sábado, junho 21, 2014

Crítica de The Normal Heart

Faça a Coisa Certa

The Normal Heart

Nota: 9,5

O novo filme da HBO se chama The Normal Heart, e já está passando na progra- mação do canal periodica- mente desde o começo do mês. Ele é originalmente uma peça autobiográfica (com per- sonagens de nomes fictícios) que Larry Kramer raivosa- mente escreveu em 1984, quando a epidemia de AIDS ainda nem tinha nome, as vítimas eram todos homens gays, que morriam sem a mínima assistência governamental. Ou seja, para quem gosta de chorar com filme, o drama é prato cheio. A peça estreou em 1985, em Nova York, e os seus direitos de adaptação acabaram caindo nas mãos de Barbra Streisand, que (egocêntrica como ela só, vide O Príncipe das Marés e O Espelho Tem Duas Faces) queria de qualquer jeito que a história se focasse na médica que atendia os doentes (ela interpretaria), mas Kramer bateu o pé e se recusou. A peça só voltou à tona quando ela finalmente estreou na Broadway, em 2011, e retornou pras rodas de discussão.

Ryan Murphy, o criador de filmes como Correndo com Tesouras (que eu amo) e Comer, Rezar, Amar (que eu nunca tive o interesse de ver) e do seriado Glee (no me gusta para nada... sorry) foi o responsável pela direção, com Brad Pitt (entre outros) na produção. Devido ao histórico pouco favorável, o nome de Ryan me deixou um pouco com pé atrás, mas dei uma chance, pelo material original ser bom. E não me arrependi.

Na história, Ned Weeks é um escritor que começa a ver todos os seus amigos morrerem aos poucos devido a uma misteriosa epidemia que assola a comunidade gay de Nova York no início dos anos 80. Ele coleta dados sobre a epidemia com a médica Emma Brookner, e junto com amigos resolve criar uma organização para pressionar autoridades a reconhecer a situação e tomar atitudes. O problema é que a urgência e o estresse da circunstância os levam a ter diferentes opiniões em como lidar com a situação, criando constantes atritos.

Talvez o principal atrativo para o público seja o elenco escalado. É uma verdadeira constelação. Eu achei um pouco irreal, faltou gente mais "normal". Quem acompanha séries badaladas do momento e filmes populares com certeza reconhecerá boa parte deles. Ned Weeks é interpretado pelo galã Mark Ruffalo. Julia Roberts é a médica Emma Brookner (Barbra já deve ter colocado o nome dela na boca do sapo). Além deles o elenco ainda conta com Matt Bomer, de Magic Mike e do seriado White Collar, Jim Parsons, o Sheldon de The Big Bang Theory, Taylor Kitsch, da série Friday Night Lights e Jonathan Groff, protagonista de Looking. Joe Mantello, que fez o Ned Weeks na adaptação recente para a Broadway, aqui assume o papel de Mickey.

Deles todos, Matt Bomer rouba a cena. Apesar de já ter uma carreira expressiva por alguns anos, os papéis que ele sempre fazia eram de homem mais bonito da face da terra. Ainda lhe faltava um papel de peso, que atestasse de fato a sua competência. Julia Roberts também se destaca como a médica deficiente física. Os dois serão provavel- mente os coadjuvantes laureados nas premiações que estão por vir.

A trilha sonora é sempre algo que me chama atenção em filmes. Desde que li a peça e a assisti nos EUA, a canção Praying For Time do George Michael me vinha à cabeça, e eu acabei associando as duas. Infelizmente, Ryan Murphy não teve a mesma idéia e Praying não está na trilha, mas tem outras coisas muito boas da época. Tem Simon & Garfunkel, Roxy Music, Culture Club, Rolling Stones, Sylvester e até Johnny Mathis.

A relevância histórica e política da obra são maiores do que ela, na verdade. Ainda hoje a comunidade gay luta por direitos. É sempre um bom alerta para as pessoas que alegam que gays devem se misturar às outras pessoas e viverem normalmente vejam que a luta da classe não é questão de gays se “guetificarem”, mas de perceberem que ainda são uma minoria, e como todas elas (negros, mulheres, algumas religiões, índios, etc.), não são tratados igualmente pela sociedade e pelas legislações. Precisam se organizar entre si e exigir essa igualdade das autoridades. Naquela época a pauta era a AIDS, mas hoje existem outras tão relevantes quanto.

