
John Stewart, Chris Rock, Anne Hathaway, James Franco, Steve Martin, Alec Baldwin. Não importa quem seja o apresentador do evento, nem trazer Billy Crystal de volta, que a cerimônia esse ano provou que o que não funciona mesmo é a fórmula pra lá de gasta. Cortaram as músicas, os prêmios especiais por carreira, correram como podiam, diminuíram ainda mais a tolerância dos discursos de agradecimento, mas o evento continuou longo, arrastado, cansativo. Além de enfadonho.
E cada vez mais me certifico que a cerimônia não premia qualidade, mesmo O Artista sendo um bom filme. Acho que é mais uma forma de se premiar uma tendência, do que a excelência em si. A tendência desse ano foi nostalgia. O Artista e Hugo levaram 5 prêmios cada, e são dois filmes sobre os primórdios do cinema, que certamente tocaram o coração dos eleitores da Academia, que na sua média, é masculino, branco e acima dos 60 anos de idade. E por fim meus filmes favoritos nunca vão longe. Raramente meus favoritos vencem. Disso eu já até me acostumei.
Christopher Plummer consagra-se o ator mais velho a ganhar um Oscar. Meryl vence finalmente depois de 29 anos, com um vestido quase igual ao da vez anterior. A conclusão que me fica é que a cerimônia ainda é bem status quo, só ver como a festa é tão TFP (tradição-família-propriedade), moral e bons costumes, sem transgressões ou ousadias, e o momento mais ‘‘chocante’’ (ou inesperado) é o Borat sacudindo poeira no Ryan Seacrest no tapete vermelho, e ainda usarem gays como motivo de riso, como no beijo de Billy Crystal e George Clooney, e Colin Firth anunciando prêmio. Esses roteiristas precisam ver The Celluloid Closet urgente.
E cada vez mais me certifico que a cerimônia não premia qualidade, mesmo O Artista sendo um bom filme. Acho que é mais uma forma de se premiar uma tendência, do que a excelência em si. A tendência desse ano foi nostalgia. O Artista e Hugo levaram 5 prêmios cada, e são dois filmes sobre os primórdios do cinema, que certamente tocaram o coração dos eleitores da Academia, que na sua média, é masculino, branco e acima dos 60 anos de idade. E por fim meus filmes favoritos nunca vão longe. Raramente meus favoritos vencem. Disso eu já até me acostumei.
Christopher Plummer consagra-se o ator mais velho a ganhar um Oscar. Meryl vence finalmente depois de 29 anos, com um vestido quase igual ao da vez anterior. A conclusão que me fica é que a cerimônia ainda é bem status quo, só ver como a festa é tão TFP (tradição-família-propriedade), moral e bons costumes, sem transgressões ou ousadias, e o momento mais ‘‘chocante’’ (ou inesperado) é o Borat sacudindo poeira no Ryan Seacrest no tapete vermelho, e ainda usarem gays como motivo de riso, como no beijo de Billy Crystal e George Clooney, e Colin Firth anunciando prêmio. Esses roteiristas precisam ver The Celluloid Closet urgente.
Frases da noite:
Justin Bieber, na montagem de abertura, fazendo piada com a constante luta,
em vão, da Academia de atrair a audiência jovem para assistir o evento.
em vão, da Academia de atrair a audiência jovem para assistir o evento.
“Essa abertura foi ‘Extremely Loud & Incredibly Close’. Esta é minha nona vez apresentando, então podem me chamar de ‘War Horse’.”
Billy Crystal, no seu monólogo inicial.
Billy Crystal, no seu monólogo inicial.
“Divirtam-se esta noite! Nada pode nos fazer esquecer dos problemas econômicos mundiais como ver milionários se premiarem com estatuetas de ouro.”
Billy Crystal, no seu monólogo inicial.
“Nove é o novo dez.”
Billy Crystal, claramente debochando da bobagem da academia de não
arredondar o número de indicados a melhor filme.
arredondar o número de indicados a melhor filme.
“Depois de ver The Help eu queria abraçar a primeira mulher negra que eu encontrasse, mas de Beverly Hills são 45 minutos de carro.”
Billy Crystal, fazendo piada e ironizando como as coisas
não mudaram tanto assim.
não mudaram tanto assim.
Billy Crystal, se dirigindo à Stacy Keibler, namorada do George Clooney,
fazendo piada com o beijo que eles deram na montagem de abertura.
fazendo piada com o beijo que eles deram na montagem de abertura.
“Vejam só alguns dos indicados: Christopher Plummer, com 82 anos. Max von Sydow, com 82 anos. Quando meu avô tinha 82 anos a gente não deixava nem ele ir ao cinema.”
Billy Crystal, falando sobre os indicados a ator coadjuvante.
“Vamos dar o fora daqui.”
Os vencedores de melhor montagem por Millenium (a melhor coisa do filme,
de fato), mostrando que o pessoal da parte técnica realmente
não se sente muito confortável nos holofotes.
de fato), mostrando que o pessoal da parte técnica realmente
não se sente muito confortável nos holofotes.
Christopher Plummer, recebendo seu prêmio de ator coadjuvante.
“Eu prefiro um curta que seja bom pra mim a um longa que só fica lá e você tem que fazer o trabalho todo.”
Kristen Wiig, junto com as demais protagonistas de Bridesmaids,
apresentando o prêmio de Curta Metragem.
apresentando o prêmio de Curta Metragem.
“Meryl... Mamma Mia! Estávamos na Grécia, nós dançamos, eu era gay, e éramos felizes. E provavelmente sou o pai da sua filha.”
Colin Firth, apresentando Meryl Streep como candidata a melhor atriz
e relembrando quando contracenaram juntos.
e relembrando quando contracenaram juntos.
