domingo, 8 de julho de 2007

Poder tá em falta

Nota: 7,5

Ela é Poderosa! Mais uma suposta comédia de meio de ano, com título nacional ridículo (o original também não diz muita coisa), e eu confesso que esperava bem menos desse filme. Até porque eu não sabia nada sobre o filme, e ele aborda temas bem interessantes, só que um tanto mal desenvolvidos. E tudo que tem a Lindsay Lohan no meio parece que é avacalhado, mas eu sempre me esqueço que ela é boa atriz, não importando a vida pessoal dela, que ela faça o que ela quiser e bem entender. Mas ela é talentosa, me lembra a Jodie Foster quando jovem. O restante do elenco é teoricamente muito bom também, tem a Jane Fonda, Felicity Huffman, de Transamérica e Desperate Housewives e o Dermot Mulroney, de O Casamento do Meu Melhor Amigo e O Amor Pode Dar Certo.


A direção é do Garry Marshall, que tem uma lista enorme de trabalhos conhecidos como ator, diretor, produtor e roteirista, mas destaco seus trabalhos na direção em Uma Linda Mulher, Noiva Em Fuga, Amigas Para Sempre e O Diário da Princesa. O roteiro é do Mark Andrus, que fez Divinos Segredos e Melhor É Impossível, dois filmes que eu gosto muito, e que são bem superiores a esse.

Aqui o filme fala sobre a Lindsay, uma menina revoltada de cidade grande que a mãe, a Felicity, que é uma mala, não agüenta e manda pro interior passar um tempo com a avó, a Jane, a poderosa do título... História totalmente clichê, mas o desenrolar da história definitivamente não se encaixa no perfil de comédia em que o filme vem sendo vendido. Fala de abuso de menores, morte e relações de família mal resolvidas. Mas o final não cola... A cena é sofrível. A última fala então, é tenebrosa.


O filme tem suas falhas, como por exemplo personagens mal delineados, principalmente o Dermot, e o comportamento supostamente autodestrutivo da própria Lindsay. Para uma menina que aos 14 anos consumia crack, ela chega aos 18 anos, continua porra-louca, e não bebe nem uma gota de álcool. Só gosta de sexo, mas isso aí é comum a todo mundo, mas poucos assumem. E as problemáticas lançadas no filme são mal aproveitadas e não são solucionadas. Só a principal que chega a ter um desfecho, absurdo, vale salientar. A melhor cena é sem dúvida quando as meninas interioranas ficam vigiando ela e o galã municipal. Ela as segue e diz que se isso continuasse ela iria procurar os namorados de cada uma delas e trepar com eles. Não existe ameaça mais interessante que essa.

Um comentário:

  1. o primeiro susto foi a cara da felicity no cartaz, gente, esse povo do photoshop precisa se tocar, seres humanos ainda habitam esse planeta, por enquanto, um pouco de pele natural cai bem, às vezes. Lindsay Lohan (é assim?) para mim é abaixo da crítica - nada a ver com vida pessoal, mas acho ela uma atriz de 5a., não entendo essa sua afeição. Beijos.

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