Eu vi a peça no teatro, e a platéia era composta por pessoas de meia idade, que sobreviveram essa época e viram muitos amigos padecerem. A ausência de jovens era notória. E isso me entristeceu. A geração atual não conviveu com o pânico da epidemia e, ou ignoram, ou não atentam para o que a doença representa, correndo riscos desnecessários. Não se preservam, se esquecendo que a AIDS, apesar de ser controlável hoje em dia, ainda não tem cura.

sexta-feira, maio 23, 2014

Crítica de Praia do Futuro

Horizonte Perdido

Praia do Futuro

Nota: 8,5


O cinema nacional não é dos meus favoritos, infe- lizmente. Acho que talen- to no Brasil existe de sobra (eu incluso, rs). Faltam incentivos e in- vestimentos para que se construa uma indústria de fato. A gente logo reco- nhece um filme nacional pelos milhares de anún- cios de patrocinadores bem no início, quase to- dos órgãos públicos que distribuem incentivos à cultura. Não há planejamento para se construir produtora e estúdios de fato como no exterior, além da Globo Filmes. E essa falta de investimentos é notável, no nível de capacitação profissional, especialmente na área de roteiros. Nem as novelas, que outrora eram referência mundial, conseguem mais atingir o alto nível de antes. Basta só dar uma olhada no canal Viva e ver Dancin’ Days, de 1978. Ela dá um banho em todas as demais produções atuais, e boa parte daquele elenco ainda atua hoje em dia, mas infelizmente não tem um material à altura para trabalhar. E acho que o roteiro é o tendão de Aquiles dessa nova aventura do diretor Karim Aïnouz também.

Praia do Futuro, nome de uma idílica praia cearense, conta a história de Donato, um salva-vidas de origem humilde, muito ligado ao irmão mais novo e a mãe (muito mencionada, mas que nunca aparece), que numa missão consegue resgatar uma vítima de afogamento, mas perde outra. Isso o afeta profundamente, mas também cria uma cumplicidade entre ele e a vítima sobrevivente, o turista alemão Konrad, e eles acabam se envolvendo afetivamente. O que o leva a largar tudo para o alto e ir para Alemanha sem dar mais notícias.

O roteiro aposta em poucos diálogos. Muitos silêncios, olhares e gestos, que são marca registrada de cineastas orientais, e alguns europeus, mas não dos nossos. Brokeback Mountain, dirigido pelo taiwanês Ang Lee, e Felizes Juntos, do chinês Wong Kar-Wai, são magistrais nesse aspecto. E o filme se assemelha muito a Brokeback. A cena da discussão entre Donato e Konrad, inclusive, parece até cópia dos desentendimentos entre Jack Twist e Ennis Del Mar, mas bem aquém do ‘rival’. O que livrou Praia da comparação completa foi o ressurgimento do irmão da metade do filme em diante, que muda o rumo da história.

A fragmentação em capítulos enfraquece o filme como unidade. É como se estivéssemos vendo curtas-metragens, ou episódios de uma minissérie. Por ser um filme de menos de uma 2 horas, essas divisões me pareceram desnecessárias. Sem elas a história seria mais coesa, e o público facilmente entenderia os saltos de tempo e mudanças de ambientes também.

A familiaridade com as línguas foi algo que me incomodou também. Posso estar enganado, mas o ator alemão não parecia saber português. Ele parecia ter decorado suas falas, e pronunciava algumas delas de forma incompreensível. O mesmo talvez possa ser dito a respeito de Moura, mas ele teve bem menos diálogos em alemão. De um ponto em diante do filme, parece que resolveram abandonar essa tática de verossimilhança e deixar os atores falar nas línguas que se sentiam mais confortáveis, mesmo criando diálogos bi, e até, trilíngues. 

A fotografia é bela, especialmente nas cenas na Alemanha, e nas tomadas com as motos. Já a fotografia do Ceará me pareceu menos cuidada. Ficou a sensação de que o Ceará era menos belo do que deveria ser, apesar de esse contraste servir à jornada de Donato, sua mudança. Pode ser um elemento criativo válido, um contraponto importante, de como um lugar tão belo pode se tornar feio, e a Alemanha a sua Shangri-La.

