que posso dizer que mais um típico filme romântico com piadas não muito engraçadas, mas que as mulheres adoram. Acho que elas se identificam com o romantismo irreal que são apresentados nesses filmes.

A história baseia-se em duas mulheres, Kate Winslet (Titanic) e Cameron Diaz (Quem vai ficar com Mary?), uma mora em Surrey, próximo a Londres, e a outra em Los Angeles, e ambas tem azar no amor. Após mais uma desilusão, elas resolvem fazer um intercâmbio de casas, em que elas trocam de vida pelo fim de ano. No caso, Kate vai morar na mansão da Cameron em Hollywood e Cameron vai morar na casinha de bonecas quase inacessível da Kate na Inglaterra.


Nesse filme a gente vê que azar no amor pra gente bonita dura pouquíssimo. Cameron logo acha o objeto de desejo de 99 entre 100 mulheres no mundo, o Jude Law (Cold Mountain), mas não na sua versão galinha natural, e sim como um homem romântico, sensível e chorão. Ou seja, ele não existe. Não se iluda muito. O engraçado é que uma amiga minha foi a um encontro e foi assistir a esse filme. O rapaz, no final das contas, disse que ela estava mais animada com o Jude no filme do que com ele ao lado dela. Compreensível. Já que esse ser não existe na realidade, porque não suspirar por ele nas telas? Mas se a gente for analisar a fundo o seu comportamento, dá pra ver que ele é muito contraditório. Assistam ao filme com atenção e vocês me entenderão. Enquanto isso, Kate continua na seca em Hollywood. Depois de um bom tempo, ela faz amizade com um velhinho ex-roteirista de cinema e começa a paquerar com o Jack Black (Escola do Rock). Não pensem que eu estou estragando o filme porque é só olhar no cartaz que já se vê isso claramente. Mas enfim, que azar da Kate hein? Pense no azar! Enquanto Cameron se esbalda com o Jude Law, ela fica com o gordinho feio. E cá entre nós, Jack Black não convence nesse papel. Primeiro porque ele tenta ser um galã, e nesse quesito ele não chega nem aos pés do Jude Law, que pro azar dele, está no mesmo filme, e termina ficando caricato. E segundo, porque a personagem em si ser um bestão. Um pé no saco. Eu não agüentaria ficar ouvindo aquelas conversas dele por 5 minutos.

nfim, como eu já tinha dito, é uma típica comédia romântica hollywoodiana como tem de rodo por aí. O intuito dela é mesmo divertir. Não passa nada de profundo pra ninguém. Mas eu achei o filme longo demais. Quase duas horas e meia. Eu fiquei contando os segundos pra ele acabar. O elenco é bem mediano, com sempre nesse tipo de filme, nada de excepcional nem de extraordinário. Nunca há grandes cenas pra que grandes atores, como a Kate e Jude, possam mostrar todo o seu alcance interpretativo. A musicas são ótimas, como também é de costume em comédias românticas. As trilhas sonoras desses filmes são sempre ótimas pra se ouvir no carro ou num Happy Hour. Mas daqui a 3 meses eu vou confundir esse filme com diversos outros por aí...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

O sexo dos anjos

Nota: 9,5

Esse fim de semana aluguei a multi-premiada mini-série da HBO Angels in America. Pra se ter noção, ela levou os prêmios de melhor Filme ou Minissérie para TV, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante do Emmy e do Globo de Ouro e de alguma outra premiação que não me ocorre no momento. Mas, tirando a brincadeira do título, é realmente excelente a produção! Dirgido por Mike Nichols, dos excelentes A Primeira Noite de Um Homem, Quem Tem Medo de Virginia Woolf, Uma Secretária de Futuro e Closer – Perto Demais, e com elenco brilhante, com os já famosíssimos Al Pacino, Meryl Streep, Emma Thompson e outros menos conhecidos do grande público nacional como Patrick Wilson (da droga O Fantasma da Ópera e do ainda inédito Pecados Íntimos), Mary-Louise Parker (de Tomates Verdes e Fritos e do seriado Weeds), Justin Kirk (que fez o seriado Jack & Jill), Jeffrey Wright, Ben Shenkman e James Cromwell. Muitos deles fazem mais de um personagem. O mais impressionante é a Meryl Streep interpretando um rabino logo no comecinho. Que mulher danada! Tem gente que nasce mesmo pra brilhar. Eu tenho que descobrir onde ela comprou a fórmula do sucesso.


A minissérie é uma adaptação pras telas da peça de teatro homônima de Tony Kushner. Ele mesmo adaptou o roteiro. A história narra o universo da AIDS na década de 80 em Nova York. Várias personagens surgem e se envolvem uns com outros. Uns são doentes, outros não, mas todos vivem de perto essa realidade, que leva vários ao delírio (não entenda como nada relacionado à alegria), a se auto-analisar e questionar sua existência.

