sexta-feira, 13 de julho de 2007

Rato Borralheiro

Nota: 9,25

Desde criança eu adoro as produções em animação. Claro que as de hoje em dia são bem diferentes das que eu costuma ver na infância. Hoje em dia elas são feitas em 3D, o que dá a elas uma reprodução muito mais próxima da realidade, há momentos em que a semelhança é extrema. Mas também isso ocasionou um excesso na produção de histórias muito pouco interessantes, mas com gráficos perfeitos. As únicas produções realmente boas feitas em 3D foram Toy Story, Vida de Inseto, Procurando Nemo, Shrek e Os Incríveis, e agora Ratatouille junta-se a eles.

Para quem não sabe Ratatouille é o nome de um prato típico francês, feito de verduras e legumes, e creio que tenha sido escolhido como nome do filme por causa da semelhança do nome com a palavra rato (ou rat) e também pelo filme tratar sobre culinária e se passar na França. Bem, nada deve ter sido por acaso.

A história é sobre Rémy, um ratinho inconformado em ter que se alimentar de lixos e restos e tem uma verdadeira paixão pela culinária. Devido a alguns incidentes, sua colônia tem que fugir do interior para Paris, e lá ele se perde do grupo e acaba dando de cara no restaurante fundado pelo seu ídolo, o falecido chef Gusteau e lá ele vê a oportunidade de realizar o seu sonho de se tornar um chef de cozinha, mas ele tem um pequeno empecilho no caminho, ser um rato. A única forma de atingir o seu objetivo é contando com a ajuda de Linguini, o atrapalhado servente do restaurante.

Como todo desenho animado americano, o filme tem a sua lição de moral, que americano nenhum nunca segue, por sinal, e sempre é muito sutil para as crianças, beirando a mensagem subliminar, ou lavagem cerebral, como preferirem. Para um público adulto ela é muito fácil de ser identificada mesmo antes de assistir o filme.

O filme é muito bonito, a reconstrução de Paris é fascinante, e os ratinhos em si são muito engraçados, me lembraram os ratinhos de Cinderela, animação da Disney de 1950. Só as tomadas com uma visão grupal da colônia que tornam-se um pouco angustiantes, pois a semelhança com uma infestação de ratos real é extrema, mas a gente se acostuma durante a projeção. A animação em 2D para os créditos finais é também perfeita. As piadinhas do filme são engraçadas e inofensivas, bem oportunas. Em resumo, o filme é uma excelente diversão pra quem gosta do gênero e mostra que a Pixar é a realmente a melhor a produtora de filmes em animação da atualidade.

Um comentário:

  1. crítica perfeita, com todo o seu viés irônico e mordaz. eheheh. adoro quando mete o pau nos americanos. beijo!

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