Como designer gráfico, posso opinar que não entendi a escolha da paleta de cores e fonte usadas no título e créditos tinham a ver com o filme. Remetiam-me aos anos 80, pôster de shows de Spandau Ballet, Duran Duran ou Wham!, abertura de novelas da Globo e capa de disco da Xuxa.

Essa semana, qualquer pessoa interessada em cinema ficou sabendo da recepção hostil do público à estréia do filme. Na sessão em que estive, em São Paulo, pessoas saíram do cinema resmungando durante as cenas de sexo, reação semelhante das relatadas em Niterói. Em Aracaju, pagantes quase agrediram o gerente e pediam reembolso. Em João Pessoa cinemas carimbavam “avisado” nos ingressos após informarem o conteúdo do filme. E num episódio à parte, mas que não poderia ter acontecido numa melhor hora, um aluno da PM foi impedido de jurar, por ter feito uma dança no vestiário. 

E é desse ambiente que Donato foge. Que ainda é intolerante às diferenças e é extremamente heteronormativo, onde tudo é preto e branco e os milhares de tons de cinza entre esses moldes são estigmatizados e discriminados. E olhe que o Brasil é dos poucos países no mundo onde o casamento entre o mesmo sexo é legal. Imagine os maus bocados que homossexuais no mundo afora passam.

O filme, a priori, não me fez morrer de amores. Mas depois das reações Brasil afora, ele ganha um novo elemento emocional que o valida, e com certeza tocará a quem o assistir sem preconceitos daqui em diante. É quando percebemos que o filme veio na hora certa. Logo após Félix “comover” o país, e praticamente brindarem o fim da intolerância, Praia mostrou que não é bem assim. Felix, além de mal escrito, é, infelizmente, uma caricatura das mais antigas da história da dramaturgia. The Celluloid Closet já falou disso bem antes, há uns 20 anos atrás.

Praia vai bem ao cerne do problema dos “diferentes”: para ser si mesmo, é preciso fugir. A outra alternativa  é usar máscaras, viver nas sombras, cultivando segredos e mentiras, sempre à míngua, pois a sociedade não se assume como preconceituosa, mas não tolera a diversidade. E põe por terra o pobre argumento de muitos para maquiar o seu preconceito, “tudo bem ser gay, mas precisa desmunhecar?”. Donato e Konrad estão longe de “desmunhecar”, mas nem assim escaparam do linchamento moral.

segunda-feira, março 03, 2014

Oscar 2014

Sabe que eu até já caí no vício de ver Oscar só pra criticar depois? Mas esse ano, pra variar (de verdade), o evento foi bom. Foi um dos melhores Oscar que vi, e o melhor desde o apresentado por Hugh Jackman em 2009. Aquelas coisas de modernidade que o Oscar sempre inventou pra atrair o público jovem e nunca davam certo, dessa vez funcionaram, e de uma forma bem espontânea.

Pra começar os comentários, tenho que falar da menção a Eduardo Coutinho na sessão in Memorian, que foi totalmente inesperada para mim. Fiquei contente. Encheu até o olho de lágrima. William Ross conduziu a orquestra desse ano, que foi a melhor em anos. A escolha de trilhas tocadas durante a transmissão foi perfeita. Algumas eu nem conheço, vou ter que pesquisá-las.

E pra provar que Roberto Benigni foi um trauma pra Academia (acho é pouco...), a Itália não ganha o Oscar de filme estrangeiro desde então, há 15 anos, uma eternidade para eles, maiores vencedores da categoria. Pior o Brasil que não ganhou nunca... Mas pra provar que, mesmo depois desses anos todos, esse povo tem vocação nata pra dar bola fora, Sorrentino agradeceu a suas inspirações. Entre elas, Fellini, Scorsese e... Maradona. Nem comento.

Voltaram com a apresentação das indicadas a melhor canção, que esse ano eram músicas agradáveis em sua maioria, e ainda bem que desclassificaram a quinta indicada, a do filme racista da direita cristã. Achei o palco e a direção de arte do evento muito bem cuidada e de bom gosto (exceto quando tinha aquele monte de Oscar de plástico no palco), mas achei que a abertura da Ellen, à la stand-up comedy, meio pobrinha, apesar de divertida. Senti falta de um clipe apresentando os indicados. Mas ainda assim foi muuuuuito melhor que o fiasco do ano passado.


