quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Sessão Pipoca Doce

Nota: 6,5

Nessa segunda-feira fui ver O Amor Não Tira Férias, a nova comédia romântica da diretora Nancy Meyers (Alguém tem que ceder e Do que as mulheres gostam). E o que posso dizer que mais um típico filme romântico com piadas não muito engraçadas, mas que as mulheres adoram. Acho que elas se identificam com o romantismo irreal que são apresentados nesses filmes.

A história baseia-se em duas mulheres, Kate Winslet (Titanic) e Cameron Diaz (Quem vai ficar com Mary?), uma mora em Surrey, próximo a Londres, e a outra em Los Angeles, e ambas tem azar no amor. Após mais uma desilusão, elas resolvem fazer um intercâmbio de casas, em que elas trocam de vida pelo fim de ano. No caso, Kate vai morar na mansão da Cameron em Hollywood e Cameron vai morar na casinha de bonecas quase inacessível da Kate na Inglaterra.


Nesse filme a gente vê que azar no amor pra gente bonita dura pouquíssimo. Cameron logo acha o objeto de desejo de 99 entre 100 mulheres no mundo, o Jude Law (Cold Mountain), mas não na sua versão galinha natural, e sim como um homem romântico, sensível e chorão. Ou seja, ele não existe. Não se iluda muito. O engraçado é que uma amiga minha foi a um encontro e foi assistir a esse filme. O rapaz, no final das contas, disse que ela estava mais animada com o Jude no filme do que com ele ao lado dela. Compreensível. Já que esse ser não existe na realidade, porque não suspirar por ele nas telas? Mas se a gente for analisar a fundo o seu comportamento, dá pra ver que ele é muito contraditório. Assistam ao filme com atenção e vocês me entenderão. Enquanto isso, Kate continua na seca em Hollywood. Depois de um bom tempo, ela faz amizade com um velhinho ex-roteirista de cinema e começa a paquerar com o Jack Black (Escola do Rock). Não pensem que eu estou estragando o filme porque é só olhar no cartaz que já se vê isso claramente. Mas enfim, que azar da Kate hein? Pense no azar! Enquanto Cameron se esbalda com o Jude Law, ela fica com o gordinho feio. E cá entre nós, Jack Black não convence nesse papel. Primeiro porque ele tenta ser um galã, e nesse quesito ele não chega nem aos pés do Jude Law, que pro azar dele, está no mesmo filme, e termina ficando caricato. E segundo, porque a personagem em si ser um bestão. Um pé no saco. Eu não agüentaria ficar ouvindo aquelas conversas dele por 5 minutos.

nfim, como eu já tinha dito, é uma típica comédia romântica hollywoodiana como tem de rodo por aí. O intuito dela é mesmo divertir. Não passa nada de profundo pra ninguém. Mas eu achei o filme longo demais. Quase duas horas e meia. Eu fiquei contando os segundos pra ele acabar. O elenco é bem mediano, com sempre nesse tipo de filme, nada de excepcional nem de extraordinário. Nunca há grandes cenas pra que grandes atores, como a Kate e Jude, possam mostrar todo o seu alcance interpretativo. A musicas são ótimas, como também é de costume em comédias românticas. As trilhas sonoras desses filmes são sempre ótimas pra se ouvir no carro ou num Happy Hour. Mas daqui a 3 meses eu vou confundir esse filme com diversos outros por aí...

2 comentários:

  1. Eu ando numa fase super rosa-púrpura-do-cairo, também, com os homens que andam por aí, melhor mesmo. Mas também comentei que todas as piadas do filme eram muito mulherzinha - humor mulherzinha às vezes é óbvio demais - como naquele momento em que a Kate senta ao lado de um gato no avião, mas descobre que está no assento errado e ainda por cima percebe que ele viaja em companhia da mulher. Ao mudar para a cadeira da frente, chegam as suas acompanhantes: duas velhotas. Qualquer solteira do mundo já passou por situações tragicômicas como esta.
    Beijos!

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  2. O filme pode ser clichê, ter um final q todo mundo já sabe e pouca densidade dramatica, mas eu não vou mentir dizendo q não gostei. Acho q é um filme totalmente voltado p/ as mulheres, pq falam sobre elas e seu comportamento, humor totalmente feminino. Se eu fosse um homem veria p/ me deparar com as fantasias e os anseios da mulherada.

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