“Quando meu nome foi anunciado eu pude sentir que metade do país dizia ‘Oh, não! Por que ela de novo?’”Meryl Streep, aceitando o prêmio de melhor atriz.
Top 5 – Melhores Momentos:
1. Octavia ganhando melhor atriz coadjuvante (vídeo aqui). Pelo menos uma verdadeira torcida minha tinha que se concretizar.2. Os vídeos dos atores contando suas memórias de infância sobre cinema. Esse de cima foi o primeiro deles, mas houve diuversos espalhados na transmissão. Apesar de ter alguns atores lá, tipo Adam Sandler, falando com tanta propriedade que até fazia parecer que eles têm alguma coisa que preste no currículo.
3. O vídeo satírico de uma platéia teste de O Mágico de Oz, cheio de comediantes ótimos e esquecidos pela academia, como Eugene Levy, Christopher Gues, Catherine O'Hara e Jennifer Coolidge. E cá entre nós a academia nunca gostou de comediantes.
4. Emma Stone apresentando o prêmio de melhor efeitos especiais. Mesmo com o Ben Stiller do lado.
5. Esperanza Spalding cantando What a Wonderful World para os falecidos.
Top 5 – Piores Momentos:
1. Meryl vencendo melhor atriz. Jamais imaginei ficar triste de vê-la ganhando um Oscar, levando em consideração que as duas vezes que ela venceu eu nem era nascido, mas esse ano torci de corpo e alma pela Viola Davis.
2. Rio perdendo canção pra aquela sentinela sem graça dos Muppets.
3. Estragarem a montagem sobre cinema, que começou tão bem com A Princesa Prometida, Lendas da Paixão, Amélie e Ghost, colocando depois todos os comediantes podres de Hollyood. Ben Stiller, Adam Sandler, Mike Myers, Eddie Murphy... Não esqueceram nenhum!
4. Ver Melissa Leo de novo.
5. A Árvore da Vida perdendo melhor fotografia.
Constatações:
- Emma Stone é a nova Julia Roberts. Pelo menos a simpatia dela parece ser autêntica.
- Nick Nolte: de Sexiest Man Alive, em 1992, a Papai Smurf.
- Gwyneth já é uma assombração, não precisava ir vestida de fantasma...
- Sandra Bullock tá japonesa, Brasil! Tá passando pelo processo de plastificação que Nicole Kidman passou alguns anos atrás, e ainda bem parece ter deixado de lado.
- Até Barbra Streisand caprichou no bisturi agora.
- E Tom Cruise também mergulhou no botox.
- Angelina Jolie continua doentiamente esquálida. E tá ficando a cara da Joan Collins.
- Rooney Mara esteve linda no Globo de Ouro, mas foi pro Oscar com um franjão de Maria-Mijona.
- Dujardin, que tinha minha torcida, me pareceu, dessa vez, canastrão e pedante. Devia ter torcido pelo George Clooney.
- Até agora não entendi porque Cameron Diaz e Jennifer Lopez viraram as costas (no caso da J-Lo, o bundão) pra platéia antes de entregar o prêmio de maquiagem. Cá entre nós, A maquiagem de Harry Potter era muito melhor.Obs: Mistério esclarecido! J-Lo pagou peitinho e virou de costas pra se arrumar. Cameron ficou de costas em solidariedade.
- Berenice Bejo fica melhor em preto e branco.
- Jessica Chastain estava linda.
- Glenn Close e Janet McTeer se passando por homens em Albert Nobbs é assim, tão convincente, quanto a ‘exótica cantora’ de The Crying Game.
- Por mais que eu odeie admitir, o Cirque du Soleil me deu sono.- Chris Rock tem um de voz insuportável. Ele pode dizer bom dia, que já desperta minha antipatia.
- Rubens Ewald continua bem enjoadinho, como por exemplo chamar Christopher Plummer de canastrão (mesmo que outrora), mas quando ele espinafrou a Rooney Mara e o Millenium, eu não vou mentir que concordei...
A lista completa de vencedores:
Melhor filme
O Artista
Melhor diretor
Michel Hazanavicius - O Artista
Melhor atriz
Meryl Streep por "A Dama de Ferro"
Melhor ator
Jean Dujardin por "O Artista"
Melhor ator coadjuvante
Christopher Plummer por "Toda Forma de Amor"
Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer por "Histórias Cruzadas"
Melhor Roteiro Original
Woody Allen por "Meia-Noite em Paris"
Melhor Roteiro Adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash por "Os Descendentes"
Melhor Filme Estrangeiro
"A Separação" de Asghar Farhadi (Irã)
Melhor Animação
"Rango" de Gore Verbinski
Melhor Curta de Animação
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" de William Joyce e Breon Oldenburg
Melhor Documentário
"Undefeated" de TJ Martin, Dan Lindsay e Richard Middlemas
Melhor Documentário Curta Metragem
"Saving Face" de Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chemoy
Melhor Trilha Sonora
Ludovic Bource por "O Artista"
Melhor canção
"Man or Muppet" de "Os Muppets"
Melhor Direção de Arte
Dante Ferretti e Francesca Lo Schiavo de "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Fotografia
Robert Richardson de "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Edição
Kirk Baxter e Angus Wall de "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
Melhor Mixagem de Som
Tom Fleischman e John Midgley de "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Edição de Som
Philip Stockton e Eugene Gearty de "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Efeitos Visuais
Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Hennemg de "A Invenção de Hugo Cabret"
Melhor Maquiagem
Mark Coulier e J. Roy Helle de "A Dama de Ferro"
Melhor Figurino
Mark Bridges de "O Artista"
Melhor Curta Metragem
"The Shore" de Terry George e Oorlagh George










































