segunda-feira, 16 de abril de 2007

Big Brother RDA

Nota: 8,0


Filme alemão que surpreendeu ao vencer Volver na premiação da Academia Européia e O Labirinto do Faúno no Oscar. Nunca ouvi falar em ninguém envolvido nesse filme, então não tenho nenhum dado sobre eles, mas como vivemos em uma era de acesso a informação, procurei na web e descobri o seguinte: O filme é dirigido e escrito por Florian Henckel von Donnersmarck, que faz sua estréia na direção. Ele já fez outros trabalhos na Alemanha também. Os nomes dos filmes são todos em alemão, como não poderiam deixar de ser, e eu não consigo identificar nenhum dos trabalhos. O filme é produzido pela dupla Quirin Berg e Max Wiedemann, que também já fizeram outros trabalhos juntos. Os atores principais são Martina Gedeck, Ulrich Mühe e Sebastian Koch. Você conhece algum deles? Eu também não. Muito prazer.

Bom, o filme fala sobre um casal de artistas, um escritor e uma atriz, que têm a vida espionada pelo governo da Alemanha Oriental por serem da direita opositora. Essa visão é bem estranha. Estamos acostumados a ver como o pessoal da direita são os conservadores e a esquerda é a minoria "intelectualizada", revolucionária e radical, mas nesse filme inverte tudo, pelo governo ser da esquerda comunista. O intuito da espionagem é descobrir qualquer movimento contra o governo feito pelo escritor, para que ele possa ser então banido.


Eu não tenho muito conhecimento de causa para argumentar, mas o filme me passou uma certa sensação de que os socialistas são endemoninhados (ou demonizados, sei lá) no filme. Uma visão da Alemanha capitalista atual da antiga República Democrática Alemã (que se desfez com a queda do Muro de Berlim). Tipo evangélico fazendo filme sobre Espiritismo ou Candomblé. Mas nunca se sabe ao certo como era a realidade da Europa Oriental, eles eram tão fechados para o mundo, mas o que se sabe é que a maioria da população por lá não era muito satisfeita com o excesso de limites impostos pelos governos socialistas, que se auto-intitulavam “Democráticos” , mas na verdade eram totalitários. Meio contraditório, não?



O final do filme é legal. Chega a ser emocionante nos últimos momentos. Não vou contar nada pra não estragar qualquer surpresa que o filme possa vir a ter para vocês como espectadores. Só achei que teve um furo cronológico bem no finalzinho do filme. Utilização de uma moeda incompatível para a época. Mas é um bom filme. Eu adoro filmes políticos, o ruim é que a gente fica muito suscetível à visão da realidade do roteirista e do diretor, que nem sempre são as mais apropriadas.

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