Al Pacino vive um advogado inescrupuloso que se descobre contaminado e finge ter câncer, pra não arruinar sua carreira. Meryl faz a mãe do mórmom Patrick Wilson, que está confuso com sua sexualidade e é casado com a doida de pedra Mary-Louise Parker, que viaja no Valium. Jeffrey Wright é o enfermeiro ex-drag queen que cuida de aidéticos, e é amigo de Justin Kirk, outro aidético que é abandonado pelo companheiro de 4 anos Ben Shenkman ao descobrir da doença e não conseguir lidar com a pressão. Emma Thompson é a médica que cuida de Justin, e é também o anjo que lhe traz uma importante mensagem (Um anjo com 8 genitálias. Não sei onde ela colocou isso tudo!).

Só daí já dá pra ver que dá pra rolar muita coisa não é? Pois é. Muita coisa acontece, muito drama, muita confusão, muitas alucinações, mas a mensagem final é clara, muito importante e pertinente. Eu gostei muito do resultado. E acho que todos deveriam ver. Mas vale lembrar que é uma minissérie. São 6 capítulos de uma hora cada aproximadamente. Tendo paciência, vale a pena conferir.

Tem sangue no colar do pescoço da perua!

Nota: 9,25

Fui ver Diamante de Sangue no cinema nesse sábado. Eu realmente esperava bastante desse filme, e ele não me desapontou. O filme fala sobre a Guerra Civil em Serra Leoa nos ano 90 pelo controle das minas de diamante e o envolvimento oculto de uma grande empresa européia. Nesse tipo de filme, eu sempre fico com um pé atrás, porque eu meio que me sinto manipulado. Nunca se sabe se a história foi realmente aquilo que se conta, ou se tudo é uma visão americana dos fatos pra manipular as mentes. E dá-lhe teoria da conspiração! Mas enfim, levando-se em conta a situação mostrada no filme, vamos aos fatos.

No meio dessa bagaceira toda da guerra, encontramos Djimon Hounsou (ator de Benin que já foi sem teto na França e foi descoberto como modelo por Herb Ritts e fez Terra de Sonhos, pelo qual foi indicado ao Oscar, e Coisas belas e sujas), um pescador que é capturado pelas forças rebeldes de Serra Leoa para trabalhar nas minas e se perde da sua família e Leonardo di Caprio, um mercenário de Zimbábue que se aproveita da situação para vender armas no país e traficar diamantes. Djimon encontra um diamante rosa raríssimo e enorme, mas termina perdendo-o e sendo preso pelas tropas do governo. Lá, ele é “encontrado” por di Caprio que descobre sobre o diamante, e propõe uma troca a ele: o diamante, em troca de reencontrar sua família. Certo, nisso tudo aí entra uma coisa meio fantasiosa como se encontrá-los no meio daquela confusão toda fosse fácil, mas o di Caprio pode tudo!




Na história surge também Jennifer Connelly, aquela mulher lindíssima de Uma Mente Brilhante, Casa de Areia e Névoa, e um filminho infanto-juvenil dos anos 80 que eu adorava chamado Sete Minutos no Paraíso, como uma jornalista americana cobrindo a guerra e sedenta por adrenalina. Pense numa mulher raçuda! Ela topa tudo a ferro e fogo! Eu quero ser assim quando eu crescer...Todos estão ótimos no filme. Djimon e Jennifer, pra mim, mereciam suas segundas indicações ao Oscar, mas premiações são injustas, nem adianta sonhar muito. Leonardo di Caprio despontou pra mim como o principal ator de sua geração em Hollywood com esse filme, em que ele faz um sotaque africano bem diferente, juntamente com Os Infiltrados. Ele é excelente. As pessoas acabam com ele por causa de Titanic, mas não param pra ver que ele muito mais que isso, que ele já fez coisas ótimas como Prenda-me Se For Capaz e Gilbert Grape e está sempre buscando coisas novas. Ou seja, elas confundem ator e personagem. Enquanto isso, endeusam Julia Roberts, que faz o mesmo papel de mulher independente e decidida em toda droga de filme que faz. Vai entender a cabeça das pessoas...

Assim como Babel, a história é um tanto longa com suas duas horas e vinte de filme, mas eu adorei. Poderia ter mais uma hora que eu continuaria lá, entusiasmado. Gostei até mais do que Babel. Toda aquela tensão, aquela situação caótica despertou em mim o espírito aventureiro que Indiana Jones deveria ter nos seus dias mais inspirados. Além de nos fazer compadecer mais ainda da situação da África. Tudo bem que Serra Leoa hoje está “em paz” (seja lá o que isso signifique), mas muitos locais na África continuam sofrendo horrores. O mais triste de tudo é saber que a gente é tão impotente em relação a isso tudo, e os governos dos grandes países do primeiro mundo, estão preocupados demais com seus egos capitalistas pra ter tempo pra ajudar.

O Banana e o Canalha

Nota: 3,0

Aluguei essa semana Sideways, mais pra poder ter uma opinião a respeito desse filme tão cultuado em 2004 do que por curiosidade.
E, enfim, que filme pra lá de nada demais! Ô negócio sem graça! Realmente, entender as premiações torna-se uma tarefa cada vez mais árdua para mim. É Senhor dos Anéis, é Crash, é Menina de Ouro, é Aviador, é Encontros e Desencontros, só porcaria! Parece que esse povo vota pelo nome que acha bonito. Parece eleição no Brasil. Não dá pra entender. Mas vamos ao filme.