Frases da noite:
Estou honrada por voltar. Eu apresentei o evento há 7 anos atrás, e me alegro de terem me chamado de volta tão rápido.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

Tudo era tão diferente. Da última vez que apresentei Cate Blanchett foi indicada. Meryl Streep foi indicada. Leonardo DiCaprio foi indicado. Martin Scorsese foi indicado... Tão diferente...
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

Esse é um dos melhores imitadores da Liza Minelli que eu já vi. Bom trabalho, senhor!
Ellen, no seu monólogo inicial, 
brincando com Liza Minelli na platéia.

Precisamos de heróis agora mais do que nunca. O mundo está passando por maus bocados, e filmes são uma fuga. Não estou dizendo que filmes sejam a coisa mais importante do mundo, porque sabemos que a coisa mais importante é a juventude.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

Eu queria que vocês se considerassem vencedores. Não todos vocês, mas os que já venceram antes.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

Entre todos os indicados hoje à noite, vocês fizeram mais de 1400 filmes, e juntos fizeram um total de seis anos de faculdade.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

São todos tão talentosos, e eu não quero colocá-los uns contra os outros, mas tem câmeras por todos os lados, tá todo mundo faminto, Jennifer Lawrence ganhou ano passado. São os Jogos Vorazes.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

Jennifer Lawrence caiu hoje de novo saindo do carro. Se você vencer hoje acho que a gente vai ter que levar o Oscar até você.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

O avô do Bruce Dern foi governador de Utah. Seu tio-avô foi um poeta vencedor do Pulitzer, sua madrinha foi Eleanor Roosevelt. E você está aqui entre nós hoje. O que é que deu errado?
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

Jonah Hill, você me mostrou algo nesse filme que eu não vejo em muito, muito tempo.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial, se referindo 
a cena em que Jonah Hill se masturba em uma festa.

Muita coisa pode acontecer hoje. A possibilidade número um é 12 Anos de Escravidão vencer Melhor Filme. A possibilidade número dois, vocês são todos racistas.
Ellen DeGeneres, no seu monólogo inicial.

Cidadão Kane. Lawrence da Arábia. Ace Ventura. O próximo apresentador foi um deles.
Ellen DeGeneres, chamando Jim Carey ao palco.

Eu tenho algumas palavras aqui guardadas no meu sutiã.
Catherine Martin, esposa de Baz Luhrman 
e figurinista de O Grande Gatsby, ao receber seu 
terceiro Oscar (e primeiro dela na noite).

Ai! Eu nunca twittei antes!
Meryl Streep, após tirar selfie com Ellen 
e outros famosos na platéia.
[UPDATE]: Para ler os diálogos pouco audíveis dessa cena da selfie, clique aqui.
Não escapa de mim por nenhum momento que tanta alegria na minha vida veio do sofrimento de outrem.
Lupita, ao receber seu Oscar.

Qual o seu artista favorito? Estão todos aqui!
Ellen DeGeneres, para o entregador de pizza.
Eu tô sem trocado nenhum. Sandy! Você tem muito dinheiro. Você pode dar a gorjeta, né? Quem? O Harvey Weinstein? Mas onde ele está?
Ellen, pedindo pra Sandra Bullock pagar as pizzas.

Heróis nem sempre usam capas e máscaras. Às vezes eles usam sapatinhos.
Whoopi, antes de apresentar a homenagem a O Mágico de Oz.

Acabo de receber um email do Twitter. Nós fizemos história e quebramos o site. Viu, Meryl, o que a gente pode fazer?
Ellen, comemorando a sua foto ser a mais retweetada da história.

Obrigado aos nossos companheiros indicados. Vocês são todos rockstars. Literalmente.
Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, 
se referindo aos indicados famosos.

Vinte dólares? Você fez dois filmes esse ano...
Ellen, reclamando da quantia doada por 
Brad Pitt pra pagar as pizzas.

Para aqueles na indústria que estupidamente se agarram à ideia de que filmes sobre mulheres são um nicho, não são. O público quer vê-los e, na verdade, eles geram lucro.
Cate Blanchett, no seu discurso.

