domingo, 2 de setembro de 2007

Mensagem subliminar ambiental

Nota: 8,0

Mais um episódio do interminável seriado de TV. Desde que me entendo por gente que Os Simpsons passam na tv. A novidade desta vez é que o episódio é mais longo e passa no cinema. Até o mala do Homer chama a gente de otário por pagar pra ver uma coisa que passa toda semana de graça na tv. Quando criança eu os via como um desenho sem graça, e hoje vejo com olhos diferentes. Com seu senso de humor fugindo do convencional, os Simpsons são aquela eterna crítica ao American Way of Life, e aquele povo é tão cego (pra não dizer outra coisa) que assiste, acha ótimo, mas não capta as críticas nas entrelinhas. Não se enxergam no espelho criado. Se bem que no Brasil é a mesma coisa. Roque Santeiro passou, repassou, trepassou, fez sucesso, e ninguém absorveu ou parou pra relacionar a realidade da novela com a realidade vivida por nós. Uma pena...


Aqui o episodio especial foca-se no tema do meio ambiente. Springfield está atolada na imundície e eles resolvem promover uma despoluição da cidade. Aí é que entra a família dinossauro. Homer resolve criar um porco, e esse porco evacua demais, pra soar mais elegante. Então ele resolve jogar os excrementos na lagoa recém despoluída da cidade, que fica mais poluída do que antes, e leva o governo americano a tomar uma medida drástica: interditar a cidade numa redoma de vidro ultra-resistente. Se o governo americano real fizesse isso mesmo, já pensou como seriam lindas as fotos da Terra tiradas por satélite? Os EUA estariam cheios de bolhinhas brilhando, refletindo a luz do Sol!


Uma história engraçada com um tema atual e importante, mas que as pessoas saem da sala de projeção e ignoram. Todo mundo gosta de se divertir, mas ninguém quer se preocupar com os temas sérios. Ainda mais americano que nem presta atenção nas coisas importantes que estão sendo passadas e nem o Tratado de Kyoto quer assinar. A frase é clichê, mas tem que ser dita: se cada um fizesse sua parte, poderíamos reverter esse quadro. Mas para um tema como esses, agir é muito mais importante (e eficiente) do que falar.

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