segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Tem sangue no colar do pescoço da perua!

Nota: 9,25

Fui ver Diamante de Sangue no cinema nesse sábado. Eu realmente esperava bastante desse filme, e ele não me desapontou. O filme fala sobre a Guerra Civil em Serra Leoa nos ano 90 pelo controle das minas de diamante e o envolvimento oculto de uma grande empresa européia. Nesse tipo de filme, eu sempre fico com um pé atrás, porque eu meio que me sinto manipulado. Nunca se sabe se a história foi realmente aquilo que se conta, ou se tudo é uma visão americana dos fatos pra manipular as mentes. E dá-lhe teoria da conspiração! Mas enfim, levando-se em conta a situação mostrada no filme, vamos aos fatos.

No meio dessa bagaceira toda da guerra, encontramos Djimon Hounsou (ator de Benin que já foi sem teto na França e foi descoberto como modelo por Herb Ritts e fez Terra de Sonhos, pelo qual foi indicado ao Oscar, e Coisas belas e sujas), um pescador que é capturado pelas forças rebeldes de Serra Leoa para trabalhar nas minas e se perde da sua família e Leonardo di Caprio, um mercenário de Zimbábue que se aproveita da situação para vender armas no país e traficar diamantes. Djimon encontra um diamante rosa raríssimo e enorme, mas termina perdendo-o e sendo preso pelas tropas do governo. Lá, ele é “encontrado” por di Caprio que descobre sobre o diamante, e propõe uma troca a ele: o diamante, em troca de reencontrar sua família. Certo, nisso tudo aí entra uma coisa meio fantasiosa como se encontrá-los no meio daquela confusão toda fosse fácil, mas o di Caprio pode tudo!




Na história surge também Jennifer Connelly, aquela mulher lindíssima de Uma Mente Brilhante, Casa de Areia e Névoa, e um filminho infanto-juvenil dos anos 80 que eu adorava chamado Sete Minutos no Paraíso, como uma jornalista americana cobrindo a guerra e sedenta por adrenalina. Pense numa mulher raçuda! Ela topa tudo a ferro e fogo! Eu quero ser assim quando eu crescer...Todos estão ótimos no filme. Djimon e Jennifer, pra mim, mereciam suas segundas indicações ao Oscar, mas premiações são injustas, nem adianta sonhar muito. Leonardo di Caprio despontou pra mim como o principal ator de sua geração em Hollywood com esse filme, em que ele faz um sotaque africano bem diferente, juntamente com Os Infiltrados. Ele é excelente. As pessoas acabam com ele por causa de Titanic, mas não param pra ver que ele muito mais que isso, que ele já fez coisas ótimas como Prenda-me Se For Capaz e Gilbert Grape e está sempre buscando coisas novas. Ou seja, elas confundem ator e personagem. Enquanto isso, endeusam Julia Roberts, que faz o mesmo papel de mulher independente e decidida em toda droga de filme que faz. Vai entender a cabeça das pessoas...

Assim como Babel, a história é um tanto longa com suas duas horas e vinte de filme, mas eu adorei. Poderia ter mais uma hora que eu continuaria lá, entusiasmado. Gostei até mais do que Babel. Toda aquela tensão, aquela situação caótica despertou em mim o espírito aventureiro que Indiana Jones deveria ter nos seus dias mais inspirados. Além de nos fazer compadecer mais ainda da situação da África. Tudo bem que Serra Leoa hoje está “em paz” (seja lá o que isso signifique), mas muitos locais na África continuam sofrendo horrores. O mais triste de tudo é saber que a gente é tão impotente em relação a isso tudo, e os governos dos grandes países do primeiro mundo, estão preocupados demais com seus egos capitalistas pra ter tempo pra ajudar.

Um comentário:

  1. Leonardo de Caprio mandou muito bem.. o sotaque ficou sensacional! Apesar de ser americanizado o filme realmente te prende do inicio ao fim. muito bom!

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