Todos merecem viver e não apenas sobreviver. Eu dedico esse prêmio a todos que viveram a escravidão e aos 21 milhões que ainda a vivem hoje em dia.
Steven McQueen, na última frase da noite, ao receber 
o prêmio de melhor filme por 12 Anos de Escravidão.



Os 3 Melhores Momentos da Noite:

1. As interações de Ellen com os famosos na platéia. A selfie para o twitter e as pizzas distribuídas aos famosos ficarão para a história, com certeza.

2. Pharrel dançando com Lupita, Meryl e Amy Adams na platéia. A apresentação da canção indicada Happy foi a mais divertida da noite, com certeza.

3. Karen O cantando Moon Song de Ela. Se tem uma coisa que eu amei em Ela foi a trilha sonora, e a performance acústica com a lua cheia de fundo foi de arrepiar os pentey do fiofó de travesti depilada.



Os 3 Piores Momentos da Noite:

1. O vídeo sobre “pessoas comuns que se tornam heróis” que colocava Milk, Filadélfia, 12 Anos de Escravidão, Norma Rae e Silkwood no mesmo balaio de Capitão Phillips, Discurso do Rei, O Mordomo da Casa Branca, Ben-Hur, Lawrence da Arábia, A Hora Mais Escura e Argo. Direitos civis, imperialismo, militarismo, direitos trabalhistas, colonialismo, enfim, vamos todos morrer mesmo...

2. Pink assassinando Somewhere Over The Rainbow.

3. Aquela música chata de Frozen (e performance fraca, nasal e estridente, decepcionante, ainda mais pra Idina Menzel, que tem décadas de experiência nos palcos da Broadway), a pior das quatro indicadas e que ainda acabou ganhando, tudo pelo lobby Disney.



O que mais teve?


- Lupita. Esplendorosa de azul turquesa;

- Sandra Bullock, bela, toda no formol;

- Kate Hudson, mais linda do que nunca;

- Goldie Hawn, mostrando como será Kate amanhã;

- Kim Novak, deformada. Parece no boneco de Jogos Mortais;

- Jared Leto e McConaughey, que combinaram de ir fantasiados de garçom...

...e combinaram no bronzeamento artificial também. Quase dois Oompa loompas;

- Chris Hemsworth e Charlize Theron. Imaginem só se esses dois tivessem filhos... ;

- Precious, que engordou uns 10 quilos, pelo menos, coitadinha, e Anna Kendrick, a mais mal-vestida da noite;

- Leonardo  DiCaprio, perdendo de novo. Perde tanto que já virou arroz de festa;

- Whoopi, fantasiada de Julia Roberts no Globo de Ouro;

- Chris Evans, com um paletó com os ombros estreitos demais pra ele;

- Hermione, que esqueceu o pente em casa;

- Cate Blanchett e Sally Hawkins, que foram de uniforme;

- John Travolta, que é a definição da palavra cacura. Essa obsessão dele em ser Tony Manero eternamente passou dos limites. Virou estátua de Madame Tussauds. Pra piorar, o momento VA da noite foi dele. Não conseguiu nem pronunciar o nome da Idina Menzel... Chamou de um nome lá impronunciável que ganhou até página própria no twitter depois;

[UPDATE]: Assim como a Idina Menzel, agora você também pode “travoltizar” o seu nome. É só clicar aqui.

- Robert Lopez, o compositor da xaropinha Let it Go de Frozen, que se tornou um dos pouquíssimos EGOTs, ou seja, aqueles profissionais que já ganharam o Emmy, Grammy, Oscar e Tony;

- Como morreu gente importante esse ano! Peter O’Toole, Shirley Temple, Joan Fontaine, Maximilian Schell, Philip Seymour Hoffman, James Gandolfini, Paul Walker, etc;

- A arte da sessão in memorian, que foi ao som da trilha de Algum Lugar no Passado. Se tivessem colocado uma bossa nova no lugar seria plágio à abertura de novela de Manoel Carlos;

- Teve Bette Midler, que entrou cantando aquela música cafonérrima de casamento, Wind Beneath My Wings, logo depois da bela homenagem aos finados, quebrando o clima. Momento WTF da noite.


Para ver a lista completa de vencedores, clique aqui.