quarta-feira, janeiro 17, 2007

Deus salve a rainha...

Nota: 7,0

A Rainha (The Queen), é o novo filme do diretor Stephen Frears (de Sra Henderson Apresenta, Ligações Perigosas e Coisas Belas e Sujas), que tem estado na lista de indicados das principais premiações recentemente. O roteiro de Paul Morgan é sobre aquilo que todo mundo já tinha visto em 1997, quando a Lady Di bateu suas belas botas. Ou seja, nenhuma novidade. Todo mundo sabe como começa e como termina, mas tem uma leve impressão de como foi o durante. Então o filme decidiu se focar nisso.

O filme relata o comportamento da família real, em especial da rainha, durante o período do falecimento da princesa Diana. Não há muito do que se falar desse filme. A história em si é simples, e pra mim, desinteressante. O filme resume-se a uma excepcional interpretação da Helen Mirren, que realmente incorporou a rainha, assim como Jamie Foxx incorporou o Ray Charles em Ray. E por acaso, o caso de ambos é idêntico: filmes não muito empolgantes, mas que contam com excelentes interpretações.


Mas eu fico pensando, por que interpretar personalidades que realmente existiram é tão louvável? Não se cria uma nova identidade, não há o processo de criação de uma diferente personagem, não há como o ator dar o seu toque pessoal na história. Ele apenas imita os trejeitos e a personalidade de alguém. Mas de qualquer forma, o trabalho é muito bem sucedido, e as premiações adoram. Basta ver ano passado. Phillip Seymour Hoffman e Reese Witherspoon levaram todos os prêmios existentes na face da terra por interpretarem Truman Capote e June Carter. Fora eles, ainda tivemos Cate Blanchett, Jamie Foxx, Charlize Theron, Javier Bardem, entre outros nos últimos cinco anos.

Ou eu não entendi bem o filme, ou ele tenta passar distintas imagens da rainha durante o filme. No começo, a vilaniza; num segundo instante, mostra o seu lado mais humano, e por fim, justifica seus atos devido a sua criação mais conservadora e por também nunca ter tido a chance de escolher ser ou não a rainha, e por todas as dificuldades pelas quais já passou. Enquanto isso, a rainha fica entre o anjo e o diabo, bem como a gente vê freqüentemente nos desenhos animados. O diabo seria no caso a família real, que não nutria afeição pela princesa de Gales, e o anjo é personificado por Tony Blair (Michael Sheen), apoiado de forma oculta pelo Príncipe Charles. Qualquer coisa a mais que eu disser sobre o filme pode ser que estrague a surpresa do filme, se é que há alguma nele. Mas enfim, não há uma mensagem específica no filme, não mudará nossas vidas e nem vai mudar a forma como pensamos sobre nada. Assisti-lo não faz mal, mas também não entretém.

2 comentários:

D. disse...

eu n tenho vontade de ver esse filme, naquela família real só se salvava a Diana. Beijos!!!

Anônimo disse...

Bom olha, Estou Fazendo Um Trabalho de Redação Sobre Críticas.Bom Vim Achei Legal Sua Enterpletação Só Ficou Faltando ó Nome Dos Atores, que Você Não Representou No Filme.Esse Filme Não Tem Uma Atração Que eu Diga " oh Meu deus " Ele só Foca a Morte Diana.

Agradecimentos!!