O enredo do filme foca-se em dois amigos, Paul Giamatti e Thomas Haden Church, que estão viajando pelas vinícolas da Califórnia degustando vinhos, enquanto um está para se casar, e o outro espera pra saber se o seu livro será publicado ou não. Enquanto isso, eles tomam vinho. Enfim, qual o interessante disso tudo? Só se você for um expert em vinhos, pra poder ver se tem algum furo nos comentários incessantes a respeito. É vinho com gosto de madeira do oriente, gosto de pitomba, rúcula, erva cidreira e assim descamba a bobajada. Eu nunca tomei um vinho desses, mas parece que tudo é mais complexo do que se imagina.

As personagens são todas uns chatos. O Paul, que faz o escritor, é um banana. Nunca vi tão besta. Se cair de quatro não levanta mais nunca. O Thomas, que faz o noivo, é um cafajeste. Coloca todos os chifres que existem na fauna mundial na testa da noiva. E o pior é que existe gente assim... As mulheres são todas muito mal delineadas. Não dá pra se entender bem os seus comportamentos. O melhor do filme é a presença de Virginia Madsen (de Firewall), que a gente vê claramente que era uma daquelas mulheres que quando jovens, eram lindas. E realmente era. Vi um filme de 1984 com ela chamado Electric Dreams, em que ela está linda. Uma boneca. Ela é a única personagem simpática do filme. Mas ela aparece pouco demais...


Talvez por essa falta de identificação com as personagens do filme, ele seja tão monótono. Quem tem paciência de ver algo sobre alguém que você não dá a mínima? Eu não. Além de o roteiro ser ridículo também. E levou Oscar de roteiro e Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia. Pois é! Eu me esquecia que o filme é classificado como comédia. E onde entra a comédia nesse filme? No final. E realmente ele ficou engraçado por um instante. Eu até ri, mas a graça acabou com mais uma crise de depressão do banana. Ô sujeito insuportável! Estraga-prazer. Quando a gente começa a se divertir, ele arruína tudo. E ainda temos que engolir aquele final abrupto e sem graça. E pensar que o diretor Alexander Payne também já fez o ótimo Eleição.

Falhas na comunicação, Câmbio!

Nota: 7,5

Babel, O filme mais recente do diretor mexicano Alejandro González Iñarritú, o mesmo de Amores Brutos e 21 gramas, dois filmes que não me atraem muito, mas, definitivamente, bons filmes. Babel fecha a trilogia começada com Amores Brutos, e conta 3 histórias, que são meio deslocadas umas das outras, mas que terminam por ser interligadas, entrelaçadas.

A primeira, no Marrocos, conta sobre crianças camponesas marroquinas que recebem um rifle do pai para tomar conta do rebanho e matar chacais e um casal americano em crise; A segunda, no Japão, onde uma adolescente surda-muda e seu pai vivem em atrito depois da morte da mãe da família; A terceira se passa nos EUA, onde uma babá mexicana quer ir para o México para o casamento do filho, mas não tem com quem deixar os filhos dos patrões, então resolve levá-los junto. Ok, já deu pra ver que vai acabar em besteira né?

Pois é... O desmantelo come solto! Bem ao estilo dos filmes anteriores da trilogia, mas esse me chamou muito mais atenção, acho que porque a história seja um tanto mais envolvente, e pela universalidade dos problemas apresentados. Podemos ver que apesar das diferenças culturais gritantes entre os povos, os problemas parecem ser comuns entre todos (salvando as devidas proporções, claro!).

O elenco é bom. Vários atores de etnias e nacionalidades diversas. Nesse tipo de filme onde não temos protagonistas (bem ao estilo de Crash e Magnólia) acho que podemos definir como “principais” os papéis de Adriana Barraza (foto ao lado), que faz a babá mexicana que consegue roubar a cena do seu excepcional compatriota Gael García Bernal, Brad Pitt (foto mais acima), como o americano em viagem ao Marrocos e a japonesa Rinko Kikuchi (foto mais abaixo), como a menina surda-muda, que se perde na vida. A japonesa em especial me encantou muito. Os três estão indicados ao Globo de Ouro, e as duas indicadas ao Critics Choice Award e ao prêmio do sindicato (SAG Awards) nas categorias de coadjuvantes. O elenco ainda conta com Cate Blanchett, muito bem, como sempre.

Enfim, eu até gostei do filme. No fundo, ele é quase igual ao Crash. Boa proposta, mas um tanto mal realizado. Cai no pedante e no absurdo, mesmos problemas do Crash. Pelo menos ele me divertiu mais que o Crash. É um filme ligeiramente longo, com quase duas horas e meia de duração. Tem muita cena desnecessária e termina se enrolando um pouco. As diferentes histórias se alternam constantemente, bem ao estilo já conhecido do Iñarritú. Talvez não seja um filme pra todos os gostos, nem pra todos os públicos.