domingo, 7 de outubro de 2007

Nunca à tarde...

Nota: 7,5

Eis mais uma comédia romântica para cativar o público feminino. Nunca é tarde para amar. Dessa vez trata-se da história de uma mulher de meia-idade que conversa com a mãe natureza e se relaciona com um homem pelo menos 10 anos mais novo. Parece novo, mas não é... Esse é o novo filme de Amy Heckerling, responsável pelos mega sucessos Olha Quem Está Falando e As Patricinhas de Beverly Hills, filme que não tem o devido reconhecimento. A própria Amy atua no filme como a mãe natureza.

O filme começa com um monólogo meio sem fundamento e depois nos bombardeia com imagens nada agradáveis de vítimas da obsessão pela beleza que se submetem a cirurgias plásticas e viram aberrações. Depois nós acompanhamos a vida da Michelle Pfeiffer, roteirista de um seriado de TV "banal", como diria um amigo meu, que varia sua temática desde dramas adolescentes, até as mais frívolas comédias devido a busca desenfreada por audiência. O conflito da história é a insegurança da nossa protagonista em relação ao relacionamento que ela se envolve com o novo ator do seriado, que é feito pelo Paul Rudd, que fez "Patricinhas", Virgem de 40 anos, e era o namorado da Phoebe de Friends. Ok, não vou contar mais nada para não estragar a surpresa (como se houvesse alguma...).


O filme é leve e tal, legalzinho dese ver, mas tem umas coisas que não descem bem. Pra começar, a Michelle faz uma mulher que foi trocada pelo ex-marido por uma mulher bem mais nova, e ela ainda mantém uma relação extremamente próxima com ele. Isso não existe... A filha da Michelle é uma pré-adolescente madura demais para a idade. Faz discursos sobre a vida que me lembraram o pessoal de Dawson's Creek (adoooooooro, mesmo vendo claramente todos os defeitos). Essa mesma pré-adolescente faz paródias de músicas conhecidas criticando diversos temas, tipo o talento de uma famosa cantora, os padrões de beleza impostos pela mídia (o que é bem contraditório, porque ela mete o pau na mãe se a gente observar bem) e por fim, o governo Bush. Só por essa parte, o filme ganha um ponto. Mas sugiro que se não gostarem muito do gênero, não vejam o filme à tarde. Dá um sono...

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