domingo, 10 de junho de 2007

Senhora do Destino

Nota: 5,5

Essa foi uma das mais estranhas idas ao cinema que eu já fiz. Bem, alguns amigos e eu decidimos ir ver Crime de Mestre, com o Anthony Hopkins. Fernanda procurou na net e viu que tinha sessão as 19h20, então lá fomos nós. Como somos todos estudante, um monte de liso, fomos de ônibus. A bagaceira já começou aí.

Quando eu sento no banco e olho pra baixo, vomito por todo o chão. Nojo. Mudo de lugar, mas o mal-estar ficou presente na minha pessoa. Após chegar no cinema, constatamos que a sessão de 19h20 só era exibida nos finais de semana (era uma quinta-feira). Então entramos num consenso de que iríamos ver Zodíaco, com Jake Gyllenhaal, as 18h25. Quando chegamos na frente da fila, a sessão lotou...





Então, de sopetão, decidimos ver Premonições. Ninguém esperava ou queria ver esse filme, mas lá fomos nós. Bom, a baboseira é uma confusão só. A história ronda a Sandra Bullock, que faz uma mulher que prevê a morte do seu marido e a cada dia que acorda está numa realidade diferente, ou seja um dia ela acorda e ele está morto, no outro ela acorda e ele ainda está vivo, e assim sucessivamente. Então a missão dela é evitar a tragédia. O filme faz esses arrodeios todos pra confundir a nossa cabeça e a gente não perceber o quão ridiculamente óbvio ele é. Parece que a Sandra gostou mesmo dessa fórmula, porque Crash é bem nesse estilo, filme ridículo que se passa por cult. E ainda tem quem engula... E ainda parece com A Casa do Lago, que ela lançou a algum tempo atrás e ninguém mais se lembra da tal besteira. À noite, quando eu fui dormir, eu fiquei torcendo pra acordar no dia anterior e olhar direito os horários de exibição dos filmes.



O irresponsável realizador deste filme responde pela alcunha de Mennan Yapo, ator/diretor/roteirista alemão que já atuou no legalzinho Adeus Lênin, e agora sacode essa bomba pra gente. No elenco ainda vemos Julian McMahon, um dos cirurgiões de Nip/Tuck e Amber Valletta que já fez o igualmente trágico Hitch, Conselheiro Amoroso. O filme tem o seu lado bom também, ele consegue prender a atenção. Mesmo você vendo aquele show de absurdos passando na sua frente, você ainda fica na expectativa de como aquilo tudo ainda vai acabar. Ou seja, está no mesmo patamar de Efeito Borboleta, ridículo, mas prende a atenção. Pelo menos isso.

Um comentário:

  1. nossa, o roteiro de 'Adeus, Lênin' é tão lindinho... hollywood tem dessas coisas, encomenda e degenera talentos.
    beijocas.

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